
Monforte viajou no tempo esta sexta-feira, 17 de abril, associando-se às comemorações do quinto centenário do casamento da Infanta Isabel de Portugal com Carlos V.
As comemorações arrancaram, durante a manhã, com um cortejo histórico, que uniu o museu Monforte Sacro à Praça da República, onde, e após a chegada da “Infanta”, foi feita a leitura do foral e servido um “banquete” real à população.
Eventos como este, de acordo com o presidente da Câmara de Monforte, Miguel Rasquinho, não podem passar ao lado da vila, até porque este é um concelho com “centenas de anos de história”. “Aliás, nós temos aqui uma tradição em que, há alguns anos, fizemos festas medievais e estamos hoje a reviver um pouco esse espírito. Não quero dizer que essa festa medieval seja para repetir, vamos ver, ainda estamos muito a início de mandato, mas de facto estes eventos interessam-nos bastante, dão vida à terra, marcam a nossa história, marcam a nossa identidade”, acrescenta o autarca.
Dizendo-se “orgulhoso” pelo facto de se terem associado à iniciativa “centenas de pessoas de todo o concelho e não só”, Miguel Rasquinho destaca ainda a participação no evento histórico das associações locais, das crianças das escolas e dos alunos da Universidade Sénior de Monforte.
As associações locais aproveitaram a ocasião para, com a venda de alguns produtores, conseguirem obter alguns lucros para as suas atividades. “Fizemos questão que todas as associações estivessem representadas na Praça da República, também para fazerem, obviamente, alguma venda e algum lucro, porque também é disso que elas vivem, e darmos a oportunidade para que todos participem de alguma forma nesta festa”, remata o presidente do Município de Monforte.
Monforte é um dos oito municípios portugueses que acabou por associar-se as estas comemorações, promovidas pela Academia Portuguesa da História. De acordo com a vice-presidente da instituição, Fátima Reis, estas celebrações, desenvolvidas ao longo de toda a semana, através de diferentes atividades, estão integradas naquilo que é a Rede Europeia das Rotas de Carlos V.
“É uma semana de festa para nós, Academia Portuguesa da História. Começámos em Lisboa, no Castelo de São Jorge, onde a Infanta nasceu; passámos por Torres Novas, onde foi firmado o dote de casamento. De seguida, passámos por Almeirim, onde se verificou o casamento por procuração com a Infanta e depois estamos a seguir o itinerário: Chamusca, Alter do Chão, Monforte e terminaremos em Elvas, antes da chegada a Badajoz, depois com a entrega para a comitiva espanhola”, revela a responsável.
Em declarações aos jornalistas, Fátima Reis destacou ainda a importância das recriações históricas em comemorações tão relevantes quanto esta: “É muito importante uma efeméride deste género, não só para reavivar a história, mas igualmente para articular com as próprias comunidades e vermos, como hoje estamos aqui a ver, no fundo, a vila plenamente envolvida com uma reconstituição, na certeza de que as recriações históricas são de facto essenciais para a memória e para a identidade nacional”.
“Não é só a Academia que está de parabéns, mas todas as localidades, pelo envolvimento e pela maneira tão decidida como aceitaram este nosso projeto e este nosso desafio”, diz ainda a vice-presidente da Academia Portuguesa da História.
Na Praça da República de Monforte, e depois do banquete, ainda durante a tarde desta sexta-feira, serão apresentados ao público espetáculos de teatro vicentino e danças renascentistas.
























































































