
“Este Ano Há Festas”: assim se chama a peça que o Centro de Talentos Alice Nabeiro apresenta, no domingo, 22 de março, pelas 17 horas, no Centro Cultural de Campo Maior, no âmbito do Mês do Teatro.
O espetáculo, que celebra a identidade de Campo Maior e a tradição das Festas do Povo, tal como explica a encenadora, Ana Paio, estava já escrito desde 2020, numa altura em que tudo apontava para que o evento maior do concelho se realizasse em 2021. A peça, na altura, que era para ter como título “Para o ano há festas”, esteve guardada na gaveta até há relativamente pouco tempo. “Como já tínhamos este trabalho feito, aproveitámos para o lançar este ano, em ano de festas”, adianta a responsável.
Sobre a história do espetáculo, Ana Paio revela que tudo se passa na vila de Campo Maior, “talvez nos anos 70, 80”, quando a população se juntava e começava a surgir o “burburinho”. “Ia passando de boca em boca, porque como todos nós sabemos, isto vem da vontade do povo. E assim era: entre a Cesaltina, a Mariana e a Sebastiana começavam as conversas de rua e a nascer o bichinho das festas”, recorda a encenadora do espetáculo.
Se para os mais velhos, a peça promete fazer “recordar nomes antigos, de pessoas que fizeram parte da história da vila”, para os mais novos será, acima de tudo, uma forma de passar um pouco das raízes dos campomaiorenses. “É o passar um bocadinho aquilo que foi a nossa terra e as pessoas que marcaram, de alguma forma, a vila de Campo Maior noutros tempos”, assegura Ana Paio.
Para este espetáculo muito contribuiu, em 2020, Idaulina Borrega, campomaiorense que já desenvolveu um sem fim de trabalhos relacionados com a vila e com as Festas do Povo, incluindo um livro. “Ela foi-nos contando algumas histórias de como é que era, como é que surgiam as coisas, quem eram as personalidades marcantes da nossa vila, quem ajudava e algumas formas que fomos alterando, ao longo dos tempos, do nosso dialeto, da nossa forma de falar: foi ela que me foi passando esta informação toda e para ela, desde já, o nosso muito obrigado, porque é sempre bom termos alguém que nos faça essa história viva, essa história daquilo que aconteceu e quem foram as gentes da nossa terra”, diz a responsável.
A palco, no domingo, para contar a história das Festas do Povo, para fazer flores de papel e cantar as saias, subirão 22 crianças, com idades entre os cinco e os 12 anos.
As entradas no espetáculo têm um custo de três euros, sendo que a bilheteira servirá para ajudar a custear a viagem que os finalistas do Centro de Talentos Alice Nabeiro farão a Paris. O espetáculo, no domingo, está marcado para as 17 horas.














