
Entrou em Engenharia Aeroespacial com 19 valores, mas garante que não precisou de trocar a adolescência pelos livros. Para Miguel Miranda, de Campo Maior, o segredo para alcançar uma média de excelência esteve menos em estudar sem parar e mais em saber gerir o tempo — incluindo aquele que não era passado a estudar.
Foi com esta média final que Miguel entrou na licenciatura de Engenharia Aeroespacial do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, um resultado que é, naturalmente, motivo de orgulho, mas que o jovem campomaiorense atribui sobretudo a muito trabalho e organização.
“É saber gerir bem” o tempo de estudo, explica, reconhecendo, ainda assim, que chegar a este patamar de excelência exigiu “um estudo intenso”.
“Ao longo do ano fui fazendo o máximo possível, mas sempre sabendo quando tinha de estudar, mas também quando tinha de parar, que também é importante”, revela em declarações à Rádio ELVAS/Rádio Campo Maior.
É precisamente esse equilíbrio que Miguel considera fundamental. Entre livros, aulas e momentos de lazer, a estratégia passou por “planificar e organizar muito bem o estudo”, sem deixar de lado a vida social.
“Sinto que não perdi nada da minha adolescência. Felizmente, sempre consegui ter a minha vida social, por isso, acho que não foi nada demais ficar apenas uns minutinhos a mais com os livros”, acrescenta.
A entrada em Engenharia Aeroespacial também não surgiu de uma decisão tomada de um dia para o outro. Miguel admite que sempre teve curiosidade por tudo o que estivesse relacionado “com aviões, o espaço e tudo o que voasse”, mas foi com o tempo que encontrou o caminho que queria seguir. “A escolha definitiva só surgiu com o tempo”, explica.
E se o presente já está definido, o futuro ainda deixa espaço para várias possibilidades. Quanto às saídas profissionais, Miguel admite que ainda não tem uma decisão concreta. “Ainda não pensei muito sobre isso, mas penso estar a trabalhar em algo relacionado com a área ou, se calhar, ir para a Fórmula 1, por exemplo”, adianta.
Agora, com o início das aulas cada vez mais próximo, começa uma nova etapa e, com ela, um ritmo diferente daquele a que estava habituado no ensino secundário. Miguel sabe que terá de aumentar a intensidade, mas não prevê uma mudança radical na forma como encara o estudo. “O meu estudo não vai fugir muito ao que já era, um bocadinho mais intenso, porque o ritmo também vai ser outro”, remata.















