O Castelo de Marvão transforma-se este domingo, dia 6 de setembro, entre as 15h00 e as 17h00, no palco da primeira edição do Marvão Airshow. Sob o mote “O Alentejo de Alto Para Baixo”, o evento vai reunir seis aeronaves de características distintas, que vão executar manobras acrobáticas a velocidades até 400 km/h junto às muralhas históricas da vila. Entre os pilotos confirmados estão Luís Garção, aos comandos do Extra 330 LT, Hélder Guerreiro no RV7, Pedro Cunha Pereira no Citabria, Jérôme Chevalley no histórico L4 Grasshopper, e a dupla José Figueiredo e Carlos Costa, em voos de parelha com os modelos Varieze e RV6.
Para o Vice-Presidente da Câmara Municipal, Luís Costa, esta é uma aposta pioneira que visa posicionar Marvão como o “Destino da Adrenalina”, com o objetivo de atrair milhares de visitantes e dinamizar a economia local, nomeadamente a hotelaria e a restauração. O município espera ainda que o novo formato contribua para reforçar a projeção internacional da marca cultural do Alto Alentejo.
A Repsol recebeu o Título Digital de Exploração para as duas novas unidades industriais do Projeto Alba, no Complexo Industrial de Sines. A entrega da autorização, realizada esta quarta-feira, 2 de setembro, representa um passo decisivo para a entrada em funcionamento das novas fábricas de polipropileno e polietileno.
O Projeto Alba representa um investimento de cerca de 820 milhões de euros, considerado pela Repsol o maior investimento na área industrial em Portugal nos últimos dez anos. As duas unidades terão uma capacidade conjunta de produção de 600 mil toneladas por ano, destinadas sobretudo aos mercados internacionais, reforçando a capacidade exportadora nacional. Durante a construção foram empregadas cerca de 1.300 pessoas nos períodos de maior atividade, estando previstos 100 postos de trabalho diretos e cerca de 300 indiretos na fase de operação.
O projeto inclui ainda uma nova plataforma logística, produção de energia fotovoltaica para autoconsumo e um eletrolisador de hidrogénio renovável de 4 MW. O hidrogénio será utilizado no próprio complexo industrial e deverá permitir reduzir cerca de seis mil toneladas de CO₂ por ano.
A Universidade Sénior de Monforte dá início ao ano letivo 2026/2027 no próximo dia 15 de setembro, numa sessão marcada para as 14 horas, no Centro de Educação, Formação e Universidade Sénior (CEFUS).
A abertura do novo ano será assinalada com a presença do humorista, ventríloquo, ator e autor João Seabra.
A iniciativa pretende assinalar o arranque de mais um ano dedicado à partilha entre os alunos da Universidade Sénior de Monforte.
A Casa da Cultura de Elvas recebe, de 4 a 30 de setembro, uma exposição de programas das Festas de São Mateus, pertencentes à coleção de Jacinto César.
A mostra reúne programas de diferentes edições das Festas em Honra do Senhor Jesus da Piedade e da tradicional Feira de São Mateus, permitindo aos visitantes acompanhar a evolução gráfica e visual dos materiais produzidos ao longo de várias décadas.
A exposição pretende preservar a memória de uma das mais importantes celebrações religiosas e populares de Elvas, dando também a conhecer diferentes formas de representar a cidade, o seu património, as tradições e a devoção ao Senhor Jesus da Piedade.
A inauguração está marcada para sexta-feira, 4 de setembro, às 17h00, na Casa da Cultura. A exposição poderá ser visitada até 30 de setembro.
Afonso Pires, de Elvas, concluiu o ensino secundário com uma média de 19,4 valores, um resultado que lhe abriu as portas para qualquer opção no ensino superior.
Antigo aluno da Escola Secundária de D. Sancho II, o jovem elvense vai agora prosseguir os estudos na capital, onde ingressou na licenciatura em Matemática Aplicada à Economia e à Gestão, no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) da Universidade de Lisboa. A escolha surge depois de ponderar várias áreas, entre elas Engenharia Aeroespacial e Medicina, num processo de decisão que, confessa, não foi fácil.
