
O cineasta Leonel Brito, realizador de documentários marcantes como Gente do Norte e Colónia e Vilões e sócio fundador da cooperativa Cinequanon, morreu esta terça-feira, aos 85 anos, no Hospital de Santa Luzia, em Elvas, anunciou a família à imprensa.
Natural de Torre de Moncorvo, dedicou toda a vida ao cinema, tendo trabalhado como produtor, realizador e diretor de produção ao lado de alguns dos nomes mais importantes do cinema português, entre os quais António de Macedo, Luís Galvão Teles, José Fonseca e Costa, Amílcar Lyra e Luís Filipe Costa. Foi distinguido pela Federação Internacional de Cineclubes pelo documentário Gente do Norte e assinou ainda obras como Félix Ribeiro: Dr. Celulóide, Arthur Duarte, A Oeste Tudo de Novo e Açores.
Residente em Elvas desde o final da década de 1980, Leonel Brito tornou-se uma figura ativa da vida cultural da cidade, tendo dirigido um jornal local e participado em diversas iniciativas da comunidade. Antes da Revolução de Abril foi um combatente antifascista e, ao longo da carreira, desempenhou igualmente funções de conselheiro da Secretaria de Estado da Cultura, durante o mandato de David Mourão-Ferreira, além de realizar várias séries para a RTP, sobretudo dedicadas à gastronomia. Formado como engenheiro técnico agrário, viveu em Angola e na Madeira, estudou cinema e fotografia na AR.CO e foi dirigente do ABC Cineclube, mantendo até aos últimos anos uma forte ligação à sua terra natal, Torre de Moncorvo, através de projetos culturais e do blogue Farrapos de Memória.















