Festas de Varche e a satisfação da Sociedade Recreativa local pela adesão dos fregueses

As tradicionais Festas em Honra de Nossa Senhora da Encarnação em Varche, no concelho de Elvas, prosseguem hoje, sábado. Após um início auspicioso na sexta-feira, que, segundo Bruno Belchior, presidente da Sociedade Recreativa de São Brás de Varche, teve “lotação esgotada” e uma adesão que o deixa “satisfeito”, o segundo dia promete continuar a animar a localidade.

Para a noite de hoje, sábado, o programa musical aposta num grupo de fora do concelho, o Duo Lunar, uma escolha justificada pelo próprio presidente: “hoje, sábado, destacamos com um grupo de fora que é uma noite de sábado, vamos também esperar ter mais gente do que ontem”. Esta aposta num grupo externo contrasta com o resto do cartaz, que privilegia os artistas locais, numa tentativa de “ajudar a gente da terra”.

A vertente gastronómica continua a ser um dos pontos fortes das festividades, com Bruno Belchior a destacar a “adesão brutal” ao restaurante, que se explica pelo facto de as pessoas gostarem e de a organização “servir bem”.

Festa dos Mártires do Brasil na Igreja de São Domingos

cidade de Elvas vai associar-se, amanhã sexta-feira, dia 17 de julho, às celebrações do Dia dos Mártires do Brasil. A data ganha especial relevância local, uma vez que entre os 40 missionários jesuítas martirizados em 1570, se encontram duas figuras naturais da cidade: o Beato Álvaro Mendes (estudante e cantor de 19 anos) e o Beato Aleixo Delgado (estudante e cantor de 17 anos).

A 15 de julho de 1570, a nau Santiago, que transportava o grupo de missionários liderado pelo Padre Inácio de Azevedo com destino à evangelização do Brasil, foi intercetada junto às Ilhas Canárias. A embarcação foi atacada por uma frota de corsários calvinistas franceses e huguenotes (frequentemente associados ao contexto das guerras  religiosas da época na Europa). Pelo ódio à fé católica, os  religiosos foram cruelmente massacrados e lançados ao mar, muitos ainda com vida.

Com o objetivo de manter viva a memória e o culto a estes dois jovens elvenses que deram a vida pela sua fé, a Fraternidade Leiga de São Domingos promove anualmente um programa litúrgico, que começou às 12h00, com o toque solene dos sinos em várias igrejas da cidade de Elvas em memória dos Mártires e tem o seu ponto alto às 19h15, com a celebração de uma Eucaristia Solene na Igreja de São Domingos.

Arronches dá início à grande montra económica do concelho

A 15.ª edição da Feira das Atividades Económicas (FAE) de Arronches arrancou ao final da tarde desta quinta-feira, 9 de julho, dando início a quatro dias dedicados à promoção da agricultura, pecuária, artesanato, indústria e gastronomia do concelho. O certame decorre até domingo, dia 12, e volta a afirmar-se como o maior evento anual do município.

Na abertura da feira, o presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, reconheceu que a edição deste ano decorre com algumas limitações devido às obras em curso nas imediações do recinto, situação que obrigou a reduzir o espaço disponível e, consequentemente, o número de expositores.

“Este ano temos uma condicionante, que são as obras que estão a decorrer do outro lado e que nos limitam em termos de espaço. Ainda assim, quisemos ter uma feira com dignidade e que vá ao encontro daquilo que têm sido as últimas edições, apesar de termos, efetivamente, menos expositores”, afirmou.

Um dos principais destaques da edição de 2026 é o cartaz de espetáculos, que João Crespo classificou como “fantástico”, sublinhando a presença da cantora brasileira Daniela Mercury, que sobe ao palco na noite de sábado, dia 11.

“Foi uma coincidência e até diria uma sorte termos a possibilidade de trazer a Arronches a Daniela Mercury, uma artista de renome internacional. Acho que é a primeira vez que vem um artista com este peso a Arronches e isso deixa-nos desde logo satisfeitos”, referiu o autarca.

O evento conta, nesta primeira noite, com um espetáculo de Sons do Minho; amanhã de Némanus; e, por fim, no domingo, de Fernando Daniel.

O autarca destacou ainda que a programação foi pensada para diferentes públicos, mantendo a tradição de dar palco aos artistas locais. “Como habitualmente, temos sempre espetáculos musicais que vão ao encontro dos gostos de todos e, naturalmente, quando a noite se prolonga para os mais jovens, não pode faltar essa diversão. Também não pode faltar a oportunidade que damos aos grupos da terra e, por isso, todos os dias abre o palco um grupo local”, salientou.

João Crespo mostrou-se ainda confiante numa forte afluência de visitantes ao longo dos quatro dias de certame, considerando que a feira é uma importante montra da dinâmica económica do concelho.

“Penso que estão reunidas as condições para termos aqui mais uma grande Feira das Atividades Económicas. Esperamos, naturalmente, muita gente. É para isso que trabalhamos: para que possam conhecer a dinâmica económica do concelho e também desfrutar e conviver com amigos e familiares. Esse é também um dos grandes objetivos”, frisou.

Relativamente ao investimento feito, o presidente da Câmara revelou que a organização da feira representa um esforço financeiro na ordem dos 300 mil euros, defendendo, contudo, que o retorno vai muito além dos dias do evento.

“O investimento rondará os 300 mil euros, talvez um pouco acima desse valor. Aquilo que entendemos é que quem vem a Arronches nesta feira fica com vontade de voltar. É isso que pretendemos: que, ao longo do ano, as pessoas regressem, conheçam o tecido empresarial do concelho e desfrutem de toda a oferta turística que temos para oferecer. Estou convicto de que este investimento terá o seu retorno durante o resto do ano”, conclui.

A João Crespo, na sessão de abertura do certame, juntou-se o vice-presidente da CCDR Alentejo, Roberto Grilo.

Raya Kids encerrou Festival Raya com dia dedicado às crianças

O Festival Raya terminou este domingo, dia 5 de julho, com a segunda edição do Raya Kids, um dia pensado exclusivamente para os mais novos.

Entre pinturas faciais, insufláveis e muitos brindes, as atuações do curso de viola do Projeto de Formação do Município, Miraculous e DJ Ovelha Choné fizeram as delícias dos pequenos.

Alandroal abre as portas ao Festival “Fora da Casca” com petiscos, música e associativismo

O Castelo de Alandroal volta a receber, até domingo, 5 de julho, o Festival “Fora da Casca”, evento que coloca em destaque o caracol, a caracoleta e o lagostim, reunindo gastronomia, animação musical e o movimento associativo do concelho.

Promovido pela Câmara Municipal de Alandroal, em parceria com as associações locais, o festival abriu portas ao início da noite desta sexta-feira, 3 de julho, com uma atuação da Banda Filarmónica do Centro Cultural de Alandroal, precisamente no dia em que a coletividade assinala mais um aniversário.

Na abertura do certame, o presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Grilo, destacou o ambiente que envolve o evento e o programa preparado para os três dias.

“Temos um cenário particularmente agradável porque a nossa banda faz anos hoje e vai-nos brindar com uma atuação. Temos todas as associações, temos os concertos e penso que está tudo preparado para três dias de animação”, afirmou.

Face às elevadas temperaturas que se fazem sentir, o autarca apelou ainda aos visitantes para que privilegiem as horas de menor calor. “Nesta altura temos sempre calor, há que ter algum cuidado quando estamos a atravessar uma vaga de calor. Vamos começar um pouco mais tarde e recomendamos também que as pessoas façam o mesmo. A partir desta hora (20 horas) já não podemos dizer que haja qualquer perigo. É petiscar, refrescar-se e aproveitar as noites”, referiu.

João Grilo sublinhou ainda que o modelo do festival se mantém, por considerar que está consolidado e oferece condições para receber famílias em segurança.

“O modelo mantém-se, está consolidado. O espaço é agradável e controlado. Os pais podem trazer as crianças à vontade, porque têm insufláveis e existe controlo. Temos todas as condições para se passar o tempo sem preocupações”, frisou.

Outro dos aspetos destacados pelo presidente do município foi o forte envolvimento do tecido associativo do concelho, com a participação de praticamente todas as coletividades.

“Temos entre nove e dez associações, praticamente todas as associações do concelho têm trabalhado connosco. O mais importante é que este é um festival representativo de todo o concelho. Não temos apenas associações da vila de Alandroal, mas sim associações de todas as freguesias, e isso para nós é extremamente importante”, salientou.

Ao longo dos três dias, além da oferta gastronómica nas tasquinhas dinamizadas pelas associações, o Festival “Fora da Casca” apresenta um programa musical diversificado.

Esta sexta-feira, na primeira noite, a animação está a cargo d’Os Alentons e do DJ Rastilho. No sábado, o programa começa às 19h30 com Os Caprichosos, seguindo-se, às 22h00, a atuação da banda Putos do Rock, terminando a noite com o DJ Madeira. O encerramento acontece no domingo, com a atuação da Zuluband, às 18h30, e o espetáculo “Recordar é Viver”, protagonizado por CC & Liaça, às 20h00.

XVIII Festival Medieval invade o Centro Histórico de Elvas a partir desta quinta-feira

A cidade de Elvas volta a viajar no tempo entre os dias 2 e 5 de julho com a realização da XVIII edição do Festival Medieval. O evento, um dos mais emblemáticos do verão elvense, promete transformar o Centro Histórico, classificado como Património Mundial da UNESCO, num verdadeiro cenário da Idade Média.

Durante quatro dias, as ruas, a Praça da República e o Castelo vão encher-se de centenas de recriadores históricos, artistas, músicos, mercadores e artesãos. A promessa é de uma experiência única de imersão na história e nas tradições medievais.

A abertura oficial aconteceu esta quinta-feira, 2 de julho, às 19h30, na Mouraria, seguida pelo tradicional Cortejo Histórico. Ao longo do fim de semana, os visitantes podem contar com Cortejos militares, torneios a cavalo, demonstrações de tiro com arco e espetáculos de fogo.

Rondão Almeida, presidente da Câmara de Elvas, disse à nossa reportagem que “as pessoas devem sair de casa, a temperatura está ideal, 37 graus neste momento na Praça da República, completamente cheia, o que é interessante. Imagine-se o que vai ser isto por volta das 21h30, 20 horas, tudo a comer na Praça da República. Vamos viver esta feira medieval como nunca o fizemos ao longo da décima oitava edição. Um bem-haja a todos, vamos todos para a feira medieval!”

Destaques da Programação

Há também atuações de grupos como Cornalusa, Bailias do Tempo, Meraki Tribe, Malatitsch e Bobo da Charneca em vários palcos (Sé, Mouraria, Alcaide Mouro e Cavaleiro de Elvas) tanto no Castelo como na Praça da República Palco O monumento terá um papel central com atividades que evocam a vivência militar e social da época.

No pateo da Câmara existe uma zona de jogos medievais sobretudo para os mais jovens.

A entrada no evento é totalmente livre. O encerramento está marcado para a noite de domingo, 5 de julho, com um grande espetáculo de fogo, sendo promovido pelo Município de Elvas, o festival afirma-se como um motor essencial para a dinamização cultural, turística e económica do concelho.

Colisão na saída da A6 para Elvas provoca um ferido grave: vítima transportada de helicóptero para Évora

Um homem, com cerca de 55 anos, ficou gravemente ferido na sequência de uma colisão entre um veículo pesado de mercadorias e um veículo ligeiro de passageiros, na tarde desta quinta-feira, 2 de julho, na Estrada Nacional 373, junto à saída da A6 para Elvas e Campo Maior.

O veiculo ligeiros de passageiros terá saído da A6 em direção a Elvas, quando o veiculo pesado de mercadorias que se dirigia para Campo Maior lhe embateu. O veiculo ligeiro foi projetado para o rail de proteção no sentido contrário e o condutor necessitou que os Bombeiros procedessem ao seu desencarceramento.

De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Elvas, Paulo Moreiras, o alerta mobilizou de imediato os meios considerados necessários, tendo sido acionada a Ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) do Hospital de Elvas, uma vez que as primeiras informações apontavam para a existência de feridos graves e de uma vítima encarcerada.

À chegada ao local, os operacionais confirmaram que o homem que conduzia a viatura ligeira apresentava ferimentos graves. Face à gravidade da situação, foi igualmente acionado o helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), sediado em Évora.

Após as operações de desencarceramento e estabilização da vítima, o ferido foi transportado por via aérea para uma unidade hospitalar, tendo como destino inicial o Hospital de Évora, “embora este pudesse ser alterado durante o voo, de acordo com a evolução do seu estado clínico”, explica o comandante.

As causas da colisão ainda estão por apurar. Segundo Paulo Moreiras, a investigação ficou a cargo do Núcleo de Investigação de Acidentes da Brigada de Trânsito da Guarda Nacional Republicana (GNR), entidade responsável por determinar as circunstâncias que estiveram na origem do acidente.

Para o local foram mobilizados mais de 20 operacionais, entre Bombeiros e GNR de Elvas, apoiados por três viaturas e uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Elvas, a ambulância SIV do Hospital de Elvas, o helicóptero do INEM e vários veículos da Guarda.

Durante as operações de socorro, o trânsito esteve cortado ao trânsito desde a rotunda do Centro de Negócios Transfronteiriço de Elvas até ao local do sinistro, junto à saída da A6.

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«É Festa» abre portas em Campo Maior para todas as idades

Foi inaugurado esta sexta-feira, na Zona Industrial de Campo Maior, o «É Festa», um novo espaço de eventos idealizado por Paula Aparício, empresária conhecida pelo seu trabalho à frente de uma loja para noivas, em Elvas. O novo projeto nasce com o objetivo de proporcionar um espaço versátil e moderno para a realização de festas e celebrações, tanto para crianças como para adultos.

O «É Festa» foi pensado para acolher uma grande variedade de eventos, desde festas de aniversário, baby showers, batizados, sunsets, almoços, jantares e outras celebrações, sempre mediante agendamento. Disponibiliza ainda serviço de catering, permitindo organizar eventos à medida das necessidades de cada cliente.

O espaço tem uma ampla área dedicada às crianças, com playground, trampolim, campo de futebol, tabela de basquetebol, mini discoteca, cozinha de brincar e diversas oficinas e atividades lúdicas, proporcionando momentos de diversão num ambiente seguro.

Enquanto os mais pequenos brincam, os adultos podem desfrutar das áreas de convívio e refeição, tornando o espaço ideal para reunir família e amigos em qualquer ocasião.

Com esta nova aposta, Paula Aparício alarga a sua atividade na organização de eventos, disponibilizando à região um espaço moderno e multifuncional, preparado para receber celebrações de diferentes dimensões e adaptadas às necessidades de cada cliente.

O «É Festa» está localizado na Rua B4, Zona Industrial de Campo Maior.

Contactos:
E-mail: efestaeventos2026@gmail.com
Telefone: 967 099 346

Campo Maior leva fusão de fado, flamenco e dança oriental a festival em Marrocos

Entre os dias 18 e 22 de junho, realizou-se em Marrocos a 5.ª edição do Festival Internacional Tanjafest of Nations – Fitcha, um dos mais relevantes encontros multiculturais dedicados à promoção da paz, da arte e do diálogo entre os povos. O evento decorreu nas cidades de Tânger, Rabat e Larache, reunindo participantes de diversas nacionalidades.

A representação portuguesa foi liderada por Letícia Garcia, que participou no festival pela terceira vez. Sob a sua coordenação, os Projetos de Formação de Dança Oriental e Música do Município de Campo Maior marcaram presença no evento internacional, levando a palco um trabalho artístico de fusão cultural. O projeto contou ainda com a participação de alunas espanholas, refletindo o caráter transfronteiriço da iniciativa.

A criação apresentada destacou-se pela integração de diferentes linguagens artísticas, resultando numa fusão entre fado, flamenco e dança oriental. O trabalho contou com a colaboração do professor Alexandre Gomes e da cantora Mónica de Salas, natural de Badajoz.

A participação portuguesa teve como objetivo não só a promoção da cultura nacional, mas também a divulgação do trabalho artístico e formativo desenvolvido em Campo Maior. Ao mesmo tempo, permitiu reforçar o intercâmbio cultural entre Portugal e Espanha, no âmbito da cooperação da EuroAce, fortalecendo laços entre os dois territórios.

Ao longo do festival, os participantes partilharam experiências, tradições e expressões culturais, num ambiente marcado pela convivência, pela música e pela dança, reforçando a união entre povos através da arte.

A atuação coordenada por Letícia Garcia foi destacada pela sua originalidade e qualidade artística, contribuindo para o reforço das relações culturais entre Portugal e Marrocos e para a projeção internacional do concelho de Campo Maior.

Fotos: Susana Freitas Pinto

Viatura encontrada tombada no Jardim das Laranjeiras

Um automóvel foi encontrado, na manhã desta quinta-feira, 25 de junho, tombado no interior do Jardim das Laranjeiras, na Rua do Bucho, em Elvas.

Ao que tudo indica, a viatura terá ficado mal travada, acabando por deslizar e cair para o jardim.

Após a queda, o automóvel ficou numa posição invulgar, praticamente na vertical, com as rodas traseiras apoiadas no muro.

Do incidente não resultaram feridos.

A área foi delimitada pela PSP e, por volta das 11 horas, já decorriam os trabalhos de remoção da viatura, com recurso a uma grua.

Noite de São João em Arronches ao som de José Malhoa e com muita sardinha assada

As Festas de São João em Arronches continuam a afirmar-se como um dos momentos mais altos do calendário cultural do concelho, atraindo locais e visitantes com um programa que alia a forte matriz popular ao dinamismo do tecido associativo.

Em entrevista, na noite de São João, o presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, sublinhou o esforço da autarquia em apresentar um cartaz diversificado e o orgulho no envolvimento da comunidade. “Tentamos que o programa de São João seja diversificado, com uma raiz muito popular acima de tudo e a verdade é a programação que é feita pela Câmara, mas também envolve as coletividades desportivas e culturais têm sempre aqui um papel muito importante, mostrando aquilo que são as suas atividades”, destacou o edil.

O autarca fez um balanço altamente positivo das iniciativas que já marcaram a edição deste ano, evidenciando o papel das associações locais que enriqueceram significativamente a programação. “Tivemos a Associação Ice Show com o espetáculo de patinagem, tivemos o Grupo Motar com o espetáculo de freestyle em mota, que também fez, atraiu muita gente e fez aí as delícias de muitas pessoas”, recordou.

Além disso, a tradição local na tauromaquia também esteve em forte destaque. “Arronches é conhecido por ser um concelho marcadamente taurino e aficionado, e portanto iniciámos logo as festas dia 9 com as largadas de touros. Tem sido ao longo destes dias um rol de atividades que nos tem preenchido aqui muito tempo e acima de tudo aquilo que o município pretende é que as pessoas estejam contentes, felizes e festejem o São João”, enfatizou João Crespo.

Como manda a tradição são joanina, a gastronomia assume um papel central na festa. “Não podia faltar a sardinha assada, como estamos aqui a ver hoje. Sardinha assada, vinho, a açorda, oferta do município e, portanto, é mais um motivo para virem até a Arronches e degustarem as sardinhas e festejar o São João connosco”, apontou o presidente.

Quando questionado sobre a logística desta grande operação gastronómica, o autarca revelou que as expectativas foram superadas. “Nós este ano comprámos 800 kg de sardinha. É um número que tem vindo a crescer porque temos tido cada vez mais adesão das pessoas, quer dos habitantes, quer de quem nos visita, de virem provar as sardinhas”, explicou. O sucesso tem sido evidente ao longo dos festejos: “Este ano foram 800 kg, pelo que sei estão a sair bem. Só ontem gastámos 100 kg, foram consumidos 100 kg de sardinhas só aqui no recinto (Jardim do Fosso), o que significa que tivemos muita gente e as sardinhas, acima de tudo, são do agrado de todos.”

Picanha, feijoada e açaí: Dona Anna está agora num novo espaço em Elvas

Snack Bar & Restaurante Dona Anna está agora num novo espaço no centro histórico de Elvas

Depois de uma trajetória marcada pela paixão pela gastronomia brasileira e portuguesa, o Snack Bar & Restaurante Dona Anna abriu as portas na Rua dos Quartéis n.º 18B, em Elvas, no passado dia 5 de junho de 2026.

A história do negócio começou em 2014, no Brasil, com o restaurante “Novo Sabor”. Anos mais tarde, Ana Lúcia decidiu trazer a sua experiência e os sabores tradicionais brasileiros para Portugal. Em 2022, juntamente com o filho Igor, abriu o restaurante nas instalações da ARPI de Belhó e Raposeira, em Elvas, onde conquistou clientes através da qualidade dos seus pratos e do ambiente familiar.

Com o crescimento do projeto, decidiram mudar de instalações e após uma remodelação completa, nasce o Snack Bar & Restaurante Dona Anna, localizado perto do Castelo de Elvas.

O restaurante continua a apostar numa fusão de sabores brasileiros e portugueses. Entre as especialidades destacam-se os tradicionais pastéis de feira e coxinhas com vários recheios, caldo de cana, açaí e caipirinhas.

Aos sábados, os clientes podem saborear o pernil assado no forno e a famosa vaca atolada. Já aos domingos, é servida a tradicional feijoada brasileira.

O Snack Bar & Restaurante Dona Anna está aberto de terça-feira a domingo, das 9h00 às 23h00, encerrando à segunda-feira.

Contactos: Telefone: 268 034 599 e Telemóvel: 965 489 737

Uma manhã a mexer: “Criança Ativa” anima Estádio de Atletismo de Elvas

O Estádio Municipal de Atletismo de Elvas recebeu esta terça-feira, 23 de junho, a atividade “Criança Ativa”, integrada na 24.ª edição dos Jogos do Alto Alentejo, iniciativa promovida pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), reunindo alunos do 1.º ciclo de diferentes concelhos do distrito de Portalegre numa manhã dedicada ao desporto e à atividade física.

Ao longo da iniciativa, as crianças tiveram oportunidade de experimentar diversas modalidades, como futebol, andebol, atletismo, ginástica, rugby e orientação, numa ação que contou com a colaboração, para além da Câmara Municipal, de diferentes clubes locais – “O Elvas”, “Os Elvenses”, Isekais, Rugby Clube de Elvas e IALBAX -, assim como dos Bombeiros Voluntários e da PSP.

Carlos Nogueiro

Em declarações à Rádio ELVAS, o 1º secretário executivo da CIMAA, Carlos Nogueiro, destacou que o principal objetivo dos Jogos do Alto Alentejo passa por envolver todas as faixas etárias da população. “O objetivo desta iniciativa dos Jogos do Alto Alentejo na Comunidade Intermunicipal é abranger todas as faixas etárias, neste caso desde os seis anos até aos dez, 11 anos, mas depois temos todos os outros pilares da atividade ao longo da sua edição, até aos seniores”, afirmou.

Segundo o responsável, a atividade “Criança Ativa”, que decorre em Elvas e prossegue amanhã, dia 24, em Ponte de Sor, resulta de uma parceria entre os agrupamentos de escolas e o movimento associativo local, considerado fundamental para o desenvolvimento da prática desportiva entre os mais jovens. “É importante incutir nas crianças a atividade recreativa e de lazer. Depois, se a criança e os pais entenderem que devem ter uma participação mais ativa na vida desportiva, podem inscrever-se nos clubes. Esta é uma boa oportunidade para incentivar as crianças para essa atividade desportiva, mas também para dar a conhecer as modalidades que temos no território do Alto Alentejo”, referiu.

Carlos Nogueiro revelou ainda a intenção de envolver o Instituto Politécnico de Portalegre num estudo que permita, entre outros aspetos, avaliar o impacto destas atividades junto dos alunos. “Temos aqui a ambição de envolver a academia científica, através do Instituto Politécnico de Portalegre, para fazer uma análise da atividade que estamos a proporcionar através dos agrupamentos de escolas e dos municípios. Queremos perceber qual é a mais-valia destas iniciativas e o que ainda temos de melhorar”, explicou.

O responsável sublinhou também a necessidade de promover estilos de vida mais ativos entre as crianças, defendendo um maior afastamento dos ecrãs e um regresso às brincadeiras ao ar livre. “Deixar os telemóveis de lado e voltar àquilo que eram as outras gerações de correr na rua, de jogar à bola na rua, de brincar na rua. Esse é o espírito dos Jogos do Alto Alentejo e também desta atividade”, acrescentou.

Joaquim Escada

Entre as modalidades em destaque na atividade esteve o andebol, representado pela Federação de Andebol de Portugal e pela Associação de Andebol de Portalegre. O vice-presidente da Federação, Joaquim Escada, destacou a importância de aproximar a modalidade das crianças desde os primeiros anos de escolaridade. “Estamos aqui para dizer que estamos presentes e que a Associação tem feito um ótimo trabalho através do projeto ‘Andebol for Kids’. Quem sabe se daqui a um ou dois anos estes miúdos não estarão já no andebol federado e a jogar com equipas de outros concelhos e de outras associações”, afirmou.

Joaquim Escada salientou ainda o momento positivo vivido pelo andebol português, marcado pelos resultados alcançados pelas várias seleções nacionais. “O andebol é uma modalidade nacional e internacional. Hoje tem resultados internacionais verdadeiramente espetaculares, não só na Seleção A, mas também nas restantes seleções e na seleção de andebol em cadeira de rodas, campeã europeia. Temos uma qualidade reconhecida por todos e a obrigação de trabalhar com todas as associações em todo o país”, sublinhou.

O dirigente reforçou que iniciativas como a “Criança Ativa” são fundamentais para o crescimento da modalidade e para a promoção da prática desportiva junto dos mais jovens. “Não há interiores nem litorais, há um país chamado Portugal. Queremos que este trabalho seja feito em todo o lado e por isso viemos estar aqui hoje, em Elvas, a apoiar esta iniciativa que é espetacular, especialmente para as crianças”, concluiu.

Algumas das imagens das atividades promovidas com os mais novos para ver na galeria abaixo:

Taberna do Xico Maroto abre novo espaço no coração de Elvas

A família Maroto voltou a apostar em Elvas com a abertura de um novo espaço na Praça da República. Com 45 anos de experiência na restauração e nove anos na Taberna Xico Maroto no centro da cidade, Francisco e Maria Conceição Maroto inauguraram mais um projeto familiar, agora no número 9A.

A filha, Márcia Maroto, assume o desafio de dar vida ao novo espaço, que promete manter a tradição dos sabores que conquistaram clientes ao longo dos anos, ao mesmo tempo que apresenta uma oferta diversificada para todas as ocasiões.

Entre as especialidades da casa destacam-se o já famoso frango frito com um tempero especial de receita de família e as apetitosas batatas com cheddar e bacon. A ementa inclui ainda hambúrgueres, baguetes, tostas e saladas.

O novo estabelecimento funciona de quarta a segunda feira, com descanso segunda depois dos almoços e terça-feira, todo o dia.

Para encomendas ou informações, os clientes podem ligar para o número 961 735 047.

Em Elvas, há um autocarro onde a criatividade não tem travões

Estacionado na Praça da República de Elvas até amanhã, 23 de junho, ao final do dia, o autocarro pedagógico do BPI e da Fundação “La Caixa”, o “CreactivityBUS”, tem vindo, desde a manhã desta segunda-feira, a despertar o engenho, a destreza e a criatividade dos mais novos, para que possam desenvolver soluções originais para problemas simples.

Através de ferramentas de baixa e alta tecnologia para dar vida às suas próprias ideias, crianças e jovens, dos seis aos 16 anos, tal como explica o monitor da iniciativa, Bruno Teixeira, têm quatro áreas distintas para explorar e para “brincar com as mãos”.

“Temos a zona da mecânica, onde podem fazer construções nas paredes, engrenagens, caminhos de berlindes, roldanas; depois temos a zona do vento, onde podem construir um objeto voador e experimentar nos tubos, o que é muito engraçado para os miúdos”, explica o responsável. Na área da eletricidade, através do uso de um dínamo, “conseguem gerar energia e conectar uma ou várias peças ao mesmo tempo e têm que descobrir para que é que servem as peças”. “Depois temos a zona de stop motion, que é para construir vídeos através de fotos com objetos”, acrescenta.

Sublinhando a importância dos estímulos proporcionados no autocarro pedagógico, para que as crianças possam vir a contribuir para a escolha de uma futura profissão – engenheiro, eletricista ou até astronauta –  o responsável destaca ainda aquilo que os mais novos levam desta experiência: “acho que levam muita alegria, muita experiência de criatividade, digamos, porque começam a fazer construções, vão tendo ideias maravilhosas e acho que levam daqui bons momentos”.

“Eles aqui perdem a noção do tempo e desfrutam imenso”, assegura ainda Bruno Teixeira, que garante que o “único problema” é quando os professores ou pais dizem que está na hora de ir embora.  

No período da manhã e nas primeiras horas da tarde, as atividades são destinadas às escolas. Entre as 16h30 e as 18h30, a entrada é livre. Ainda antes de rumar ao Algarve, o “CreactivityBUS” vai partir de Elvas, amanhã, ao final do dia, em direção a Redondo, passando ainda, até final do mês, por Mourão e Moura.

Convento de Nossa Senhora da Luz recebeu espetáculo da Escola de Música de Arronches

A Escola de Música de Arronches tem vindo a ser uma parceira do Município na dinamização das festas de São João há já vários anos, seja pela colaboração nas marchas populares, seja na participação com um altar na decoração do Jardim do Fosso e, mais
recentemente, na integração de uma noite de espetáculo no programa festivo, o que voltou a acontecer no passado sábado, dia 13 de junho.

Desta feita, foi no Convento de Nossa Senhora da Luz, que se juntou um assinalável número de pessoas para presenciar a audição final dos alunos da supracitada associação. Nos claustros do templo, em grupo ou a solo, sempre com o imprescindível apoio do
professor João Veiga, todos tiveram oportunidade de demonstrar o seu talento, no canto, em vários idiomas, ou no toque de instrumentos como o acordeão, o baixo, o cavaquinho, a flauta, a guitarra, o piano, o saxofone ou a viola.

A noite foi cheia de surpresas e além das atuações musicais, houve ainda lugar a um momento de dança, que, à semelhança das restantes interpretações mereceu uma enorme ovação por parte do público presente, entre o qual se encontravam muitos amigos e
familiares dos artistas.

Borba assinala 361 anos da Batalha de Montes Claros com o Exército nas ruas e melhorias no monumento

O Município de Borba e o Exército Português comemoraram hoje, 17 de junho, o 361.º aniversário da Batalha de Montes Claros. O evento ficou marcado pelo reforço da dignificação do monumento nacional e por um dia repleto de atividades militares dedicadas aos mais novos no Jardim Municipal da cidade.

