
Os consumidores com contratos de crédito à habitação revistos em julho vão enfrentar uma nova subida na prestação mensal, impulsionada pelas médias da Euribor registadas em junho em todas as maturidades. Embora os aumentos atuais sejam considerados moderados, representam um esforço acrescido e um teste exigente à capacidade financeira de milhares de agregados familiares. Para muitas famílias, a prestação da casa já é a despesa mais pesada do orçamento, pelo que qualquer agravamento reduz diretamente o dinheiro disponível para o dia a dia.
A DECO alerta que uma subida de poucas dezenas de euros pode ser o suficiente para desequilibrar as contas de quem já vive com o orçamento severamente pressionado pelo custo de vida generalizado. Esta perda de margem financeira afeta a capacidade de suportar outras despesas essenciais e inadiáveis, tais como a alimentação, a energia, a educação ou os transportes. Perante este cenário, a associação reforça a importância de preparar o orçamento familiar com antecedência, analisar prioridades de consumo e, se necessário, procurar renegociar as condições do crédito antes que se entre em situação de incumprimento.
Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:















