A Universidade de Évora promove, na próxima sexta-feira, dia 25 de setembro, a Noite Europeia dos Investigadores – Évora 2026 (NEI Évora 2026), uma iniciativa que convida a comunidade a descobrir a ciência através do contacto direto com investigadores e projetos de investigação.
Sob o mote “A Ciência Encontra a Cidade”, a Praça 1.º de Maio transforma-se, entre as 17h00 e as 22h00, num espaço de experimentação, descoberta e diálogo, onde a investigação científica sai dos laboratórios e vai ao encontro dos cidadãos.
Ao longo da tarde e da noite, investigadores de diferentes áreas apresentam, de forma acessível e participativa, o impacto da ciência no quotidiano, abordando temas como saúde e alimentação, ambiente e biodiversidade, património e cultura, tecnologia, agricultura e os desafios do futuro.
O programa inclui experiências e demonstrações científicas, jogos e atividades participativas, conversas, ciência cidadã, visitas e percursos pela cidade, bem como momentos de música, teatro e atividades relacionadas com os sabores e o território.
Dirigida a crianças, jovens, famílias e público de todas as idades, a NEI Évora 2026 pretende proporcionar um espaço de encontro entre investigadores e sociedade, estimulando a curiosidade, a participação e o diálogo em torno da ciência.
A NEI Évora 2026 é organizada pela Universidade de Évora, através do IIFA – Instituto de Investigação e Formação Avançada e do MED – Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento, e pela Câmara Municipal de Évora. Conta com o apoio da Câmara Municipal de Arraiolos, União de Freguesias de Évora, CEPPAL – Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo, Herdade da Amada, Casa Relvas, CEBAL – Centro de Biotecnologia Agrícola e Agro-Alimentar do Alentejo, Cervejaria Magnífica, Fundação Eugénio de Almeida, MUSA – Música pela Sensibilização Ambiental, TACUÉ – Teatro Académico e Comunitário da Universidade de Évora, Gelataria Pezagno e Évora_27 Capital Europeia da Cultura.
No próximo dia 26 de setembro, pelas 15h30, o Cineteatro Florbela Espanca, em Vila Viçosa, será o palco da sessão de encerramento das Jornadas Europeias do Património 2026. Sob o mote “Reviver, resistir, reinventar: Património e Sustentabilidade”, o evento pretende reunir a comunidade local, especialistas e interessados num momento único de reflexão e celebração.
Após vários dias repletos de iniciativas integralmente dedicadas à valorização, ao conhecimento e à salvaguarda do património cultural e natural, esta sessão marca o culminar de um programa focado na ligação indelével entre a memória histórica e os desafios do futuro sustentável.
O tema deste ano desafia a sociedade a olhar para o legado herdado não apenas como um testemunho do passado, mas como um motor de desenvolvimento e resiliência. A organização convida toda a comunidade a juntar-se a este encerramento, que será um espaço aberto para debater novas formas de preservar a identidade cultural perante as exigências ecológicas e sociais contemporâneas.
O evento é de entrada livre e constitui uma oportunidade crucial para celebrar o património recebido, avaliar o impacto das atividades realizadas ao longo das jornadas e traçar caminhos inovadores para a sua continuidade.
A Feira D’Aires 2026, que decorre de 25 a 28 de setembro, em Viana do Alentejo, apresenta este ano um formato renovado, com a integração de diferentes iniciativas e uma aposta numa programação mais diversificada e dinâmica. O objetivo assumido pelo presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, Luís Metrogos, é recuperar a capacidade de atração do certame e fazer com que a feira seja vivida para além dos espetáculos musicais.
“Nós queremos muito fazer diferente e fazer melhor”, afirmou Luís Metrogos, explicando que a mudança resulta da necessidade de acompanhar a evolução dos públicos e dos próprios eventos. “As feiras em si precisam de renovação, os públicos são diferentes, são mais exigentes, as pessoas mudaram, a evolução dos tempos assim dita, e nós, enquanto dinamizadores destes eventos, precisamos de nos adaptar.”
Nesse sentido, a autarquia pretende concentrar na Feira D’Aires um conjunto de iniciativas que anteriormente aconteciam de forma mais autónoma. A Feira do Livro, a Feira da Saúde, a Festa da Malha, a Corrida de Nossa Senhora D’Aires e os espetáculos tauromáquicos passam a integrar uma programação mais abrangente, a par dos momentos culturais, musicais e do programa religioso associado ao Santuário de Nossa Senhora D’Aires. “Vamos tentar fazer a feira das feiras”, afirmou o autarca, destacando a importância de juntar diferentes públicos e propostas num único evento. Para Luís Metrogos, esta estratégia pretende criar uma maior dinâmica e devolver à Feira D’Aires uma forte capacidade de mobilização.
O autarca sublinha ainda a importância do Santuário de Nossa Senhora D’Aires neste novo conceito. “Durante o mandato queremos tornar o Santuário de Nossa Senhora D’Aires no grande santuário do Sul”, afirmou, considerando que a ligação entre o programa religioso e as restantes iniciativas será determinante para a identidade da feira.
Feira para além dos artistas
A edição deste ano procura também manter uma preocupação com a contenção orçamental. Segundo Luís Metrogos, a escolha dos artistas teve em consideração os recursos disponíveis e a necessidade de apresentar uma programação transversal, capaz de chegar a diferentes públicos. “Os artistas são uma parte importante, sem dúvida, mas o próprio programa da feira, para além dos artistas, é que tem que fazer viver a feira”, salientou.
A programação musical inclui, entre outros nomes, Bluay, Diogo Piçarra e Gisela João, mas a autarquia pretende que os visitantes encontrem motivos para permanecer no recinto independentemente dos concertos. “Aquilo que queremos fazer diferente realmente é que a feira viva por ela própria e não apenas pelos artistas que traz”, reforçou o presidente.
Animação itinerante e nova organização do recinto
Outra das novidades passa pela reorganização do espaço. A Feira D’Aires continuará a contar com o palco principal e o palco das tasquinhas, mas será reforçada a animação itinerante, com espetáculos a circular pelas diferentes áreas do recinto.
A intenção é levar animação à zona institucional, à Feira do Livro, à Feira da Saúde e às tasquinhas, criando uma maior envolvência entre os vários espaços. “Queremos fazer uma dinamização no local”, explicou Luís Metrogos. “Quero que exista um espetáculo itinerante que vá correr o espaço da feira (…) para que exista uma animação itinerante que possa animar a feira e que crie uma envolvência no espaço.”
Também a disposição do recinto será alterada, com a organização do espaço de espetáculos pensada de forma a criar uma ligação visual direta com o Santuário de Nossa Senhora de Aires. “Pequenas alterações que nos parece que podem fazer a diferença”, resumiu o autarca.
Convite aos munícipes e visitantes
Com uma programação mais ampla, a Câmara Municipal deixa o convite aos munícipes e a todos aqueles que visitam o concelho para que façam da Feira D’Aires um ponto de encontro durante os quatro dias do evento. “Há muita atração diferente para diferentes públicos. Portanto, certamente conseguirão encontrar o seu espaço na Feira D’Aires este ano, com a amplitude de eventos que temos”, afirmou Luís Metrogos.
O presidente da Câmara Municipal deixou ainda um convite a quem venha de fora do concelho: “Temos mais do que motivos para que fiquem, para que se divirtam, para que aproveitem, para que se cultivem também.”
A Feira D’Aires 2026 assume-se, assim, como uma edição marcada pela renovação do conceito, pela concentração de diferentes iniciativas e pela vontade de criar um evento mais participado, dinâmico e transversal, reforçando simultaneamente a ligação ao património religioso e cultural de Viana do Alentejo.
O Museu Municipal Prof. Joaquim Vermelho recebeu no passado sábado, dia 19 de setembro, a inauguração da exposição coletiva “Papéis”.
A mostra reúne trabalhos de Fernando Danza, Joana Gancho, JOH, Jorge Simão, Lúcia David, Marlene Stamm, Rafael Jiménez e Xavier Cuiñas, artistas representados pela Galeria Trema Arte Contemporânea, que apresentam diferentes abordagens, conceitos e técnicas a partir do papel.
Versátil e capaz de assumir múltiplas formas, o papel surge nesta exposição não apenas como suporte, mas também como matéria artística. As obras exploram as suas possibilidades enquanto veículo de ideias e repositório de conhecimentos acumulados ao longo do tempo, constantemente adaptados e reinventados pelos artistas.
A exposição reúne trabalhos que evidenciam o potencial criativo deste material, utilizado tanto como suporte para pintura como na criação de peças escultóricas. Outras obras centram-se na própria materialidade do papel, explorando a sua textura, forma e características enquanto elemento artístico.
“Papéis” poderá ser visitada até 15 de novembro, na Sala de Exposições Temporárias do Museu Municipal Prof. Joaquim Vermelho.
