
A catequeses na paróquias do Salvador, Santa Luzia e Boa-Fé, em Elvas, vai arrancar no fim de semana de 3 e 4 de outubro, com uma nova dinâmica de trabalho conjunto entre os diferentes núcleos. A novidade foi anunciada pelo padre Ricardo Lameira, que destaca uma maior articulação entre os grupos, mantendo a autonomia de cada comunidade.
“Vamos trabalhar e partilhar em comunhão”, explicou o sacerdote, sublinhando que, apesar de cada grupo continuar a funcionar de forma autónoma, haverá atividades conjuntas e uma “maior partilha de experiências, preocupações e alegrias”.
Antes do início da catequese, entre os próximos dias 16 e 18 de setembro, está prevista uma ação de divulgação nas escolas. Sempre que for autorizado, elementos ligados à catequese irão visitar as escolas e as salas de aula para apresentar o projeto às crianças e convidá-las a participar.
O padre Ricardo Lameira reforça que não existe uma idade específica para iniciar a caminhada de fé. “Não há idades para começar, há a hora de cada um para buscar conhecer a Jesus”, afirmou.
Uma das características da organização da catequese será a integração das crianças, adolescentes e jovens no ano correspondente à sua idade, mesmo que estejam a iniciar agora a sua caminhada. Segundo o sacerdote, esta opção pretende favorecer a aprendizagem e a partilha entre elementos da mesma faixa etária. “Os mais velhos não sabem mais e os mais novos não sabem menos”, afirmou, defendendo que todos podem aprender uns com os outros ao longo do percurso.
Outra das novidades anunciadas prende-se com a celebração das primeiras comunhões. Por decisão dos catequistas, estas celebrações serão realizadas conjuntamente, reunindo os diferentes núcleos na antiga Sé de Elvas. A igreja catedral será, assim, assumida como “igreja-mãe”, acolhendo também as atividades que ultrapassem o âmbito estritamente paroquial.
A nova organização representa, nas palavras do padre Ricardo Lameira, uma experiência que será construída de forma progressiva e sujeita a avaliação. O objetivo é encontrar a melhor forma de servir as comunidades, sem receio de alterar o que for necessário. “É preciso mudar? Muda-se”, afirmou o sacerdote, defendendo uma atitude aberta à adaptação. “Vamos fazendo caminho até descobrir o caminho melhor para as nossas comunidades.”
Com esta nova dinâmica, a catequese pretende reforçar a ligação entre as diferentes comunidades, promovendo momentos de encontro e partilha, sem perder a identidade própria de cada grupo.