Em entrevista à Rádio ELVAS, Afonso admite que, quando entrou no ensino secundário, nunca imaginou alcançar uma classificação final tão elevada. “Nunca pensei de início, quando cheguei ao secundário, que iria acabar com esta média”, confessa. O resultado foi fruto, segundo explica, de muito trabalho e de uma estratégia de estudo organizada, mas também da capacidade de encontrar um equilíbrio entre a escola e a vida pessoal.
“Procurei sempre trabalhar bastante, estudar, embora sempre tentando estudar de maneira minuciosa, estudar aquilo que é preciso e saber também gerir o tempo livre”, afirma.
Para Afonso, estudar muitas horas não é, por si só, garantia de bons resultados. O jovem considera fundamental manter uma vida equilibrada, com espaço para convívio e outras atividades. “Não podemos limitar-nos a estudar porque isso prejudica-nos. É preciso que mantenhamos uma vida social e outras atividades para conseguirmos ter mais energia para estudar e conseguir melhores resultados”, defende.
Uma evolução ao longo do secundário
Embora já fosse um bom aluno no terceiro ciclo, Afonso reconhece que a entrada no secundário representou uma mudança significativa. O novo ritmo de trabalho e a importância das classificações na construção da média trouxeram inicialmente algumas dúvidas.
Ainda assim, o percurso foi de crescimento contínuo. As notas foram melhorando do 10.º para o 11.º ano e, posteriormente, para o 12.º ano, até atingir os 19,4 valores finais. O jovem rejeita, por isso, a existência de uma “fórmula mágica” para alcançar bons resultados.
“Cada um de nós tem que se adaptar àquilo que melhor resulta para cada um. Não há um método universal que resulte para toda a gente”, considera.
A pressão para manter as classificações, essa sim, acabou por fazer parte do percurso. Mas Afonso garante que nunca sentiu uma exigência especial por parte dos pais. “A pressão que depois eventualmente senti é a pressão de manter as notas”, explica.
Entre Matemática, Letras e muitas dúvidas
Com uma média de 19,4 valores, Afonso tinha praticamente todas as portas abertas. A escolha do curso acabou, porém, por não ser fácil.
O jovem elvense sempre revelou interesse por áreas distintas, tanto pelos números como pelas letras, o que tornou a decisão ainda mais complexa.
Entre as possibilidades esteve a Engenharia Aeroespacial, área pela qual sente interesse, e até Medicina, uma opção frequentemente associada aos alunos com médias muito elevadas.
No entanto, acabou por concluir que a área da Saúde não correspondia tanto à sua vocação e teve também algumas reservas quanto à possibilidade de seguir Engenharia Aeroespacial.
A escolha recaiu no curso de Matemática Aplicada à Economia e à Gestão, sobretudo pela sua versatilidade. “Escolhi este curso pelo facto de ter uma grande versatilidade de saídas e ter realmente várias hipóteses que posso vir a seguir no futuro”, explica.
Consultoria, análise de risco, economia, gestão e até áreas relacionadas com a matemática e investigação estão entre as possibilidades profissionais que o curso poderá proporcionar.
“O importante é seguirmos o nosso sonho”
Afonso deixa também uma mensagem para outros jovens que, perante uma média elevada, possam sentir-se pressionados a escolher um determinado curso superior. Na sua perspetiva, ter boas notas não deve significar seguir obrigatoriamente Medicina, Engenharia ou outra área tradicionalmente associada ao sucesso escolar.
“O que é importante é seguirmos o nosso sonho, a nossa vocação, aquilo que achamos que é melhor para nós”, sublinha.
O próprio é exemplo dessa indecisão. Apesar do excelente desempenho escolar, admite que chegou ao final do secundário sem ter uma profissão ou área perfeitamente definida. Quando era criança chegou a imaginar-se ator, mas nunca teve uma ideia concreta sobre aquilo que queria fazer no futuro.
Afonso considera que esta dificuldade é natural, tendo em conta a idade dos jovens quando são chamados a tomar uma das primeiras grandes decisões sobre o seu futuro.