A Câmara Municipal de Elvas tem uma reunião ordinária do seu Executivo, esta quarta-feira, dia 23 de setembro, às 16 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
A sessão, aberta ao público, apresenta a seguinte ordem de trabalhos: 1 – Período Antes da Ordem do Dia 2 – Aprovação da Ata de 12/08/2026 3 – Expediente Geral 3.1 – Departamento de Administração Geral e Recursos Humanos: – Proposta de restituição de caução – Bar Exterior n.º 1 do Coliseu Comendador José Rondão Almeida – Atos praticados no âmbito da subdelegação de competências – Processo de obras n.º 36/23 – Direito de preferência do prédio situado na Rua Conselheiro António Coelho Ventura, n.º 36 – Elvas – Direito de preferência do prédio situado na Rua Sá da Bandeira, n.º 10-E, 1º e 2º, fração “F” – Elvas – Direito de preferência do prédio situado na Rua da Cadeia, n.º 41-A – 1º, fração “B” – Elvas – Direito de preferência do prédio situado no Bairro de Stº. António, n.º 12 – Stª. Eulália – Direito de preferência do prédio situado na Rua Paco Bandeira, n.º 5 – 2º Dto., fração “F” – Elvas – Direito de preferência do prédio situado na Rua Sá da Bandeira, n.º 22 – 2º, fração “D” – Elvas – Direito de preferência do prédio situado na Rua do Escorregadio, n.º 15-A – Elvas – Direito de preferência do prédio situado na Rua das Laranjeiras, n.º 37 – Terrugem – Direito de preferência do prédio situado na Praceta João Paulo II, n.º 2 – 2º Dto., fração “F” – Elvas – Direito de preferência do prédio situado na Rua D. Augusto Eduardo Nunes, n.º 19 – 2º Dto., fração “E” – Elvas – Direito de preferência do prédio situado na Av. da Piedade, n.º 3 – 2º Esq., fração “G” – Elvas – Direito de preferência do prédio situado na Rua das Olaias, n.ºs 25 e 27 C/V e R/C, fração “B” – Elvas – Direito de preferência do prédio situado na Rua André Gonçalves, n.º 8-D, fração “D” – Elvas – Direito de preferência do prédio situado na Rua da Horta, n.º 52 – Terrugem – Direito de preferência do prédio situado na Av. da Piedade, n.º 3 – 2º Esq., fração “O” – Elvas – Direito de preferência do prédio situado na Av. da Piedade, nº. 3 – 2º Esq., fração “G” – Elvas – Direito de preferência do prédio situado na Rua Eurico Gama, n.º 11 – Elvas – Direito de preferência do prédio situado na Rua João Travanca Rego, n.º 25 – Elvas – Direito de preferência do prédio situado na Praça D. Sancho II, Bloco 4, fração “BM” – Elvas – Direito de preferência do prédio situado na Rua de Elvas, n.º 82 – Vila Boim – Direito de preferência do prédio situado na Rua de Elvas, n.ºs 65 e 65-A – Vila Boim
Processos despachados de acordo com a delegação de competências – Processo de obras n.º 128/24 – Alterações, n.º 60/25, n.º 105/25, n.º 21/26, n.º 27/26, n.º 68/26, n.º 75/26,
3.2– Departamento Financeiro e Desenvolvimento: – Resumo diário de Tesouraria do dia 22 de setembro de 2026, – Alteração Orçamental, – Abate ao Inventário de Equipamento Informático, – Promoção da Eficiência Energética em Edifícios Públicos de arquitetura tradicional na Região Transfronteiriça – EUROACE, – Programa de concessão de incentivos financeiros destinados ao apoio à identificação eletrónica de animais de companhia 2026,
3.3- Departamento de Obras e Serviços Urbanos: Atos praticados pelo presidente no período entre os dias 4 e 17 de setembro de 2026 – Empreitada n.º 17/2025 de “Requalificação do Lar de São Vicente”, receção provisória, – Empreitada n.º 17/2025 de “Requalificação do Lar de São Vicente”, conta final, – Empreitada n.º 13/2026 de “Reabilitação do Paiol de Santa Bárbara”, encerramento do procedimento,
3.4 – Departamento de Cultura, Turismo, Inovação e Comunicação: – Proposta de realização de sessão fotográfica da Lusitano Heritage no Forte da Graça – a ratificar, – Proposta de cedência da Nave 1 do Centro de Negócios Transfronteiriço ao Guardião 3 do Punishers LE MC – Elvas – Novembro Azul, – Proposta de adesão do Município de Elvas à Mayors for Peace, – Cedência de espaço na Biblioteca Municipal de Elvas Dr.ª Elsa Grilo à AREANATejo, – Cedência da sala de exposições temporárias da Casa da Cultura para apresentação de livro, – Cedência do Auditório do Centro de Negócios Transfronteiriço ao Tribunal da Comarca de Portalegre,
4 – Assuntos propostos pelo presidente, vice-presidente e vereadores: 4.1. – Aprovação das Normas de Participação e da ficha de inscrição do evento “Elvas, Cidade Natal 2026”, 4.2. – Bolsas de Estudo do Ensino Superior – Definição de atribuição do valor de bolsa para o ano letivo 2026/2027, 4.3. – Protocolo de Colaboração – Industrial Portugal Gateway, 4.4. – App Municipal – Evolução semanal das ocorrências com estado “Fechado” — período de 15 de maio a 01 de setembro de 2026, 4.5. – Pedido de cedência da piscina municipal de Elvas e da pista do estádio municipal de atletismo, 4.6. – Cedência de Pavilhão Desportivo Municipal – modalidade de Voleibol de “O Elvas” CAD, 4.7. – Pedido de cedência do pavilhão desportivo da Escola da Boa-Fé, 4.8. – Pedido de cedência da piscina municipal coberta ao Lar Júlio Alcântara Botelho, 4.9. – Trânsito (1), 4.10. – Proposta à reunião de Câmara para aprovação da 1.ª Adenda ao Acordo de Cedência de Autocarro para a Implementação do Transporte Público Flexível em Elvas, 4.11. – Protocolo de Colaboração Técnica e Financeira “Água que Une – Ações de reabilitação e restauro de rios e ribeiras (PRORIOS 2030) – linhas de Água – Ribeira do Cêto e Ribeira do Cancão – Relatório Final de execução técnica, operacional e financeira, 4.12. – Proposta de cedência do Estádio Municipal de Atletismo à UDL – União de Leiria – Futebol, SAD – A ratificar, 4.13. – Cedência de uma banca no Mercado Municipal da Casa das Barcas – Banca n.º 3 à Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Elvas (APPACDM), 4.14. – Protocolo de Territorialização da rede nacional de apoio a vítima de violência doméstica, 4.15. – Fundação Mariana Martins – Cedência de espaço, 4.16. – Proposta Elvas em Movimento – Reorganização do Serviço Público de Táxi, 4.17. – “PARQUE PARA TODOS” – Proposta de melhoria das condições de acessibilidade, segurança e manutenção do Parque de Estacionamento Subterrâneo da Praça da República, 4.18. – Apoio para a Associação dos Amigos de Vila Fernando.
As Piscinas Municipais Cobertas de Alandroal vão reabrir ao público no próximo dia 2 de outubro, dando início a uma nova época de funcionamento do equipamento desportivo municipal.
De acordo com a informação divulgada pelo Município de Alandroal, as piscinas estarão abertas das 8h45 às 20h00, disponibilizando atividades destinadas a diferentes públicos.
Entre as modalidades anunciadas encontram-se aulas de natação, hidroginástica e natação livre, permitindo aos utilizadores praticar atividade física e usufruir do espaço durante a época desportiva.
As inscrições começam esta segunda-feira, 21 de setembro, e podem ser efetuadas no Balcão Único de Alandroal, Terena e Santiago Maior.
O duo Jorge e Célia anima, na noite desta terça-feira, 22 de setembro, o Palco da Feira, em mais uma noite da edição 2026 da Feira de São Mateus, em Elvas.
A música de baile dá o mote para mais um serão animado no Parque da Piedade, naquele que será o quinto espetáculo naquele palco da Expo São Mateus.
Os concertos regressam ao Palco São Mateus, o palco principal, na quinta-feira, com XP Covers e Raya.
Os XP Covers estão de regresso ao palco principal da Expo São Mateus, em Elvas, na noite da próxima quinta-feira, 24 de setembro, para uma atuação que promete ser marcada pela energia, pela interação com o público e, claro, pelos grandes êxitos dos Xutos & Pontapés.
Em entrevista, Mário Carriço, um dos rostos do projeto, sublinha o significado especial de voltar a atuar na principal festa da cidade. “Mais um ano de regresso a casa. Para nós é sempre um gosto, um prazer enorme tocar em casa e na grande feira da nossa cidade, naquele magnífico palco”, afirma.