A Batalha de Montes Claros, travada em 1.665 no concelho de Borba, voltou a ser o centro das atenções no panorama histórico nacional. Considerada por muitos historiadores e especialistas como o confronto decisivo que garantiu a independência definitiva de Portugal face a Espanha, a efeméride foi assinalada com cerimónias oficiais e uma forte ligação à comunidade local.

Futuro Centro de Acolhimento no Monumento Nacional

O Presidente da Câmara Municipal de Borba, Pedro Esteves, reforçou o peso histórico do momento, lembrando que esta vitória impediu que Portugal se tornasse “uma província espanhola”.

Com o objetivo de valorizar o património e atrair mais visitantes, o autarca revelou que os painéis informativos junto ao monumento nacional foram recentemente substituídos pela Fundação Aljubarrota. Além disso, a autarquia está a trabalhar num projeto mais ambicioso: “Está na nossa intenção termos no acesso à União das Misericórdias a possibilidade de ter um posto, que possa ter casa de banho e alguém que possa permitir o conhecimento do que aqui se passou. Queremos dar a maior dignidade a este monumento nacional”, afirmou o Presidente da autarquia borbense.

Exército no Jardim Municipal atrai os mais novos

As celebrações não se esgotaram no protocolo. Ao longo de todo o dia, o Jardim Municipal de Borba transformou-se num quartel aberto à comunidade, com foco especial nas crianças e jovens. Atividades de preparação física e o contacto direto com cavalos foram algumas das propostas do Exército Português para aproximar a instituição militar dos cidadãos.

Motorpor assinala chegada a Elvas com campanha inédita e mais de cem viaturas em exposição

A Motorpor vai celebrar a sua chegada a Elvas com uma campanha especial que promete marcar o setor automóvel na região. Entre os dias 20 e 27 de junho, a empresa promove o Motorpor Car Days, iniciativa que reunirá mais de uma centena de viaturas usadas e um conjunto de ofertas exclusivas para clientes particulares.

Durante o evento, os visitantes poderão beneficiar da oferta de um Cartão Dá, no valor de 300 euros, na compra de uma viatura nova ou usada, garantia até 36 meses, avaliação de retoma na hora e acesso a automóveis ao melhor preço do mercado.

Segundo José Manuel Pires, diretor do polo de Elvas da empresa, esta é uma ação sem precedentes na região. “Vamos ter uma ação de 20 a 27 de junho que, penso, não há memória, não há registo de algo semelhante nesta zona. Vamos disponibilizar mais de cem carros usados em stock, com condições extremamente apelativas”, afirmou.

O responsável destaca ainda a oferta do Cartão Dá em todas as vendas de viaturas novas e usadas a particulares, considerando-a “mais um fator com bastante força e bastante atrativo” para os clientes.

Paralelamente à campanha comercial, a empresa vai dar a conhecer os seus serviços de oficina multimarca no primeiro dia deste Motorpor Car Days, com ofertas. “Vamos acumular uma oferta de check-up gratuito para todos os nossos clientes na oficina, que posteriormente podem beneficiar de 30% de desconto em mão de obra e revisões desde 89 euros. É um pacote bastante apelativo e bastante ambicioso”, sublinhou José Manuel Pires.

Além das mais de cem viaturas usadas presentes no espaço durante a campanha, a Motorpor apresentará também uma oferta abrangente de veículos novos, representando cerca de 20 marcas automóveis, desde modelos elétricos a híbridos plug-in, mild hybrid e diesel. “Isso reforça bastante o nosso posicionamento no mercado e certamente teremos uma boa opção para quem nos quiser visitar”, explicou José Manuel Pires.

A diversidade da oferta, no que a preços diz respeito, é outro dos pontos fortes destacados pelo diretor do polo de Elvas. “Temos um leque de viaturas que vai desde os dois ou três mil euros até modelos de 60 ou 70 mil euros, com financiamento ou sem financiamento, incluindo soluções até 120 meses. Temos alternativas para todos aqueles que pretendam fazer um bom negócio”, referiu.

José Manuel Pires mostra-se igualmente otimista quanto ao futuro da Motorpor em Elvas, considerando que o projeto reúne todas as condições para se afirmar na região. “Ainda estamos no início e este é um projeto para consolidar, mas é um projeto bastante ambicioso e que me deixa muito motivado. Hoje posso dizer que qualquer cliente que entra nesta casa encontra certamente um produto adequado às suas necessidades. Isso é uma mais-valia muito grande e permite-nos encarar o futuro com bastante confiança”, afirmou.

O responsável destacou ainda a manutenção da equipa local, antes afeta à Boutigest, a aposta na qualidade do serviço e os elevados índices de satisfação dos clientes como fatores determinantes para o sucesso da operação. “Tudo isso junto permite-nos estar bastante otimistas relativamente ao futuro e tenho a certeza absoluta de que este projeto vai ser um sucesso”, concluiu.

Feira de Verão da Cars M&S reúne mais de 60 viaturas em Elvas até domingo

A Feira de Verão da Cars M&S promete atrair todos aqueles que procuram adquirir uma nova viatura. O evento, que começou na passada quarta-feira, 10 de junho, prolonga-se até domingo, dia 14, decorre no stand da empresa localizado na Avenida da Europa, n.º 23, em Elvas.

A iniciativa reúne mais de 60 automóveis em exposição, aos quais se juntam outras viaturas disponíveis no parque da empresa, na Zona Industrial de Elvas. Segundo António Santos, responsável da Cars M&S, os visitantes podem encontrar uma oferta diversificada, abrangendo praticamente todas as principais marcas do mercado automóvel.

“Temos aqui à volta de 60 e tal viaturas em exposição e temos mais algumas ainda no outro parque. Desde Fiat, Renault e Mitsubishi até Mercedes-Benz e BMW, temos praticamente todas as marcas representadas”, afirmou.

A Cars M&S, empresa elvense que celebra 11 anos de atividade em setembro, dispõe ainda de instalações na Rua da Holanda, n.º 7, na Zona Industrial, onde mantém a sua oficina própria e um parque adicional de viaturas.

Durante a feira, os visitantes podem beneficiar de condições especiais de aquisição e de ofertas surpresa associadas à concretização de negócios. Entre os modelos em destaque encontram-se as viaturas bifuel, que funcionam a gasolina e gás, e também os modelos híbridos plug-in e elétricos, cuja procura tem vindo a aumentar. “Com os preços dos combustíveis como estão atualmente, os veículos bifuel têm tido uma boa aceitação. Também os plug-in e elétricos estão a ser cada vez mais procurados pelos clientes”, explicou António Santos.

O responsável convida a população a visitar a feira durante os últimos dias do certame, sublinhando o compromisso da empresa em ajudar os clientes a encontrar a solução automóvel mais adequada às suas necessidades. “Venham visitar-nos até domingo. Cá estaremos para ajudar a concretizar o sonho das pessoas”, concluiu o responsável.

A Feira de Verão da Cars M&S pode ser visitada até à tarde de domingo, oferecendo aos interessados a oportunidade de conhecer de perto uma vasta seleção de veículos e as novidades do setor automóvel.

Sport Arronches e Benfica voltou a prestar homenagem a Gamaliel Brás Carlos

As festas de São João em Arronches foram, à semelhança do que aconteceu no ano transato, aproveitadas pelo Sport Arronches e Benfica para prestar homenagem a Gamaliel Brás Carlos, uma personalidade do concelho que, durante anos a fio, incentivou os jovens arronchenses a praticar as mais diversas modalidades desportivas, voluntariando-se para ser treinador e formador de futebol, basquetebol ou atletismo.

Como forma de homenagear um homem que tanto fez pelo desporto, a coletividade, com o apoio do Município de Arronches e da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre, dinamizou, no passado sábado, dia 6 de junho, a 2ª Corrida Gamaliel Brás Carlos, prova que integrou o Circuito de Corridas distrital.

Desta feita, esta prova de atletismo teve o seu epicentro em pleno coração na vila, na Praça da República. Daí, os mais de 80 atletas partiram para um percurso que trilhou as ruas de Arronches, terminando no mesmo local, junto aos Paços do Concelho, onde se procedeu à entrega de prémios, pela mão do executivo do Município, representado pelo vice-presidente Paulo Furtado e pela vereadora Maria João Fernandes e da direção do Sport Arronches e Benfica, representada pelo presidente José Feiteira.

Destaque para os pódios da geral, que, na classificação feminina, foram preenchidos por Vanda Rosa, da AD Ialbax, seguida de Carla Madeira e de Cristina Canário, também da AD Ialbax e, na classificação masculina, por Mário Grilo, do AC Fronteirense, mais veloz do que Mário Almeida, do GR Eirense e do que André Palmeiro, do Sport Arronches e Benfica. Coletivamente, a vitória sorriu à equipa anfitriã, que levou a melhor sobre o AD Ialbax e sobre o Clube Elvense de Natação.

Da excelente prestação dos atletas da casa, de realçar ainda os pódios conquistados por Eva Cebola, 1ª em Benjamins A Femininos, André Vitória, 1º em Benjamins B Masculinos, Carolina Fernandes e Bárbara Parreiras, respetivamente, 1ª e 2ª em Benjamins B Femininos, Adelino Rodrigues e Nuno Rodrigues, 1º e 2º em Desporto Adaptado, Diana Maurício, 1ª em Desporto Adaptado, João Félix, 2º em Infantis Masculinos, Beatriz Castro, 3ª em Infantis Femininos, Bernardo Fernandes, 2º em Juvenis Masculinos, Ariana Lopes e Mafalda Parreiras, 1ª e 2ª em Juvenis Femininos e Hugo Lopes, 3º em Absolutos M50.

Alegria, competição e inclusão marcam final do Kids Athletics em Elvas

O Estádio Municipal de Atletismo de Elvas recebeu, na manhã desta segunda-feira, 8 de junho, a final municipal do Kids Athletics, iniciativa que reuniu cerca de 800 alunos do 1.º ciclo de todo o concelho, numa jornada dedicada à prática desportiva, ao convívio e à promoção de hábitos de vida saudáveis.

Presente no evento, o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Domingos Castro, destacou a importância de iniciativas desta natureza para incentivar as crianças à prática de atividade física desde cedo. O dirigente elogiou a organização da Câmara Municipal de Elvas e sublinhou a felicidade visível dos mais novos ao participarem nas diferentes atividades.

“A alegria destas crianças, a praticar desporto ao ar livre, é evidente. Tudo o que aqui está a ser praticado é atletismo, que é a base de qualquer modalidade. Estas iniciativas são de louvar porque é isto que precisamos: pôr as nossas crianças em movimento”, afirmou.

Domingos Castro salientou ainda que a Federação Portuguesa de Atletismo envolve anualmente mais de 15 mil jovens em atividades semelhantes e revelou que Portugal está entre os países com maior dinamismo mundial na realização do programa Kids Athletics. O responsável aproveitou também para incentivar outros municípios a seguirem o exemplo de Elvas.

“Quero dar os parabéns à Câmara Municipal de Elvas e incentivar outros municípios a desenvolverem atividades deste género. A Federação estará sempre disponível para colaborar, através dos seus técnicos qualificados”, acrescentou.

A presença do antigo campeão mundial Rui Silva, padrinho do evento, foi igualmente destacada pelo presidente da FPA, que considerou importante aproximar os jovens das grandes referências da modalidade.

Por sua vez, o vereador da Câmara Municipal de Elvas, Hermenegildo Rodrigues, considerou que a presença de Domingos Castro em Elvas representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo município ao longo dos últimos cinco anos na organização do Kids Athletics.

“A vinda do presidente da Federação não é de todo inocente. É o reconhecimento de um trabalho que começou há cinco anos e que tem vindo a crescer, reforçando a confiança na capacidade organizativa destes eventos. Mais importante do que identificar futuros atletas é ver a confraternização, a alegria das crianças e o ambiente que se cria nesta pista”, afirmou.

Hermenegildo Rodrigues destacou também o contributo das escolas do concelho e dos alunos do Curso Profissional de Desporto da Escola Secundária D. Sancho II, que colaboraram na organização das várias fases da iniciativa.

“Este é o culminar de quatro meses de trabalho. Realizámos atividades em todas as escolas e hoje estão aqui as equipas finalistas, mas fazemos questão de envolver todas as crianças para que ninguém fique de fora. O mais importante é promover a participação e o espírito coletivo”, explicou.

Também Daniel Madeira, presidente da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre, enalteceu a evolução que o evento tem registado ao longo dos anos e destacou a sua importância para a promoção da modalidade.

“É sempre benéfico trabalharmos em conjunto e nota-se claramente a evolução positiva deste evento. O principal objetivo é incentivar a prática do atletismo e captar novos atletas para os clubes locais e do concelho”, referiu.

Segundo o dirigente, a presença dos clubes locais junto das crianças permite divulgar a modalidade e dar a conhecer os horários e condições de treino, incentivando os jovens a dar continuidade à prática desportiva para além do contexto escolar.

A final do Kids Athletics voltou, assim, a afirmar-se como um dos maiores eventos desportivos escolares do concelho de Elvas, reunindo centenas de crianças numa celebração do desporto, da inclusão e da atividade física.

Vila Viçosa recua no tempo com a V Feira de Inspiração Renascentista: “Fomos o centro da Renascença em Portugal”, afirma Inácio Esperança

A iniciativa decorre no emblemático Castelo de Vila Viçosa e pretende reforçar a identidade histórica da vila e a sua candidatura a Património Mundial.O Castelo de Vila Viçosa volta a ser o palco de eleição para a Feira de Inspiração Renascentista, que este ano cumpre a sua quinta edição. O evento, que tem registado um crescimento sustentado ano após ano, assume-se como uma montra privilegiada para divulgar o património, a história e as tradições locais, atraindo cada vez mais “calipolenses” e visitantes.

Em declarações à Rádio ELVAS, sobre o certame, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança, sublinhou o papel crucial que a vila desempenhou no panorama cultural e político do país.”Vila Viçosa foi o centro da Renascença em Portugal. Não houve outro centro no país tão importante para Portugal, na Renascença, como Vila Viçosa”, defendeu o autarca, lembrando que, numa época em que o país estava sob o domínio Filipino, a corte dos Duques de Bragança funcionou como um farol de centralidade e resistência cultural portuguesa. “Por aqui passaram arquitetos, engenheiros, pintores, músicos de todo o mundo.”

Um Legado de Reis e Rainhas

A feira serve precisamente para evocar as figuras históricas que elevaram o nome da vila além-fronteiras, como o Duque Dom Jaime e os seus descendentes: Dom Teodósio, Dom Teodósio II, Dom João IV (o Restaurador) e a Rainha Catarina de Bragança, nascida na vila e que viria a casar com o rei de Inglaterra.

Segundo Inácio Esperança, o objetivo atual passa por transformar este reconhecimento histórico em distinção oficial: “Nós, hoje queremos elevá-lo a Património Material da Humanidade [da UNESCO], mas ele já foi elevado por todas estas pessoas (Casa de Bragança)”.

Expectativas Altas para a V Edição

Com o evento a afirmar-se no calendário cultural da região, as expectativas para este ano são elevadas. O autarca garante que a iniciativa “renova o compromisso de Vila Viçosa com os calipolenses e com os seus visitantes”, funcionando como um motor de promoção do território.

O convite fica feito a todos os que queiram testemunhar a grandiosidade dos séculos XVI e XVII: “Estão todos convidados para Vila Viçosa ver um bocadinho daquilo que Vila Viçosa foi nos [anos] 1500 e 1600”, concluiu o presidente.

Da criatividade à passerelle: seniores da CURPI brilham em desfile inspirado nas flores de Campo Maior

A Academia Sénior da Comissão Unitária de Reformados, Pensionistas e Idosos (CURPI) de Campo Maior encerrou mais um ano letivo com uma iniciativa original e cheia de criatividade: um desfile de moda onde as alunas apresentaram vestidos elaborados inteiramente em papel, inspirados nas tradicionais Festas do Povo.

O evento reuniu amigos e convidados, entre os quais os alunos da Universidade Sénior de Fronteira, que se deslocaram a Campo Maior para assistir ao espetáculo. Entre as modelos esteve também a presidente da CURPI, Anselmina Caldeirão, que desfilou com um vestido de noiva igualmente concebido em papel.

A responsável destacou o empenho e dedicação das participantes na concretização do projeto.“Este ano, como é ano de Festas das Flores e tudo é feito em papel, o nosso projeto foi, de facto, fazer estes vestidos maravilhosos, com toda a qualidade, que foram feitos com muito amor. Elas prestaram-se a fazer esta passagem de modelos, que correu lindamente, como todos puderam assistir”, afirmou.

Anselmina Caldeirão aproveitou ainda para agradecer a presença da “comitiva” de Fronteira: “Quero agradecer à Clarisse, presidente da Junta de Freguesia de Fronteira, que trouxe a Academia Sénior de Fronteira para assistir a este espetáculo”. Após o desfile, cantaram-se as saias e declamou-se poesia, com alunas, professoras e convidados a partilharem um lanche.  

Apesar do término das atividades letivas regulares, a presidente da instituição garantiu que a CURPI continuará a promover momentos de convívio e ocupação para os seus utentes. “É um período agora um pouco difícil para algumas destas senhoras que frequentam a nossa academia, mas a CURPI continua aberta. Não há aulas com horário normal, mas podem vir à CURPI, eu estou cá, podem vir almoçar, podem vir lanchar. Há de haver imensas atividades ainda assim”, explicou. Entre as iniciativas previstas estão uma sardinhada, na Enxara, marcada para o próximo dia 12, e uma visita ao concelho de Fronteira, reforçando a ligação entre as duas academias seniores.

A acompanhar os alunos de Fronteira esteve a presidente da Junta de Freguesia de Fronteira, Clarisse Silveira, que enalteceu a receção e o espetáculo proporcionado pela CURPI. “Foi um convite da Anselmina para dar a conhecer, no fundo, Campo Maior, a Academia e os fatos que elas iriam usar neste espetáculo. Campo Maior é, sem dúvida, a terra das flores e ver hoje este espetáculo fantástico foi para nós muito gratificante”, referiu.

A autarca confirmou ainda a intenção de regressar a Campo Maior durante as Festas do Povo e deixou também um convite aos campomaiorenses para visitarem Fronteira. Clarisse Silveira destacou igualmente a importância das academias seniores no combate ao isolamento social da população mais idosa.

O desfile marcou o encerramento simbólico de mais um ano de atividades da Academia Sénior da CURPI, numa celebração que aliou criatividade, tradição e convívio, reforçando o papel da instituição na promoção do envelhecimento ativo e da inclusão social.

Música, jogos e sorrisos: Dia da Criança vivido em festa na EB1 da Boa-Fé

As crianças do Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette viveram, na manhã desta segunda-feira, 1 de junho, momentos de grande animação e diversão na Escola Básica de 1.º Ciclo (EB1) da Boa-Fé, em Elvas, numa iniciativa promovida pela Junta de Freguesia de Caia, São Pedro e Alcáçova, por ocasião do Dia Mundial da Criança.

A celebração contou com várias atividades recreativas e desportivas, proporcionando aos mais novos uma manhã diferente, marcada pela música, dança, jogos e convívio. Antes do início das atividades, o Município de Elvas procedeu à tradicional entrega de prendas às crianças, gesto que foi recebido com entusiasmo pelos alunos.

O presidente da Junta de Freguesia de Caia, São Pedro e Alcáçova, João Rondão, destacou a importância de assinalar esta data de forma especial para as crianças. “Em conjunto com o agrupamento, uma vez que este é um dia especial para os mais novos, sentimos a obrigação de proporcionar um momento diferente, onde se pudessem divertir e sentir que este é verdadeiramente o seu dia”, afirmou.

O autarca sublinhou ainda o papel das autarquias na promoção do bem-estar das crianças, considerando que iniciativas desta natureza fazem parte das suas responsabilidades. “É para isso que cá estamos. Ver as crianças felizes, a brincar e a divertir-se, mostra que vale a pena celebrar este dia, porque as crianças são o futuro da nossa sociedade”, acrescentou.

Também a diretora do Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette, Paula Rondão, enalteceu o envolvimento das várias entidades na organização da iniciativa e agradeceu o apoio prestado. “Sem dúvida que este é o dia delas. Estão muito contentes e a divertir-se imenso. Temos o DJ, um lanche para todas as crianças, disponibilizado pela Junta de Freguesia, os jogos dinamizados pela Escola Superior Agrária (pelos alunos do CTeSP de Desporto e Atividade Física da Escola Superior de Biociências de Elvas) e ainda as prendas oferecidas pelo Município. Está tudo reunido para que passem uma manhã diferente, animada e digna de uma criança”, referiu.

Com música, brincadeiras, atividade física e momentos de convívio, a comemoração do Dia Mundial da Criança proporcionou aos alunos da EB1 da Boa-Fé uma experiência memorável, assinalando a data de forma festiva e especial.

Restaurante Pompílio reabre com imagem renovada e aposta na modernização

O emblemático Restaurante Pompílio, em São Vicente, no concelho de Elvas, gerido pelos irmãos Manuel João e Rui Rodrigues, reabriu portas este sábado, 30 de maio, após um processo de renovação e modernização das suas instalações.

O projeto, apoiado pelo programa Alentejo 2030, obrigou ao encerramento ao público durante cerca de três semanas. Durante esse período, foi levado a cabo um conjunto de obras para a renovação de equipamentos, alguns com várias décadas de utilização, e modernização de espaços, como a sala de refeições, que agora se apresenta mais moderna e sofisticada.

Com um investimento total de 202.848,24 euros, apoiado em 121.708,94 euros (60%) por fundos europeus, a aposta foi feita na melhoria das condições de funcionamento do restaurante, reforçando a eficiência e a capacidade de resposta às exigências atuais do setor.

Entre as novidades que mais se destacam está a nova garrafeira, concebida para valorizar a extensa seleção de vinhos da casa, bem como as novas instalações sanitárias, totalmente remodeladas para garantir maior conforto e funcionalidade. A sala de refeições passa também a contar com um novo sistema de sonorização, contribuindo para um ambiente mais agradável e acolhedor. No exterior, no famoso pátio, foi substituída a cobertura.

Apesar das mudanças, aquilo que tornou o restaurante uma referência ao longo dos anos permanece inalterado: a qualidade do serviço, o acolhimento familiar e a excelência da sua oferta gastronómica. A renovação procurou sobretudo proporcionar uma experiência mais confortável e contemporânea aos clientes.

A reabertura marca assim uma nova etapa na história do restaurante, conjugando tradição e inovação. O objetivo do estabelecimento é continuar a receber os clientes de sempre e novos visitantes num espaço renovado, mais moderno e preparado para o futuro, sem perder a identidade que fez do Pompílio uma das referências da restauração alentejana.

Remember Monforfeira regressa para dinamizar o concelho e afirmar-se no panorama regional

O concelho de Monforte está a reviver o espírito da antiga MonforFeira através do evento “Remember MonforFeira”, uma iniciativa realizada este fim de semana de maio na zona desportiva e na sala polivalente da vila. O presidente da Câmara Municipal, Miguel Rasquinho, destacou que o certame, organizado em parceria com os Forcados, a Associação Tauromáquica e a Junta de Freguesia, visa recuperar a dinâmica do início dos anos 2.000 para atrair visitantes e impulsionar a economia local.

O autarca sublinhou o papel do evento na coesão social, afirmando que “nem só de pão vive o homem, concretizamos obra, concretizamos financiamentos, concretizamos candidaturas, ainda hoje conseguimos submeter mais uma candidatura para a requalificação do Centro Cultural em Vaiamonte, mas Monforte precisa de muito mais, precisa de dinâmica, precisa de dinamismo, precisa de motivação para as pessoas saírem de casa, precisa de investimento social, investimento económico, que as nossas empresas, que as nossas entidades vendam, e é isso que estamos aqui a fazer hoje, a inaugurar hoje este Remember MonforFeira”.

Miguel Rasquinho explicou que a escolha do local permite acolher os espetáculos, as largadas e as tasquinhas das associações e IPSS num espaço amplo e com estacionamento, o que “não está no centro da vila, permite também algum descanso aos moradores, mas permite que toda a gente se divirta de uma forma aberta”.

O grande propósito deste regresso ao passado faz-se com o foco no futuro e no reforço dos laços comunitários através do convívio presencial. O líder do município realçou o aumento do investimento e do envolvimento direto da autarquia na organização da festa e da corrida de toiros, justificando que este formato abrangente é essencial para o sucesso do projeto.

O presidente da Câmara Municipal defendeu a importância de combater o isolamento social, referindo que o seu objetivo principal é “trazer muita gente a Monforte, trazer visitantes, dar a conhecer o nosso concelho, mas também aquilo que eu quero fazer, eu repito esta frase inúmeras vezes, que é tirar as pessoas de casa, as pessoas em Monforte precisam de sair, precisam de conviver, em Monforte e não só”. Miguel Rasquinho reforçou que a comunidade precisa de “deixar de estar agarrados aos telemóveis, agarrados à televisão, sentados no sofá, precisamos de conviver, de falar, de nos vermos, porque às vezes passamos meses sem nos encontrarmos uns aos outros”.

Para o autarca, a ambição é clara: consolidar o “Remember MonforFeira” como um evento de referência que marque de forma definitiva o roteiro do panorama distrital e regional neste período do ano.

O evento arrancou, durante a tarde, com um colóquio sobre a importância da tauromaquia no concelho de Monforte (ver aqui).

Feira Escolar de Elvas celebra 34 anos com foco na comunidade e com investimento previsto de 6 milhões de euros no parque escolar

A Feira Escolar de Elvas teve início esta tarde de sexta-feira, 29 de maio, no Jardim Municipal, num evento que assinala a sua 34.ª edição como um momento alto do calendário local, reunindo atividades que mostram o trabalho desenvolvido pelos alunos ao longo do ano e promovendo o convívio entre crianças, professores e famílias.

O presidente da Câmara Municipal, Rondão Almeida, destaca o empenho conjunto para a realização do certame, afirmando que “as crianças, conjuntamente com os seus animadores, levaram um ano inteiro a trabalhar e, por outro lado, também, em parte desse ano, andaram preocupados em fazer trabalhos para mostrar aqui nesta feira escolar, por isso, é um dos objetivos da Câmara Municipal, é lembrar-se das crianças e dar essa satisfação, não só às crianças, como também aos encarregados da educação e, nesses casos, aos seus pais”. O autarca fez questão de deixar “uma palavra de agradecimento a todas as diretores dos agrupamentos, a todo o pessoal docente, ao pessoal não docente, uma vez que isto não se faz único e exclusivamente com a boa vontade da Câmara, pelo contrário, os grandes obreiros desta feira são precisamente os agrupamentos escolares”, elogiando ainda a presença de associações do concelho e das forças de segurança, como a PSP e a GNR, que aproveitam o espaço para ações de sensibilização junto dos jovens.

Para além da celebração comunitária, o certame serve de pano de fundo para projetar o futuro do ensino no concelho, que se prepara para receber uma forte componente de requalificação das suas infraestruturas, segundo o autarca. Rondão Almeida realçou o esforço municipal contínuo na manutenção e atualização das condições letivas, anunciando intervenções profundas e de grande escala nos estabelecimentos de ensino locais.

O presidente do município explicou que “o grande objetivo deste ano é olhar para esse parque escolar que é bastante grande, algum desses elementos do parque escolar que já foram feitos no decorrer dos meus primeiros mandatos, lembro-me da escola da Boa Fé, da escola de Vila Boim, em que vão ser intervencionadas com um investimento superior a 6 milhões de euros, mas, por outro lado, mais uma vez, vamos ter que intervir naquilo que são as escolas dos anos 50, designadas por escolas do primeiro ciclo, tendo em atenção o estado também avançado de degradação, que vão estando, e muito especialmente, principalmente naquilo que diz respeito à caixilharia, carpintaria, ou seja, tudo o que tem a ver com a própria climatização desses edifícios, de maneira que é, de facto, um grande investimento que a Câmara tem pela frente”.

O autarca concluiu reforçando que o município tem as obras lançadas em concurso, defendendo que para “existir qualidade de ensino é obrigatório ter um bom parque escolar, um bom corpo docente e alunos que deem alma” a todo este ecossistema.

Artesanato e doces de fazer crescer água na boca marcam fim de semana de festa em São Vicente

Já decorre, no Pavilhão Multiusos de São Vicente, no concelho de Elvas, a décima edição da Exposição de Artesanato e Doçaria, certame que conta com a participação de quase duas dezenas de expositores.

No evento, promovido pela Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa, é possível encontrar todo o tipo de artesanato — desde velas e acessórios a peças de roupa — bem como doces e salgados, que prometem, até domingo, 31 de maio, fazer as delícias dos visitantes.

O certame abriu portas na tarde desta sexta-feira, 29 de maio, com um momento de animação musical protagonizado pelo Grupo Cantadores da Planície. Pelas 22h00, sobe ao palco Ricardo José.

Amanhã, sábado, dia 30, a animação prossegue com a atuação do Grupo Voz Amiga da Terrugem às 17h00, do Grupo Sol Nascente às 21h00, terminando a noite com o espetáculo musical de Xana Carvalho às 23h00. Já no domingo, dia 31, o encerramento do certame será feito ao som das Roncas d’Elvas, pelas 16h00.

As crianças vão poder desfrutar de insufláveis ao longo de todo o fim de semana.

Colisão no cruzamento de Barbacena provoca dois feridos

Uma colisão entre uma viatura ligeira comercial e uma viatura ligeira de passageiros provocou, na tarde desta sexta-feira, 29 de maio, dois feridos no cruzamento de Barbacena, junto ao entroncamento das estradas que ligam Elvas a Monforte e Santa Eulália/São Vicente a Vila Fernando.

O alerta foi dado cerca das 16 horas, tendo os feridos sido assistidos e transportados pelos Bombeiros Voluntários de Elvas ao Hospital de Santa Luzia, em Elvas. De acordo com fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo, uma outra pessoa foi assistida no local.

No local estiveram duas ambulâncias, o veículo de desencarceramento e o carro de comando, num total de seis operacionais. A Guarda Nacional Republicana tomou conta da ocorrência, mobilizando quatro militares e duas viaturas. O trânsito no cruzamento esteve condicionado e o local permaneceu interdito até à remoção das viaturas envolvidas.

Recorde-se que há cerca de uma semana já se tinha registado outro acidente naquele cruzamento, também envolvendo uma colisão rodoviária.

Impacto do melhoramento de plantas na produtividade da agricultura em debate no Dia do Agricultor em Elvas

O impacto do melhoramento de plantas na produtividade da agricultura em Portugal esteve em destaque esta quinta-feira, 28 de maio, no Polo de Inovação de Elvas do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), a antiga Estação de Melhoramento de Plantas.

A iniciativa, integrada nas comemorações do Dia do Agricultor, reuniu investigadores, técnicos e representantes do setor agrícola, depois de uma visita de campo à Herdade da Comenda, para discutir o papel das novas variedades vegetais no aumento da produtividade agrícola e na adaptação às alterações climáticas.

Na sessão de abertura participaram Margarida Correia de Oliveira, presidente do INIAV, António Cordeiro, presidente do Polo de Inovação de Elvas, Nuno Mocinha, vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, e Roberto Grilo, vice-presidente da CCDR Alentejo.

Em representação do presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha destacou a relevância da agricultura, não só para o país e para o mundo, como para o concelho, e sublinhou o apoio que o município procura prestar ao setor. “A agricultura é um dos principais setores, se não o principal setor económico no nosso concelho. A Câmara faz sempre gosto em estar ao lado dos seus agricultores, também partilhando um pouco das suas preocupações”, afirma.

O autarca reconhece ainda os desafios crescentes enfrentados pelos agricultores, quer ao nível da atividade agrícola, quer das exigências impostas ao setor, valorizando igualmente o trabalho desenvolvido pelo antigo centro de melhoramento de plantas, hoje integrado no INIAV. “Esta casa sempre se dedicou à investigação virada para a agricultura e muito tem contribuído não só para o nosso concelho, mas também para Portugal”, acrescenta.

Já Roberto Grilo salienta a importância da inovação e da investigação agrícola para garantir a resiliência e a soberania alimentar, num contexto marcado pelas alterações climáticas e pela necessidade de produzir mais com menos recursos. “Esta iniciativa (Dia do Agricultor) vem enfatizar a investigação e o melhoramento de plantas. A importância da agricultura é crítica, é fundamental, mas a inovação é aquilo que nos pode trazer resiliência para aquilo que é a soberania alimentar que precisamos de continuar a construir”, refere o vice-presidente da CCDR Alentejo.

Ainda segundo Roberto Grilo, os desafios relacionados com as alterações climáticas, a degradação dos solos e a escassez de recursos tornam indispensável reforçar a transferência de conhecimento e inovação para o setor agrícola.

Com esta iniciativa, o INIAV procurou, uma vez mais, reforçar a importância da investigação e da inovação agrícolas como pilares fundamentais para garantir a competitividade e a sustentabilidade do setor agrícola nacional, numa altura de crescente pressão climática e económica.

Concurso canino levou a Arronches centenas de exemplares

Arronches recebeu durante o passado sábado, dia 23 de maio, a 33ª edição da Exposição Canina Nacional do Alto Alentejo, um certame que este ano se realizou mais cedo do que vinha acontecendo até aqui, sendo igualmente promovido pela autarquia local em parceria com a Associação de Criadores de Ovinos P3, com a Associação Portuguesa de Criadores de Ovinos Raça Ile-de-France e com o Clube Português de Canicultura.

Os 256 simpáticos patudos que participaram nesta mostra começaram por ser divididos pelos ringues dispostos pelo Jardim do Fosso para, inicialmente, serem avaliados por raça e por grupos, uma apreciação que ficou a cargo dos juízes portugueses Carlos Mocho e José Romão, pela espanhola Carmen Gil Polo e pela sérvia Polina Simic.

Posteriormente, os mesmos juízes haveriam de voltar para julgar as grandes finais, não sem antes se realizar nova apresentação da raça Galgo Lusitano, promovida pelo Clube Português de Canicultura.

Dos prémios em destaque, começou por ser entregue o Melhor Exemplar das Raças Portuguesas, no caso, o Cão da Serra da Estrela de Pelo Comprido, que levou a melhor sobre o Cão de Gado Transmontano e sobre o Cão da Serra de Aires, respetivamente
segundo e terceiro classificados.

Em seguida, teve lugar o momento mais esperado do dia, a distinção do ‘Best-In-Show’, o Melhor Exemplar da Exposição, com o Galgo Russo a ser o grande vencedor, ficando o Pointer com a segunda posição, com o pódio a ficar completo com o Fox Terrier.

Para a entrega dos prémios, juntaram-se aos juízes, o executivo do Município de Arronches, representado na ocasião pelo presidente João Crespo e pela vereadora Maria João Fernandes, a secretária da Junta de Freguesia de Mosteiros, Paula Palma, e a
presidente do Clube Português de Canicultura, Carla Molinari.

Procissão das Velas da Boa-Fé assinalada com entronização dos Pastorinhos de Fátima

A Igreja do Senhor da Boa-Fé foi palco, na noite deste domingo, 24 de maio, de um momento de profunda fé, oração e devoção mariana, com a realização da tradicional Procissão das Velas, integrada nas celebrações do Mês de Maria.

A iniciativa teve início na Igreja do Senhor da Boa-Fé, de onde partiram os fiéis num ambiente de recolhimento e introspeção, iluminado pela luz das velas e marcado pela oração comunitária ao longo do percurso, regressando depois ao mesmo templo para o momento alto da celebração: a entronização dos Pastorinhos de Fátima, Santa Jacinta e São Francisco.

A cerimónia contou com a participação especial das crianças da catequese da Paróquia do Senhor da Boa-Fé, que deram um simbolismo ainda mais emotivo à celebração ao vestirem-se de pastorinhos. As meninas trajaram como Santa Jacinta e os meninos envergaram boina, evocando São Francisco Marto, recriando com ternura e devoção a imagem dos pequenos videntes de Fátima.

No final da cerimónia de entronização, o padre Ricardo Lameira dirigiu uma mensagem especial às crianças, desafiando-as a seguirem o exemplo dos Pastorinhos, cultivando uma fé simples, genuína e comprometida com os valores cristãos.

O sacerdote apelou para que cada criança seja, à semelhança de Santa Jacinta e São Francisco, testemunha viva da fé no quotidiano, vivendo com amor, oração e entrega a mensagem de Cristo.

A celebração terminou num ambiente de grande emoção e espiritualidade, reforçando a vivência comunitária da fé e a importância de transmitir às gerações mais jovens os valores cristãos que marcam a identidade da comunidade paroquial.

Alunos de Campo Maior participam em mobilidade Erasmus+ em Budapeste

Cinco alunos do 10.º ano do Agrupamento de Escolas de Campo Maior participaram, entre 11 e 15 de maio, numa mobilidade Erasmus+ em Budapeste, integrada no projeto internacional “Connected Minds, United Actions: Digital and Peer Collaboration for Inclusion and Sustainability”.

A iniciativa reuniu estudantes e professores de Portugal, Espanha, Roménia, Hungria, Chéquia e Turquia, promovendo a inclusão, a sustentabilidade, a criatividade e o trabalho colaborativo entre jovens europeus.

Ao longo da semana, os participantes desenvolveram diversas atividades em equipas internacionais, desde workshops de “digital storytelling” à criação de pequenos vídeos temáticos, visitas a empresas de reciclagem e a um aterro sustentável, bem como experiências ligadas à inclusão social, como a visita imersiva à “Invisible Exhibition”.

O programa incluiu ainda momentos de descoberta cultural pela capital húngara, proporcionando aos alunos uma experiência enriquecedora de cidadania europeia, comunicação intercultural e desenvolvimento pessoal.

Caminhada da Família juntou comunidade em apoio ao Lar Alcântara Botelho

O Lar Júlio Alcântara Botelho promoveu, na manhã deste domingo, 24 de maio, em Elvas, a “Caminhada da Família”, uma iniciativa solidária que reuniu utentes, funcionários, familiares e membros da comunidade em torno de uma causa de apoio e valorização dos idosos da instituição.

A atividade teve início na Praça da República, pelas 9 horas, terminando no Jardim Municipal de Elvas, após um percurso de cerca de quatro quilómetros, pensado para ser simples e acessível a participantes de todas as idades.

Segundo o diretor técnico da instituição, Paulo Pires, o principal objetivo da iniciativa passou por reforçar os laços entre os utentes e as respetivas famílias, promovendo simultaneamente o convívio entre todos os que integram o quotidiano do lar.

Além da caminhada, o programa contou ainda com uma aula de Zumba no Jardim Municipal e um momento de convívio entre os participantes, acompanhado por um pequeno reforço alimentar.

Todos os inscritos receberam uma t-shirt comemorativa mediante uma colaboração simbólica de três euros, numa iniciativa que deixou momentos de partilha, união e proximidade entre gerações.

Portalegre celebra 476 anos com três dias de festa e olhos postos no futuro

As Festas da Cidade de Portalegre de 2026 já arrancaram. Em entrevista, a presidente da autarquia, Fermelinda Carvalho, destacou o orgulho nas tradições locais, o regresso do momento das Maias e disse que a festa é sobretudo para “os portalegrenses, sendo todos bem vindos, mas só faz sentido se as pessoas de cá vieram aqui ao recinto das Festas”.

Portalegre cumpre este sábado o seu feriado municipal, celebrando 476 anos de elevação a cidade. Para a presidente da Câmara Municipal, este é, acima de tudo, um momento de reencontro e identidade coletiva. “Falo muito nisso, na importância de termos orgulho naquilo que é nosso, nas nossas tradições, nas nossas pessoas, nas nossas festas. As festas da cidade são isso mesmo, comemorarmos a nossa história. Fazemos 476 anos de cidade, uma data muito importante”, afirma Fermelinda Carvalho, sublinhando que o evento “demonstra a união daquilo que são os portalegrenses”.

O programa estende-se por três dias e foi desenhado para abranger várias vertentes da cultura e tradição locais: “São três dias de festa com um programa com muitas atividades, com muitos momentos importantes, desde a sessão solene, a Eucaristia, aos momentos musicais, à gastronomia, aos nossos grupos da terra, à animação, enfim, tantos e tantos… A corrida de touros também gosto sempre de destacar, é uma tradição portuguesa. Pelo que é de facto isso, comemorarmos Portalegre no seu todo.”

As flores e as Maias como tema central

Depois de um ano marcado por “uma data redonda” (os 475 anos), em que a decoração usou as cores oficiais da cidade (o amarelo e o preto), o executivo apostou numa abordagem diferente para a edição de 2026.

“Este ano são as flores, relembrar aquilo que foram as nossas Maias. Teremos o momento das nossas Maias e das carroças, pelo que é um pouco isso, a comemoração de tudo aquilo que é nosso”, explica a edil, reforçando que as festas foram preparadas “com todo o carinho” e a pensar no acesso de todos.

“Nós fazemos as festas acima de tudo para os da terra, temos muito gosto em que venham de outros concelhos, de outras paragens, são todos muito bem-vindos, mas logicamente quando organizamos as festas, o meu primeiro pensamento é sempre para quem? Para os nossos portalegrenses e daí as entradas serem livres”, garante. O modelo de recinto aberto é valorizado pela autarca: “Como nós vemos, chegam pessoas de todo o lado, circulam, o espaço é amplo, não há entradas, não há pagamento, as pessoas estão à vontade, desfrutam de tudo, consomem aquilo que entenderem consumir, mas de resto é tudo gratuito.”

A fechar o capítulo festivo, a presidente deixa um apelo: “Eu apelava que todos os munícipes, todos os portugueses, marquem presença nas nossas festas, nas festas de 2026.”

Ministro garante avanço de obras e autarca recusa “desanimar”

A sessão de abertura das festas ficou também marcada pelas declarações de Manuel Castro Almeida. Presente na inauguração, o Ministro Adjunto e da Coesão Territorial afastou qualquer cenário de bloqueio nas obras-chave para o Alto Alentejo, assegurando que o dossier da nova Escola de Formação da GNR em Portalegre “continua em desenvolvimento” e que as barreiras legais da Barragem do Pisão (Crato), cujo projeto está adjudicado e financiado, “terão de ser ultrapassadas”. Castro Almeida anunciou ainda que a reabilitação do Palácio da Justiça da cidade, parada há mais de uma década, foi adjudicada e deverá ser retomada já este verão.

As palavras do governante mereceram eco por parte de Fermelinda Carvalho, que assume uma postura resiliente face aos desafios do concelho: “Eu sou daqueles que acredita sempre, tal como dizia o Sr. Ministro, sou dos que não desanima, dos que têm muita força para lutar e levar Portalegre para a frente. Se assim não fosse, eu não me tinha proposto a um desafio de ser Presidente da Câmara de Portalegre. Se é para não fazermos nada, se é para não lutarmos, para não acreditarmos, não vale a pena aceitarmos estes desafios.”

A autarca reconhece as fragilidades crónicas, mas nota que o rumo está a mudar: “Acredito que Portalegre tem debilidades, que tem situações que ainda não conseguiu resolver, que já devia ter conseguido resolver, mas não resolveu. Estamos agora a dar os primeiros passos em tantas situações, aos tais projetos de que falávamos há pouco, que têm mais de 30 anos alguns.” Fermelinda Carvalho assegura que “neste mandato vão ser dados passos, estão a ser dados passos e serão concretizados investimentos muito importantes para o nosso concelho”.

Campo Maior na “linha da frente” com formação dedicada à inteligência artificial e governação inteligente

O Centro Cultural de Campo Maior recebeu, na manhã desta terça-feira, 19 de maio, o Programa de Capacitação Profissional ENTI: “Territórios Inteligentes: da Eficiência Operacional à Governação Inteligente”, uma iniciativa integrada no projeto AI4PA – Artificial Intelligence & Data Science, promovida pela NOVA IMS em parceria com o Município de Campo Maior.

A sessão teve como principal objetivo reforçar competências digitais junto de entidades da Administração Pública, PME e startups, através de debates e apresentações centradas na inteligência artificial, ciência de dados e governação inteligente.

Em declarações à Rádio ELVAS,  o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, destacou a importância da iniciativa para o concelho, considerando que representa “mais um passo” na afirmação de Campo Maior enquanto território preparado para os desafios tecnológicos do futuro.

O autarca sublinhou ainda que a aposta na inteligência artificial e na ciência dos dados poderá contribuir para melhorar os serviços públicos e a resposta dada aos munícipes. “Campo Maior continua praticamente todos os meses a ter atividade relacionada com a inteligência artificial”, referiu, acrescentando que o objetivo passa por continuar a dinamizar o Centro de Inteligência Competitiva.

Também presente na sessão, o diretor da NOVA IMS, Miguel de Castro Neto, explicou que a iniciativa surge numa altura em que Portugal está a implementar a Estratégia Nacional dos Territórios Inteligentes, apoiada pelo PRR. Segundo o responsável, “dos 308 municípios, 297 candidataram-se a financiamento para investirem em plataformas de gestão urbana”, o que demonstra a relevância crescente da transformação digital na gestão dos territórios.

Miguel de Castro Neto defendeu ainda que o grande desafio passa agora por saber utilizar os dados e as capacidades analíticas emergentes para apoiar melhores decisões políticas, gerir recursos de forma mais eficiente e responder às exigências da emergência climática.

Durante a sessão foram apresentados exemplos de boas práticas, com Miguel de Castro Neto a sublinhar o potencial do Centro de Inteligência Competitiva de Campo Maior para se vir a afirmar como um polo agregador de talento e inovação na região do Alentejo.

Por sua vez, o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, mostrou-se satisfeito com a evolução do Centro de Inteligência Competititva, considerando que o projeto “está a ganhar uma dimensão de utilidade ao território”.

Ricardo Pinheiro destacou ainda a ambição do Alentejo em competir “com as melhores regiões à escala nacional e internacional”, defendendo que a inteligência artificial e a ciência de dados serão fundamentais para acrescentar valor em áreas como o turismo, a investigação científica e o acesso a fundos comunitários.

“O território Alentejo assume-se cada vez mais nestas matérias”, afirmou o presidente da CCDR, sublinhando que a região deve continuar a apostar “em ambição, ambição e mais ambição” para acompanhar os territórios de referência a nível mundial.

A sessão de abertura, para além das participações de Luís Rosinha e de Ricardo Pinheiro, contou ainda com a de Manuel Dias, diretor de Sistemas e Tecnologias de Informação da Administração Pública e presidente da ARTE.

“Territórios Inteligentes: da Eficiência Operacional à Governação Inteligente” foi mote para a primeira sessão desta conferência, conduzida por Miguel de Castro Neto. Seguiu-se uma mesa redonda, dedicada ao tema “Governação Inteligente: do Plano à Ação”, com os primeiros secretários das Comunidades Intermunicipais do Alto Alentejo, Baixo Alentejo, Alentejo Central e Alentejo Litoral.

Do evento fizeram ainda parte diferentes sessões de live training: “Mobilidade: onde estão os ‘pontos negros’ no meu concelho?”; “Como criar, com documentos selecionados, um chatbot interno para o meu serviço”; e “Licenciamento urbanístico em BIM como ponto de partida para Gémeos Digitais”.

Nova centralidade da Freguesia de Arcos inaugurada com forte aposta na eficiência hídrica e no futuro logístico da região

A freguesia de Arcos, no concelho de Estremoz, assinalou um marco fundamental no seu desenvolvimento urbano com a inauguração da obra de requalificação do Largo 1.º de Maio, num evento que reuniu a população e diversas entidades regionais na tarde de quinta-feira, 14 de maio.

A intervenção, que representou um investimento próximo de um milhão de euros, transformou a face visível do coração da localidade, mas o seu impacto mais profundo reside no que não está à vista: a renovação integral das redes de abastecimento de água.

Manuel Maria Broa, presidente da Junta de Freguesia de Arcos, recordou que esta era uma obra reivindicada há cerca de 15 anos e que o projeto final foi fruto de um processo democrático e participativo. O autarca explicou que “havia um projeto inicial que teve depois pouca aceitação pelo fregueses, que tinha ali um ponto de água no meio e que tirava alguma dignidade ao espaço central, que é o “Rossio”, um espaço emblemático para a nossa freguesia. No entanto, fomos remodelando o projeto com o grande apoio do município e hoje em dia somos umas pessoas felizes, temos este espaço muito bem requalificado”. Com o investimento a rondar um milhão de euros, o presidente da junta reiterou que a prioridade foi garantir condições de vida dignas a quem ali reside, afirmando que “o importante também aqui não foi só o que está à vista, à superfície, é também aquilo que se fez por infraestrutura no fundo, portanto, das condutas de água e de ramais de água que deram alguma condição de vida a quem cá vive”.

O Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Sadio, reforçou a importância deste espaço como local de memória e encontros, destacando o trabalho estrutural realizado para substituir as antigas condutas. O autarca explicou que se trata de “uma obra que tem a ver com a reconstrução urbana e com a requalificação do espaço central, este largo, que é um espaço de encontros, espaço de memória, espaço de dinâmicas também culturais, mas também muito importante naquilo que não se vê, isto é, porque por baixo de todo esse alcatrão novo que temos aqui em várias artérias, houve um trabalho tremendo para trocar tudo o que tinha a ver com antigas condutas de água, onde havia perdas de água sistematicamente”. José Daniel Sadio aproveitou a ocasião para revelar que a dinâmica económica da freguesia “está em expansão, com a primeira fase da zona industrial quase esgotada”, e anunciou que o município já trabalha num projeto para um loteamento com “mais de 30 ou 40 moradias num terreno próximo à igreja, visando dar resposta à procura crescente e garantir que Arcos seja sustentável (com a criação de emprego da zona industrial) e capaz de dignificar eventos como o “Arcos Jovem”.

Ricardo Pinheiro, Presidente da CCDR Alentejo, sublinhou que, num cenário de escassez hídrica, a melhoria da eficiência das redes de distribuição em baixa é um passo crucial, referindo que “muitas vezes quando recebemos orientações para cortar, por exemplo, verbas do programa regional na regeneração urbana, estas coisas às vezes não são percebidas, estas obras têm um impacto absolutamente enorme naquilo que é, por exemplo, a renovação da rede de água”. O dirigente destacou ainda o potencial de Arcos como um polo logístico estratégico devido à proximidade com a A6 e a Nacional 4, defendendo que o Alentejo deve aproveitar o futuro Corredor Internacional do Sul para criar postos de trabalho e fixar os jovens, afirmando que “ficaria muito satisfeito que no próximo quadro financeiro plurianual, a União Europeia reconhecesse que esta zona do Alentejo tivesse a possibilidade de ter um investimento territorial integrado dedicado exclusivamente àquilo que são os investidores e à criação de postos de trabalho na área da logística”.

A cerimónia, que incluiu o descerramento de uma placa e um lanche convívio, simbolizou o início de uma nova fase para a Freguesia de Arcos, que se afirma agora como uma freguesia capaz de aliar a sua identidade rural a uma visão ambiciosa de desenvolvimento industrial e social no coração do Alentejo, sendo um “exemplo para o Alentejo”.

Uma Caseta na Feira de Maio 2026. Veja as fotos do almoço de quinta-feira, dia 14

Primeiro almoço serviço pela Carnalentejana. Uma Caseta na feira de Maio.

Pode reservar para almoçar ou jantar até dia 17 de maio, com entradas, grelhados, sobremesas, e ainda os famosos cheeseburgers da Carnalenteja. Caso queira, também há take away.

Atuações ao vivo dos Corda Bamba, Rumo ao Sul, Javi Obamas e Os Contramão, já discoteca até às quatro da manhã com os DJs Boinas e Pedro D´Orey.

Monforte debate o Futuro dos Museus quanto à estratégia, tecnologia e identidade em colóquio de especialistas no Monforte Sacro

O Município de Monforte promoveu, nesta quinta-feira, dia 14 de maio, o colóquio “Os Museus Portugueses nos últimos 50 anos. Que Futuro?”. O evento, que teve como cenário o imponente espaço do Monforte Sacro, reuniu especialistas de renome nacional e decisores políticos para uma profunda reflexão sobre o papel das instituições museológicas na atualidade, os desafios da conservação e a integração de novas tecnologias na experiência cultural.

A sessão de abertura contou com as intervenções de Miguel Rasquinho, Presidente da Câmara Municipal de Monforte; Joaquim Diogo, Presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA); e Ricardo Pinheiro, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR-A).

Durante o evento, o Presidente da Câmara Municipal de Monforte, Miguel Rasquinho, revelou em entrevista que “o encontro é um passo estratégico para a criação de um grande circuito de museus no concelho, que integrará o Monforte Sacro, a Capela dos Ossos, o Museu de Arte Sacra e o futuro Centro Interpretativo dos Bonecos de Santo Aleixo”.

O autarca sublinhou que este projeto, aliado às ruínas de Torre de Palma, pretende “potenciar o turismo local, manifestando especial empenho em fixar a marca identitária dos Bonecos de Santo Aleixo como património originário de Monforte e do Alentejo, acompanhando o crescimento do investimento turístico que se regista atualmente em freguesias como Santo Aleixo, Assumar e Vaiamonte”.

A sessão de abertura contou também com Joaquim Diogo, Presidente da CIMAA, que destacou “o trabalho meritório da autarquia e defendeu que os museus do futuro devem ser espaços “sem portas nem janelas”, capazes de chegar às escolas e a diversos públicos através de soluções tecnológicas como hologramas e Inteligência Artificial”.

Joaquim Diogo enfatizou que “a modernização é essencial para a sustentabilidade destas instituições em territórios de baixa densidade, sugerindo a criação de produtos específicos e visitas guiadas encenadas para atrair novos visitantes”.

No mesmo sentido, o Presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, reforçou a “importância da cultura como motor de desenvolvimento”, referindo que as autarquias do Alentejo são “as que mais investem no setor a nível nacional, com uma média de 145 euros por habitante”. Ricardo Pinheiro sublinhou que a “dinamização cultural é fundamental para a viabilidade dos turismos rurais da região, instando a que se utilize a inovação e os fundos comunitários não apenas para recuperar património, mas para criar pontas de diálogo e atração de novos cidadãos”.

O programa, que contou com as intervenções técnicas de especialistas como Luís Raposo e João Neto, analisou os desafios da conservação e as decisões políticas que influenciam o funcionamento dos museus. O evento encerrou com uma forte componente patrimonial, tendo prevista a atuação da Tuna da Universidade Sénior de Monforte e visitas guiadas à Igreja da Madalena e à Capela dos Ossos.

Despiste seguido de capotamento na Circular de Elvas causa apenas danos materiais

Um automóvel despistou-se na manhã desta quinta-feira, dia 14 de maio, cerca das 10 horas na circular à cidade de Elvas, nas imediações da rotunda do Combatente. Na sequência do incidente, a viatura acabou por tombar, ficando imobilizada fora da faixa de rodagem.

Segundo apurou a Rádio ELVAS no local, o despiste poderá ter estado relacionado com um problema mecânico bloqueou uma roda que originou o acidente, não havendo envolvimento de outros veículos. Apesar do aparato, o condutor e único ocupante da viatura conseguiu sair pelos próprios meios e não sofreu quaisquer ferimentos.

Bombeiros de Elvas celebram 97 anos já com o olhar no Centenário e no reforço da frota

A Associação Humanitária assinalou este domingo o seu aniversário com a promoção de operacionais e o anúncio de novos investimentos. A corporação investiu 82 mil euros em equipamento próprio, enquanto o comando alerta para os desafios da nova ferrovia.

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Elvas (AHBVE) celebrou, este domingo, 10 de maio, 97 anos de existência. A efeméride, que serviu para homenagear o passado e projetar o centenário, ficou marcada pelo anúncio de importantes reforços materiais e pela promoção de três operacionais à categoria de bombeiro de primeira.

Investimento Próprio: Uma “Prenda” de 82 Mil Euros

Apesar das dificuldades financeiras que o setor atravessa, o Presidente da Direção, Amadeu Martins, surpreendeu ao anunciar atarvés da Rádio ELVAS novos equipamentos adquiridos com fundos próprios da associação. “Temos que dar uma prenda aos bombeiros pelo esforço que fazem durante todo o ano. Adquirimos uma ambulância nova de transportes múltiplos (ABTD), com um custo de 62 mil euros, e um gerador de cerca de 20 mil euros, para evitar situações como a do apagão que nos afetou recentemente (28/04/2025)”, revelou o dirigente.

Amadeu Martins sublinhou que estes investimentos são também um serviço à comunidade elvense, que “muito ajuda a associação”. No entanto, o presidente não escondeu a preocupação com a falta de recursos humanos: “Debatemo-nos com falta de pessoal. Os serviços de saúde são cada vez mais centralizado em Portalegre, Évora ou Lisboa, e somos nós que fazemos esse transporte dos doentes. Precisamos de sangue novo”, apelou, convidando os jovens a inscreverem-se através do site da corporação.

Novos Desafios: As Alterações Climáticas e a Ferrovia

Para o Comandante Paulo Moreiras, celebrar 97 anos é honrar quem teve a “ousadia” de fundar a corporação em 1929, mas é também preparar o corpo ativo para ameaças emergentes. “As condições meteorológicas mudaram substancialmente e criam novos desafios. Estamos a dotar o corpo de bombeiros de melhores capacidades humanas e materiais para responder a tudo isto”, afirmou.

Olhando para o futuro próximo, o Comandante traçou metas ambiciosas para o centenário, apontando para a necessidade de apoio do Estado e do Município para aumentar a atratividade da carreira. “Teremos obrigatoriamente que comprar uma ambulância de socorro em breve, devido às novas exigências do INEM. Além disso, vamos ter uma ferrovia com um intenso tráfego aqui na nossa zona e estamos já a planear como melhorar a resposta nesse campo específico, para o qual ainda não estamos vocacionados”, explicou Paulo Moreiras.

Um Dia de Homenagens

As comemorações oficiais iniciaram-se com o hastear das bandeiras e a formatura geral, onde se realizaram as promoções de três elementos. Seguiu-se a tradicional romagem ao cemitério de Elvas para depositar um ramo de flores em memória dos que serviram a casa, um desfile motorizado pelas ruas da cidade e a missa solene.

O dia termina com um almoço-convívio no Solar dos Chorões, reunindo bombeiros, familiares e órgãos sociais num momento de união antes de regressarem ao “atrás do prejuízo” do socorro diário, como descreveu o presidente Amadeu Martins.

As comemorações encerram com um almoço-convívio, marcado para as 13h00, no Solar dos Chorões.

Ervas e Companhia na Orada onde o Valor do Mundo Rural chama pelo próximo Quadro Comunitário de Apoio

O evento, que decorre na freguesia de Orada, concelho de Borba, destaca-se como um exemplo de resistência cultural e de “auto-invenção” dos territórios rurais perante os desafios da coesão europeia.

A freguesia de Orada transformou-se, este fim de semana, na capital das ervas aromáticas, da gastronomia tradicional e das memórias do trabalho de campo. A “Feira das Ervas e Companhia”, organizada pela Casa da Cultura em parceria com a Câmara Municipal de Borba e a Junta de Freguesia, assumiu-se nesta edição como um palco de afirmação das tradições locais e uma plataforma de reflexão sobre o futuro dos apoios comunitários.

O Desafio da Coesão e os Fundos Europeus

Ricardo Pinheiro

Presente na iniciativa, o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, sublinhou o papel crucial de eventos desta natureza na estratégia de desenvolvimento regional. “A coesão tem sido um desafio enorme na utilização de fundos comunitários. O próximo quadro de apoio vai ter regras diferentes e é extraordinariamente importante que projetos que dinamizem os territórios continuem a incentivar as mulheres e os homens a fixar-se e a manter o seu modelo de vida em territórios rurais”, afirmou o responsável.

Ricardo Pinheiro destacou ainda a necessidade de a Comissão Europeia reconhecer a resiliência das populações locais: “É fundamental que a Europa perceba a forma como os territórios se auto-inventam. A questão das ervas aromáticas, a produção do mel e toda a dimensão da cozinha associada à produção local são formas de criação de valor que já apresentam resultados importantes em boas práticas a nível europeu”.

Orada: O “Ex-Libris” da Tradição de Borba

Pedro Esteves

Para o presidente da Câmara Municipal de Borba, Pedro Esteves, o evento é um tributo à identidade da freguesia. “O que se pretende é mostrar à Orada aquilo que na Orada se faz muito bem: manter as tradições. Não temos pretensões de ser uma grande festa, mas queremos ser uma belíssima festa onde todos se sintam bem a provar os comeres tradicionais feitos com todo o tipo de ervas”, explicou o autarca.

Pedro Esteves enalteceu o papel da Casa da Cultura da Orada, que assumiu este ano a liderança da organização: “A Casa da Cultura faz um trabalho de preservação das tradições e dos cantos de trabalho, que eram a forma como as pessoas se organizavam no campo. É um património que a Orada e o concelho de Borba não podem perder”.

Ervas e Companhia é um evento estruturante da freguesia

João Leitão

Para o autarca João Leitão, presidente da Junta da Orada reconhece que “a Feira já vai sendo um evento estruturante na freguesia. É importante para alguns dos produtores que precisa escoar os produtos. O uso das plantas aromática era feito sobretudo nas sopas. O sustento da alimentação dos trabalhadores rurais. Hoje em dia faz se muito a procura das plantas aromática sobretudo para substituir o sal”. João Leitão destaca ainda “a prova das sopas como o momento alto da Feira, cada pessoa faz a sua sopa e depois todos podemos provar”.

Ervas como Sobrevivência e Património

Ricardo Pinheiro e Paulo Laranjo

Paulo Laranjo, da Casa da Cultura, recordou a origem histórica deste evento, focado nas plantas alimentares e medicinais. “Antigamente, estas plantas serviram de sobrevivência para o dia a dia. As pessoas iam para o campo, apanhavam o que a natureza dava e confecionavam em casa. O nosso intuito é valorizar esse potencial e dar vida a essa grandeza”, referiu.

Paulo Laranjo

Apesar da ameaça de chuva, que obrigou à instalação de uma tenda no adro da igreja para aproximar o certame do centro da freguesia, o otimismo mantém-se para o ponto alto do programa. “Um dos momentos mais esperados é o passeio pedestre para a descoberta e identificação das plantas no seu habitat natural. Esperamos que o tempo permita, pois é fundamental para que as pessoas conheçam esta riqueza”, concluiu Paulo Laranjo.

A feira conta com momentos de degustação, música tradicional e a presença dos emblemáticos “Bonecos da Orada”, celebrando um modo de vida que procura agora novas oportunidades no próximo ciclo de financiamento europeu.

Elvas é sede da canicultura ibérica este sábado na 36ª Exposição Canina Internacional

O Centro de Negócios Transfronteiriço recebe 427 exemplares de 200 raças diferentes. O certame, em parceria com Badajoz, oferece uma oportunidade única na Europa para a obtenção do título de Campeão Internacional.

O Centro de Negócios Transfronteiriço (CNT) de Elvas é, este sábado, 9 de maio, o epicentro da canicultura ibérica. A 36ª Exposição Canina Internacional de Elvas reuniu cerca de meio milhar de exemplares, vindos de vários pontos da Europa, numa competição que se destaca não só pela quantidade, mas pela elevada qualidade técnica e prestígio internacional.

Em entrevista à Rádio ELVAS, José Homem de Mello, figura de referência do Clube Português de Canicultura, sublinha a importância estratégica deste evento, que funciona em moldes transfronteiriços. “Este é um fim de semana único na Europa porque normalmente não há fins de semana com dois pontos para o campeonato internacional num só fim de semana. Hoje em Elvas e amanhã em Badajoz”, explica o especialista.

A corrida pelo título de Campeão Internacional

O grande atrativo para os criadores que se deslocaram de países como Espanha, França e Inglaterra é a disputa pelo CACIB (Certificado de Aptidão ao Campeonato Internacional de Beleza). “Este ano temos 427 exemplares vindos de muitos países europeus que vêm tentar obter e vencer o chamado CACIB. Para um cão ser campeão internacional tem que ter pelo menos dois pontos destes no seu país de origem e mais um num segundo país e outro num terceiro”, esclarece José Homem de Melo.

Para avaliar este “exército” de quatro patas, a organização contou com um painel de jurados de elite, oriundos do Brasil, Roménia, Holanda, Espanha, Polónia e Finlândia, todos habilitados pela Federação Cinológica Internacional (FCI).

Em busca do “Cão Perfeito” e Saudável

Segundo José Homem de Melo, o interesse pelas exposições caninas continua em crescendo, movido pela paixão dos criadores em atingir a excelência. “Um dos principais objetivos é criarem cães o mais próximo possível ao cão perfeito, que é o descrito no estalão de cada raça. É algo impossível porque não há cão perfeito, mas tenta-se criar o mais próximo possível”, refere.

Contudo, a estética não é o único foco. A saúde e a utilidade funcional dos animais são pilares fundamentais da canicultura moderna. “Cada vez mais se procura criar cães saudáveis, que estejam aptos para as funções que variam desde a caça à proteção, ou à procura de droga e explosivos. Como temos visto, sem eles não conseguiríamos chegar a esses objetivos”, sublinha o responsável.

Cerca de 200 raças em competição

Pelos vários rings instalados no CNT, passam exemplares de aproximadamente 200 raças distintas — mais de metade das cerca de 380 raças reconhecidas mundialmente pela FCI. Entre os nomes mais familiares do público, destacam-se o raças portuguesas como o Rafeiro do Alentejo, o Serra da Estrela e o Cão de Água Português, entre raças estrangeiras como o Boxer, o Dobermann, Labrador e o Golden Retriever, o Pastor Alemão, o Rottweiler , o Bulldog Francês, o Poodle, o Chihuahua, o Border Collie, o Beagle, o Jack Russell e o Cocker Spaniel, mas a diversidade presente é, nas palavras de Homem de Melo, “uma participação muito, muito boa”.

A 36ª Exposição Canina Internacional de Elvas, organizada pela Câmara Municipal de Elvas em colaboração com o Clube Português de Canicultura, é de entrada livre, sendo uma oportunidade para conhecer de perto o trabalho dos criadores e a beleza das linhagens presentes. O evento prossegue amanhã na vizinha cidade de Badajoz, completando este ciclo ibérico de alta competição canina.

Feira Medieval Ibérica de Avis: A maior de sempre num fim de semana de História Viva!

A vila de Avis volta a afirmar-se como palco privilegiado da História com a realização da Feira Medieval Ibérica de Avis, que decorre de 8 a 10 de maio de 2026. Este ano, o evento ganha uma dimensão sem precedentes: 20 grupos de animação, 120 participantes diretos e 80 locais espalhados pelo centro histórico prometem transformar a vila numa autêntica máquina do tempo.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Avis, Manuel Coelho, esta edição destaca-se pela forte mobilização da comunidade. “Esta é a maior edição de sempre em termos de envolvimento local. Temos 65 expositores — entre artesãos, mercadores e produtores — e 5 tasquinhas dedicadas à nossa gastronomia, o que demonstra a vitalidade do nosso concelho”, afirma o autarca.

Avis, a Dinastia

Sob o tema central “Avis, a Dinastia”, o evento explora este ano os momentos, figuras e estratégias que marcaram o período mais decisivo da História de Portugal. Para Manuel Coelho, o rigor histórico é uma prioridade: “Queremos que quem nos visita não leve apenas uma memória visual, mas que compreenda a importância estratégica e cultural de Avis na afirmação da identidade nacional. Este ano temos um grupo de Itália (12 elementos de um grupo da região de Veneza) que tocam e fazem danças e malabarismos com bandeiras”

O programa divide-se em três eixos temáticos. O primeiro dia, 8 de maio, é dedicado à Ordem de Avis, focando-se na vida militar e religiosa. No sábado, dia 9, o destaque vai para as alianças matrimoniais, com a figura de D. Leonor de Portugal em evidência. O certame encerra no dia 10, abordando o reinado de D. Afonso V e as disputas sucessórias do final do século XV.

Animação, Gastronomia e Identidade Local

Com entrada livre, a feira conta com uma forte presença de agentes económicos locais: cinco tasquinhas, nove produtores e oito artesãos da região, aos quais se juntam cerca de 50 mercadores vindos de vários pontos do país e de Espanha.

O Chef Fábio Bernardio realizou um Show Cooking em plena praça com a preparação de borrego, uma bola de carne e favas e um doce a recordar a época medieval

Ao longo dos três dias, os visitantes poderão assistir a torneios de armas a cavalo, espetáculos de fogo, teatro de rua e danças medievais. A prata da casa estará representada através de grupos como o AnimaSénior, o Grupo de Bombos Mestre de Avis, o Coro da Escola de Música e a associação DançAvis.

Impacto Económico e Turístico

As expectativas para esta edição são elevadas. O Município embora tenha alguma preocupação com a meteorologia, indicou que são esperados nos três dias do evento “mais de 15 visitantes”, sublinhando que “um evento como este tem um impacto significativo na economia, porque dinamiza o comércio, a restauração e o alojamento, promovendo diretamente os nossos produtores e artesãos”.

Desde 2003 que Avis recorda a dinastia iniciada por D. João I, mestre da Ordem. O evento consolidou-se como um dos principais cartazes turísticos do Alentejo, atraindo público de ambos os lados da fronteira ibérica.

A Feira Medieval Ibérica de Avis arrancou oficialmente na sexta-feira, dia 8 de maio, pelas 19h00, com o cortejo inaugural a percorrer as ruas do Centro Histórico.

Aqueduto da Amoreira inspira livro criado por crianças de Elvas e lançado pela Cruz Vermelha

“Diário da Nossa História”: assim se chama a obra que resulta de um trabalho desenvolvido em diferentes escolas de 1º ciclo do concelho de Elvas, ao longo deste ano letivo, através do programa CLDS (Contrato Local de Desenvolvimento Social) 5G, e lançado na manhã desta sexta-feira, 8 de maio, em Dia Mundial da Cruz Vermelha.

A obra foi apresentada nas instalações do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha Portuguesa, entidade promotora do CLDS, na presença dos seus pequenos autores, do vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, mas também dos diferentes parceiros do projeto.

Em “Diário da Nossa História” cruzam-se temas como o empreendedorismo, a inovação e a criatividade com a própria história de Elvas, com especial destaque para o Aqueduto da Amoreira.

“Este foi um desafio que lançámos aos agrupamentos de escolas e que foi muito bem respondido por parte dos miúdos e de todo o corpo docente”, começa por dizer Isabel Mascarenhas, diretora do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha, que adianta que, ultrapassados os receios iniciais, que “fazem parte do processo de inovação e de empreendedorismo”, para além do Aqueduto da Amoreira, a história criada acabou por também se focar na “tradição gastronómica e na tradição cultural e musical da ronca”. “Foi toda uma descoberta que foi feita em conjunto durante a elaboração deste livro”, assegura a responsável.

O “grande herói” desta história é Francisco de Arruda, o arquiteto responsável pela construção do Aqueduto da Amoreira: “é o herói que damos a conhecer, é o herói que relembramos como sendo uma pessoa muito importante para a história de Elvas, para as pessoas de Elvas e que teve uma importância imensa no seu tempo”.

Partindo do exemplo de Francisco de Arruda, Isabel Mascarenhas explica que, com este projeto, a equipa do CLDS quis deixar bem claro aos mais novos que “os super-heróis não estão só nos filmes”. “Todos nós somos super-heróis se dentro de nós tivermos criatividade e inovação”, adianta a responsável, que recorda o arquiteto como alguém que, com “criatividade, de forma empreendedora e sem medos”, conseguiu ultrapassar o desafio que lhe foi lançado pelo rei para a construção do aqueduto.

Já o vice-presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinha, que dá os parabéns a todos os envolvidos neste projeto e à Cruz Vermelha neste seu dia de celebração, começa por destacar o “difícil trabalho” que a equipa do CLDS teve na produção desta obra, mas que acabou por resultar num “excelente livro”.

O autarca, que considera que esta foi uma “forma engraçada” de as crianças aprenderem a sua história ao mesmo tempo que tiveram oportunidade de se debruçar sobre alguns conceitos de empreendedorismo, destaca ainda a mensagem do livro: “se não desistirmos iremos sempre atingir aquilo que são os nossos objetivos”.

A obra, escrita e ilustrada por alunos do quarto ano dos Agrupamentos de Santa Luzia e Adelaide Cabette e da escola de Vila Boim, foi editada pela . “Diário da Nossa História” tem um custo de dez euros e pode ser adquirido nas instalações do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha.

Nesta sesso de apresentação da obra, que é acompanhada também por uma música original, vários alunos tiveram oportunidade de ler alguns excertos do livro, enquanto dois professores foram convidados a dar o seu testemunho relativamente ao seu processo de produção.

A obra, escrita e ilustrada por alunos de quarto ano dos Agrupamentos de Santa Luzia e Adelaide Cabette e da escola de Vila Boim, foi editada pela Betweien. “Diário da Nossa História” em um custo de dez euros e pode ser adquirido nas instalações do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha.

Campo Maior volta a apostar na promoção da leitura com nova edição da Feira do Livro no Centro Comunitário

Campo Maior volta a apostar na promoção da leitura com a realização de mais uma edição da Feira do Livro. O evento, que abriu portas na manhã desta quarta-feira, 6 de maio, no Centro Comunitário da vila, reúne um conjunto variado de iniciativas dirigidas a diferentes públicos, a par de um sem-fim de obras literárias disponíveis para aquisição.

O momento da abertura do evento contou com uma breve apresentação teatral de avós e netas, dedicada à importância da leitura. Seguiu-se a Equipa de Intervenção Precoce da APPACDM de Elvas que, durante toda a manhã, esteve a dar a conhecer às crianças do ensino pré-escolar de Campo Maior, através de uma leitura encenada, a história de “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda”.

Convidando todos a visitarem esta Feira do Livro, Paula Jangita, vereadora na Câmara de Campo Maior, dá conta de algumas das atividades que serão promovidas no decorrer do evento: “vamos ter várias atividades para as crianças do pré-escolar e do primeiro ciclo, vários convidados e vamos ter um workshop com a Delta Cafés”.

Depois de, em edições passadas, o evento se ter realizado em locais como os jardins do Palácio Visconde d’Olivã e o Museu Aberto, a autarquia decidiu levá-lo para o Centro Comunitário. “Pensámos em mudar porque o Centro Comunitário está aqui num ponto mais central de Campo Maior e penso que também faz todo o sentido nós utilizarmos espaços diferentes, uma vez que o Centro Comunitário também tem aqui uma componente muito interessante do ponto de vista do trabalho que nós temos com crianças e idosos. É um espaço muito apelativo também para este tipo de atividades”, justifica a vereadora.

Com a apresentação da sua obra às crianças, a Equipa de Intervenção Precoce da APPACDM de Elvas procurou, de uma forma muito didática, convidar à reflexão dos mais novos sobre o uso excessivo das tecnologias e a importância das relações humanas. De acordo com Sandra Sousa, membro da equipa, “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda”, que tem vindo a ser apresentada nas escolas, é uma história “bastante atual, que aborda o tema das tecnologias e o tempo que às vezes perdemos com elas”. “Ao mesmo tempo tem aqui um grande ensinamento, porque o que queremos transmitir é que não devemos deixar as tecnologias de lado totalmente. Podemos fazer muitas outras coisas com elas. As tecnologias também nos são úteis”, acrescenta.

A Feira do Livro de Campo Maior está aberta ao público, até sábado, entre as 10 e as 19 horas, estando encerrada entre as 13 e as 15 horas.

Conheça toda a programação do evento para os próximos dias:

07 Maio

Encontro Intergeracional com a ilustradora Joana Gancho e o livro “Os avós”, de António Pereira.

10:00H – 1º ciclo + público sénior

11:15H – 2º ciclo + público sénior

17:00H – Workshop de Café | O Expresso Perfeito – Centro de Ciência do Café

18:00H – Animação Musical – Público Geral

19:00H – Encerramento da Feira

08 Maio

Encontro com Sérgio Godinho e o Livro “Olivença com ç”

10:00H – 7º ano

11:00H – 8º ano

12:00H – 9º ano

15:00 H – Encontro com Maria do Céu Pires e o livro “Sobre a alegria – Carta aos meus netos”

16:00H – Workshop de Café | O Expresso Perfeito – Centro de Ciência do Café

21:00 H – Serão de Contos com Rodolfo Castro

09 Maio

Feira do Livro

Campo Maior foi a “capital” da dança contemporânea ao longo do fim de semana

O Município de Campo Maior e a Axpress-Arte voltaram a juntar-se para, durante os últimos três dias, promover mais uma edição do Festival Internacional “Pés no Chão”, que contou com a participação de mais de duas dezenas de bailarinos vindos de todo o mundo.

O primeiro dia do festival, no dia 1 de maio, começou no Jardim Municipal com três coreografias que levaram a dança até ao público num exemplo da essência deste projeto, que tem como objetivo aproximar este tipo de arte das pessoas. Já durante a tarde, o Centro Cultural foi palco de mais quatro momentos em que a dança contemporânea esteve em destaque.

O segundo dia, sábado, 2 de maio, começou no espaço.arte, de onde seguiu para o Jardim Municipal, com três momentos de dança que não deixou ninguém indiferente, tanto pela beleza das coreografias, como pelas mensagens transmitidas. Por fim, ao final da tarde, o Centro Cultural foi palco de mais dois espetáculos.

O festival chegou ontem, dia 3, ao fim, com dois espetáculos que decorreram no Centro Cultural e fecharam da melhor forma este evento que já é um dos pontos altos da agenda cultural do concelho.

Romaria da Ventosa volta a reunir população de São Vicente no campo em dias de tradição, convívio e festa

Famílias e grupos de amigos de São Vicente trocaram, no decorrer deste último fim de semana prolongado, o conforto das suas casas pelo campo para cumprir, um ano mais, a tradicional romaria em honra de Nossa Senhora da Ventosa.

De “armas e bagagens”, a população voltou a mudar-se para o campo, onde, em contacto direto com a natureza, se voltaram a viver momentos de puro convívio e diversão, com o São Pedro a ajudar à festa. “O nosso principal receio é sempre o tempo, mas estiveram dias bons, em que se conseguiu aproveitar ao máximo”, começa por dizer Rúben Ameixa, presidente da Associação de Festas e Animação de São Vicente e Ventosa, responsável pela organização do evento, com o apoio da Junta de Freguesia.

Com o objetivo de reunir sempre mais pessoas na romaria, a associação promoveu diversas iniciativas, como torneios de malha, um passeio de motos, uma garraiada e a caminhada do Dia da Mãe. “Todas as iniciativas tiveram uma boa adesão e, portanto, do meu ponto de vista, acho que correu tudo bem. Não houve nenhum incidente em nenhuma das iniciativas. Não podíamos estar mais satisfeitos”, assegura o responsável. A par das atividades organizadas pela associação, o feriado de 1 de maio ficou marcado pela tradicional procissão em honra de Nossa Senhora da Ventosa.

Fora todos aqueles que passaram pelo recinto, terão sido “cerca de cem pessoas” aquelas que, durante estes dias, estiveram acampadas junto à capela da Ventosa, espaço totalmente requalificado pela Câmara Municipal há já mais de 20 anos. “Lembro-me que vinha a esta festa e só existiam quatro paredes sem cobertura: era isso que era a capela da Senhora da Ventosa. Em boa altura, eu e o senhor presidente da junta, António Malhado, levantámos então esta capela. E esta capela hoje está em perfeitas condições e todas as pessoas que aqui vêm revêem-se precisamente na Senhora da Ventosa”, dizia o presidente da Câmara, Rondão Almeida, aos microfones da Rádio ELVAS na passada sexta-feira, quando se juntou à população local para o almoço oferecido pela junta de freguesia.

Já o presidente da Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa, João Charruadas, que agradece à Associação de Festas por cumprir, um ano mais, a tradição, assegura que estes foram dias, sobretudo, de “convívio e festa”. “Foram três dias e quatro noites que se passaram aqui em convívio: dever cumprido, tanto da população como dos festeiros que conseguiram cumprir a tradição”, assegura.

As imagens destes dias de celebração na ver na galeria abaixo:

Caminhada do dia Mãe da Junta de Assunção leva mais de mil para a rua (c/fotos)

A Caminhada do Dia da Mãe, organizada pela Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda e Salvador, em Elvas, reuniu mais de mil participantes numa iniciativa marcada pelo convívio e promoção de hábitos saudáveis.

O percurso de cerca de seis quilómetros teve início na Quinta do Bispo, passando pela Avenida António Sardinha e pelo viaduto até ao centro histórico, com paragem na Praça da República, onde decorreu uma animada aula de dança. A caminhada prosseguiu em direção ao castelo e ao Santuário do Senhor Jesus da Piedade, terminando no Jardim Municipal, onde os participantes recebem um lanche.

A iniciativa contou ainda com a participação de caminhantes vindos de Badajoz e com o apoio da PSP e dos Bombeiros Voluntários de Elvas, garantindo a segurança ao longo de todo o trajeto.

Mosteiro de São Bernardo em Portalegre é a maior “montra” de doçaria conventual do país neste fim de semana

Os claustros do emblemático Mosteiro de São Bernardo, em Portalegre, já abriram as portas para a 24ª edição da Feira de Doçaria Conventual e Tradicional. Entre os dias 1 e 3 de maio, a cidade celebra um património gastronómico único, reunindo cerca de 40 expositores que mantêm vivas receitas centenárias.

O evento, que ostenta o selo de “Feira Qualificada”, distingue-se pelo rigor na seleção dos produtos. Além da degustação, o programa oferece animação itinerante, workshops e concursos que elegem os melhores sabores do ano, com especial destaque para a famosa Boleima de Portalegre.

Fermelinda Carvalho

Para a Presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Fermelinda Carvalho, o certame é muito mais do que um mercado de doces; é a afirmação da identidade da região.”Não estamos a falar de uns doces quaisquer, são doces de extrema qualidade com os produtos que o constituem. Não pode ser um açúcar qualquer, sejam os ovos, todos os produtos que lhe dão origem são de qualidade”, afirma a autarca. Fermelinda Carvalho destaca ainda o segredo por trás de cada iguaria: “O saber fazer, não é só ter os ingredientes. Quantos e quantos têm segredos que só as doceiras é que conhecem, que passa de geração em geração. Os doces conventuais de Portalegre são nossos embaixadores”.

A autarca sublinha que o evento tem um retorno económico vital para o concelho, com um investimento controlado mas resultados expressivos: “Temos os hotéis todos cheios, é também a economia local que beneficia. É um evento que tem um retorno muito grande e promove muitíssimo bem o concelho”.

José Manuel Santos

O Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Santos, vê nesta feira uma ferramenta estratégica para a promoção de Portalegre além-fronteiras. “Esta feira é uma das feiras pioneiras no país. Penso que Portalegre pode ainda mais potenciar, em termos nacionais e ibéricos, esta marca, esta imagem, esta cidade dos sete conventos, esta tradição religiosa e conventual”, refere. Para o responsável pelo turismo, a feira é um pilar do marketing territorial: “Eu acho que isso é um trunfo, é uma bandeira do branding de Portalegre e do turismo de Portalegre. Esperamos que possam vir também muitos visitantes de fora e que possam usufruir deste ambiente”.

Destaques do Programa

  • Exposição “Arte da Cozinha”: Uma viagem histórica através de utensílios usados na confeção de doces, baseada no primeiro livro de cozinha português.
  • Workshops: No domingo, celebrando o Dia da Mãe, o workshop “Pequenos Chefs, Grandes Mães” convida crianças e progenitoras para uma experiência prática na cozinha.
  • Concursos: Da “Boleima de Portalegre” aberta a todos e a escolha do “Melhor Doce Conventual”, “Melhor Doce Tradicional” e “Melhor Licor”.
  • Animação: Atuações da Tuna da Academia de Santa Clara, Noite de Fados e grupos de música tradicional.

A feira funciona durante todo o fim de semana prolongado, unindo a gastronomia à monumentalidade de um dos espaços mais belos do Alentejo.

Mesa Ibérica: Campo Maior torna-se a capital da gastronomia luso-espanhola este fim de semana

A Quinta dos Pavões, em Campo Maior, abriu as portas esta sexta-feira para a primeira edição do “Mesa Ibérica – Chefs Gastro Fest”. O evento, que decorre até ao próximo domingo, 3 de maio, promete ser um marco na promoção dos sabores da raia, reunindo oito chefs de renome e mais de 30 propostas gastronómicas de Portugal e Espanha.

O certame nasceu de uma visão de Vítor Canhão, proprietário do espaço e organizador do evento, que quis transformar a paixão pela cozinha alentejana num festival de partilha cultural. Com a fronteira como pano de fundo, o festival destaca iguarias como o presunto Pata Negra, as sopas de cação e o ensopado de borrego.

“Boa comida e uma boa guitarra”

Segundo Vítor Canhão, a génese do projeto foi a amizade e a tradição. “Como tenho a estrutura, tenho o conhecimento e tenho uma grande paixão pela gastronomia do Alentejo, pensei em fazer um festival gastronómico, em que se juntasse boa comida, uma boa mesa e uma boa guitarra para desfrutarmos”, explica o mentor.

A expectativa de público é elevada, com a organização a apontar para cerca de 500 visitantes diários. “Vamos ter muita comida, muita bebida, muito sol e boa temperatura para nos visitarem. O objetivo é juntar à mesma mesa portugueses e espanhóis, uma boa gastronomia, uma boa música e desfrutarem de um fim de semana com este sol maravilhoso do Alentejo”, sublinha Vítor Canhão.

O apoio de João Manuel Nabeiro

A inauguração oficial contou com a presença de João Manuel Nabeiro e sua esposa, Amélia Nabeiro, convidados de honra do evento. O empresário destacou o esforço dos organizadores em criar um novo polo de atração para a região.

“Acredito que é das primeiras vezes que [Campo Maior] tem este evento em ação. Além de dar os parabéns, também um desejo que se multiplique por muitos e bons anos este mesmo evento para um casal de trabalhadores que têm trabalhado afincadamente para ter sucesso”, afirmou João Manuel Nabeiro, referindo-se a Vítor e Beatriz Canhão. O empresário reforçou ainda a importância da continuidade: “Saber que tudo tem que continuar, tudo tem que efetivamente ter um princípio e que tenha sempre longevidade”.

Tradição e inovação: A “Deltaireta”

Um dos momentos de maior curiosidade na abertura foi a apresentação da Deltaireta, um novo instrumento musical que homenageia as tradições de Campo Maior. Vítor Canhão explicou que este foi “um sonho que tivemos de noite e que foi tornado realidade. É um novo instrumento, é um instrumento da terra e com símbolo da terra”. O instrumento foi oferecido a Amélia Nabeiro como símbolo da ligação umbilical da família Nabeiro às festas populares da vila.

Informações Úteis

O “Mesa Ibérica – Chefs Gastro Fest” funciona entre as 12h00 e as 22h00. O programa inclui animação musical com as Saias de Campo Maior, as Roncas de Elvas e as Pedrinhas de Arronches.

  • Bilhetes: 40€ (compra antecipada online) ou 45€ (na bilheteira local).
  • Famílias: Crianças até aos 12 anos têm entrada gratuita.
  • Estacionamento: Disponível no local para todos os visitantes.

Casa Sarapico celebra mais um aniversário: “são 19 anos de muito trabalho, dedicação e muitos desafios”

A Casa Sarapico, em Elvas, celebra esta sexta-feira, dia 1 de maio, o seu 19º aniversário.

Dizendo que estes são 19 anos de “muito trabalho, dedicação e de muitos desafios”, Rosália Oliveira, a proprietária da loja, estabelecimento que conta com uma vasta oferta no que toca a retrosaria, lingerie e pronto-a-vestir, lembra que a Casa Sarapico, depois de longos anos aberta ao público na Rua Eusébio Nunes, está hoje na Rua da Feira.

“Tem sido muito bom, muito gratificante para mim, não me arrependo nada e é para continuar por muitos mais anos, agora com os novos desafios do online”, diz a empresária aos microfones da Rádio ELVAS.

A verdade é que hoje, com a aposta de Rosália Oliveira numa página de Facebook, as vendas, feitas pela internet, têm-se revelado “uma mais-valia”. “As pessoas fazem as encomendas, depois falamos por mensagem privada e as coisas vão ter a casa”, explica.

Para celebrar este 19º aniversário, a Casa Sarapico vai ter a decorrer uma promoção, com um desconto de dez por cento numa compra feita em loja, entre segunda e quarta-feira, de 4 a 6 de maio.

Rosália Oliveira agradece ainda a todas as suas clientes de Elvas, da região àquelas que, através da internet, também escolhem a Casa Sarapico para fazer as suas compras.

Investimento do Grupo Nabeiro reforça liderança ibérica e ambição global a partir de Campo Maior

O reforço do investimento industrial do Grupo Nabeiro, em Campo Maior, marca uma nova etapa de crescimento da empresa, que ambiciona afirmar-se entre as maiores do mundo no setor do café, com o objetivo de chegar ao top 10. A modernização inclui “um novo armazém de café verde, novos silos, novas linhas de embalamento e de cápsulas e um novo parque de energia renovável”, permitindo “duplicar a capacidade e passar a ser a maior fábrica da Península Ibérica”, destacou Rui Miguel Nabeiro.

O responsável sublinhou ainda a aposta na inovação e internacionalização: “O grupo inova e cria a Delta Venture com start-ups” e deixou claro que “estar no top 10 não é só um desejo, representa uma decisão de continuar a crescer a partir daqui”. Apesar da possibilidade de deslocalização, reforçou a aposta no território: “Podíamos descentralizar a produção, mas Portugal tem talento e capacidade. O interior do país desertifica-se e não é um problema só do Alentejo. Campo Maior resiste porque existe aqui uma âncora — uma empresa cresce e tem obrigação de fazer crescer o espaço onde existe, seguindo o,legado do meu avô”. E concluiu com o objetivo: “Chegar ao top 10 mundial a partir de Campo Maior, do Alentejo e de Portugal, para levar Portugal mais longe. O futuro faz-se com empresas que não esperam, fazem”.

Também João Manuel Nabeiro, chairman do Grupo Nabeiro, destacou o simbolismo do momento: “É com enorme alegria que hoje os recebemos em Campo Maior. A presença de todos, e em especial do primeiro-ministro, deixa-nos cheios de orgulho”. O responsável revelou que o grupo “investiu mais de 20 milhões de euros para reforçar e modernizar a empresa”, acrescentando: “Estamos a duplicar a capacidade de produção e a ficar mais preparados para os mercados onde estamos e onde queremos estar, com um crescimento sólido e ambicioso”. Sublinhou ainda o compromisso territorial: “Este é um investimento no território, um sinal claro de confiança em Campo Maior e no Alentejo. O futuro constrói-se a partir do interior de Portugal, de Campo Maior para o mundo”.

Na vertente institucional, o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, evocou o legado do fundador: “O comendador Rui Nabeiro deixou-nos um legado. Caminhou lado a lado com a comunidade local”. Defendeu ainda o papel das empresas na coesão territorial: “As empresas são um parceiro estratégico de coesão com o território. A Delta não deve ser uma exceção”. E acrescentou: “No âmbito das relações transfronteiriças, a Eurocidade entre Campo Maior, Elvas e Badajoz (EUROBEC) é um exemplo de aproximação e eliminação de barreiras. Aqui constrói-se uma Europa mais próxima dos cidadãos, sendo necessário criar condições para instalar mais empresas como a Delta Cafés”.

Já o primeiro-ministro, Luís Montenegro, alinhou com as mensagens deixadas, afirmando: “Tenho a tarefa facilitada, pois subscrevo as mensagens aqui deixadas. Isto mostra esperança e confiança de que vale a pena tomar opções estratégicas com resultados”. Destacou ainda a cultura empresarial herdada (do comendador Nabeiro): “Acreditar que é possível ter uma grande empresa em Campo Maior, desenvolvendo um projeto com os trabalhadores e em proximidade com a região e o setor social”.

O chefe do Governo reforçou a importância de políticas públicas favoráveis ao investimento: “O Estado deve facilitar a vida dos cidadãos e das empresas. Apostamos num modelo fiscal previsível e que simplifique a vida das empresas”. Anunciou ainda medidas para o território: “Vamos realizar um Conselho de Ministros em Beja. Temos o objetivo de ligar todas as capitais de distrito por autoestrada”, apontando soluções para Portalegre que pode ligar à A23 a norte ou à A6, por Estremoz e Beja com a ligação em curso, bem como investimentos na agricultura, regadio e armazenamento de água.

Ovibeja 2026 já abriu portas (c/fotos)

A 42ª Ovibeja abre portas esta quarta-feira, dia 29 de abril, com sessão de abertura programada para as 10h30, pelo Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes e Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

O primeiro dia da feira é de entrada gratuita até às 20h00, com base numa parceria entre a organização e a Câmara Municipal de Beja.

Além de muitos outros motivos de visita à grande feira do sul, a primeira Ovinoite vai ser preenchida pela atuação de Vizinhos, seguindo-se o DJ João Melgueira.

Com “espaço para crescer”, FIAPE volta a afirmar-se como uma das grandes montras do Alentejo

Com grande destaque para a agropecuária, o artesanato e os espetáculos musicais, a 38ª edição FIAPE (Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz), a decorrer no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz até domingo, 3 de maio, abriu as suas portas na manhã desta quarta-feira, 29 de abril.

No evento, que se realiza em simultâneo com a 42ª Feira de Artesanato de Estremoz, participam cerca de cinco centenas de expositores, não só das áreas da agropecuária e do artesanato, mas também da restauração, produtos regionais, indústria, comércio, maquinaria agrícola e setor automóvel. Ainda assim, de acordo com o presidente da Câmara de Estremoz, José Daniel Sádio, o evento tem ainda “espaço para crescer”. “Este é um certame de excelência em termos de agropecuária, e de artesanato é, seguramente, uma das melhores feiras do país”, assegura.

“Se olharmos para a essência da sua génese, na primeira edição, aquilo que era o desafio que se colocava naquele contexto, seguramente, era o mesmo: o de criar oportunidade de comércio, de negócio e promover o setor da agropecuária e o artesanato. Hoje, temos um grande desafio, porque sentimos que a feira ganhou dimensão, espaço mediático”, acrescenta José Daniel Sádio.

Por outro lado, o autarca destaca a presença vincada do Governo no evento, já que, a par do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvino Regalado, presente no momento de inauguração do certame, também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, vão estar hoje na FIAPE.

“Naturalmente que a presença do Governo para nós é muito prestigiante, é um grande orgulho, é importante e isso prova que estamos no caminho correto: temos visibilidade e o Governo sente também essa vontade de vir cá reconhecer esse trabalho”, dizia José Daniel Sádio aos jornalistas.

Dizendo ainda que os números “não enganam”, o autarca garante que toda a economia local sai a ganhar com a FIAPE. “São cinco dias em que virão milhares e milhares de pessoas a Estremoz, não só ao certame, mas também a todo o concelho, em que vão estar cá, vão consumir em Estremoz, vão levar daqui boas energias e voltarão. O crescimento do turismo é evidente, o crescimento em termos de atividade económica é evidente. Ainda assim, não estamos felizes, estamos contentes com o que estamos a fazer e orgulhosos, mas há espaço para mais”, remata.

Para o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, que enaltece a importância que o Governo está a dar à FIAPE este ano, eventos como este ajudam a trazer pessoas para o território. “O Governo está muito empenhado em ajudar estes territórios a tratar dos problemas do interior, em estagnar aquilo que é uma fuga de pessoas destes territórios para territórios mais do litoral, e isso só se pode fazer de uma forma que, na verdade, é muito simples, mas muito complexa. E a forma é, para já, manter os mais jovens em Portugal e, depois, estimar os que já fazem destes territórios tão únicos e tão valiosos”, começa por dizer o governante.

Por outro lado, e através de apoios aos municípios, Silvino Regalado defende a necessidade de políticas para a atração de pessoas para o interior do país: “ajuda aos municípios na construção de habitação, ajuda aos municípios na construção de zonas de acolhimento empresarial, que possam acolher empresas dos vários setores de atividade nestes territórios, e aqui em Estremoz em particular, com uma ajuda muito grande ao setor primário e ao turismo, valorizando aquilo que são, por exemplo, os Bonecos de Estremoz, como uma das grandes mais-valias que são Património da Humanidade”.

Citando a banda Vizinhos, dizendo que “se Lisboa é grande, o Alentejo é maior”, Silvino Regalado não tem dúvidas de que a região tem “muita capacidade”, que pode e deve ser explorada.

Na sessão de inauguração do evento, para além de José Daniel Sádio e Silvino Regalado, participaram ainda o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, o presidente da Assembleia Municipal de Estremoz, Ricardo Catarino, e o presidente da ACORE, Manuel Ramalho.

A visita de Luís Montenegro ao certame está hoje prevista para as 19h30. Do programa de animação do evento, o destaque, nesta primeira noite, vai para o concerto de Plutónio.

Campo Maior celebra Abril com programa alargado e reforço dos laços da Eurocidade

O concelho de Campo Maior preparou-se para assinalar o 25 de Abril de 2026 com uma agenda diversificada que cruza momentos institucionais, culturais e desportivos. O programa, desenhado para envolver toda a comunidade, teve o seu ponto alto na Sessão Solene da Assembleia Municipal, marcada pela presença da juventude e pelo estreitamento de laços transfronteiriços, através da EUROBEC.

Uma madrugada de luta que moldou o Portugal de hoje

Para o Presidente da Assembleia Municipal de Campo Maior, Jorge Grifo, a preservação da memória coletiva é uma obrigação de quem detém cargos públicos. “É uma data que acho que os portugueses não se podem esquecer. Ou seja, foi um dia de luta, uma madrugada de luta, em que muito daquilo que é hoje Portugal se deve a essa mesma madrugada. Por isso é importante que nós, aqueles que temos cargos políticos e cargos institucionais, possamos preservar essa memória e fazemos da melhor maneira, ou seja, vivendo Abril, recordando Abril e, mais importante ainda, poder fazer estas sessões onde vão haver aqui algumas surpresas, onde temos também aqui muitos jovens para que eles possam perpetuar o que são as memórias de Abril e que nunca se esqueçam do patamar que estão hoje”, sublinhou.

Este ano, a Assembleia Municipal de Campo Maior inovou ao trazer a dimensão europeia para a cerimónia, convidando Graça Luna Pais, Presidente da Assembleia Municipal de Elvas, e Helena Salgado Vacariza, Concejala Delegada (vereadora com o pelouro das Relações Institucionais com Portugal e responsável da IFEBA) do Ayuntamiento de Badajoz. Jorge Grifo explicou que o objetivo foi “reforçar aqui os laços da Eurobec, da nossa Eurocidade, para que neste que possamos também aqui reforçar esses laços”. O autarca lembrou ainda que, embora muito tenha sido feito, “(o ideal de) Abril não está ainda completo em tudo o que foi os valores dessa mesma madrugada”, destacando a importância dos 50 anos do poder local democrático: “Foi nesse conceito democrático, através do voto popular e da soberania popular, que a democracia deu o seu impulso”.

“Nunca mais queremos voltar ao 24 de Abril”

O Presidente da Câmara Municipal, Luís Rosinha, reforçou a importância de projetar os valores da Revolução para o futuro, com foco especial nas crianças. “O 25 de Abril deve perdurar também durante todo o ano e não só neste dia. Esta é uma sessão solene importante, nós temos tido este hábito de vir fazendo estas sessões solenes, introduzindo também as crianças, que é muito importante trazermos as crianças até nós”, referiu o edil.

Luís Rosinha enalteceu a iniciativa de abrir a sessão solene aos parceiros da Eurocidade para “traduzir aqui aquilo que é visto de fora, olhar para o 25 de Abril fora do nosso território, mas também dentro do território da Eurobec que tanto proclamamos”. Partilhando a visão do Presidente da República, António José Seguro, o autarca campomaiorense sublinhou o dever pedagógico das gerações atuais: “Eu também não sou anterior ao 25 de Abril, já sou posterior, mas também fui incutido nestes valores da liberdade. e acho que é um exercício que nós devemos fazer, incutir nas nossas crianças para que nunca mais voltemos atrás. Eu acho que é isso mesmo que marca o dia 25 de Abril de 1974: é que nunca mais queremos voltar para o 24 de Abril de 1974”.

Durante a manhã, houve uma arruada por vários locais do concelho e no Jardim Municipal realizam-se atividades infantis , incluindo insufláveis, pinturas faciais, oficinas temáticas e jogos.

À noite, a Praça da República volta a ser palco de animação, com o Projeto de Formação do Município de Campo Maior, às 21h30, seguido do espetáculo “Milhões ao Vento de Abril”, às 22h30.

As comemorações encerram amanhã, dia 26 de abril, com iniciativas que mantêm o espírito participativo. O Jardim Municipal recebe, às 09h30, uma prova de orientação integrada nos Jogos do Alto Alentejo 2026 e o Centro Cultural, às 17h00, acolhe o I Encontro “Passos que Unem”, com a participação de escolas dos dois lados da fronteira, que se dedicam a diferentes estilos de dança, com a professora Letícia Garcia, ainda com o principal objetivo da celebração do Dia Internacional da Dança, que se assinala a 29 de abril e assim fechando um programa que combina memória, cultura e envolvimento comunitário.

Elvas comemora 25 de Abril com Sessão Solene da Assembleia Municipal marcada pelo protagonismo da Juventude

A Assembleia Municipal de Elvas assinalou as celebrações da Revolução dos Cravos com uma sessão solene no Salão Nobre dos Paços do Concelho, um momento que uniu as diferentes forças políticas em torno dos valores da liberdade e do futuro. A iniciativa conta com a participação de todas as forças políticas com assento na assembleia, que apresentam os seus depoimentos alusivos à data e ao significado da Revolução dos Cravos.

Graça Luna Pais

As comemorações integram também momentos culturais, com destaque para a poesia, protagonizada por poetas de Elvas, e atuações musicais que enriquecem a celebração. A cantora Raquel Guerra e músico Diogo Rego realizaram o apontamento musical inserido neste programa evocativo da liberdade.

Graça Luna Pais, presidente da Assembleia Municipal de Elvas, destacou a importância de manter viva esta tradição, afirmando que “foi uma das sinalizações que nós mencionámos na altura das eleições, que de facto este dia tem que ser efetivamente comemorado todos os anos. E é nesse sentido, nessa concretização desse objetivo, que estamos a assinalar hoje este dia 25, com esta simbólica homenagem, mas eu acho que foi sentida, vivida e realmente com o espírito do que é efetivamente o 25 de Abril. Para todos, acho que foi muito bonita.”

Pela voz do Executivo, o presidente da Câmara Municipal, Rondão Almeida, não escondeu o entusiasmo com o formato do evento e a forte presença das novas gerações. “Olhe, eu estou cá há 32 anos, posso dizer que esta foi, de facto, a melhor sessão que poderíamos alguma vez ter dedicado a este dia tão importante. Acho que a organização está de parabéns, a senhora Presidente da Assembleia, bem como todos os outros colaboradores, e gostei imenso de todos os partidos se fazerem aqui representar os jovens. Foi muito bonito, sem ninguém combinar uns com os outros, verificar qualquer um dos partidos apresentou um jovem a fazer a locução ao 25 de Abril. Foi interessante e teve emoção no coração ouvir jovens de 30 e poucos anos de idade falar-nos do 25 de Abril e nos valores que ainda hoje existem nesta sociedade. É extremamente importante que eles possam ser transmitidos precisamente por este escalão etário, porque tem uma grande responsabilidade nos dias de hoje para que o 25 de Abril e os seus valores continuem no futuro”, sublinhou o autarca, concluindo com um apelo: “Senti que é a altura de dizer aos jovens aproximem-se que o futuro é deles. E por isso o 25 de Abril vai com certeza absoluta a Elvas trazer no futuro, um quadro de novos eleitos e estou convencido que por aquilo que hoje aqui tive a oportunidade de ver, há futuro.”

Margarida Paiva

No campo da oposição, a vereadora Margarida Paiva, eleita pela coligação AD, partilhou da mesma satisfação na sua estreia nestas cerimónias. “É a minha estreia e gostei imenso. Os momentos musicais, de poesia e os discursos das forças políticas também, sim, gostei muito. Os jovens a discursar por todas as forças, foi algo novo e foi uma coincidência engraçada que todos pensaram o mesmo sem falar uns com os outros, mas que acabou por estar um conjunto muito simpático. A força está nos jovens”, referiu.

Já a vereadora do Chega, Elsa Dourado, embora tenha saudado a participação juvenil, aproveitou o momento para deixar uma nota de reflexão crítica sobre os desafios atuais. “É muito importante, porque o 25 de Abril marcou a viragem, mas viver da ilusão e da memória do 25 de Abril, quando cada vez temos menos direitos, e falo nos jovens, que não há forma de conseguirem assegurar o direito à habitação e não podemos dizer que os jovens hoje continuam a ser iliterados porque não são, acho que deixamos muito por fazer nessa igualdade. Abril é para todos, com jotas e sem jotas, aí é que está a diferença. Hoje em dia quem é filiado nas juventudes, tem o caminho assegurado”, apontou a vereadora.

Elsa Dourado

Sobre o depoimento dos jovens das várias forças políticas, Elsa Dourado considerou-o “muito bom, porque as pessoas acham que a população, os jovens especialmente, estão afastados da política, mas eles fazem muita falta porque são o futuro. Se bem que eu acho que vamos passar uns anos muito duros, porque os jovens que acabam ficando (em Elvas), esses é que são os verdadeiros heróis, porque persistem. Os outros acabam por sair e o nosso futuro começa a ficar hipotecado.”

O programa comemorativo do 25 de Abril, em Elvas, inclui a realização da Sessão Solene da Assembleia Municipal, a ter lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho. A iniciativa conta com a participação de todas as forças políticas com assento na assembleia, que apresentam os seus depoimentos alusivos à data e ao significado da Revolução dos Cravos.

As comemorações integram também momentos culturais, com destaque para a poesia, protagonizada por poetas de Elvas, e atuações musicais que enriquecem a celebração. A cantora Raquel Guerra e músico Diogo Rego realizaram o apontamento musical inserido neste programa evocativo da liberdade.

Leilão de Alter Real: Um Símbolo Nacional que conquista o Mundo sob o signo da modernidade

As bancadas repletas e o som constante das licitações, tanto presenciais como digitais, marcaram esta sexta-feira, 24 de abril, o Leilão Anual da Coudelaria de Alter. O evento, que é já um marco histórico no calendário equestre, confirmou a vitalidade do Cavalo Lusitano e a sua crescente projeção internacional, atraindo investidores de todo o globo para o coração do Alentejo, a partir de Alter do Chão.

O rigor da seleção deste ano ficou espelhado na lista oficial de exemplares, onde a linhagem e a morfologia ditaram preços base ambiciosos. Na categoria de fêmeas, a lista de éguas incluiu exemplares como “Salina e Silarca, ambas com o preço base mais elevado do lote feminino, fixado em 17.500 euros, seguidas pela Sijuca a 15 mil e a Requintada a 12.500 euros. O catálogo apresentou ainda opções entre os nove e os cinco mil euros.

Já no lote dos cavalos, a competitividade foi ainda mais notória, com destaque para o histórico e a funcionalidade de cada animal. A lista de machos apresentou “o Gniqui como o exemplar com o valor base mais alto, arrancando nos 20 mil euros, acompanhado de perto pelo Solar e Salinero, ambos com base de 17.500 euros. O catálogo incluiu também o Sabido (15 mil), Soberbo e Sábio (ambos a 12.500 euros) entre os mais bem cotados, a fechar o lote de machos, estiveram dois exemplares de Puro-Sangue Árabe Ritual e o Safado, ambos com uma base de licitação de 7 mil euros.

Um Compromisso do Governo com a Excelência

João Moura

Presente no evento, o Secretário de Estado da Agricultura e Pescas, João Moura, sublinhou a importância estratégica da Coudelaria de Alter enquanto guardiã de um património vivo.

Para o governante, o sucesso do leilão é o reflexo de um trabalho intenso e de uma aposta clara do Executivo na raça Lusitana. “O cavalo Lusitano está a viver bons momentos fruto do trabalho realizado nesta Coudelaria Nacional, a mais antiga do mundo a funcionar no mesmo espaço”, afirmou João Moura.

O Secretário de Estado destacou a “versatilidade, docilidade e completude” da raça, lembrando que a genética de Alter está na génese de outras raças mundiais, como o Mangalarga Marchador no Brasil. “É um dos grandes símbolos nacionais. Este leilão é um dos expoentes máximos para levar ao mundo o que de melhor Portugal produz”, reforçou.

Símbolo vivo da identidade e da tradição portuguesa

Eduardo Oliveira e Sousa, Presidente do Conselho de Administração da Companhia das Lezírias, entidade gestora da Coudelaria de Alter Real, esclarece que “Este leilão reafirma o Cavalo Lusitano como um símbolo vivo da identidade e da tradição portuguesa, honrando o legado desta que é a mais antiga raça de sela do mundo”. O resultado deste leilão é o espelho perfeito do sentimento atual do mercado, a qualidade em detrimento da quantidade, e percebemos isso precisamente pelo número de vendas hoje registadas. As éguas foram vendidas acima dos preços base de licitação e o exemplar mais caro em leilão, o cavalo Gniqui, foi também vendido, representando assim que os clientes que procuram qualidade e performance compraram no Leilão de Alter Real.

A Missão da Coudelaria de Alter não é transacionar apenas cavalos, mas salvaguardar este valioso património genético que é o cavalo Lusitano, garantindo que a relevância social e histórica do Lusitano continua a gerar valor e prestígio para Portugal, nomeadamente através do turismo equestre”.

Internacionalização: 90% dos Licitadores são Estrangeiros

Para Francisco Beja, diretor da Coudelaria de Alter, este “dia aberto” é o culminar de um ano de rigorosa seleção. O responsável destacou a forte componente internacional que hoje define o evento: cerca de 90% dos licitadores inscritos são estrangeiros, vindos de mercados como os EUA, Brasil e Norte da Europa.

Francisco Beja

A digitalização tem sido a grande aliada, permitindo que a tradição de Alter chegue a qualquer parte do mundo em tempo real. “É o dia aberto, é o dia em que recebemos as pessoas, os players do mundo do cavalo. Recebemos os locais, recebemos os internacionais cada vez mais, portanto há muito público estrangeiro a vir ver o nosso leilão e a conhecer os nossos produtos. Os compradores são maioritariamente internacionais, ou seja, 90% dos licitadores inscritos são internacionais.”

Quanto ao impacto que este dia tem para além dos portões da Coudelaria, o diretor foi claro: “Ajuda em prol deste núcleo do norte alentejano, através da restauração, da hotelaria, enfim, porque adjacente às festas da vila, que também são muito importantes, a Feira de São Marcos, consegue-se criar aqui uma dinâmica na região superior e que ajuda na economia local, naturalmente.”

Francisco Beja concluiu lembrando que quem compra um cavalo em Alter está a levar parte da história: “A Coudelaria de Alter tem por missão a preservação do património genético, a preservação do património cultural que está adjacente a estas magníficas instalações e, ao fim e ao cabo, mais dois séculos de história e de seleção. É um produto de excelência do mundo rural.”

Impacto na Economia Local e Turismo

Para além da vertente genética e desportiva — onde o Lusitano ocupa já o 6.º lugar no ranking mundial de Dressage — o leilão é um motor económico para a região do Norte Alentejano. O evento gera uma dinâmica crucial na hotelaria e restauração, trabalhando em simbiose com as festas locais e a Feira de São Marcos.

A Coudelaria de Alter, fundada em 1748, reafirma assim a sua missão de preservação do património genético e cultural, provando que, após dois séculos de história, o cavalo de Alter continua a ser um produto de qualidade superior e um embaixador inigualável do mundo rural português.

Destaques do Catálogo (Preços de Venda e Bases)

Dia Aberto da instituição, resultou na venda de 6 cavalos, gerando uma receita total de 75 mil e 200 euros, numa clara demonstração de que o mercado internacional privilegia agora a “qualidade em detrimento da quantidade”.

ExemplarTipoObservaçãoValor / Base
GniquiCavaloVendido (Valor mais alto)20.000 €
SalinaÉguaVendida (Acima da base)17.700 €

Atletas de palmo e meio celebram a liberdade em Campo Maior no IV Encontro Infantil de Atletismo

Foi com as crianças do ensino pré-escolar a correr e a saltar que Campo Maior iniciou, na manhã desta quinta-feira, dia 24, as comemorações dos 52 anos do 25 de Abril, no Estádio Capitão César Correia.

Nesta, que foi já a quarta edição do Encontro Infantil de Atletismo, promovida pelo Campo Maior Trail Runners, em parceria com a Câmara Municipal e o Sporting Clube Campomaiorense, e com o apoio da Associação de Atletismo de Portalegre, procurou-se, uma vez mais, e através da atividade física, promover estilos de vida saudáveis junto dos mais novos.

“É juntar o melhor que nós temos na vida, que são as crianças, o nosso futuro, numa data tão importante para todos nós, numa altura em que a liberdade está tão ameaçada. Nunca é demais frisar a importância de cultivar esta forma de estar na vida, que é a democracia, o espírito de comunidade, o envolvimento de todos, mas não só nos atos democráticos que elegem os nossos representantes, mas também numa forma e num estilo de vida muito próprio, que é o vivermos em democracia e em liberdade e potenciarmos aquilo que é o nosso futuro”, começa por dizer Carlos Pepê, um dos responsáveis pela organização da iniciativa.

Defendendo que é necessário, cada vez mais, proteger as crianças, afastando-as do “mundo virtual” a que estão “presas”, Carlos Pepê diz que é através de atividades como esta que é possível mostrar aos mais novos que se “podem fazer outras coisas e que há um mundo real a acontecer cá fora”.

Com diferentes estações instaladas entre a pista de mini-trail e o relvado do Estádio Capitão César Correia, no decorrer deste Encontro de Atletismo, as crianças tiveram oportunidade de participar nas mais variadas atividades relacionadas com as três grandes vertentes do atletismo: correr, saltar e lançar.

Agradecendo ao Município de Campo Maior pela colaboração na organização do evento e ao Sporting Clube Campomaiorense por, uma vez mais, possibilitar que a iniciativa tenha tido lugar no Estádio Capitão César Correia, Carlos Pepê não tem dúvidas de que é “com esta união de esforços que se conseguem fazer coisas diferentes”.

Neste IV Encontro Infantil de Atletismo participaram as crianças do pré-escolar do Jardim de Infância “O Despertar”, da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, do Centro de Talentos Alice Nabeiro e do Agrupamento de Escolas de Campo Maior. “São oito turmas, com 200 e muitos mini-atletas, aqui muitos deles a fazerem pela primeira vez estas modalidades, o que é também muito importante para nós, porque como clube de atletismo e de trail queremos potenciar experiências diferentes às crianças para que elas, de futuro, possam até escolher o atletismo”, remata Carlos Pepê.

Festas do Povo: taxa de execução dos trabalhos ronda os 60%

Campo Maior continua em contagem decrescente para o grande regresso das Festas do Povo, 11 anos depois da sua última edição.

No passado sábado, 18 de abril, os campomaiorenses, que se têm envolvido nos trabalhos, principalmente os chamados cabeças de rua, estiveram reunidos com a organização, no Museu Aberto, para, tal como explica o presidente da Associação das Festas do Povo, João Manuel Nabeiro, pode fazer um ponto de situação.

“Vamos sabendo aquilo que vai no dia a dia dos campomaiorenses, principalmente desta gente maravilhosa, que tem a função de liderar cada rua, saber as suas preocupações, adivinhar os seus anseios e comunicar à Associação das Festas o seu trabalho, o seu envolvimento nas diferentes áreas e ficarmos todos em linha, porque dentro de três escassos meses, que vão passar a correr, com a ligeireza que a gente sabe como passa ao tempo, as nossas queridas Festas do Povo aí estarão”, diz o responsável.

O objetivo é promover “umas festas maravilhosas”, sendo, para isso, necessário planear todos os pormenores. “É no planeamento que está a virtude de sabermos que o dia 8 de agosto está aí ao virar da esquina”, acrescenta João Manuel Nabeiro.

De acordo com os dados avançados no decorrer da reunião, o grau de execução dos trabalhos, por esta altura, ronda os 60%. Dizendo que é preciso continuar a apoiar os campomaiorenses nas suas necessidades, confessa que gostava que já tivessem sido alcançados os 100%.

“Temos que continuar a persistir, a ver as necessidades, porque todos nós sabemos que as necessidades são muitas em termos de braços para trabalhar”, assegura o presidente da associação, que não tem dúvidas de que desde que foi anunciada a realização das festas, os campomaiorenses “motivaram‑se e, todos os dias, a conversa da rua será sempre essa”.

Até 8 de agosto, é continuar a arregaçar as mangas e levar por diante todo o trabalho necessário. “Vamos com o coração cheio e é isso que temos que pensar, naquela frase que o meu saudoso pai dizia sempre: ‘para a frente, em todas as frentes’”, remata.

A Associação das Festas do Povo, que conta com apoios importantes provenientes da Câmara Municipal de Campo Maior, da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e da Direção‑Geral do Turismo, prevê, para esta edição das Festas do Povo, um investimento de quase dois milhões de euros. 

Elvas recria receção à Infanta Isabel com desfile histórico pelas ruas da cidade

A cidade de Elvas recebeu este sábado um desfile evocativo da chegada da Infanta Isabel, numa recriação histórica que percorreu algumas das principais artérias do centro urbano. A iniciativa contou com a participação de figurantes trajados a rigor, que deram vida a um cortejo simbólico, recriando o ambiente da época, onde destacou a figura da Infanta, com grupos de Elvas que recriaram a época do casamento real entre Isabel e Carlos V de Espanha.

O percurso teve início nas Portas de Olivença, seguindo em direção ao Castelo de Elvas, passando por várias ruas da cidade. Ao longo do trajeto, o desfile atraiu a atenção de residentes e visitantes, que acompanharam o cortejo e assistiram à encenação que pretendeu valorizar o património histórico e cultural local.

GNR propõe novo modelo de trânsito com regresso a lógica da Brigada para travar aumento da sinistralidade

A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou uma reorganização da Unidade Nacional de Trânsito, inspirada no modelo da antiga Brigada de Trânsito, com o objetivo de reforçar a fiscalização, a visibilidade policial e a segurança rodoviária em todo o país. A decisão surge num contexto de agravamento da sinistralidade, com 145 mortos registados até 13 de abril, mais 42 do que no mesmo período do ano passado, representando um aumento de 22%. Portugal apresenta atualmente uma das taxas mais elevadas da União Europeia, sendo o sexto pior país em mortalidade rodoviária. 

Segundo a GNR, a atual organização do trânsito evidencia limitações operacionais, resultantes da extinção da Brigada de Trânsito em 2007/2009, que levou à dispersão do comando pelos comandos territoriais. Entre os principais constrangimentos estão a dificuldade de uniformizar procedimentos, menor capacidade de mobilização de meios e um controlo nacional mais reduzido, apesar da GNR cobrir 94% do território e 98% das vias rodoviárias. A força de segurança sublinha que a sinistralidade é um fenómeno dinâmico, que não respeita fronteiras administrativas, exigindo uma resposta coordenada à escala nacional. 

O novo modelo assenta numa estrutura centralizada e orientada pelo risco, privilegiando a prevenção, a mobilidade dos meios e a tomada de decisão baseada em dados. A reorganização prevê a integração dos 23 destacamentos de trânsito na Unidade Nacional, a criação de níveis intermédios de comando (grupos de trânsito), o reforço do comando técnico especializado e a manutenção da proximidade territorial. A implementação será feita de forma faseada, garantindo a continuidade do policiamento na rede rodoviária. A GNR acredita que esta mudança permitirá uma resposta mais eficaz, coordenada e adaptada aos desafios atuais e futuros da segurança rodoviária. 

Despiste na EN246 entre Arronches e Santa Eulália provoca três feridos ligeiros

Um despiste de uma viatura ligeira, ocorrido na manhã deste sábado na Estrada Nacional 246 (EN246), que liga Elvas a Portalegre, no troço entre Arronches e Santa Eulália, no sentido Arronches–Santa Eulália, provocou três feridos ligeiros, transportados para o Hospital de Santa Luzia, em Elvas. O alerta foi dado às 08:33 horas.

Para o local foram mobilizados nove operacionais dos Bombeiros Voluntários de Elvas, apoiados por quatro viaturas, além da presença da GNR, que tomou conta da ocorrência. A viatura saiu da faixa de rodagem, transpôs a berma e acabou por imobilizar-se junto a uma árvore.

Elvas recua 500 anos para celebrar o casamento real de Isabel de Portugal e Carlos V

O Castelo de Elvas transformou-se, este fim de semana, no cenário de uma viagem no tempo para comemorar o quinto centenário do enlace entre a infanta Isabel de Portugal e o imperador Carlos V. As celebrações que assinalam os 500 anos de um dos momentos mais marcantes da história ibérica, com uma feira quinhentista e uma exposição temática que evoca a passagem da futura imperatriz pela cidade fronteiriça.

O vereador da Câmara Municipal de Elvas, Sérgio Ventura, destacou a importância estratégica deste evento para a valorização da identidade local: «É uma oportunidade para conhecermos um pouco da nossa história, já que foi em 1526 que tivemos este evento e agora “estamos à espera que a infanta chegue”. Acho que é bom, temos aqui também muitos jovens que vão recordar um pouco da história da nossa cidade e do nosso país». O autarca reforçou o convite à população, sublinhando que o município quis proporcionar um momento de reencontro com as raízes: «Muitas vezes nós não conhecemos a nossa história e penso que o município proporcionou esta oportunidade a todos nós, de voltarmos a recordar aqueles que fazem parte da nossa história e das nossas origens. Hoje estamos aqui no castelo a recriar a época do casamento e amanhã inclusivamente vai chegar a Infanta». Pela manhã haverá um cortejo que viaja desde as Portas de Olivença até ao Castelo de Elvas, recriando a entrada da Infanta na cidade de Elvas.

Complementando a recriação histórica, o castelo acolhe uma exposição que ficará patente durante cerca de dois meses. Margarida Ribeiro, técnica do município, explica que a mostra vai além do casamento real, oferecendo um retrato fiel da cidade no século XVI. “Fizemos uma breve exposição, queríamos mostrar à comunidade, aos nossos visitantes, um pouco daquilo que foi este casamento. A mostra aborda não apenas este enlace, mas também toda a trajetória que ela (a Infanta) fez por Portugal e a travessia do Caia, mas quisemos mostrar também aos elvenses o que era Elvas no século XVI”, refere a técnica.

A exposição destaca monumentos e mudanças urbanísticas fundamentais da época, como a construção da Praça Nova (atual Praça da República) e do Aqueduto da Amoreira. Margarida Ribeiro aponta ainda uma curiosidade arquitetónica presente no castelo: «O nosso castelo tem um apontamento muito curioso. A nossa cidade, que é conhecida mundialmente por ser um destino de património abaluartado, teve em 1510 a construção de um torreão “protobaluarte”, já preparado para uma outra tecnologia” (que veio a construir todas as muralhas abaluartadas de traça holandesa que temos hoje e que foram classificadas como Património da Humanidade pela Unesco. A mostra inclui ainda os célebres desenhos do Castelo de Elvas da autoria de Duarte de Armas, permitindo aos visitantes uma imersão total no património quinhentista da cidade.

Monforte regressa ao século XVI: cortejo, banquete real e história viva celebram união de Isabel de Portugal e Carlos V

Monforte viajou no tempo esta sexta-feira, 17 de abril, associando-se às comemorações do quinto centenário do casamento da Infanta Isabel de Portugal com Carlos V.

As comemorações arrancaram, durante a manhã, com um cortejo histórico, que uniu o museu Monforte Sacro à Praça da República, onde, e após a chegada da “Infanta”, foi feita a leitura do foral e servido um “banquete” real à população.

Eventos como este, de acordo com o presidente da Câmara de Monforte, Miguel Rasquinho, não podem passar ao lado da vila, até porque este é um concelho com “centenas de anos de história”. “Aliás, nós temos aqui uma tradição em que, há alguns anos, fizemos festas medievais e estamos hoje a reviver um pouco esse espírito. Não quero dizer que essa festa medieval seja para repetir, vamos ver, ainda estamos muito a início de mandato, mas de facto estes eventos interessam-nos bastante, dão vida à terra, marcam a nossa história, marcam a nossa identidade”, acrescenta o autarca.

Dizendo-se “orgulhoso” pelo facto de se terem associado à iniciativa “centenas de pessoas de todo o concelho e não só”, Miguel Rasquinho destaca ainda a participação no evento histórico das associações locais, das crianças das escolas e dos alunos da Universidade Sénior de Monforte.

As associações locais aproveitaram a ocasião para, com a venda de alguns produtores, conseguirem obter alguns lucros para as suas atividades. “Fizemos questão que todas as associações estivessem representadas na Praça da República, também para fazerem, obviamente, alguma venda e algum lucro, porque também é disso que elas vivem, e darmos a oportunidade para que todos participem de alguma forma nesta festa”, remata o presidente do Município de Monforte.

Monforte é um dos oito municípios portugueses que acabou por associar-se as estas comemorações, promovidas pela Academia Portuguesa da História. De acordo com a vice-presidente da instituição, Fátima Reis, estas celebrações, desenvolvidas ao longo de toda a semana, através de diferentes atividades, estão integradas naquilo que é a Rede Europeia das Rotas de Carlos V.

“É uma semana de festa para nós, Academia Portuguesa da História. Começámos em Lisboa, no Castelo de São Jorge, onde a Infanta nasceu; passámos por Torres Novas, onde foi firmado o dote de casamento. De seguida, passámos por Almeirim, onde se verificou o casamento por procuração com a Infanta e depois estamos a seguir o itinerário: Chamusca, Alter do Chão, Monforte e terminaremos em Elvas, antes da chegada a Badajoz, depois com a entrega para a comitiva espanhola”, revela a responsável.

Em declarações aos jornalistas, Fátima Reis destacou ainda a importância das recriações históricas em comemorações tão relevantes quanto esta: “É muito importante uma efeméride deste género, não só para reavivar a história, mas igualmente para articular com as próprias comunidades e vermos, como hoje estamos aqui a ver, no fundo, a vila plenamente envolvida com uma reconstituição, na certeza de que as recriações históricas são de facto essenciais para a memória e para a identidade nacional”.
“Não é só a Academia que está de parabéns, mas todas as localidades, pelo envolvimento e pela maneira tão decidida como aceitaram este nosso projeto e este nosso desafio”, diz ainda a vice-presidente da Academia Portuguesa da História.

Na Praça da República de Monforte, e depois do banquete, ainda durante a tarde desta sexta-feira, serão apresentados ao público espetáculos de teatro vicentino e danças renascentistas.

Arronches: encontro entre a tradição e a tecnologia dinamiza Convento de Nossa Senhora da Luz

O piso superior do Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, encontra-se, por estes dias, praticamente dominado no seu todo por uma exposição de grande qualidade que relaciona o património e as tradições de Arronches com a inovação proporcionada pelos meios tecnológicos, tendo a exposição denominada ‘Blasphemia: A Média-arte Digital na Reinterpretação do Património’ sido inaugurada na tarde do passado sábado, dia 11 de abril. 

Ao lado do artista, Pedro Henriques, esteve o executivo do Município de Arronches, representado pelo presidente João Crespo e pela vereadora Maria João Fernandes. O líder autárquico aproveitou para abrir esta cerimónia inaugural, explicando desde logo a todos os presentes que se encontravam perante algo completamente diferente de tudo o que já se havia feito no Convento, um espaço com dinâmica permanente e sempre disponível para acolher as obras de todos os artistas que queiram expor em Arronches, como foi o caso de Pedro Henriques, a quem agradeceu pelo interesse demonstrado e felicitou pelo fantástico trabalho desenvolvido, terminando com um agradecimento ao público presente. 

Esta palavra de gratidão foi repetida pelo artista, que aproveitou desde logo para agradecer igualmente ao Município, à Junta de Freguesia de Assunção e ao “historiador informal” Daniel Balbino, por todo o apoio concedido e por toda a informação disponibilizada. Pedro Henriques explicou que este é um trabalho de dois anos e que fará parte da sua tese de doutoramento, conjugando várias áreas, tais como os audiovisuais, as redes sociais, a comunicação digital, a identidade cultural, o associativismo e o património arquitetónico e imaterial. O responsável pela exposição explicou que esta foi elaborada com meios próprios, estando acompanhado nesta sessão inaugural por vários colegas que consigo colaboraram, entre eles Vítor Gomes, com um trabalho de realidade aumentada e Nelson Caldeira com um projeto de arte generativa, o Grupo das Pedrinhas de Arronches e a dupla João Paulo Miranda e Luís Figueira em dois momentos musicais, num encontro entre o tradicional e o contemporâneo. O autor admitiu então que o título da exposição é algo “provocador”, mas que foi escolhido precisamente porque a exposição “mexe com o património histórico” de Arronches, algo que pode vir a suscitar interesse sobre o mesmo nas gerações futuras. 

A mostra é composta numa primeira fase por quadros elaborados pelos alunos do Instituto Politécnico de Portalegre sobre Arronches, levando depois os visitantes para a média-arte digital onde é possível imaginar a vila num cenário de guerra e num período algures no passado, antes dos supracitados espaços de arte generativa e de realidade aumentada, antes de três projetos de videoarte, sendo dois deles sobre as tradições do concelho, no caso, as pedrinhas de Arronches e lenda da Pedra da Moura. 

A exposição pode ser visitada durante o horário de funcionamento do Convento de Nossa Senhora da Luz, de terça-feira a domingo, entre as 10H00 e as 13H00 e as 14H00 e as 18H00. 

Apresentada nova obra literária sobre Arronches, “A Terra Onde Não Chovia”

Na altura da apresentação do seu livro intitulado ‘Soutos do Alentejo – Memórias do Porto da Espada’, José António Botelheiro, que, não sendo natural do concelho, escolheu a localidade de Arronches para residir, foi desafiado a lançar uma obra dedicada à vila que o acolheu.

O repto foi aceite e, no passado domingo, dia 12 de abril, o Convento de Nossa Senhora da Luz recebeu a apresentação da obra denominada ‘Arronches – A Terra Onde Não Chovia’, fazendo-se o autor acompanhar na mesa pelo presidente do Município, João Crespo e pela vereadora Maria João Fernandes, pelo editor Fernando Mão de Ferro e pelo amigo de longa data, Daniel Balbino.

A cerimónia iniciou com uma pequena atuação de um grupo de saias de Campo Maior, que mantém amizade com autor, antes da intervenção do presidente da autarquia.

João Crespo referiu o enorme gosto do Município em apoiar a edição desta importante obra que aborda a vila de Arronches, um concelho onde a forte aposta na cultura se faz sentir, conforme se foi possível verificar ao longo do fim-de-semana.

Seguiram-se as declarações de Daniel Balbino, amigo de longa data do escritor e autor do prefácio da obra, também ele já desafiado a apresentar um projeto relacionado com a vila.

Sendo alguém conhecedor da história arronchense, facilmente conseguiu relacionar o conteúdo do livro com o passado, explicando que, ao ler a obra, foi como se estivesse a passear pelas ruas de Arronches.

Por sua vez, Fernando Mão de Ferro, em representação da editora da obra, realçou que o livro aborda momentos que, de facto, ocorreram, escritos por quem os viveu na primeira pessoa e os transcreveu agora, elaborando aquilo que, na sua opinião, se trata de um documento histórico que retrata um período difícil.

Finalmente, José Botelheiro, autor da obra, elucidou que o livro foi escrito após uma pesquisa profunda sobre a alma, a fé, as origens e as paisagens de Arronches, percorrendo temas como a economia, a seca, a agricultura e o desenvolvimento local, dando ainda conhecimento de que o título foi escolhido com base numa suposta “maldição” associada à ausência de chuva em Arronches.

A tarde terminou com mais uma atuação musical, desta feita a cargo do Grupo das Pedrinhas de Arronches, antes de uma pequena sessão de autógrafos no local.

Veículo pesado com mais de 25 mil litros de vinho despista-se e capota na estrada entre Elvas e Campo Maior

Um veículo pesado de mercadorias, que seguia com uma carga de mais de 25 mil litros de vinhos, despistou-se e capotou, ao final da manhã desta segunda-feira, 13 de abril, na Estrada Nacional 373, entre Elvas e Campo Maior.

De acordo com fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo, do acidente não resultou qualquer ferido, sendo que o condutor do camião, um homem com cerca de 55 anos, terá apenas sido assistido no local.

O alerta para a ocorrência foi dado às 11h44. Para o local foram mobilizados 12 operacionais, entre Bombeiros, INEM e GNR, apoiados por cinco viaturas.

Elvas recria história militar do século XVIII em homenagem ao Conde de Lippe

Elvas recebe este fim-de-semana uma recriação histórica dedicada ao Conde de Schaumburg-Lippe, figura determinante na modernização das defesas da cidade. A iniciativa teve início este sábado, 11 de abril, com uma cerimónia na Praça da República e uma receção oficial no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

O evento conta com a participação do regimento alemão Graf Wilhelm der Weckbatterie, que traz figurantes trajados a rigor, e de uma comitiva oficial de Bückeburg, cidade alemã geminada com Elvas desde 2024 e terra natal do Conde que projetou o icónico Forte da Graça.

A programação prossegue amanhã domingo, dia 12, com um segundo momento alto agendado para as 11h30 no Forte da Graça, monumento que o Conde de Lippe começou a edificar em 1763. Através da recriação de episódios militares e ambientes da época, o público é convidado a mergulhar no legado estratégico de Elvas e a compreender a importância do Conde na proteção do reino português. A presença de entidades como o presidente de Bückeburg, Axel Wohlgemuth, reforça os laços de cooperação e amizade entre as duas localidades, celebrando uma história comum que moldou o património mundial da cidade.

Elvas celebra o Dia do Combatente quando passam 108 anos sobre a Batalha de La Lys

Elvas celebrou, na manhã desta sexta-feira, 10 de abril, o Dia do Combatente, quando passam 108 anos sobre a Batalha de La Lys, com a habitual cerimónia no monumento aos Combatentes, junto às Portas de São Vicente, promovida pelo Núcleo local da Liga dos Combatentes.

Na cerimónia, que contou com a tradicional deposição de flores no monumento, e em que estiveram representadas as mais diversas entidades militares e civis, prestou-se homenagem a todos quantos perderam a vida nesse episódio bélico da I Guerra Mundial.

A cerimónia terminou com a atribuição de condecorações e testemunhos de apreço aos sócios mais antigos do núcleo de Elvas, a que se seguiu um almoço-convívio.

No final da cerimónia, em declarações à Rádio ELVAS, o presidente da comissão administrativa do Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes, o sargento-mor José Miguêns, recordava a Batalha de La Lys como um conflito “bastante marcante”. “Não se pode considerar que a Batalha de La Lys, na Primeira Guerra Mundial de 1918, tenha deixado boas recordações, porque foi uma batalha em que houve, por assim dizer, muitos mortos do lado português. Apesar de nós não estarmos suficientemente preparados, nem equipados, sobressaiu naquelas trincheiras, naquelas condições bastante ingratas, a coragem do soldado português. Portanto, não é uma batalha que se possa dizer que se tenha que recordar pelos melhores motivos”, acrescenta.

Já o presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão Almeida, começou por agradecer ao Núcleo da Liga dos Combatentes o facto de nunca deixar, ano após ano, de prestar esta homenagem àqueles que deram a vida pela pátria contra “os alemães que, na altura, precisavam de um império maior que aquele que já tinham”.

A par das entidades, que já são presença assídua nesta cerimónia, destacou-se, desta feita, a participação dos núcleos de Portalegre e Estremoz da Liga dos Combatentes.

642 anos da Batalha dos Atoleiros em Fronteira (c/fotos)

Fronteira assinalou, na manhã desta segunda-feira, 6 de abril, em feriado municipal, os 642 anos da Batalha de Atoleiros e a Rádio ELVAS esteve presente, realizando reportagem.

Esta batalha marcou a história militar de Portugal, voltou a ser assinalada através de um conjunto de iniciativas promovidas pela Câmara Municipal de Fronteira.

Nuno Álvares Pereira venceu a cavalaria castelhana, apesar da sua superioridade numérica, através da utilização de uma tática militar de inspiração inglesa, a “tática do quadrado”.

As comemorações contaram com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, bem como do vice-chefe do Estado-Maior do Exército, General Boga Ribeiro, reforçando a importância institucional e simbólica da data.

642 anos da Batalha dos Atoleiros em Fronteira para António Ramalho assinalam um “símbolo da pátria”

As comemorações dos 642 anos da Batalha dos Atoleiros contaram com a presença de António Ramalho, presidente da Fundação Aljubarrota, que sublinhou a importância histórica e simbólica deste confronto ocorrido em 1384. Para este responsável, a vitória alcançada em solo alentejano foi o pilar fundamental para a independência de Portugal, funcionando como o prelúdio necessário para o sucesso posterior em Aljubarrota.

António Ramalho destacou o caráter extraordinário da vitória lusa contra as tropas castelhanas, lembrando as dificuldades sentidas antes do confronto: “Foi a primeira batalha em que Nuno Álvares Pereira, com uma tropa muito original — que esteve quase para sublevar dois dias antes — conseguiu uma vitória notável sobre os castelhanos”. Segundo o representante da Fundação, este triunfo não foi apenas estratégico, mas decisivo para a sobrevivência do reino, pois “abriu portas àquilo que veio a ser depois a derrota dos castelhanos em Aljubarrota e a proteção da independência portuguesa”.

Além do valor militar, a Batalha dos Atoleiros é vista como um marco identitário que ultrapassa as fronteiras da região. “Mais importante ainda é que isto é o símbolo da pátria, o símbolo de Portugal, o símbolo deste retângulo e um símbolo para toda a Europa”, afirmou António Ramalho. A Fundação Aljubarrota mantém, por isso, um foco constante na preservação da memória dos locais históricos do século XIV, integrando Atoleiros num roteiro de celebração da identidade nacional que inclui também Trancoso e Aljubarrota, locais que classificou como “sítios fundamentais onde comemoramos e celebramos esta memória dos portugueses”.

Em plena harmonia com a natureza, campomaiorenses cumprem tradição da romaria da Enxara

Em Campo Maior cumpre-se, mais um ano, a tradição da romaria em honra de Nossa Senhora da Enxara, onde o convívio é a palavra de ordem. Grupos de família e amigos voltaram a montar verdadeiras segundas casas no campo para ali, até segunda-feira, dia 6 de abril, desfrutarem de momentos de diversão em plena harmonia com a natureza.

No caso do grupo de Ricardo Rosinha, que desde sempre se lembra de rumar ao campo por esta altura do ano, o importante foi instalar uma “tenda grande”, para que todos se possam resguardar do calor do dia e do frio da noite. “Brincamos com os miúdos, estamos ao lume, conversamos, jogamos às cartas”, revela ainda este campomaiorense, quando questionado sobre de que forma se passam os dias junto à Ermida de Nossa Senhora da Enxara.

Já Jéssica Guerrinha, que embora seja natural de Elvas, ruma à Enxara há já cerca de quatro anos, depois de se ter casado com um campomaiorense. Para Jéssica, estes são dias “incríveis”, uma vez que permitem que se “desconecte” um pouco daquilo que é a realidade do dia-a-dia, “sem telefones e sem redes sociais”. “É aproveitar o campo, o espírito de equipa, aproveitarmos o que nos faz bem e a natureza”, acrescenta.

Relativamente ao trabalho que dá “montar e desmontar” tendas, Jéssica confessa que é a parte de que todos menos gostam, mas que acaba por valer a pena. Quanto ao futuro da romaria, não tem dúvidas: “é uma tradição que se vai manter; a minha colega já espera uma pequenina e, se Deus quiser, para o ano vai ser a nossa mais nova aquisição”.

E para que nada falte, como pão, água, fruta, entre outros bens essenciais, a quem no campo habita até segunda-feira, a loja “À do Toni”, de António Martins, volta, pelo segundo ano, a estar presente no recinto junto ao santuário. “Isto é para evitar que muita gente vá à vila, para evitar transtornos de viagens, para evitar inclusive acidentes na estrada. E estamos aqui precisamente com os mesmos preços que praticamos na nossa loja em Campo Maior, não há alteração nenhuma”, garante o proprietário.

A par dos típicos produtos de qualquer mercearia, “À do Toni” tem ainda disponíveis canecas e bonés alusivos à Romaria de Nossa Senhora da Enxara.

Este sábado, junto à Ermida de Nossa Senhora da Enxara, a partir das 21 horas, haverá garraiada com música ao vivo, promovida pela comissão de festas.

Elvas dá pontapé de saída na campanha nacional do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância

A Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens deu início, na tarde desta quarta-feira, 1 de abril, à Campanha do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, em Elvas, com uma sessão de sensibilização.

Com a ação, destinada sobretudo a profissionais da área e desenvolvida em parceria com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Elvas, no Auditório São Mateus, procurou-se partilhar estratégias e esclarecer dúvidas sobre como identificar sinais de abuso, negligência e maus-tratos em crianças.

Defendendo que a prevenção das situações de maus-tratos compete a toda a comunidade, a presidente da Comissão Nacional, Ana Isabel Valente, começa por dizer que essa responsabilidade não se pode resumir apenas a este mês de abril: “tem de ser o ano inteiro”. “A prevenção das situações de maus-tratos compete a todos, porque proteger crianças compete também, para além das famílias, que são os primeiros protetores, aos educadores, aos médicos, aos enfermeiros, compete a toda a gente que lida com elas”, assegura a responsável, dando conta que é necessário estar atento aos sinais dos mais novos. “Tem de se verificar se estão felizes, verificar se há alterações, para os podermos proteger melhor”, explica.

O número de casos, denunciados e acompanhados pelas CPCJ, a nível nacional, continua a ser “muito elevado”; ainda assim, “nem todas as situações são situações de perigo para as crianças”. “As pessoas estão mais alertadas e isso também nos dá aqui algum conforto, porque quer dizer que todas as ações que temos levado a efeito e que continuamos a efetivar têm algum acolhimento na comunidade. As pessoas estão mais alertadas e, muitas vezes, na dúvida, sinalizam. O que é bom”, assegura Ana Isabel Valente.

Explicando ainda que a escolha de Elvas para este pontapé de saída na Campanha do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância tem muito a ver com o trabalho desenvolvido pela CPCJ local, Ana Isabel Valente garante, desde logo, que todo o país, incluindo o interior, conta para a Comissão Nacional. “A CPCJ de Elvas é uma CPCJ muitíssimo empenhada e foi com o maior prazer que aqui viemos dar o pontapé de saída para este mês e falar sobretudo para educadores, sobre prevenção. É sempre pela prevenção que temos de começar”, remata.

Já a presidente da CPCJ de Elvas, Raquel Guerra, que explica que esta foi, acima de tudo, “uma tarde de reflexão”, destaca que foi na cidade que se deu o mote para que se promovam, em todo o país, as mais diversas atividades neste âmbito da prevenção dos maus-tratos na infância.

O objetivo da sessão foi chamar a atenção de todos os profissionais presentes para a necessidade de se formar, de modo “colaborativo e concertado”, uma “rede protetiva de maus-tratos na infância”: “não digo para quebrar estes ciclos, porque infelizmente sabemos que isto se passa dentro de portas fechadas e às vezes é difícil entrarmos, mas cabe-nos a nós, enquanto cidadãos, estarmos atentos, estarmos informados e sabermos como temos que agir e onde agir para podermos ser apoio e rede das crianças e olhar para elas, não deixá-las ser invisíveis dentro de um círculo tóxico e de maus-tratos”, diz Raquel Guerra.

Dando conta de que a CPCJ de Elvas é aquela que, em todo o Alto Alentejo, tem o maior volume de processos em mãos, Raquel Guerra garante que foi com “orgulho” que a equipa recebeu o convite para ser a anfitriã desta abertura nacional da campanha: “ficámos também contentes por perceber que a Comissão Nacional está atenta àquilo que são os projetos de prevenção da CPCJ de Elvas e que também, baseado nisso, nos contacta para que sejamos nós, então, a CPCJ de eleição”.

A ação de sensibilização, subordinada ao tema “Sinais de maus-tratos – Conhecer para melhor agir” e que foi dinamizada por Fátima Duarte, técnica superior da Comissão Nacional, teve início logo após a sessão de abertura que contou com os discursos de Ana Isabel Valente e Raquel Guerra.

Em Elvas, este Mês de Prevenção dos Maus-Tratos na Infância ficará ainda marcado pela realização de uma caminhada e pela tradicional construção do Laço Azul Humano.

Celebrações do Domingo de Ramos em Elvas mobilizam comunidades paroquiais

As celebrações do Domingo de Ramos decorreram com grande adesão nas várias comunidades paroquiais de Elvas, assinalando o início da Semana Santa com momentos de fé, tradição e envolvimento das crianças da catequese, de acordo com a Unidade Pastoral de Elvas.

Na Igreja do Salvador, as crianças da catequese foram protagonistas na bênção dos ramos, realizada no Adro da Sé. Após este momento simbólico, teve lugar a habitual procissão até à Igreja do Salvador, recriando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e envolvendo a comunidade num ambiente de recolhimento e devoção.

Também em Santa Luzia, a data foi vivida de forma intensa, com a realização de uma Via-Sacra pelas ruas do bairro. A iniciativa reuniu fiéis de várias idades e culminou com a eucaristia vespertina do Domingo de Ramos, reforçando o espírito comunitário e a reflexão própria deste tempo litúrgico.

Destaque ainda para a participação ativa das crianças da catequese nos dias que antecederam a celebração. No sábado anterior, os meninos do 3.º ano dinamizaram uma Via-Sacra muito especial, cujos textos foram integralmente escritos pelos próprios, num exercício de fé, criatividade e envolvimento pessoal com a mensagem da Paixão de Cristo.

Na Boa-Fé, os mais novos também tiveram um papel central nas celebrações. As crianças da catequese participaram na bênção dos ramos e integraram a procissão que percorreu as imediações da Igreja do Senhor da Boa-Fé. A jornada terminou com a eucaristia dominical, vivida com grande participação da comunidade.

Estas celebrações evidenciam “o papel fundamental das crianças e jovens na vivência da fé e na dinamização das tradições religiosas, reforçando os laços entre gerações e mantendo viva a identidade espiritual das comunidades locais”, assegura a Unidade Pastoral de Elvas.

Arronches: Festival “Saberes & Sabores do Porco Alentejano” voltou a ser montra da cultura alentejana

A segunda edição do Festival “Saberes & Sabores do Porco Alentejano” terminou ontem, dia 29 de março, em Arronches, após três dias dedicados à gastronomia e tradição regional.

Nesta sua segunda edição, o evento voltou a afirmar-se como uma montra da cultura alentejana, reunindo produtores, chefs e visitantes em torno do porco alentejano, um dos principais símbolos da economia local. Durante o festival não faltaram as degustações, showcookings, recriações de práticas tradicionais, conferências dedicadas ao setor e muita animação musical.

Com boa adesão do público, o festival reforça o papel de Arronches como referência na promoção do porco alentejano e da identidade gastronómica do Alto Alentejo.

Belga Verbrugghe vence ao sprint em Évora e Tiago Antunes conquista Volta ao Alentejo/Crédito Agrícola

O belga Jens Verbrugghe venceu ao sprint a última etapa da Volta ao Alentejo em Bicicleta, disputada entre Moura e Évora, após 163,1 quilómetros. O corredor foi o mais forte na chegada final, superiorizando-se à concorrência numa etapa decidida ao detalhe.

A tirada foi fortemente atacada desde o quilómetro zero, e após uma primeira tentativa sem sucesso, um grupo de 19 corredores conseguiu ganhar a dianteira face ao pelotão e distanciar-se.

Desse grupo de 19 ciclistas, Nico Tivani era o mais perigoso para Antunes e o argentino da Aviludo-Louletano-Loulé chegou mesmo a ser virtualmente o líder da Geral, o que obrigou a Efapel Cycling a trabalhos redobrados no pelotão.

A fuga já havia sido formada aquando da primeira e única contagem de montanha de terceira categoria, em Monsaraz: foi Gonçalo Leaça, corredor Credibom / LA Alumínios / Marcos Car, que recebeu o Prémio da Combatividade A MatosCar, a passar na frente, embora já sem grandes implicações para a liderança da classificação da montanha. Essa já havia sido assegurada na véspera por Alexis Guérin (Anicolor/Campicarn), depois de o Camisola Azul – RTP ter ganho nas Antenas de São Mamede.

Nas metas volantes, em Reguengos e Évora, os protagonistas foram outros: Enea Sambinello (UAE Team Emirates Gen-Z) foi o mais rápido na primeira, Santiago Mesa, sprinter da Anicolor/Campicarn que viria a ser protagonista também na meta e que garantiu a Camisola Verde – Delta Cafés, dos pontos, foi o mais rápido na segunda – na juventude, Ugo Fabries, francês da UAE Team Emirates Gen-Z, também manteve a Camisola Branca – Turismo do Alentejo.

Na classificação geral, o português Tiago Antunes confirmou a vitória final, garantindo a conquista da “Alentejana” após vários dias de grande equilíbrio. O pódio ficou completo com Alexis Guérin e Ugo Fabries, que acompanharam o português nas primeiras posições da geral.

Terminou assim uma grande edição da prova, marcada por constantes mudanças na camisola amarela, com um líder diferente praticamente todos os dias até à véspera do final. A corrida contou ainda com um contrarrelógio para especialistas e uma exigente etapa rainha na Serra de São Mamede, decisiva para as contas finais. Na classificação coletiva, a vitória pertenceu à equipa Efapel Cycling.

Tiago Antunes vestiu a amarela da Volta ao Alentejo/Crédito Agricola na Serra de São Mamede

O francês Alexis Guérin, da Anicolor/Tien 21, venceu a etapa rainha da Volta ao Alentejo, confirmando o seu favoritismo numa das tiradas mais exigentes da prova no alto da Serra de São Mamede, junto as antenas.

Na segunda posição terminou Tiago Antunes, da Efapel Cycling, que, graças ao desempenho consistente ao longo da etapa, conseguiu assumir a liderança da classificação geral.

Com este resultado, Tiago Antunes veste agora a camisola amarela, ficando em posição privilegiada para amanhã confirmar a vitória final na prova alentejana.A etapa deste domingo parte de Moura, quando forem 11 horas e 30 minutos, 163 quilómetros, com contagens do prémio de montanha de terceira categoria, metas volantes em Reguengos de Monsaraz e em Évora e o final na Praça do Giraldo às 15h28. De camisola amarela sai Tiago Antunes a 46 segundos, está Alexis Guerin e Hugo Fabris a 55. E Tiago Antunes deverá ser amanhã o grande vencedor da Volta ao Alentejo neste domingo.

Volta ao Alentejo no Crato, em fotos

O ciclista russo Artem Nych venceu o contrarrelógio da terceira etapa, disputado no Crato, confirmando o seu bom momento na Volta ao Alentejo.

Apesar do triunfo na etapa, a liderança da geral não ficou nas mãos do russo, mas sim com Rafael Reis, também da Anicolor, segundo na etapa com mais quatro segundos, a assumir a camisola amarela, beneficiando da regularidade e do desempenho global na prova.

Conferência do Grupo Nabeiro “Imagi_nação”, em fotos

O comendador Rui Nabeiro faria este sábado, 28 de março, 95 anos. A data, que fica amanhã marcada por uma caminhada em Campo Maior, foi também esta sexta-feira, dia 27, assinalada com a primeira conferência “Imagi_nação” e a atribuição do seu nome ao auditório do Centro de Ciência do Café, em Campo Maior.