Uma nova etapa em Lisboa
A entrada no ensino superior representa agora uma mudança significativa. Afonso já esteve em Lisboa, onde teve os primeiros contactos com a nova realidade académica durante a semana de receção.
A primeira impressão foi positiva e o jovem mostra-se confiante para enfrentar a nova etapa, embora reconheça o inevitável nervosismo perante uma mudança tão importante. “É uma mudança muito grande nas nossas vidas”, afirma.
Quanto ao futuro depois da licenciatura, todas as hipóteses continuam em aberto. Ficar em Portugal, procurar uma oportunidade no estrangeiro, permanecer em Lisboa ou regressar ao Alentejo são possibilidades que Afonso ainda não exclui.
Por enquanto, prefere seguir uma etapa de cada vez. A licenciatura será apenas o primeiro passo, podendo depois optar por diferentes mestrados e áreas de especialização.
Sem fórmulas mágicas, sem uma profissão previamente definida e sem medo de admitir dúvidas, Afonso Pires inicia assim uma nova etapa com uma certeza: há muitas portas abertas e tempo para descobrir qual delas quer atravessar.
O Regimento de Cavalaria N.º3 (RC3) promove, nos dias 4 e 5 de setembro, um conjunto de iniciativas para assinalar o seu 319.º aniversário e o centenário da elevação de Estremoz a cidade.
O programa pretende celebrar a história, as tradições e as tradições do Regimento e do concelho, reforçando também a ligação entre a instituição militar e a comunidade.
Entre as iniciativas está a tradicional Marcha a Cavalo de Elvas a Estremoz. Amanhã, 4 de setembro, a marcha parte às 8h00 do Museu Militar de Elvas, com passagem pela Terrugem, pelas 12h00, e chegada prevista a Vila Viçosa pelas 18h00. No dia seguinte, 5 de setembro, a saída de Vila Viçosa está marcada para as 8h30, com passagem pelos concelhos de Borba e Estremoz e chegada prevista ao RC3, em Estremoz, prevista para as 12h00.
Também no dia 5 de setembro realiza-se o 8.º Passeio de Automóveis Clássicos e o 4.º Passeio de Motorizadas Antigas “Dragões de Olivença”, com partida do RC3, às 8h45, e chegada prevista para as 12h00.
As comemorações incluem ainda, entre 16 e 19 de setembro, uma exposição sobre a evolução da Cavalaria, intitulada “Desde o Cavalo até ao Carro de Combate LEOPARD 2A6 em Teatro de Operações”. A mostra estará patente na Parada MACONTENE do RC3, entre as 09h00 às 17h00, apresentando a evolução da Cavalaria, desde a utilização do cavalo até aos modernos meios blindados.
A entrada nas iniciativas é livre, estando as atividades que impliquem participação sujeitas a inscrição prévia.
Para informações e inscrições, os interessados podem contactar o RC3 através do telefone 266 337 600, solicitando ligação para a Seção de Operações e Segurança ou pelo email rc3.sois@exercito.pt.
O Cemitério Público de Elvas é o próximo espaço a visitar no âmbito da iniciativa “Percursos pelo Património”, promovida pela Câmara Municipal de Elvas.
A visita realiza-se este sábado, 5 de setembro, às 10 horas, e será orientada por Margarida Ribeiro, que irá dar a conhecer a história, a arquitetura e alguns dos elementos de interesse patrimonial existentes no local.
A iniciativa pretende proporcionar aos participantes uma oportunidade para conhecerem melhor um local que, além da sua função, constitui um importante testemunho da memória coletiva da cidade e do percurso de várias gerações de elvenses.
Os monumentos e museus municipais de Elvas vão estar abertos ao público na próxima segunda-feira, 7 de setembro, permitindo a visita aos diferentes espaços culturais e patrimoniais da cidade.
Esta abertura excecional, revela a Câmara Municipal de Elvas, tem em consideração a celebração, na terça-feira, do Dia da Extremadura, feriado que deverá trazer à região um maior número de visitantes, nomeadamente provenientes da vizinha cidade de Badajoz.
O Município de Elvas convida residentes e turistas a aproveitar esta oportunidade para conhecer o património histórico, cultural e museológico da cidade, classificada como Património Mundial pela UNESCO.
O Moto Clube Alentejano de Elvas promove, este sábado, 5 de setembro, a festa “Remember Europa – Pura Nostalgia”, a partir das 22h30, prometendo uma noite marcada pela música, pelas recordações e por grandes êxitos de outros tempos.
A iniciativa convida o público a fazer uma viagem musical ao passado, recuperando temas que marcaram diferentes gerações e que continuam a ocupar um lugar especial na memória de todos.
O evento pretende, desta forma, proporcionar uma noite de convívio e animação, num ambiente repleto de nostalgia e boas lembranças.
Entrou em Engenharia Aeroespacial com 19 valores, mas garante que não precisou de trocar a adolescência pelos livros. Para Miguel Miranda, de Campo Maior, o segredo para alcançar uma média de excelência esteve menos em estudar sem parar e mais em saber gerir o tempo — incluindo aquele que não era passado a estudar.
Foi com esta média final que Miguel entrou na licenciatura de Engenharia Aeroespacial do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, um resultado que é, naturalmente, motivo de orgulho, mas que o jovem campomaiorense atribui sobretudo a muito trabalho e organização.
“É saber gerir bem” o tempo de estudo, explica, reconhecendo, ainda assim, que chegar a este patamar de excelência exigiu “um estudo intenso”.
“Ao longo do ano fui fazendo o máximo possível, mas sempre sabendo quando tinha de estudar, mas também quando tinha de parar, que também é importante”, revela em declarações à Rádio ELVAS/Rádio Campo Maior.
É precisamente esse equilíbrio que Miguel considera fundamental. Entre livros, aulas e momentos de lazer, a estratégia passou por “planificar e organizar muito bem o estudo”, sem deixar de lado a vida social.
“Sinto que não perdi nada da minha adolescência. Felizmente, sempre consegui ter a minha vida social, por isso, acho que não foi nada demais ficar apenas uns minutinhos a mais com os livros”, acrescenta.
A entrada em Engenharia Aeroespacial também não surgiu de uma decisão tomada de um dia para o outro. Miguel admite que sempre teve curiosidade por tudo o que estivesse relacionado “com aviões, o espaço e tudo o que voasse”, mas foi com o tempo que encontrou o caminho que queria seguir. “A escolha definitiva só surgiu com o tempo”, explica.
E se o presente já está definido, o futuro ainda deixa espaço para várias possibilidades. Quanto às saídas profissionais, Miguel admite que ainda não tem uma decisão concreta. “Ainda não pensei muito sobre isso, mas penso estar a trabalhar em algo relacionado com a área ou, se calhar, ir para a Fórmula 1, por exemplo”, adianta.
Agora, com o início das aulas cada vez mais próximo, começa uma nova etapa e, com ela, um ritmo diferente daquele a que estava habituado no ensino secundário. Miguel sabe que terá de aumentar a intensidade, mas não prevê uma mudança radical na forma como encara o estudo. “O meu estudo não vai fugir muito ao que já era, um bocadinho mais intenso, porque o ritmo também vai ser outro”, remata.
O Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz, recebe este sábado, 5 de setembro a inauguração da exposição “Centenário de Elevação de Estremoz a Cidade 1926 – 2026”
A iniciativa assinala os 100 anos da elevação de Estremoz a cidade e pretende dar a conhecer, através de texto e imagem, a evolução do município ao longo do último século, nas suas diferentes áreas de atividade.
A cerimónia de inauguração está marcada para as 16 horas e contará também com a apresentação de um inteiro postal comemorativo dos CTT, alusivo ao centenário.
A exposição poderá ser visitada no Teatro Bernardim Ribeiro até 31 de dezembro.
Fé, tradição e juventude voltam a encontrar-se no Alandroal, que entre hoje e segunda-feira, 7 de setembro, recebe as Festas em Honra de Nossa Senhora da Conceição e o Festival da Juventude.
