Jovem campomaiorense Catarina Pereira começa a afirmar-se no blues com nova banda

A banda Cat, Phill and The Blues Dogs, liderada pela voz da campomaiorense Catarina Pereira, depois da estreia em Campo Maior, em julho, voltou à vila para um concerto muito especial, no decorrer das Festas do Povo.  

O concerto no evento maior de Campo Maior levou público ao Jardim Municipal e, apesar de alguma “estranheza inicial” perante um projeto ainda recente e pouco conhecido entre os campomaiorenses, a reação foi crescendo ao longo da atuação. Para Catarina Pereira, conquistar quem estava a assistir era uma parte essencial do desafio.

“O papel do músico não é só fazer boa música, mas também tentar conquistar e captar o público que está a ver”, explica a vocalista, que confessa ter ficado satisfeita com a receção. No dia seguinte ao concerto, chegou mesmo a ouvir de algumas senhoras mais velhas que tinham “adorado” a atuação.

A presença em Campo Maior marcou a segunda atuação da banda na terra natal de Catarina durante este verão, depois da participação no Festival Raya. O projeto, que nasceu há cerca de um ano, junta músicos brasileiros e a jovem cantora e compositora campomaiorense, numa mistura que Catarina considera especial.

Um projeto para continuar a crescer

Com apenas 21 anos, Catarina Pereira assume este projeto como uma aposta séria no blues, género musical que diz adorar. Apesar de não saber ainda onde a banda a poderá levar, a cantora tem uma ambição clara: continuar a fazer música, cantar, compor e mostrar aquilo que sabe fazer melhor.

“Espero que isto me leve longe, que mostre aquilo que consigo fazer e aquilo que faço de melhor, que é cantar e compor”, afirma.

Os restantes elementos da banda encontram-se atualmente radicados em Coimbra, cidade onde Catarina estuda e onde também decorrem os ensaios. A distância entre Coimbra e Campo Maior não impediu, contudo, que o projeto tivesse já duas passagens pelo concelho neste verão.

Questionada sobre os grandes palcos onde gostaria de atuar, Catarina não hesita: “São todos.” Seja um grande festival ou um palco mais pequeno, a prioridade é continuar a levar a música ao público. “Desde que nos queiram ouvir, qualquer palco serve”, resume.

Entre o blues, a composição e a vontade de chegar cada vez mais longe, Cat, Phill and The Blues Dogs começa a afirmar-se como um projeto a acompanhar. E, depois de duas passagens por Campo Maior neste verão, Catarina deixa a porta aberta para novos palcos — em Portugal ou além-fronteiras — com a mesma disponibilidade: tocar onde houver quem queira ouvir.

Universidade de Évora preenche 91% das vagas na primeira fase de acesso ao Ensino Superior

Na Universidade de Évora (UÉ) ficaram colocados 1281 estudantes através do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino
Superior (CNA) 2026/27, o que significa que 90,7 % das vagas foram preenchidas logo na 1ª fase. Em comparação com a fase
homóloga de 2025, quando ficaram preenchidas 87% das vagas, regista-se um acréscimo de 3,7%.

Neste ano letivo a UÉ disponibilizou 1412 vagas, distribuídas por 40 cursos de Licenciatura e Mestrado Integrado, 23 dos quais preencheram a totalidade das vagas. 
Para António Candeias, Reitor da Universidade de Évora, “os resultados obtidos são francamente bons. Nos casos em que se verificaram mais dificuldades, a Reitoria irá estudar como melhorar a atratividade”.

As vagas que não foram preenchidas na 1.ª fase do CNA estarão disponíveis na 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior 2026, cujas candidaturas decorrerão entre 24 de agosto e 20 de setembro.  Ao número de colocados pelo CNA 26/27 acrescem os estudantes que ingressam na UÉ através das restantes vias de acesso, como o concurso local em Música, Maiores de 23 anos, estudantes internacionais e outros regimes e concursos especiais de ingresso.

Obras arrancam no Castelo de Barbacena para dar lugar a hotel de charme

As obras de requalificação do Castelo de Barbacena, no concelho de Elvas, arrancaram muito recentemente, concretizando o projeto anunciado em fevereiro de 2025 pela empresa Chaves do Areeiro, que prevê transformar o imóvel histórico num hotel de charme, com 12 quartos, num investimento estimado em cerca de quatro milhões de euros.

O arranque da empreitada marca o início de um processo de recuperação há muito aguardado para este monumento de elevado valor patrimonial, depois de o projeto ter sido aprovado pelo Ministério da Cultura e pela Câmara Municipal de Elvas.

A intervenção prevê a requalificação integral do imóvel, respeitando as condicionantes impostas pela tutela do património. No exterior, está prevista a recuperação da imagem arquitetónica do castelo, através da reprodução dos elementos que caracterizavam o edifício no passado. No interior, serão realizadas as alterações necessárias à adaptação do espaço às funções de uma unidade hoteleira, sem desvirtuar as características patrimoniais do imóvel.

De acordo com o anunciado pela empresa, a nova unidade deverá criar, pelo menos, seis postos de trabalho, com a expectativa de que estes sejam preenchidos, sobretudo, por pessoas do concelho de Elvas.

Quando o investimento foi apresentado, em fevereiro do ano passado, o CEO da Chaves do Areeiro, Paulo Luz, explicou que a entrada no setor hoteleiro surgia no âmbito de uma estratégia de investimento da empresa, que tem apostado na aquisição e recuperação de património e instalações, procurando devolver-lhes atividade e capacidade de gerar emprego.

O projeto para Barbacena prevê uma intervenção numa área de cerca de nove mil metros quadrados e inclui ainda a construção de uma piscina. A empresa admitiu também, numa fase posterior, a possibilidade de adaptar a zona dos antigos balneários para a criação de um espaço de spa.

A componente arqueológica constitui uma das condicionantes da intervenção, devido à dimensão e ao valor histórico do conjunto. A empreitada tem uma duração inicialmente estimada em cerca de dois anos, apontando o calendário previsto para a conclusão dos trabalhos para 2027, caso a obra decorra de acordo com o planeamento.

O arranque dos trabalhos representa, assim, um passo concreto na recuperação de um dos mais importantes elementos patrimoniais de Barbacena e responde à expectativa manifestada pelo presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão Almeida, aquando do anúncio do investimento, de que fosse finalmente possível assistir à recuperação daquele património histórico.

Com a intervenção agora no terreno, o Castelo de Barbacena prepara-se para ganhar uma nova função, conciliando a preservação do património com a criação de uma nova oferta turística no concelho de Elvas.

A primitiva edificação do Castelo de Barbacena remonta ao reinado de D. Afonso III, entre 1248 e 1279, tendo o imóvel sido reconstruído durante o reinado de D. Manuel I, entre 1495 e 1521. O castelo foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 24 de janeiro de 1967 e, apesar do seu relevante valor histórico e arquitetónico, encontra-se em propriedade privada.

Com o início das obras, o projeto anunciado há cerca de um ano e meio deixa de estar apenas no papel e entra agora numa nova fase: a da recuperação efetiva do Castelo de Barbacena e da sua transformação numa unidade hoteleira.