A conferência, que reuniu diversas personalidades, como David Simas, Dino d’Santiago e o maestro Martim Sousa Tavares, traduziu-se numa homenagem ao legado de Rui Nabeiro e à sua vontade de transformar em ação os valores que sempre guiaram o Grupo Nabeiro. Veja as fotos:

Arronches volta a fazer aposta “muito forte” na promoção do Porco Alentejano com festival “Saberes & Sabores”

O Pavilhão Multiusos do Rossio, em Arronches, assume-se, até domingo, 29 de março, como uma montra de excelência da gastronomia, da economia local e da identidade cultural do Alto Alentejo, com a segunda edição do Festival “Saberes & Sabores do Porco Alentejano”.

O evento, que arrancou na manhã desta sexta-feira, dia 27, reúne produtores, especialistas, chefs, artesãos e visitantes, combinando gastronomia, recriação de práticas tradicionais ligadas ao Porco Alentejano e o debate em torno do futuro do setor.

Com o objetivo de dar destaque a esta raça “que está a passar por dificuldades”, diz o presidente da Câmara de Arronches, João Crespo, o evento é este ano apresentado com “algumas alterações” e numa aposta “muito forte”, face à sua primeira edição que em 2025 se revelou, ainda assim, “um sucesso”.

“Queremos de facto potenciar a raça e, acima de tudo, dar oportunidade aos nossos produtores de poderem apresentar aquilo que são os seus produtos. Temos produtores de porco alentejano, temos a parte da transformação agroalimentar também no nosso concelho e é muito nesta vertente de mostrar aquilo que de bom se faz, relacionado com o porco alentejano, que organizamos este festival”, adianta o autarca.

Por outro lado, João Crespo destaca a “forte componente gastronómica” do certame, “não só com os showcookings que decorrem no espaço do Celeiro, mas também com toda a vertente de restauração que está na feira e que pretende também valorizar muito a carne de porco”.

O evento, lembra ainda o presidente da Câmara de Arronches, uma vez mais, coincide com o encerramento da Quinzena Gastronómica do Porco, que já vai na sua nona edição. “É a oportunidade de mostrarmos que o porco tem um papel fundamental na economia do nosso concelho”, remata.

Através de conferências dedicadas a temas como a sustentabilidade, a digitalização, o futuro da Política Agrícola Comum (PAC) e os impactos dos acordos internacionais no mercado da carne, o evento posiciona-se ainda como um fórum de partilha de conhecimento para profissionais e produtores.

A animação cultural, até domingo, será também uma constante. Os maiores destaques, no que toca a concertos, vão hoje para Aurélio Gallardo, amanhã para Los Romeros e no domingo para Os Raiz. Os três concertos têm início às 22h30.

O programa completo do evento pode ser consultado aqui.

Feira da Páscoa: iniciativa inédita promete animar “coração” da cidade de Elvas até 6 de abril

A Feira da Páscoa promete unir tradição e cultura, na Praça da República de Elvas, com muita animação e atividades, imbuídas no espírito pascal e destinadas a toda a família, até ao próximo dia 6 de abril.

Inaugurada na tarde desta quinta-feira, 26 de março, a iniciativa inédita, promovida pela Câmara Municipal de Elvas, reúne um conjunto de stands, onde se destacam os doces e o artesanato, e dois espaços de diversão para os mais novos.

Com uma programação que contempla 50 eventos, muitos deles em outros espaços da cidade que não a Praça da República, e promovidos em colaboração com cerca de 30 entidades locais, refere o vice-presidente da Câmara, Nuno Mocinha, esta é uma feira feita por e para os elvenses. “Aquilo que se pretende é que também quem nos visite tenha um ponto de atração, ou seja, veja também que nós nos preocupamos com um gesto, no fundo, de desejar uma boa Páscoa e agradecer também a presença dessas pessoas que nos visitam”, assegura.

Dizendo que haverá sempre muito a aprender, para se poder melhorar o evento no futuro, Mocinha adianta que esta Feira da Páscoa integra o Plano Estratégico de Turismo de Elvas, ainda a ser apresentado. Querendo que a feira “corra muito bem”, o vice-presidente diz-se na expectativa “de ver o próprio retorno que ela tem”, sendo que a intenção do município “é sempre a mesma”: “animar o Centro Histórico, ter aqui uma desculpa para que as pessoas possam vir ao Centro Histórico e, ao mesmo tempo, ao virem à Praça da República também possam entrar nos comércios, nos bares, nos restaurantes e poder animar um bocadinho aquilo que às vezes é difícil noutros períodos fora destas épocas festivos”.

Procurando atrair os mais novos ao certame, a Câmara Municipal ofereceu a todos os alunos do concelho vouchers para que, de forma gratuita, desfrutem dos dois equipamentos de diversão que têm ao seu dispor: um carrossel e um espaço onde podem saltar e brincar.

Quanto ao investimento feito no evento, Mocinha prefere deixar as contas para quando a feira chegar ao fim. “Às vezes olha-se muito para aquilo que se gasta em euros e o investimento deve ser avaliado ao contrário: é pelo retorno”, garante. Por isso, o autarca diz querer aguardar pelo dia 6 de abril para “ver se efetivamente foi um investimento rentável a uma boa taxa de juros ou não”.

Na abertura do certame, Nuno Mocinha esteve acompanhado do vereador Sérgio Ventura, da presidente da Assembleia Municipal, Graça Luna Pais, do presidente da Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Ildefonso, Amadeu Martins, e de Joaquim Pires, do executivo da Junta de Freguesia de Caia, São Pedro e Alcáçova. Após a inauguração, os alunos do Curso Profissional de Desporto da Escola Secundária D. Sancho II presentearam o público com uma pequena coreografia.

A feira vai funcionar de segunda a sexta-feira das 15 às 20 horas e aos fins de semana, feriados e nos dias 1, 2 e 3 de abril, entre as 11 e as 20 horas.

Com tecnologia de ponta, Centro Especializado de Informática promete revolucionar ensino em Campo Maior

A Escola Secundária de Campo Maior conta agora com um Centro Tecnológico Especializado (CTE) de Informática, resultado de um investimento de mais de 1,2 milhões de euros, com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Inaugurado na manhã desta terça-feira, 24 de março, o CTE é formado por sete estúdios de aprendizagem, dotados de tecnologia de ponta, que se traduzem num forte impacto ao nível da inovação e naquilo que são as próprias competências dos alunos. Também o auditório da escola possui agora outras condições, dotado dos mais modernos e inovadores equipamentos. Procurando aproximar a secundária campomaiorense das empresas e do Ensino Superior, valorizando ao mesmo tempo a oferta formativa do agrupamento, este centro foi inaugurado no arranque da sétima edição do Encontro do Ensino Profissional.

Dizendo-se “extremamente feliz”, com este centro a contar com a melhor tecnologia do mercado, o diretor do Agrupamento de Escolas, Jaime Carmona, garante que, desde a primeira hora, o desafio foi o de “oferecer o melhor aos alunos”. “Temos sete anos de direção e estamos a procurar inovar e a trazer o melhor para os nossos alunos, porque realmente, e não me canso de dizer, é uma realidade: a escola é dos alunos e para os alunos e hoje isso ficou, mais uma vez, provado”, assegura.

“Quando trabalhamos com gosto e afinco, acho que o resultado está à vista: é acima de tudo proporcionar-lhes a eles, assim como aos respetivos docentes, o melhor que há e neste momento posso dizer que neste centro tecnológico especializado em informática, nós temos a melhor tecnologia”, acrescenta o professor, que lembra que a informática vai muito além de um simples computador.
“Não temos que temer nada por estarmos localizados, às vezes, fora dos meios e das grandes decisões, porque somos tão bons como os outros e isso é o suficiente para nós”, diz ainda Jaime Carmona, que assegura que a inauguração do CTE veio, de alguma forma, “abrilhantar” o Encontro do Ensino Profissional que, até sexta-feira, dia 27, conta com um vasto leque de atividades.

Já o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, que destaca, desde logo, a qualidade dos dois “fantásticos” estabelecimentos de ensino do Agrupamento de Escolas (Escola Secundária e Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro), com “todas as comodidades para os alunos”, espera que os estudantes possam aproveitar “a capacidade tecnológica” que a Secundária passa agora a oferecer.

O autarca espera também que os pais possam perceber que o investimento na educação, em Campo Maior, “continua a ser um investimento forte, um investimento condensado”, neste caso “até muito por parte da direção do agrupamento, que quis, desde a primeira hora, ter este centro tecnológico especializado”. “Da parte do município de Campo Maior, demos o total apoio àquilo que era essa boa vontade, porque queríamos que os nossos alunos dispusessem de ferramentas tecnológicas como aquelas que vimos aqui hoje, para poderem montar e desmontar computadores e até realizar algum trabalho dentro daquilo que são as soft skills do ponto de vista da comunicação”, remata Rosinha.

Com este CTE, a escola campomaiorense “alinha-se com uma das áreas mais difíceis do conhecimento”, defende o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, que não tem dúvidas de que, desta forma, e na sequência de “um excelente investimento”, a secundária acaba por “responder aos desafios da comunidade”.

“As áreas de sistemas, eletrónica, ciências e tecnologias são áreas, muitas vezes, onde não cativamos os jovens. E, de facto, já notamos isso em alguma da indústria nacional, em que há falta de conhecimento nestas áreas. E fiquei absolutamente satisfeito”, garante Pinheiro, que diz ainda que, mais que nunca, uma empresa que se queira instalar no Alentejo irá perceber que, a partir de Campo Maior, é possível ter acesso “a mão de obra qualificada”.

Silvino Alhinho, vice-presidente da CCDR Alentejo na área da Educação, por sua vez, fala numa “visão estratégica” e num “exercício de ambição” da Secundária de Campo Maior com a abertura deste CTE. “Que possamos perceber que, na dimensão do Ensino Profissional, há uma igualdade comum a qualquer outra área do ensino. E isto que foi aqui hoje apresentado e inaugurado e que está à disponibilidade dos nossos jovens, dos nossos alunos, que são eles o centro daquilo que interessa nas escolas”, acrescenta.

“Acho que o concelho e a região ficam mais valorizados com aquilo que hoje se inaugurou aqui em Campo Maior. Esperamos que a projeção e o efeito duradouro daquilo que é o investimento aqui feito se façam sentir durante muito e muito tempo”, remata Silvino Alhinho.

Campo Maior deu agora um passo significativo na afirmação do concelho enquanto território comprometido com a educação, a tecnologia e o futuro, com a inauguração deste Centro Tecnológico Especializado de Informática.

Elvas volta a ser a “capital” do Desporto Escolar ao ser palco da 20ª final nacional do Mega Sprinter

Elvas recebe, pelo terceiro ano, a final nacional do Mega Sprinter, prova de Desporto Escolar que, até amanhã, sábado, 21 de março, reúne na cidade cerca de 800 alunos de todo o país, incluindo das regiões autónomas dos Açores e Madeira.

Depois de já ter recebido em 2015 e 2017 a prova, Elvas é a cidade que mais vezes foi palco desta competição, motivo pelo qual a organização decidiu distinguir a Câmara Municipal no decorrer da cerimónia de abertura, ao final da tarde desta sexta-feira, com o vereador Hermenegildo Rodrigues a receber o galardão, que foi igualmente atribuído a outras entidades e personalidades que se destacaram pelo seu contributo e dedicação ao desenvolvimento e consolidação deste projeto, incluindo Marco Fortes e Sara Moreira, antigos campeões de atletismo.

A sessão de abertura da prova no Estádio Municipal de Atletismo contou com as atuações dos Bomb’Alén, do Grupo Coral Fora d’Oras, de Montemor-o-Novo, e das turmas de Desporto da Escola Secundária D. Sancho II, tendo os discursos estado a cargo da delegada regional de Educação do Alentejo, Maria João Charrua, do coordenador nacional do Desporto Escolar, Rui Machado, de Sara Moreira, em representação da Federação Portuguesa de Atletismo, e de Hermenegildo Rodrigues.

Esta 20ª edição da prova tem como padrinhos Evelise Veiga e Pedro Buaró, duas das grandes referências do atletismo português. Após a cerimónia de abertura, iniciou-se a competição, que prossegue amanhã logo a partir das 8h30.

Aos dos cerca de 800 jovens atletas que alcançaram esta final da prova, após os bons resultados nas fases regionais, juntam-se cerca de 200 professores, 140 alunos voluntários dos três agrupamentos de escolas de Elvas, e mais de seis dezenas de assistentes operacionais das diversas escolas envolvidas.

O Mega Sprinter Nacional é uma importante prova do calendário desportivo anual do Programa Nacional do Desporto Escolar, desenvolvida em parceria com a Federação Portuguesa de Atletismo, com o objetivo de promover a prática do Atletismo, nas disciplinas de velocidade (40 m), lançamento do Vortex e Vortex adaptado (de precisão), salto em comprimento e resistência (1 km).

43.ª Volta ao Alentejo reforça ambição internacional e dureza no percurso

O auditório do Fórum Cultural Transfronteiriço de Alandroal recebeu, esta terça-feira, a apresentação oficial da 43.ª edição da Volta ao Alentejo em Bicicleta. A mítica prova, que decorre de 25 de março até à grande chegada em Évora, dia 29, reforça o seu papel como um dos eventos mais enraizados no calendário desportivo e na identidade da região. Com um percurso que arranca em Sines e atravessa o coração do Alentejo, a edição deste ano destaca-se pela cooperação entre municípios e pela aposta na visibilidade televisiva através da RTP.

Carlos Zorrinho, Presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), sublinhou a importância institucional da iniciativa que já faz parte do ADN da região. “O ser a 43ª edição mostra que é uma iniciativa muito importante, que já está enraizada na tradição, no calendário desportivo e no próprio calendário de divulgação do Alentejo, através dos valores do desporto. O desporto une as pessoas, o desporto une os territórios. Dá também maior visibilidade ao Alentejo, estas provas são transmitidas na televisão, o que também mostra o nosso território mais a fundo “, afirmou o autarca. Zorrinho destacou ainda o simbolismo de Évora, que celebra o 40.º aniversário do seu Centro Histórico como Património da Humanidade: “Perguntar-me o que é que o vagar tem a ver com o ciclismo, acho que tem muito, porque o vagar é a capacidade de ter consciência do tempo e, de facto, o desporto também nos ajuda, sobretudo este desporto, a corrida, o ciclismo e esse tipo de desporto, ajuda-nos a poder ao mesmo tempo ter a consciência do território, consciência da paisagem, consciência das pessoas, do tempo para sermos mais saudáveis e mais felizes”.

Cândido Barbosa, Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, focou-se na estratégia de crescimento e nos desafios logísticos da modalidade. “Naturalmente que sim, porque só o facto de conseguirmos fazer um investimento em ter a RTP em direto é algo que vai ajudar em muito a promover os territórios que são para nós os nossos estádios para podermos praticar a nossa competição. Aliado a isso, o Alentejo tem história que nunca mais acaba, tem património, tem uma gastronomia única e, como tal, acho que este é o caminho”, explicou. Barbosa revelou ainda que a insegurança nos transportes aéreos impediu a vinda de mais equipas estrangeiras, lembrando episódios passados onde atletas da seleção nacional que chegaram ao destino, na Austrália, sem as bicicletas: “A expectativa é que sempre vença o melhor, vai ser sempre o mais rápido garantidamente e que este possa ser um ano diferente, um ano mais internacional e um ano que possa abrir portas novas equipas, em 2027”.

Do ponto de vista técnico e da memória histórica, o diretor de prova Ezequiel Mosquera recordou a sua própria experiência como corredor e a dureza das paisagens alentejanas. “Recordo o Cabeço de Mouros, Marvão, sou um fan de Marvão, de Castelo de Vide, todos estes castelos que estão nos topos das serras, que é para mim um sinal de identidade brutal do Alentejo. Lembro-me dos finais de etapa e sempre que havia um contra-relógio que sempre me atirava para o postos mais atrás (da classificação geral)”. Sobre o percurso atual, Mosquera deixou um alerta para a etapa de Portalegre: “A subida mesmo à Serra de São Mamede é um subida mesmo dura, dura, dura, desde a cidade de Portalegre, ao final vai a dar à montanha, uma etapa que nos últimos 60 km são duros, duros, “durissimos”, é uma final mesmo para trepadores”.

O anfitrião João Grilo, Presidente da Câmara Municipal do Alandroal, reforçou a ideia de que o investimento desportivo traz um retorno direto para a economia local e regional. “Nós sabemos que uma das formas mais interessantes de descobrir o nosso território é através de pessoas que gostam da prática desportiva, gostam do contacto com a natureza, gostam do contacto com aquilo que nós temos para oferecer, descobrem, ficam a conhecer, voltam noutras circunstâncias e portanto temos tido sempre um feedback muito positivo de todo o investimento que se faz em provas desportivas. O impacto é para o distrito. Se há um evento no Alandroal tem repercussões nos concelhos vizinhos. Também sabemos que, neste momento, o Concelho do Alandroal já tem organizado eventos em que não consegue acomodar todas as pessoas que vêm para estes eventos. E, portanto, sabemos que temos gente a ficar acomodada nos concelhos vizinhos de Vila Viçosa, Redondo ou Elvas. É importante para a região, é isso que interessa”.

Com o arranque marcado para Sines e o final em Évora, a 43.ª Volta ao Alentejo promete ser uma demonstração de vitalidade e renovação, consolidando o território como um destino de excelência para o ciclismo e para o turismo de bem-estar.

O Roteiro das 5 Etapas:

  1. Sines → Almodôvar (Abertura) 25 de março
  2. Ferreira do Alentejo → Montemor-o-Novo 26 de março
  3. Crato (Contrarrelógio Individual) 27 de março
  4. Vila Viçosa → Serra de São Mamede (Etapa Rainha) 28 de março
  5. Moura → Évora (Grande Final) 29 de março

Fátima Ouro – Mediação Imobiliária celebra quatro anos de crescimento e sucesso em Elvas

Fátima Ouro – Mediação Imobiliária abriu ao público, em Elvas, há quatro anos. O aniversário do projeto é celebrado esta terça-feira, 17 de março, assinalando um percurso marcado pelo crescimento e pelo sucesso ao longo destes quatro anos.

Depois de 17 anos de experiência no setor imobiliário, a trabalhar noutras empresas da área, Fátima Ouro decidiu, em 2023, apostar no seu próprio projeto, abrindo a sua imobiliária em Elvas. Ao longo deste percurso, a empresa tem vindo a afirmar-se no mercado local, conquistando a confiança de clientes e a registar um percurso de sucesso na mediação imobiliária.

Há cerca de dois anos, juntou-se à equipa Vânia Ramalho, que assume funções na área administrativa e presta apoio sempre que necessário.

Os imóveis disponíveis podem ser consultados no site oficial Fátima Ouro – Mediação Imobiliária, bem como nas redes sociais Facebook e Instagram. Quem pretender vender ou comprar casa, ou necessitar de apoio na mediação do seu imóvel, pode entrar em contacto através do email geral@fatimaouro.com ou do número +351 966 027 947.

Fátima Ouro – Mediação Imobiliária encontra-se na Avenida de São Domingos, nº1 E, em Elvas.

Hospital de Santa Luzia celebra 32 anos com investimentos na requalificação do Bloco Operatório

O Hospital de Santa Luzia, em Elvas, celebrou este domingo o seu 32.º aniversário com uma cerimónia marcada pela afirmação de um compromisso forte com o futuro da instituição, contando com a presença de dirigentes da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo (ULSAALE), autarcas de Elvas e Campo Maior, João Manuel Nabeiro, chairman do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, o presidente da Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso, Amadeu Martins e o presidente da Fundação Materno-Infantil Mariana Martins, António Balsinhas, representantes de diversas entidades locais.

Durante o evento, o presidente do Conselho de Administração da ULSAALE, Miguel Lopes, assinou os autos de consignação para as obras de pintura exterior dos hospitais de Elvas e Portalegre e reafirmou a intenção de cumprir o prazo de quatro meses para a requalificação do bloco operatório de Elvas, referindo que o objetivo é dar as “melhores condições em termos tecnológicos, de qualidade e segurança que um bloco operatório pode oferecer hoje em dia”. Esta intervenção visa dotar a infraestrutura de melhorias significativas, sendo acompanhada por outros investimentos previstos em áreas como a oftalmologia e a acessibilidade de doentes acamados, além da renovação do sistema de climatização para garantir um “melhor conforto, em particular ao nível dos internamentos”.

O presidente do Conselho de Administração referiu que “tem sido feito um trabalho de captação de investimento para esta infraestrutura. Em especial, a requalificação do bloco operatório e permita-me que tranquilize a população, dizendo que o bloco operatório vai estar em requalificação durante aproximadamente 120 dias. Vamos trabalhar para que a obra seja concluída ainda antes desse tempo, com o intuito de dar melhores condições a atividade cirúrgica, de urgência ou programada e para as que são feitas em regime de ambulatório, com entrada e saída no mesmo dia. Todos vão beneficiar com esta obra das melhores condições em termos tecnológicos, de qualidade e segurança que um bloco operatório pode oferecer hoje em dia”.

Miguel Lopes acrescentou que “a requalificação à semelhança de outras que vamos fazer ao longo dos próximos meses e que serão visíveis para toda a comunidade, desde logo a pintura do hospital, o isolamento de toda a sua infraestrutura em termos de chuvas e de humidades. O sistema de AVAC (ar condicionado) vai permitir também melhor conforto, em particular ao nível dos internamentos, e toda a parte da eficiência energética”.

Luís Rosinha, presidente da Câmara de Campo Maior destacou o facto do Hospital de Elvas ser “uma infraestrutura importantíssima para a saúde de todos os alto-alentejanos, muito particularmente os campomaiorenses — é o seu hospital de referência — e que ao longo destes 32 anos tem ajudado muito, com certeza, com momentos mais difíceis e com momentos mais fáceis, mas tem ajudado muito a tratar os nossos utentes. Deixo uma mensagem de agradecimento por estes 32 anos, àqueles que estão hoje e àqueles que já estiveram, e perpetuar estes 32 anos sabendo bem que os momentos na saúde não são os mais fáceis que temos. É importante tranquilizar também os nossos utentes, como aconteceu aqui hoje com a intervenção do Presidente da Câmara de Elvas, dando nota que nos próximos quatro meses, após as obras do bloco operatório, teremos mais um investimento significativo e uma forma melhor para cuidar dos nossos utentes. Dar um abraço grande a todos os profissionais, desde a parte médica à parte de enfermagem e operacional.”

Já João Manuel Nabeiro, Chairman do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, na sequencia do que o senhor Comendador Rui Nabeiro já muito acarinhava o Hospital de Santa Luzia, recordou que “É um gosto estar aqui presente nestes 32 anos do Hospital de Santa Luzia. Naturalmente, um hospital que diz muito a todos os elvenses, mas também a todos os campomaiorenses e a toda a região. É uma unidade de saúde que tem sabido evoluir, que tem sabido estar próxima das populações e que, para nós, Grupo Nabeiro, é também um parceiro fundamental naquilo que é a nossa responsabilidade social e o cuidado com os nossos colaboradores”.

O Chairman da Delta-Cafés deixou ainda “uma palavra de grande apreço a todos os profissionais — médicos, enfermeiros, auxiliares e pessoal administrativo — que fazem com que esta casa funcione todos os dias. Parabéns ao Hospital de Santa Luzia e a todos os que o servem.”

No âmbito da cooperação estratégica, o presidente da Câmara Municipal de Elvas, José Rondão Almeida, defendeu a formalização de um protocolo com o Hospital Universitário de Badajoz para que “não tenha que vir um helicóptero transportar os doentes graves para centenas de quilómetros, quando temos Badajoz a 10 quilómetros de distância”. Sobre este ponto, a administração da saúde confirmou que o acordo com o Hospital Universitário de vizinha cidade Badajoz já existe há mais de duas décadas e que está a ser revisitado para “reforçá-lo e consolidá-lo para que possamos ter uma maior parceria e articulação”. Embora a situação política atual do Governo da Estremadura esteja num impasse. O autarca elvense propôs ainda a criação de uma unidade de cuidados de média e longa duração na cidade, oferecendo o financiamento de 50% do projeto por parte do município, sublinhando que o hospital é uma “valência importante aqui na nossa região, um ativo em termos da saúde que importa prevalecer”.

Paralelamente às atividades institucionais, a comunidade envolveu-se nas comemorações através da caminhada integrada nos Jogos do Alto Alentejo, iniciativa que Joaquim Diogo, presidente da CIMAA, descreveu como «os jogos mais democráticos que existem em Portugal», tendo unido o Centro de Saúde ao Hospital de Santa Luzia num esforço de «aliar a prática desportiva ao bem-estar». A vertente cultural e de sustentabilidade também esteve em destaque com a inauguração da tapeçaria contemporânea “O Olho de Santa Luzia”, um trabalho colaborativo que contou com o apoio de profissionais de enfermagem empenhadas em projetos de reciclagem hospitalar. O aniversário encerrou-se com o tradicional corte do bolo, celebrando uma infraestrutura onde, como referiu Miguel Lopes, “o que na realidade faz acontecer diariamente os cuidados são os profissionais que trabalham nesta casa”. O final das comemorações ficou marcado pelo tradicional bolo de aniversário e o cantar dos parabéns, acompanhado pelos jovens músicos João Batuca e João Carrilho.

Estudium Fitness e Saúde chega a Elvas para revolucionar o treino personalizado

O Estudium Fitness e Saúde já abriu as suas portas em Elvas, trazendo um conceito exclusivo focado no acompanhamento próximo e na supervisão técnica constante. Localizado em frente ao Coliseu Rondão Almeida, o novo espaço distingue-se por funcionar estritamente por marcação, garantindo que o número de alunos em sala seja sempre limitado para proporcionar um ambiente tranquilo e seguro.

O projeto, liderado pelo fundador Ricardo Albano, oferece serviços de treino personalizado e acompanhado, onde o foco vai muito além da estética. Segundo o responsável, o objetivo principal é promover a saúde mental e tirar as pessoas do sedentarismo, criando um refúgio para o stress do dia-a-dia onde cada aluno se sinta verdadeiramente “em casa”. “Estamos quase a fazer cinco anos” sublinha Ricardo Albano que sublinha que o “Estudium foi inaugurado em Estremoz e viemos para Elvas para termos um serviço diferente. Não somos melhores nem piores que os outros ginásios. Os alunos tem sempre acompanhamento e temos serviço de treino personalizado. Os nossos alunos podem fazer a marcação na aplicação e assim garantimos que não há pessoas a mais. Agradecemos aos sócios fundadores que já tem marcação para segunda-feira. Em Elvas, sentimo-nos em casa.”

A forte adesão à campanha de sócios fundadores confirmou a necessidade deste modelo diferenciado na cidade, que aposta em instalações modernas e equipamentos de última geração. Com esta abertura, o Estudium Fitness e Saúde com “instalações totalmente novas, equipamentos, casa banho, cacifos, tudo a estrear” posiciona-se como o parceiro ideal para quem procura resultados reais através de um compromisso rigoroso com o bem-estar físico e mental. “O melhor está para vir”, concluiu Ricardo Albano.

O Ginásio Estudium Fitness e Saúde fica localizado em frente ao Coliseu de Elvas, tem o horário de funcionamento de segunda a sexta feira das 7 às 21 horas e nos sábados da 9 às 13 horas, e tem o número de telefone 938.205.424 como contacto principal.

Jogos do Alto Alentejo arrancam em Campo Maior com edição histórica onde se incluem os 15 municípios

A 24.ª edição dos Jogos do Alto Alentejo arrancou com um simbolismo renovado em Campo Maior, assinalando a primeira vez, em mais de duas décadas de história, que todos os concelhos da região participam em simultâneo. Joaquim Diogo, presidente da CIMAA Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, manifestou o entusiasmo por este marco, referindo que é uma “grande alegria anunciar que, pela primeira vez ao fim de 24 edições, temos os 15 municípios todos a participar em conjunto”. Esta união reflete o sucesso da cooperação estratégica na comunidade intermunicipal, sendo vista como um “simbolismo daquilo que tem sido o nosso trabalho dos últimos anos”, no sentido de agregar o território em torno de projetos pertinentes para a região.

O evento, que deverá mobilizar cerca de 4.000 participantes em 30 modalidades distintas, reafirma-se como uma iniciativa inclusiva e intergeracional, adaptada desde as crianças ao público sénior. Joaquim Diogo descreve o certame como “os jogos mais democráticos que existem em Portugal”, justificando que a “componente muito forte de podermos aliar a prática desportiva ao bem-estar» permite a participação de todos, independentemente da idade ou de eventuais dificuldades. Luís Rosinha, presidente da Câmara de Campo Maior, corroborou esta visão, sublinhando que o foco principal não é a competição, mas sim a “convivência salutar entre os mais velhos e os mais novos” e a oportunidade para a “descoberta do território” através do desporto.

Além das competições, esta edição introduz uma vertente solidária e de saúde pública em parceria com a ULS do Alto Alentejo, através da realização, amanhã domingo, de “15 caminhadas ao mesmo tempo a iniciarem ao mesmo tempo nos 15 municípios”, integrando rastreios comunitários e a celebração do cinquentenário do Hospital de Portalegre. Em Campo Maior, o arranque das atividades ganha ainda uma cor especial ao coincidir com os preparativos das tradições locais, reforçando a ideia de que “não há festas sem saias, nem saias sem festas”. Rosinha destacou a importância de manter esta dinâmica viva, saudando a CIMAA por “querer continuar a organizar este evento” que tanto orgulha as gentes do Alto Alentejo, ainda por cima “em Campo Maior no ano em que se realizam as Festas do Povo”.

Estremoz celebra a 5.ª Edição do CulturWine no Museu Berardo

O Museu Berardo Estremoz acolheu a 5.ª edição do CulturWine, uma iniciativa que cruza o património cultural com o dinamismo do setor vitivinícola local. O evento, que este ano contou com a participação de 13 adegas do concelho, pretende promover o enoturismo e valorizar os vinhos da região num ambiente histórico e artístico. A edição de 2026 revestiu-se de um caráter ainda mais especial, ao integrar-se nas comemorações do centenário da elevação de Estremoz a cidade, incluindo uma conferência dedicada aos 100 anos de história da vitivinicultura no concelho.

A Vice-Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Sónia Caldeira, sublinhou a importância estratégica desta união entre cultura e economia. “Esta iniciativa tem precisamente a função de aliar a cultura ao setor vitivinícola, que é um setor que no nosso concelho tem uma atividade económica bastante desenvolvida”, afirmou a autarca, destacando que Estremoz “não pode ficar atrás” na promoção de um conceito tão relevante para o Alentejo como é o enoturismo. Sobre a adesão das empresas locais, a responsável notou um crescimento positivo: “Este ano temos aqui 13 adegas, mais uma adega do que no ano passado. É um evento que tem vindo a crescer ao longo dos anos, as próprias adegas percebem a importância de estarem aqui representadas”.

Um dos grandes objetivos futuros da autarquia passa pela criação de uma estrutura mais formal para o setor. “Aquilo que nós queremos fazer e para alavancar ainda mais o enoturismo é criar uma rota dos vinhos aqui em Estremoz”, revelou Sónia Caldeira, explicando que o município está disponível para trabalhar com as mais de 20 adegas do concelho para que se unam em torno desta causa. Apesar de o evento já ser um sucesso consolidado, a autarca garante que ainda há margem para evolução “o museu é bastante grande, tem muitas salas e, portanto, há espaço para crescer. Por nossa vontade tinhamos aqui a totalidade das nossas adegas representadas”.

Alandroal reafirma-se como Capital do Peixe do Rio com Festival que decorre até dia 15 e une tradição com inovação

O centro histórico do Alandroal e a sua rede de restauração local transformaram-se, desde este sábado, 7 de março, no cenário principal de mais uma edição do Festival do Peixe do Rio. Até ao próximo dia 15, o evento organizado pela Câmara Municipal utiliza a Praça da República e o interior do castelo como montras de um património único, atraindo visitantes através de uma tradição que se renova a cada ano. O certame não se limita a ser uma mostra culinária, mas assume-se como uma peça vital na estratégia de dinamização económica e turística do território alentejano.

Sobre a relevância desta iniciativa, o presidente da Câmara Municipal, João Grilo, reforça que o foco é o reconhecimento de um recurso endógeno. “Pretende-se valorizar a gastronomia do peixe do rio, uma tradição sempre do concelho, que tem vindo a afirmar-se novamente e a ganhar o seu espaço entre aquilo que é a culinária tradicional e aquilo que é a inovação”, explica o autarca. Para João Grilo, este equilíbrio é visível na oferta disponível: “Temos uma grande parte dos visitantes que, ano após ano, querem vir comer a sua caldeta de peixe do rio ou o peixe frito, e depois temos também quem gosta de vir descobrir outras coisas”.

No que toca à promoção externa, o edil acredita que o evento é o principal motor de projeção da região. “É o evento que neste momento nos projeta mais e que consegue levar o nome de Alandroal além-fronteiras”, afirma, acrescentando que os eventos desta natureza «acabam por ser âncoras para motivar as pessoas a sair do conforto em que estão e virem até ao nosso território”. O presidente destaca ainda que, após o esforço contínuo do município, a distinção do concelho é clara: “Ao fim destes anos podemos dizer com confiança que o Alandroal é a capital da cozinha do rio. Não é uma afirmação só nossa, as pessoas reconhecem-no”.

Apesar do sucesso, João Grilo deixa um alerta sobre a necessidade de mais apoios para a dinamização territorial. “Os eventos dos municípios estão limitados à sua capacidade de investimento. Não há nenhum apoio regional ou nacional para eventos deste tipo, portanto sai tudo dos orçamentos municipais”, lamenta. Contudo, a determinação em manter o festival mantém-se inabalável. «Continuaremos a apostar em primeiro lugar no peixe do rio, pois é pretexto da gastronomia conhecer um concelho que tem muito para oferecer», conclui o autarca, convidando todos a visitar o Alandroal durante estes dez dias de festa.

Cerca de 500 alunos de todo o Alto Alentejo “lutam” por um lugar na final nacional do Mega Sprinter em Elvas

Cerca de 500 alunos de todo o Alto Alentejo disputaram esta sexta-feira, 6 de março, a fase distrital do Mega Sprinter, evento de Desporto Escolar destinado a crianças e jovens dos dez aos 15 anos, no Estádio Municipal de Atletismo de Elvas. Os melhores estarão presentes, também em Elvas, nos próximos dias 20 e 21 de março, na grande final nacional da prova.

Esta prova, de acordo com Pedro Cravo, coordenador local do Desporto Escolar do Alto Alentejo, “faz parte de um projeto que tem três fases: começa na fase escolar, em que cada uma das escolas desenvolve o seu torneio de apuramento; depois tem esta fase local, neste caso para o distrito de Portalegre, sendo que, dos resultados da prova de hoje, sairão os apurados para a fase nacional”.

O evento desportivo tem vindo a crescer, garante o responsável, até porque, contrariamente ao que acontecia há 20 anos, quando teve a sua primeira edição, já não é apenas dedicado às provas de velocidade e de resistência: “hoje em dia contempla provas de velocidade, designadamente os 40 metros, a prova de salto em comprimento, a prova de lançamento do Vortex e uma prova de resistência de mil metros”. Para além disso, e a pensar nos alunos com necessidades educativas especiais, realizam-se duas provas adaptadas: corrida de 400 metros e lançamento.

Dando conta que Elvas é, até ao momento, a cidade que mais vezes recebeu o Mega Sprinter Nacional, o responsável diz ainda que a fase distrital desta sexta-feira serviu, sobretudo, de “ensaio” para que, nos próximos dias 20 e 21, tudo possa correr da melhor forma possível na final nacional.

A colaborar com a prova esteve, uma vez mais, para além do Município de Elvas e dos alunos de Desporto da Escola Secundária D. Sancho II, a Associação de Atletismo de Portalegre (AADP), com os seus juízes. Para o presidente da AADP, Daniel Madeira, o desporto escolar “tem um papel fundamental na captação dos jovens e em demonstrar aquilo que é o atletismo”.

“Acaba por ser uma modalidade que, infelizmente, não tem a projeção de outras, como o futebol, mas com o desporto escolar, com outras parcerias e com a ajuda dos municípios, temos vindo a desenvolver novas atividades de forma a captarmos o maior número de crianças e a proporcionarmos a prática da modalidade”, diz ainda o presidente da associação.

Algumas das imagens da prova desta sexta-feira, no Estádio Municipal de Atletismo, para ver na galeria abaixo:

Elvas acolhe XXII Congresso de Diretores de Hotel para debater o futuro da hotelaria

Fernando Garrido

O Centro de Negócios Transfronteiriço de Elvas recebe durante dois dias o XXII Congresso da Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, num evento que começou ontem e continua hoje sexta-feria e que reúne cerca de 600 profissionais e especialistas do setor.

Na sessão de abertura ouvimos Fernando Garrido, presidente da Associação de Diretores de Hotéis que destacou o cariz técnico do evento “Os congressos da associação são congressos técnicos, ou seja, versam sobre temas atuais para a operação. O nosso grande objetivo é darmos aqui alguns inputs que sejam relevantes para o setor, quer a nível da operação de hotéis, quer a nível do próprio turismo. Divulgar algumas informações adicionais que nos permitam melhorar a gestão ao nível da direção dos hotéis”. Fernando Garrido confirma que as “nossas dificuldades são as dificuldades de outros diretores de hotéis de outros países. E através do European Bond, que foi criado recentemente, há cerca de três anos, juntando as associações de diretores de hotéis de Portugal, Espanha, Itália e Alemanha, sendo fundamental para a partilha de dificuldades e para partilhar as melhores práticas internacionais”.

José Santos

Fernando Garrido explicou porque foi escolhida a cidade de Elvas para acolher o evento. “A escolha essencialmente teve como objetivo de trazer o congresso para locais onde possamos fazer diferença. Um agradecimento ao concelho, onde estamos a ser acolhidos de uma forma fantástica. Temos mais de 300 quartos, numa quinta-feira, numa região do interior, e que pode trazer atividade realmente significativa, para além da restauração, de um evento à noite. O nosso papel também é dar a conhecer ao turismo regiões mais do interior e explicar que no interior conseguimos fazer grandes eventos como este, que tem um espaço único”.

O presidente da Entidade de Turismo do Alentejo, José Santos, destacou o património de Elvas, a hotelaria e a restauração das mais importantes do Alentejo, “Elvas reafirma o seu prestígio turístico como Património Mundial da UNESCO e destino fronteiriço de excelência, focando-se agora na melhoria das taxas de ocupação através da captação de grandes eventos estratégicos. A receção do XXII Congresso da ADHP é um passo fundamental nesta direção, trazendo à cidade centenas de profissionais do setor que, além de dinamizarem a economia local, atuam como promotores privilegiados da qualidade hoteleira e patrimonial do interior alentejano.

Nuno Mocinha

Também, o vice-presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinha, destacou o facto de ser um evento que promove Elvas e o CNT que pode acolher este tipo de eventos “Elvas aposta na hospitalidade e na versatilidade do seu Centro de Negócios para se afirmar como um destino de referência no turismo de congressos, transformando cada visitante num embaixador da região. Ao acolher cerca de 800 profissionais do setor hoteleiro, o município não só gera um impacto económico imediato na economia local, como demonstra a sua capacidade infraestrutural para organizar eventos de grande escala. Esta estratégia de promoção territorial visa consolidar o turismo como pilar de desenvolvimento, provando que a cidade possui as condições ideais para atrair novos investimentos e realizações que dinamizam o comércio e os serviços da cidade”.

O congresso contou com a presença de figuras de relevo como o Secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, e representantes do Turismo de Portugal. Este encontro que termina esta sexta-feira, tem relevância nacional e foca-se na discussão dos principais desafios e tendências que moldam o turismo atual, consolidando-se como um espaço privilegiado para o networking e para a definição de estratégias no panorama hoteleiro português.

Ministro da Economia e da Coesão Territorial dá posse aos vice-presidentes da CCDR Alentejo

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo deu posse aos sete vice-presidentes do Conselho Diretivo, em Évora, na segunda-feira, 2 de março, numa cerimónia presidida pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.

A sessão realizou-se no decorrer de uma Reunião Extraordinária do Conselho Regional do organismo, em que, para além de Manuel Castro Almeida, estiveram presentes o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre e os secretários de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, e da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado. 

No decorrer do ato de posse, os novos dirigentes apontaram como prioridades a reorganização interna da CCDR e a implementação de medidas para enfrentar os principais desafios da região.

Aníbal Costa, que renovou o mandato como vice-presidente, eleito pelos presidentes de câmara da região, destacou o aumento de competências e a nova organização da CCDR. “É um acumular de responsabilidades que naturalmente têm de ser integradas, harmonizadas e organizadas. Isso pressupõe que cada vez mais nós estejamos em contacto. Muitos destes vice-presidentes não tinham qualquer tipo de contacto prévio com a CCDR e os próprios serviços, as próprias competências de cada um, vão dar naturalmente muitas preocupações, muitos cuidados a ter no futuro próximo”, alerta.

Também reeleito vice-presidente, indicado pelo Conselho Regional, Roberto Grilo encara esta tomada de posse com um “olhar de renovada esperança pela região”. “A região, infelizmente, encontra-se numa situação, em termos daquilo que é a geração de riqueza, com números que não nos devem deixar satisfeitos. Portanto, há aqui uma nova oportunidade de reorganização no sentido de dar resposta às pessoas e a este nosso território: um território que é vastíssimo, riquíssimo, uma das maiores regiões do país, ou a maior região do país em termos de área, com um setor estratégico fundamental, que é o da agricultura, com várias qualificações que devemos saber aproveitar e, portanto, obviamente, com uma renovada esperança e agora com uma nova organização na CCDR que espero que consigamos coordenar de forma a poder dar essa resposta ao território”, assegura.

Como vice-presidente na área da Cultura, o Governo indicou Henrique Sim-Sim, vereador na Câmara de Évora, que promete dar o seu melhor para servir a região, encarando esta nomeação como um desafio. “Darei o meu melhor com esta excelente equipa que temos na unidade de Cultura e com a excelente equipa da CCDR, para resolver e ajudar a resolver os problemas que a região tem na área da Cultura e, portanto, é esse o foco de serviço:” missão de servir a nossa região”, garante.

Sónia Ramos, vereadora na Câmara de Estremoz, assume a pasta do Ambiente, área que diz ser “muito importante e desafiadora”, que deve ser olhada “com outra seriedade”, depois das últimas intempéries: “O que percebemos é que, de facto, temos de olhar para este problema com outra profundidade e, sobretudo, a longo prazo. Portanto, aqui estaremos em total sintonia com aquilo que são as grandes prioridades do Governo, nomeadamente o programa ‘Água que Une’, e a trabalhar pelo nosso Alentejo, naquilo que me cumpre ao nível do ambiente”.

A responsável pela Agricultura e Pescas, Helena Cavaco, agrónoma com ligações a associações de agricultores do Baixo Alentejo, com “muita vontade de trabalhar e com muito empenho em defender o setor”, salienta que esta é uma “área prioritária” e com um “peso muito grande” no Alentejo. Perante este “desafio grande”, Helena Cavaco promete “muito empenho” para fazer a ligação entre aquilo que são as políticas do Governo e a sua implementação na região.

A área da Saúde, “uma das mais preocupantes”, é agora da responsabilidade do advogado e delegado regional do Instituto da Droga e da Toxicodependência António Marciano Lopes. “Penso que os responsáveis públicos na área da Saúde têm de ter atenção a que as coisas funcionem todas corretamente. Nós acabamos de tomar posse, temos um enquadramento legal novo e o grande objetivo na área da Saúde é que nós consigamos facilitar a acessibilidade dos utentes. A acessibilidade em termos de especialidades, terem médicos, e acessibilidade em termos de instalações e conforto”, dizia aos jornalistas no final da sessão.

A vice-presidência na área da Educação é assumida por Silvino Alhinho, professor e adjunto da direção do Agrupamento de Escolas Manuel Ferreira Patrício, em Évora.

A tomada de posse dos vice-presidentes realizou-se dias depois de Ricardo Pinheiro ter assumido a presidência da CCDR Alentejo (na passada sexta-feira, dia 27 de fevereiro), numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.

Goldenergy abre novas instalações em Elvas com o foco na experiência do cliente

A Goldenergy inaugurou, na manhã desta segunda-feira, 2 de março, a sua nova loja em Elvas, na Rua do Arco da Praça, mesmo em frente às antigas instalações. O novo espaço surge quase cinco anos depois da chegada da marca à cidade e reflete o crescimento sustentado da empresa na região.

Desde a abertura do primeiro ponto de venda, a adesão dos elvenses tem vindo a aumentar de forma consistente. O crescimento do número de clientes e a confiança depositada na marca tornaram natural a mudança para um espaço maior e que esteja preparado para dar uma resposta ainda mais eficaz às necessidades da comunidade. Segundo Jorge Fazendeiro, responsável pelo canal de retalho da Goldenergy, a antiga loja já não conseguia dar resposta à procura crescente, pelo que esta mudança “fazia todo o sentido”. “Está a fazer cinco anos que abrimos este ponto de venda em Elvas e tem sido um verdadeiro sucesso, tanto ao nível do número de clientes como do serviço prestado à comunidade local”, acrescenta.

A nova loja foi pensada para proporcionar uma experiência ao cliente através de uma maior capacidade de atendimento. A proximidade e o serviço de excelência continuam a ser princípios centrais da marca e, como tal, este novo espaço reforça a ligação às comunidades locais, permitindo um acompanhamento ainda mais personalizado.

Essa aposta tem sido reconhecida pelos próprios consumidores. Em 2026, as Lojas Goldenergy foram distinguidas, pelo segundo ano consecutivo, como Melhor Loja de Portugal no Setor da Energia. “Este reconhecimento enche-nos de orgulho, mas também reforça a nossa responsabilidade. Queremos continuar a elevar a fasquia e a proporcionar uma experiência de excelência a todos os clientes”, sublinha o responsável.

Mais do que resolver questões contratuais ou técnicas, o responsável de Retalho da Goldenergy pretende que cada cliente saia da loja com confiança reforçada na marca e se torne um verdadeiro promotor da experiência que viveu. 

A pensar em quem não se pode deslocar ao balcão de atendimento, a empresa levou para a estrada, muito recentemente, a sua Loja Móvel, que percorre “algumas localidades nas imediações do concelho”. “Sabemos que alguns clientes têm pouca mobilidade e alguma dificuldade em, por exemplo, vir a Elvas ou de se deslocar a Portalegre, que é a nossa loja mais próxima daqui. Se o cliente não pode vir até nós, vamos nós até ao cliente”, salienta Jorge Fazendeiro. A iniciativa permite apoiar clientes com menor mobilidade ou com maior dificuldade de deslocação, garantindo que o serviço chega a todos.

E como o compromisso com o futuro e a sustentabilidade também passa pela mobilidade elétrica, em breve, Elvas contará com vários postos de carregamento de viaturas elétricas patrocinados pela Goldenergy. Está igualmente prevista a disponibilização de Wallbox (carregadores domésticos), reforçando a oferta de soluções adaptadas às novas necessidades energéticas. “O mundo está cada vez mais eletrificado e é essencial acompanharmos essa evolução. A nossa equipa de New Energy está a trabalhar continuamente para desenvolver mais e melhores soluções para os nossos clientes”, conclui.

Integrada num espaço de fácil acesso e rodeada por outros serviços essenciais, a loja promete facilitar a vida dos cidadãos, permitindo resolver questões do dia a dia e tratar de assuntos energéticos num só local. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 13h e das 14h às 18h.

Mais de uma centena caminhou pela paz em Elvas na manhã deste domingo

Em parceria com a associação juvenil Arkus, o Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes promoveu ontem, 1 de março, a III Caminhada pela Paz.

Desta vez, de acordo com o presidente do núcleo da Liga dos Combatentes, sargento-mor José Miguêns, “a atividade teve uma elevada participação”, com “110 pessoas de diferentes faixas etárias e formações, o que se deve a melhores condições meteorológicas, mas também a uma melhor divulgação”.

A iniciativa voltou a unir a Capela de Nossa Senhora da Conceição ao Santuário do Senhor Jesus da Piedade, num percurso de cerca de sete quilómetros.

A caminhada contou com a participação do guia Paulo Galego e com a animação musical das Roncas d’Elvas.

Esforço e dedicação das três melhores alunas da Secundária D. Sancho II reconhecidos com bolsas de mérito

As três alunas que concluíram os seus estudos, no ano letivo passado, com o melhor aproveitamento escolar na Secundária D. Sancho II, em Elvas, foram distinguidas, na manhã desta segunda-feira, 23 de fevereiro, pela Câmara Municipal, com a entrega de diplomas e bolsas de mérito.

Numa simbólica cerimónia, realizada no auditório da escola secundária, coube ao vice-presidente da Câmara, Nuno Mocinha, e à diretora do Agrupamento de Escolas D. Sancho II de Elvas, Fátima Pinto, fazer a entrega dos diplomas e dos cheques às alunas, num investimento total, por parte da autarquia, de 1.500 euros.

Mocinha, que recorda que já este ano a Câmara Municipal atribuiu 200 bolsas de estudo aos estudantes do Ensino Superior, explica que as bolsas agora entregues servem para distinguir o empenho e a dedicação dos melhores alunos. “Enquanto as outras bolsas funcionam pelo rendimento, estas funcionam por outro tipo de rendimento, que é o rendimento escolar, isto é, aquilo que foi, no fundo, o mérito que houve e as notas que tiveram. Daí que se premeiem os três melhores alunos, que neste caso foram três melhores alunas”, diz o autarca.

Os 1.500 euros investidos pela Câmara Municipal de Elvas nestas bolsas de mérito dividem-se em 700 euros para o primeiro prémio, atribuído a Carlota Brinquete, 500 para o segundo, ganho por Madalena Mourraia, e 300 para o terceiro, conquistado por Margarida Arriaga.

“É de forma algo simbólica que a Câmara diz que vale a pena estudar. A forma que o nosso concelho tem de retribuir o esforço é, no fundo, atribuir estas bolsas de mérito”, acrescenta Nuno Mocinha, que espera que este possa ser um incentivo para que os alunos que estão a terminar o 12º ano “façam um esforço na reta final e possam ter as melhores notas”.

Já Fátima Pinto revela que esta sessão foi realizada na escola para que os atuais alunos do ensino secundário, que marcaram presença na sessão, possam ser incentivados a estudar e a tirar boas notas. “Esta sessão pública teve esse propósito, porque podíamos fazer esta entrega deste prémio aos alunos até no Salão dos Paços do Concelho, mas seria, digamos assim, à porta fechada. Assim, tem esse propósito, que é o estímulo, a motivação, o incentivo a estes novos alunos”, assegura.

Por outro lado, a diretora não tem dúvidas de que estes prémios monetários podem “ajudar e muito” as famílias das alunas contempladas com os seus estudos ao nível do Ensino Superior.

Em causa, no que toca às três alunas distinguidas, estão médias finais do secundário “entre os 18 e os 19 valores”, com as notas dos exames nacionais incluídas. Fátima Pinto diz que, para a escola, é uma satisfação ver o trabalho destas estudantes reconhecido.

Já a frequentar a licenciatura em Gestão, no ISEG, Madalena Monraia garante ser “muito gratificante e importante” ver o seu esforço agora reconhecido. Já Margarida Arriaga, que concluiu o ensino secundário com uma média de 18,5 valores, é hoje aluna de Direito. Em declarações à Rádio ELVAS, mostrou-se feliz por esta conquista, assegurando que não são todos os que alcançam este patamar.

A vencedora do primeiro prémio, Carlota Brinquete, esteve representada na sessão pelos seus pais.

Desfile escolar encerra com “chave de ouro” comemorações de Carnaval em Campo Maior

Foi com “chave de ouro” que Campo Maior encerrou, na manhã desta sexta-feira, 20 de fevereiro, as comemorações de Carnaval, com o tradicional desfile escolar.

Adiado da semana passada, devido à chuva, o corso, constituído por cerca de 600 alunos do concelho e acompanhado de perto por muitos familiares dos mais novos, levou a animação e a alegria às principais artérias da vila.

As Festas do Povo, animais, flores, jardineiros, as diferentes emoções, diversas personagens dos contos infantis e vários povos e culturas serviram de inspiração aos vários grupos de crianças que deram vida a este corso carnavalesco que, uma vez mais, teve no Jardim Municipal o seu “palco” principal.

Destacando a alegria das crianças, a vereadora Paula Jangita assegura que a decisão de adiar o corso, entre escolas e Município, para este dia de sol foi “a mais acertada”. “Está um dia muito bonito, as crianças estão giríssimas, estão muito divertidas e o jardim também está muito bem composto”, comentava a autarca aos nossos microfones.

Não tendo dúvidas de que estas comemorações de Carnaval na vila terminaram “em beleza”, Paula Jangita lembrou ainda que este é um dia sempre especial, quer para as crianças, quer para os familiares “que gostam de ver os seus meninos a desfilar”.

O desfile escolar, que habitualmente dá o pontapé de saída nos festejos de Carnaval em Campo Maior, desta feita acaba por marcar o encerramento, depois do grande corso ter saído às ruas da vila no passado sábado, dia 14.

Carnaval de Elvas terminou com corso visto por milhares de visitantes com alegria, cor e sátira política

O XXVIII Carnaval Internacional de Elvas despediu-se hoje em grande estilo, com o último corso a atrair milhares de visitantes às ruas da cidade Património Mundial. Num desfile marcado por uma energia contagiante, a alegria, a cor e a música foram as grandes protagonistas, transformando o circuito do Viaduto até novamente a Praça 25 de abril, num palco gigante onde o movimento das coreografias e o brilho dos figurinos dos grupos locais não deixaram ninguém indiferente. Esta tarde com os oliventinos a animarem ainda mais os festejos, com uma comparsa que ficou ontem a meio da tabela no gigante Carnaval vizinho de Badajoz e um grupo ainda pequeno que evocou a liberdade e o 25 de abril português, reconhecendo também o sangue luso que lhe corre nas veias.

Para além da vertente festiva, a sátira política e social voltou a ser um dos pontos altos do evento, com carros alegóricos e mascarados a utilizarem o humor para comentar a atualidade nacional e internacional, em particular o grupo “Sou Filho Único” que satirizou no sábado Mocinha e Rondão, no domingo José Eurico Malhado e hoje Margarida Paiva (na foto de capa). Nem todos poderão ter gostado, mas Paiva revelou grande fair-play ao juntar-se ao grupo para a foto do dia.

Este equilíbrio entre a tradição dos grupos do concelho, os espanhóis de Badajoz e Olivença e os campomaiorenses (que desfilaram no domingo) e o espírito crítico carnavalesco reafirmou Elvas como um dos destinos de Carnaval mais importantes da região Alentejo. Temos de longe o maior Carnaval do Alentejo, a merecer que a Entidade Regional de Turismo olhe com outros olhos para o evento.

A organização, a cargo da Câmara Municipal, faz um balanço extremamente positivo de uma edição que, durante vários dias (de quinta passada até hoje, terça-feira), uniu miúdos e graúdos numa celebração de liberdade e criatividade que só voltará a ganhar vida no próximo ano, com uma certeza: os elvenses gostam do seu Carnaval e o futuro está garantido, pois há dezenas de jovens, alguns de tenra idade, nos grupos que desfilaram. Até 2027!

Estremoz vive “momento feliz e de alegria” com primeiro corso de Carnaval

O Rossio Marquês de Pombal, em Estremoz, foi, na tarde deste domingo, 15 de fevereiro, palco do primeiro de dois corsos carnavalescos, organizados pela Câmara Municipal.

Agradecendo a participação de todos os grupos neste desfile, em que o sol brilhou, depois de um início de tarde ameaçado pela chuva, o presidente do Município de Estremoz, José Daniel Sádio, em declarações à Rádio ELVAS, destacou este como “um momento feliz e de alegria”.

O autarca, que não tem dúvidas que o Carnaval de Estremoz volta a ser um “sucesso”, lembrou que os foliões voltam a sair à rua já na próxima terça-feira, dia 17. O corso das escolas, inicialmente previsto para a passada quinta-feira, dia 12, recordou, por outro lado, foi adiado “mais para a frente” (para 30 de abril), por decisão do Agrupamento de Escolas de Estremoz.  

Não esquecendo quem viveu na pele das consequências mais trágicas das intempéries no país, José Daniel Sádio garante que Estremoz tem sido um concelho solidário, apoiando da forma possível. “Agora, tentamo-nos abstrair do momento, que não é um momento fácil para o país, em que há muitas necessidades e há muita gente a passar mal, mas ainda assim também está aqui um grande investimento, também há a economia local que precisa destes eventos”, assegurou.

As festividades de Carnaval, para além do desfile de terça-feira, contam ainda com o tradicional enterro, na quarta-feira de cinzas, dia 18.

Vila Viçosa leva a folia do Carnaval para a rua na tarde deste domingo

A tarde deste domingo, 15 de fevereiro, foi de muita folia na Praça da República de Vila Viçosa. O corso de Carnaval, organizado, uma vez mais, pela associação Calipofoliões, teve como convidado especial o músico Vítor Rodrigues e contou com a participação de cerca de 800 foliões.

A integrar um dos grupos participantes, o dos “Pavões do Palácio”, esteve o vice-presidente do Município de Vila Viçosa, Tiago Salgueiro. “Este grupo remete um bocadinho para aquilo que é a realidade de Vila Viçosa, dos Pavões do Palácio, e então quisemos também aqui, no fundo, recriar com este grupo de jovens e adultos, no fundo, aquilo que é o ambiente erudito aqui de Vila Viçosa”, explicou o autarca à nossa reportagem.

“Aquilo que tentamos fazer é dinamizar aqui também um pouco aquilo que é a nossa realidade, tentar motivar também as associações para participarem. Realmente estes eventos são importantes porque refletem um bocadinho aquilo que é a nossa cultura e temos muito gosto em associar-nos e, no fundo, fazer parte também deste desfile aqui em Vila Viçosa”, comentou ainda.

Já Miguel Ventura, um dos responsáveis pela organização do evento, que destacou as novidades deste corso, assegura que foram “milhares” as pessoas que assistiram ao desfile e “muitos foliões” que quiseram participar no desfile: “este ano temos, para além da novidade do DJ na praça, um grupo do Alto Pina e a Escola de Dança Internacional Vanessa Silva, que quis participar também neste Carnaval”.

Na organização do evento, a Colipofoliões contou com o apoio do Município de Vila Viçosa e das juntas de freguesia do concelho.

Elvas vibra com a explosão de cor e alegria do XXVIII Carnaval Internacional

As ruas do centro histórico de Elvas transformaram-se hoje, 14 de fevereiro, num cenário de pura magia e criatividade com a saída do primeiro grande corso do XXVIII Carnaval Internacional. A edição deste ano conta com a participação dedicada de nove grupos do concelho — Arkus/Alto Espírito, Azevia, CRP da Boa-Fé, Gota d’Arte, SIR, Sou Filho Único, Vila Boim, São Vicente e Santa Eulália — que impressionaram o público com figurinos exuberantes e coreografias rigorosamente ensaiadas. A esta festa juntou-se ainda a energia transfronteiriça das comparsas de Badajoz, reforçando o estatuto único deste evento que une Portugal e Espanha através da folia.

A animação, que teve o seu ponto de partida e chegada no Viaduto, contagiou milhares de visitantes que não quiseram perder a oportunidade de ver de perto o trabalho de meses das associações locais. Este primeiro desfile de sábado marca o início de um ciclo de grandes corsos que se repetem amanhã e na terça-feira de Carnaval, consolidando Elvas como o epicentro da alegria no Alentejo. Com mais de três mil participantes diretos em toda a programação, a cidade respira agora um espírito de união e celebração que promete prolongar-se pela noite fora e pelos próximos dias de festa.

Campo Maior celebra o Carnaval 2026 com desfiles e animação musical este sábado

O Município de Campo Maior enche-se hoje de cor e folia com as celebrações do Carnaval 2026. À tarde, realizou-se o Desfile de Carnaval a partir do Centro Comunitário. O corso terminou na Praça Multimodal, onde a animação ficou a cargo da energia de Gao Percussion e das batidas do DJ Peat, com todo o espírito festivo bem vivo durante a tarde.

A celebração estende-se até à noite com o tradicional Baile de Carnaval, que terá lugar novamente no Centro Comunitário a partir das 22h00. A música ao vivo será garantida pelo grupo Os Contramão, convidando todos os munícipes e visitantes a mascararem-se e a encerrar este dia 14 de fevereiro com muita dança e convívio.