Os Bombeiros Voluntários de Campo Maior realizaram um exercício de sensibilização e preparação para situações de sismo no Centro Educativo Alice Nabeiro, dirigido à comunidade educativa, maioritariamente composta por crianças.
A iniciativa teve como objetivo reforçar os conhecimentos da comunidade educativa sobre os procedimentos a adotar perante um sismo, com destaque para três gestos fundamentais de proteção: baixar, proteger e aguardar.
Durante o exercício, as crianças foram sensibilizados para a importância de baixar-se sobre os joelhos, proteger a cabeça e o pescoço, procurando abrigo junto de uma estrutura resistente, e aguardar nessa posição até ao fim do abalo.
A ação pretendeu reforçar, de forma prática, a importância da prevenção e do treino na resposta a situações de emergência, contribuindo para uma comunidade mais informada e segura.
A elvense Eva Oliveira foi coroada, no passado dia 24 de julho, em Amarante, Mrs. Europe Portugal. A distinção vale-lhe agora a oportunidade de representar Portugal na edição europeia do concurso, que decorre na Estónia entre os dias 15 e 20 de setembro.
Aos 45 anos, prestes a completar 46, Eva Oliveira assume este desafio com entusiasmo, mas também com algum nervosismo, reconhecendo a responsabilidade acrescida de levar o nome de Portugal a uma competição internacional.
“É verdade que desta vez a responsabilidade é mais acrescida. É um desafio muito grande. Vou representar Portugal e todas as mulheres portuguesas, na Estónia, no Mrs. Europa”, afirma Eva, que admite estar a sair da sua zona de conforto, mas feliz por abraçar uma nova experiência.
A vitória alcançada em Amarante não estava, contudo, nos planos de Eva. Quando foi convidada pela organização CNB Portugal para participar, a primeira reação foi de surpresa. “Será que não se enganaram?”, recorda, explicando que não esperava conquistar a coroa perante a presença de várias mulheres preparadas para concursos internacionais.
Agora, a preparação para a viagem está a ser vivida com intensidade. O concurso europeu não se resume a um desfile, mas inclui vários dias de atividades, desafios e avaliações. Esta fase, habitualmente designada por “estágio”, antecede a final e permite às participantes demonstrar diferentes capacidades para além da imagem.
Para Eva Oliveira, num concurso desta natureza contam “muitas coisas”: a postura, a cultura, a forma de vestir, a comunicação e até a maneira de viver. “Não basta ter uma cara bonita e um corpo bem feito”, sublinha.
A participação assume ainda um significado especial pelo percurso da modelo elvense. Eva começou no mundo da moda aos 18 anos, mas acabou por interromper a atividade para se dedicar à família e aos filhos. Regressou ao universo da moda já aos 42 anos, quase por acaso, e desde então tem vindo a participar em concursos e trabalhos ligados à área.
A representação portuguesa na Estónia surge, assim, como a concretização de algo que, há alguns anos, parecia improvável. “Era impensável eu participar num concurso internacional”, confessa.
Mais do que conquistar uma coroa, Eva Oliveira pretende também deixar uma mensagem de confiança e inspiração a outras mulheres, defendendo que nunca é tarde para concretizar sonhos. “Quero ser exemplo para outras mulheres”, afirma, considerando que a evolução dos concursos e do próprio mundo da moda tem permitido quebrar barreiras relacionadas com a idade, o estado civil ou a maternidade.
A dimensão social é igualmente uma componente importante da participação. Eva Oliveira decidiu associar a sua presença no concurso à luta contra o cancro da mama, uma causa que considera particularmente relevante enquanto mulher. Através das redes sociais, pretende contribuir para a divulgação da causa e sensibilizar para uma doença que continua a afetar muitas famílias.
Na Estónia, a elvense irá encontrar concorrentes de vários países europeus e terá pela frente uma semana de grande intensidade, com atividades cujo programa ainda não conhece na totalidade. Entre os objetivos está também a possibilidade de conhecer uma nova cultura e, se a agenda permitir, descobrir um pouco da cidade que acolherá o concurso.
Apesar da expectativa natural em torno dos resultados, Eva Oliveira parte sem colocar a conquista da coroa como condição para considerar a experiência um sucesso. “Vou mais para conhecer, para participar no concurso, representar Portugal e para me divertir”, explica.
A família será, uma vez mais, o seu principal apoio. O marido, que já tinha sido determinante no seu regresso ao mundo da moda, e os filhos acompanham esta nova aventura e incentivam Eva a abraçar aquilo a que chama algumas das suas “loucuras”.
Além do título de Mrs. Europe, o concurso poderá atribuir outras distinções, como primeira e segunda dama, bem como prémios associados a categorias específicas, entre elas talento, fotogenia ou simpatia.
Independentemente da classificação final, a elvense considera que a conquista já começou. Representar Elvas, o Alentejo e Portugal num palco europeu constitui, para si, uma vitória pessoal e a prova de que “nunca é tarde” para perseguir novos desafios.
A entrevista completa a Eva Oliveira para ouvir no podcast abaixo: