
Os municípios de Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Sousel e Vila Viçosa defendem que a futura Grande Área de Acolhimento Empresarial, anunciada pelo Governo para o Interior do Alentejo, seja instalada junto à Estação Técnica n.º 2 da nova linha ferroviária do Corredor Internacional do Sul.
A proposta foi apresentada recentemente numa reunião na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, onde os sete municípios deram a conhecer ao presidente da entidade, Ricardo Pinheiro, os argumentos que sustentam a localização.
“Há aqui uma vontade de potenciar aquilo que é o Corredor Internacional do Sul”, afirma o presidente da CCDR Alentejo, defendendo que esta estratégia poderá transformar a zona do Alentejo Central mais próxima da raia num “polo avançado” de armazenamento e apoio à atividade económica associada à região de Sines.
Ricardo Pinheiro acrescenta que também os municípios de Campo Maior e Elvas já realizaram reuniões formais com a CCDR Alentejo, tendo apresentado igualmente as suas perspetivas sobre a futura localização da área empresarial.
“De facto, numa altura em que o Governo pretende dinamizar seis localizações no PTRR, faz todo o sentido que existam bons estudos que justifiquem aquilo que serão os critérios do Governo, mas também a articulação com a CCDR”, sublinha.
Apesar de os critérios definitivos para a escolha das novas áreas empresariais ainda não serem conhecidos, Ricardo Pinheiro considera que a decisão deverá ter em conta um conjunto alargado de fatores. Entre eles está, desde logo, a proximidade à ferrovia e a grandes centros industriais, mas também às redes de telecomunicações de alta capacidade ligadas a Sines e aos cabos submarinos que asseguram as ligações entre a Europa e a América através do território alentejano.
Ricardo Pinheiro aponta ainda a proximidade às condutas de gás natural e às redes de abastecimento de água como fatores relevantes para a instalação de grandes empresas e plataformas industriais e logísticas.
“Hoje há um conceito de real estate que obriga que as grandes plataformas de logística ou de outras áreas industriais se movam em forma de critérios de regulação”, explica.
Outro dos critérios considerados determinantes prende-se com os instrumentos de gestão territorial. Para o presidente da CCDR Alentejo, a existência de Planos Diretores Municipais alinhados com o Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo poderá facilitar ou dificultar a concretização de grandes projetos empresariais. “Está na altura do Alentejo assumir uma captação de um investimento externo potente à escala europeia, mas também mundial”, defende Ricardo Pinheiro.
A capacidade de ligação às redes de transporte e distribuição de energia elétrica deverá igualmente integrar a avaliação. O presidente da CCDR considera que este é um dos fatores essenciais para a atração de grandes investimentos, numa altura em que a região procura afirmar-se como território competitivo para a instalação de projetos de dimensão nacional e internacional.
A localização da futura Grande Área de Acolhimento Empresarial deverá, assim, resultar da conjugação de critérios definidos pelo Governo com a avaliação das características e potencialidades de cada território, num processo que deverá envolver também a CCDR Alentejo e os municípios interessados.