Durante cinco dias, a Praça da República e o Castelo tornam-se os principais palcos de uma programação que cruza a tradição religiosa com a música e o entretenimento, procurando atrair diferentes gerações e visitantes ao concelho.
De acordo com o presidente da Câmara Municipal do Alandroal, João Grilo, esta conjugação de eventos permite oferecer uma programação diversificada e atrativa, aproveitando a proximidade entre a Praça da República e o Castelo. “É de facto um modelo que temos vindo a afinar ao longo dos anos e que, de alguma forma, já transmite confiança a quem nos visita e a quem vive no concelho”, afirma o autarca, destacando a “dualidade” entre as festas tradicionais e religiosas e o Festival da Juventude.
João Grilo sublinha que a proximidade entre o Castelo e a Praça permite que o público acompanhe os diferentes momentos da programação ao longo da noite. “Há muito que as pessoas se habituaram a viver a festa até a uma determinada hora na Praça e depois a viver o Festival da Juventude no Castelo. E este modelo tem funcionado e vamos continuar a apostar nele”, assegura.
The Gift, Carolina de Deus e Nena são cabeças de cartaz
Esta quinta-feira, 3 de setembro, no primeiro dia das festas, é Carolina de Deus quem sobe ao palco. Amanhã, sexta-feira, dia 4, é a vez de Nena, seguindo-se, no sábado, dia 5, um dos momentos mais aguardados do programa, com a atuação dos The Gift. No domingo, dia 6, a programação fica marcada por uma atuação da Filarmónica Extravagante Uxu Kalhus com a Banda Filarmónica do Centro Cultural de Alandroal.
Para o presidente da Câmara, uma das principais novidades de cada edição do evento está precisamente no cartaz, que procura combinar nomes consolidados com novos talentos e diferentes estilos musicais.
João Grilo destaca a presença dos The Gift, uma das bandas portuguesas com maior reconhecimento nacional e internacional, considerando que o grupo deverá proporcionar “um bom concerto”.
Ao mesmo tempo, o Município mantém a aposta em artistas emergentes, como Carolina de Deus. “Há sempre espaço para os novos talentos e, portanto, nós ao longo dos anos temos sempre conseguido fazer essa ponte”, explica.
O autarca recorda, a título de exemplo, a passagem dos Amor Electro pelas festas de Alandroal numa fase inicial da carreira, salientando a intenção de continuar a apostar em projetos que possam afirmar-se no futuro.
A diversidade é, assim, uma das linhas orientadoras do programa, procurando responder a diferentes públicos e conciliar propostas de música popular, novos talentos, música tradicional e inovação.
Festival da Juventude mantém parceria com os jovens
O Festival da Juventude continua a ser desenvolvido através de uma parceria entre o Município e a Associação Jovem Alandroalense. Embora o financiamento seja assegurado pelo Município, a associação assume um papel importante na definição e organização da programação, permitindo que os próprios jovens tenham intervenção na escolha dos artistas e no modelo do festival.
“São os jovens que indicam e escolhem de alguma forma que artistas e que modelo de programação é que gostariam de ver”, explica João Grilo.
Esta edição do Festival da Juventude arranca esta quinta-feira com as atuações de Alan Briats e DJ Brat. Amanhã, sexta-feira, dia 4, sobem ao palco DJ Rastilho, DJ Dom e BREYTH, enquanto no sábado haverá espetáculos de Sampa Experience, MASTIKSOUL & Convidados e ainda de DJ T & Rebocho Percussion. O encerramento acontece no domingo, 6 de setembro, com Jorge Nunes e DJ Rastilho.
Associativismo com papel importante na dinamização de tasquinhas e bares
Na organização, quer no Festival da Juventude, quer nas festas, o município conta com a colaboração de outras associações locais, para além da Associação Jovem Alandroalente, nomeadamente no que diz respeito à dinamização de tasquinhas e bares.
O presidente da Câmara destaca esta colaboração como uma forma de apoiar o movimento associativo e, simultaneamente, permitir que as associações possam gerar receitas durante um dos períodos de maior movimento no concelho.
“O município aqui procura sempre dar prioridade e dar oportunidade às associações do Concelho que queiram trabalhar nestes momentos para também ajudar depois a desenvolver com as receitas que fazem neste período.”
Um momento de encontro no final do verão
Para além da componente cultural e recreativa, João Grilo considera que as festas assumem também uma importância económica e social para o concelho, atraindo pessoas que mantêm ligações familiares ou de amizade ao Alandroal, bem como visitantes dos concelhos vizinhos. “Aquilo que nós esperamos sempre é que isso se traduza também em visitantes e em dinâmica económica local”, afirma.
O autarca enquadra ainda as festas no calendário anual do concelho, considerando-as um momento de transição entre o final do verão e o regresso ao trabalho e às aulas. “As nossas festas marcam sempre este final de verão e o regresso ao trabalho, o arranque do ano letivo e de um conjunto de outras atividades e, portanto, é sempre também um momento especial para isso.”
Atividades tauromáquicas em destaque
As atividades tauromáquicas, como tem vindo a ser habitual, têm um lugar de destaque na programação das festas. Esta sexta-feira, às 17h30, haverá largada de touros no Largo de Santo António. No sábado haverá nova largada no mesmo local, às 9h30, seguindo-se, às 17h30, uma garraiada na Praça de Touros Joel Felizardo Rosado.
As atividades taurinas prosseguem no domingo com uma largada de touros marcada para as 18h00, novamente no Largo de Santo António. O programa termina na segunda-feira, às 21h00, com uma garraiada noturna na Praça de Touros Joel Felizardo Rosado.
Durante cinco dias, o Alandroal volta assim a conjugar fé, tradição, música e juventude, num programa pensado para envolver a população local e atrair visitantes ao concelho.
“As Coisas Também Fazem Testamento”, da autoria de António Maria Ramos, é a obra vencedora da quinta edição do Prémio Literário Hugo Santos, iniciativa promovida, desde 2022, pelo Município de Campo Maior, em homenagem ao autor campomaiorense falecido em novembro de 2018.
Nesta obra de poesia, e sob o pseudónimo Aurélio Vagar, António Maria Ramos convida o leitor a entrar em casa da sua avó Arcanja, em Aguiar, no concelho de Viana do Alentejo, onde passou grande parte da infância.
António Maria Ramos vence este prémio na primeira vez que escreve uma obra de poesia, depois de já ter vencido, também este ano, um outro concurso literário: o 15º Prémio Aldónio Gomes da Universidade de Aveiro, com a obra “A Sintaxe do Silêncio”.
“No meu mundo literário, se assim lhe posso chamar, é o segundo prémio que acabo por vencer e, curiosamente, ambos neste ano, apesar de já escrever desde que me conheço por alguém”, começa por dizer o autor, confessando que esta vitória acaba por ser “especial”, dado que foi a primeira vez que “mergulhou” numa “obra deste género”.
Apesar de considerar que não se trata de uma obra de grande complexidade, em “As Coisas Também Fazem Testamento” António Maria Ramos faz um retrato “não absoluto, mas quase” da casa da sua avó, que faleceu há cinco anos. Encontrando a casa “totalmente intacta”, tal e qual como a avó a deixou quando partiu, ali António deparou-se, ao ir passando de divisão em divisão, com “pormenores” que marcaram a sua infância e que viriam a servir de inspiração à sua escrita.
Com uma componente emocional “muito importante” para o autor, este livro, que sente que escreveu sobretudo com o coração, faz parte de um portefólio grande de trabalhos que já tem e que inclui obras dos mais diversos géneros literários, como romances e thrillers.
“Eu tentei colocar em palavras o que as coisas significam para mim”, explica o escritor, que confessa que, do seu ponto de vista, todos os objetos da sua avó continuam “vivos”, por se encontrarem exatamente no mesmo local em que os deixou.
A submissão de “As Coisas Também Fazem Testamento” ao prémio da Câmara de Campo Maior, revela ainda António Maria Ramos, aconteceu depois do “empurrão” dado por um colega, Manuel Saiote, que há muito se dedica à poesia. “Foi graças a ele e ao incentivo dele que acabei por me exprimir num género diferente, no qual eu não estaria de todo confortável, nem posso dizer que é o meu género predileto de escrita”, confessa.
Contrariamente ao que aconteceu sempre até então, e porque a sua relação com a poesia se tornou tão “peculiar”, a única pessoa que leu “As Coisas Também Fazem Testamento” antes da sua submissão ao concurso foi Manuel Saiote. Todas as outras obras que já escreveu, conta ainda o autor, foram sempre lidas, em primeiro lugar, pela sua esposa e, logo depois, pela sua irmã.
Com a conquista do Prémio Literário Hugo Santos, o autor verá a sua obra publicada em livro e receberá ainda 1.500 euros. Não escondendo a sua satisfação, António Maria Ramos diz-se muito grato, sobretudo, pela forma como é atribuído este prémio. “Este tipo de prémio, que primeiro lê e depois pergunta quem, permite que vários escritores acabem por ter uma oportunidade que, se calhar de uma outra forma, não teriam, porque o mercado tem um funcionamento muito restrito e seletivo. Desta forma, todos acabamos por ter uma oportunidade. Ao concorrer através de um pseudónimo, permite-nos ter alguém que nos leia, premiando ou não premiando, mas sabendo que aquilo que escrevemos, aquilo que queremos passar, acaba por ser lido por alguém”, assegura.
Natural de Évora, e gestor de profissão, liderando diariamente largas centenas de pessoas, António Maria Ramos gosta de dizer que a gestão o ensinou a ler as pessoas, enquanto a escrita lhe deu o poder de lhes reescrever o destino.
A GNR deteve 8.438 condutores por condução sob o efeito do álcool entre 1 de janeiro e 31 de julho de 2026, o equivalente a cerca de 280 detenções por semana. No mesmo período, foram registados 8.856 crimes de condução em estado de embriaguez.
Em Portugal, conduzir com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,20 g/l constitui crime rodoviário. Os dados da GNR mostram ainda que a maioria das detenções envolve condutores entre os 31 e os 64 anos, com destaque para a faixa dos 51 aos 64 anos, que contabilizou 2.450 detenções.
O risco aumenta sobretudo aos fins de semana, com maior incidência durante a madrugada, entre a meia-noite e as 6 horas. A GNR alerta para os perigos da condução sob o efeito do álcool e apela a que quem consome bebidas alcoólicas recorra a transportes alternativos ou escolha antecipadamente um condutor que não beba.
O espaço exterior da Escola Básica nº 1 de Santa Luzia, em Elvas, está a ser alvo de uma intervenção de requalificação, num investimento que ultrapassa os 150 mil euros.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão Almeida, a intervenção surgiu na sequência de uma necessidade identificada pelos encarregados de educação e pela direção do agrupamento de escolas, tendo a obra já entrado em fase de execução.
“Esta promessa que custa nada mais nada menos do que 158.100 euros para a requalificação da envolvente à escola primária de Santa Luzia foi solicitada tanto pelos encarregados da educação, como pela então senhora diretora”, afirma Rondão Almeida.
O presidente da Câmara destacou que a intervenção contempla a criação de um espaço destinado às crianças, nomeadamente para atividades lúdicas durante os períodos de recreio.
“As crianças quando vão entrar, com certeza que encontrarão um espaço lúdico para poderem brincar”, sublinha o autarca.
Apesar de a intervenção ainda se encontrar em curso, o autarca salienta que será necessário aguardar pela conclusão dos trabalhos para avaliar o resultado final da requalificação do parque infantil. “A obra ainda está em meio. Por isso, vamos aguardar para termos a oportunidade de ver como fica esse parque de diversão para as crianças brincarem no intervalo”, afirma.
Rondão Almeida adianta ainda que o objetivo do município passa por replicar este tipo de intervenção noutros estabelecimentos de ensino do concelho, de forma a melhorar as condições oferecidas às crianças. “O nosso objetivo é fazer o mesmo nos outros estabelecimentos de ensino”, remata.