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Feira da Luz/EXPOMOR 2026 abriu portas em Montemor-o-Novo (c/fotos)

A Feira da Luz/EXPOMOR 2026 abriu portas esta quarta-feira, 2 de setembro, em Montemor-o-Novo, dando início a seis dias de atividades que se prolongam até ao próximo dia 7. A cerimónia de inauguração marcou o arranque de mais uma edição de um dos principais eventos do concelho, que reúne a vertente agropecuária da EXPOMOR e a programação da Feira da Luz.

A edição deste ano conta com mais de 300 expositores e uma forte presença do setor agropecuário, num certame que volta a promover o mundo rural e a atividade económica do território.

Na inauguração, o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, destacou o início de um novo ciclo político no município, garantindo a continuidade das medidas que considera terem tido resultados positivos. “Estamos num novo ciclo político e há muito que bom foi feito ao longo destes últimos anos. Naturalmente, antes de mais, deixar esse reconhecimento e dizer que iremos dar continuidade e procurar reforçar aquilo que resultou positivamente para Montemor”, afirmou.

Carlos Pinto de Sá apontou também algumas das áreas que considera prioritárias para o concelho, nomeadamente a habitação, o ciclo urbano da água, a rede viária e a área social. O autarca reconheceu que existem problemas que não podem ser totalmente solucionados pela autarquia, mas defendeu que o município pode contribuir para apoiar os cidadãos que atravessam maiores dificuldades. Entre as áreas que pretende igualmente reforçar estão a cultura, a educação, a formação e o ambiente.

A salvaguarda do mundo rural e da paisagem alentejana foi outra das preocupações manifestadas pelo presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo. Carlos Pinto de Sá referiu-se, em particular, às culturas superintensivas e às grandes centrais fotovoltaicas. “Nós não somos contra estas questões de princípio, elas podem ter lugar em determinadas condições, não aceitamos é que à sombra desta situação se destrua a nossa paisagem alentejana, se destrua aquilo que há de ser o futuro das nossas gerações vindouras”, afirmou.

O autarca garantiu, por isso, que o município pretende manter uma posição atenta e interventiva relativamente à transformação do território.

Questionado sobre a dinâmica da Feira da Luz/EXPOMOR face à edição anterior, Carlos Pinto de Sá revelou que houve um aumento do número de expositores e destacou também a presença de animais e a qualidade da representação do setor. “Aumentámos o número de expositores. Eu julgo que a APORMOR também registou um número recorde de expositores, expositores e de animais e de qualidade e, portanto, é um bom sinal para o futuro e para esta feira de Montemor”, afirmou.

Na mesma cerimónia, o presidente da direção da APORMOR, Joaquim Capoulas, destacou a importância de Montemor-o-Novo na promoção e valorização do mundo rural, defendendo a designação do concelho como “Capital Nacional da Pecuária Extensiva”, que a associação afirma desde 2015. “É algo intitulado a Capital Nacional da Pecuária Extensiva, desde 2015 que o afirmamos, mas é reconhecido por toda a gente, porque é aqui em Montemor que acontecem todos os eventos que celebram o mundo rural e as atividades do território rural, do ponto de vista económico, do ponto de vista ambiental, do ponto de vista cultural”, afirmou.

Joaquim Capoulas salientou o papel da APORMOR na promoção destas iniciativas e defendeu que o atual contexto europeu representa uma oportunidade para reforçar a importância do setor agroalimentar, nomeadamente no âmbito da soberania alimentar. “Nós temos que aproveitar a onda que começou a vir da Europa, onde foi reconhecido que a soberania também é alimentar. A soberania não é um conceito vago onde se arranjam uma quantidade de armas, umas mais destruidoras, outras menos, mas sem alimentos não há soberania que resista”, afirmou.

O dirigente recordou ainda um colóquio promovido pela APORMOR em 2022, no qual participaram deputados de diferentes forças políticas e que teve como objetivo discutir a importância do setor agroalimentar.

Joaquim Capoulas considerou que, na altura, o debate não teve o reconhecimento que a associação esperava. “No final, aquilo foi uma frustração que dali saiu, porque ninguém reconhecia a importância do agroalimentar como fator essencial de soberania”, recordou.

Na sua perspetiva, o cenário entretanto alterou-se, com uma maior valorização do setor agroalimentar nas políticas europeias e um reconhecimento crescente da importância do mundo rural. “Felizmente a onda mudou, inclusivamente nas políticas europeias já vem medida a dizer que o agroalimentar é importante e que temos que defender o rural”, afirmou.

Joaquim Capoulas criticou ainda algumas das políticas implementadas nas últimas décadas, considerando que contribuíram para o afastamento entre as decisões políticas e a realidade de quem vive e trabalha no campo.

O presidente da APORMOR defendeu, por isso, uma maior valorização da atividade agrícola e pecuária e destacou a pecuária extensiva como um modelo com um papel relevante na sustentabilidade e na preservação do território.

A Feira da Luz/EXPOMOR 2026 prossegue até segunda-feira, 7 de setembro, em Montemor-o-Novo, com um programa que combina a promoção do setor agropecuário e do mundo rural com atividades culturais, económicas, gastronómicas e de animação.

Nesta quinta-feira, dia 3 de setembro é Ana Moura que sobe ao Palco principal do certame a parir das 22.00 horas. Ás 23.30 horas no palco tasquinhas, o concerto é com New Balkan Collective e Gil Dionísio.

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