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PCP de Portalegre considera que “não é com propaganda que a vida dos trabalhadores melhora”

O Executivo da DORPOR do PCP, reunido em Portalegre a 29 de Abril de 2026 procedeu à análise da situação política e social que se vive no país e na região e definiu as tarefas que se lhes colocam no imediato. 

50 anos após a aprovação da Constituição da República Portuguesa e 52 anos depois do 25 de Abril de 1974, a situação nacional é hoje marcada “por graves problemas estruturais que impedem o desenvolvimento e progresso social do país”, de acordo com o partido. 

“Problemas que se manifestam nas dificuldades da maioria da população, que vai sobrevivendo com baixos salários, baixas pensões, o elevado custo de vida, a contínua degradação dos serviços públicos, a fragilização das estruturas do Estado, as dificuldades no acesso à saúde, à habitação. Dificuldades para os trabalhadores e o povo que contrastam com a opulência dos grupos económicos e multinacionais que acumulam lucros colossais às nossas custas.  

Mas, se é esta, hoje, a situação do país, não é por culpa da Revolução do 25 de Abril, nem da Constituição, mas sim da política de direita de confronto com os Valores de Abril, de desrespeito, incumprimento e subversão da Constituição. Culpa das opções políticas erradas por sucessivos governos do PS, PSD e CDS, com o apoio do Chega e da IL. Situação política que é igualmente indissociável da guerra que o imperialismo promove e a que o PSD, CDS, Chega e IL atrelaram o país e cujas consequências o povo é chamado a pagar.  

No território, particularmente entre os idosos e os setores com rendimentos mais baixos, voltam a fazer-se opções entre o medicamento ou o pão e os jovens continuam a ver adiado o seu futuro. 

Enquanto os trabalhadores e as famílias fazem diariamente “milagres” para sobreviverem, a GALP arrecada, só no primeiro trimestre do ano 272 milhões de euros de lucros, mais 41% do que arrecadou em igual período do ano anterior e as grandes superfícies comerciais arrecadam lucros obscenos. 

O Distrito de Portalegre continua adiado. 

As acessibilidades que continuam a isolar-nos são geralmente motivo de propaganda e anúncios formais, mas continuam sem sair do papel. 

A eletrificação da Linha do Leste (fundamental para o distrito na sua ligação ao centro e ao norte do país) e a modernização do material circulante, o aumento de ligações e melhoria de horários e a recuperação das estações, continuam a estar apenas na nossa necessidade. 

As necessárias, reclamadas e prometidas, vias rodoviárias que nos garantam a ligação entre a A6 e a A23, a ligação segura entre Portalegre e Elvas, a finalização do IC 13 em toda a sua extensão, o fim do isolamento de Avis, Ponte de Sor e Sousel, a ligação Alentejo/Beiras/Extremadura através da ponte Nisa-Cedillo, continuam a não ser mais nada que instrumentos de propaganda. 

O retomar das obras no Pisão é uma situação que se saúda, mas que não nos permite esquecer quer as décadas de espera pelo seu início, quer as recentes trapalhadas que foram travando a prossecução da obra. 

Entretanto, persistem as operações de “animação” com propaganda (muita) e alguns anúncios, o último dos quais o da instalação no distrito, do campo de tiro que vai ter que sair de Alcochete, uma situação anunciada de forma atabalhoada e que levou o Grupo Parlamentar do PCP a apresentar um pedido de esclarecimento na Assembleia da República.  

O Governo PSD/CDS, os seus aliados IL e Chega e os interesses a quem servem afadigados com as tentativas de desmantelar Abril não encontram tempo e vontade para resolverem as situações a que, no distrito de Portalegre, deixaram chegar os tribunais e os agentes da justiça, para retirar da situação de pousio o vasto património do Instituto de Reintegração de Vila Fernando – Elvas ( o mesmo fazem os seus representantes e apoiantes, em Portalegre, com o espaço Robinson e o Núcleo Museológico onde “apodrecem” muitos milhares de euros de dinheiro público desbaratado. 

A Luta é o caminho! 

Com o anúncio do pacote laboral, os trabalhadores deparam-se com mais uma violenta agressão aos seus direitos fundamentais. Temos já hoje uma legislação laboral desfavorável aos trabalhadores, da responsabilidade de governos de PSD, CDS e PS, com normas gravosas que é preciso revogar. Esta proposta de retrocesso, com cheiro a troika, não só mantém o que é profundamente negativo, como ainda pretende piorar a vida de quem trabalha. O que está em causa: despedimentos à vontade do patrão; precariedade alargada e normalizada; horários ainda mais desregulados e trabalho não pago; limitação ao direito de amamentação, a horário flexível, trabalho a tempo parcial, pretendendo obrigar pais de filhos menores de 12 anos a trabalhar à noite, aos feriados e fins de semana e ainda e eliminar o luto gestacional; o ataque aos direitos de organização dos trabalhadores, à greve, à liberdade sindical; agravar ainda mais os baixos salários e desvalorizar as profissões e carreiras.  

Mas a luta está aí, nos locais de trabalho e nas ruas, a luta dos trabalhadores e das populações e as enormes demonstrações de vontade em defender Abril e a Constituição que o consagra. 

O Executivo da DORPOR saúda os trabalhadores e a população do distrito de Portalegre que saíram à rua em luta pelos seus legítimos interesses e contra as políticas e práticas da direita. Saúda todos os que inundaram ruas e praças comemorando Abril. Saúda os trabalhadores que, na sexta-feira, celebraram em luta o 1º de Maio, na concentração e desfile no centro da cidade de Portalegre, dizendo que estão presentes e disponíveis para continuar a lutar contra o aumento do custo de vida, pelos direitos laborais! Saudamos ainda, o anúncio feito pela CGTP-IN, da marcação da Greve Geral, para dia 3 de Junho.  

O Executivo da DORPOR do PCP exorta os trabalhadores e a população a continuar o combate, no imediato garantindo a participação massiva na Greve Geral e dando-lhe seguimento nas ações a definir pelo movimento sindical para de uma vez por todas derrotar o PACOTE LABORAL”. 

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