Com quase 25 anos de existência, os XP Covers são já uma presença consolidada no panorama musical de Elvas e têm levado o seu tributo aos Xutos & Pontapés a vários pontos do país. Apesar da experiência acumulada, cada atuação em Elvas merece uma preparação especial.
“O espetáculo está montado com uma dinâmica que vai crescendo ao longo da atuação”, explica Mário Carriço, acrescentando que o grupo procura sempre introduzir “algumas surpresas” quando atua perante o público elvense. A ligação com a plateia assume, aliás, um papel central no espetáculo, sobretudo através dos temas mais conhecidos do repertório dos Xutos & Pontapés.
Um público dos oito aos 80 anos
Embora associado a um público mais adulto, o repertório dos Xutos & Pontapés continua a conquistar diferentes gerações. Para Mário Carriço, trata-se de uma banda “dos oito aos 80”, já que as músicas mais emblemáticas continuam presentes nas rádios e são conhecidas também pelas gerações mais jovens.
A atuação dos XP Covers integra o programa da Expo São Mateus na mesma noite em que atua o grupo espanhol Raya. Para Mário Carriço, a diversidade musical do cartaz não constitui um problema, mas antes uma oportunidade de complementar diferentes públicos. “Acaba por se oferecer ao público duas coisas diferentes”, considera, defendendo que os estilos podem cruzar-se e conquistar espectadores de diferentes faixas etárias.
O rock “perdeu expressão”, mas pode estar a regressar
Durante a entrevista, o músico e empresário ligado ao setor dos espetáculos refletiu também sobre a atual presença do rock nos festivais portugueses.
Na sua perspetiva, o género perdeu espaço face a outros estilos musicais, mas poderá estar a iniciar um novo ciclo. “O rock perdeu expressão ao longo dos anos e deu lugar a outros géneros de música diferentes”, reconhece. Ainda assim, considera que “está a começar a haver um certo revivalismo” e que o público volta a procurar este género musical.
Mário Carriço acredita que a capacidade de reinvenção será fundamental para o futuro do rock. Tal como aconteceu com o fado ou com o cante alentejano, também o rock poderá encontrar novas formas de chegar ao público através da fusão com outros estilos e de novas abordagens musicais.
“Não vamos oferecer a mesma coisa. Convém introduzir ali algumas misturas”, defende, considerando que a inovação pode ser determinante para voltar a colocar o género em destaque.
XP Covers preparam celebração dos 25 anos
A atuação na Expo São Mateus surge também como uma espécie de antevisão da celebração dos 25 anos dos XP Covers, que será assinalada dentro de poucos meses.
Apesar da longevidade do projeto, Mário Carriço explica que a banda nunca funcionou com grandes planos a longo prazo. A prioridade continua a ser simples: tocar, divertir-se e proporcionar bons espetáculos ao público.
Os vários músicos que integram os XP Covers desenvolvem igualmente outros projetos e integram diferentes bandas e formações, o que torna a conciliação das agendas um desafio. Ainda assim, há uma exceção: quando chega a Feira de São Mateus, o grupo faz questão de estar presente. “Quando somos convidados a atuar arranjamos sempre forma de conseguir estar presente”, garante Mário Carriço.
Para a noite de 24 de setembro, a promessa é de um concerto dinâmico e participativo, com os grandes clássicos dos Xutos & Pontapés e, sobretudo, com a colaboração de um público que os XP Covers conhecem bem. “Esperamos a colaboração do público, porque é muito importante para qualquer espetáculo”, conclui Mário Carriço.
A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:
A Feira de São Mateus, em Elvas, vai dedicar duas horas a uma iniciativa de inclusão dirigida às pessoas com perturbação do espetro do autismo (TEA). A medida está prevista para esta terça-feira, 22 de setembro, entre as 18h30 e as 20h30, período durante o qual serão desligados a música e os sistemas de som de todo o recinto, no Parque da Piedade.
A iniciativa é promovida pela Câmara Municipal de Elvas, em parceria com a Confraria do Senhor Jesus da Piedade, e pretende proporcionar um ambiente mais tranquilo, com menos estímulos sonoros, permitindo que pessoas com perturbações do espetro do autismo possam visitar a Feira de São Mateus com maior conforto.
De acordo com a autarquia, a ação pretende contribuir para que “mais pessoas possam viver a magia do São Mateus, com conforto, tranquilidade e em família”.
Carlos Damião, juiz da Confraria do Senhor Jesus da Piedade, confirma que estão reunidas as condições para a realização da iniciativa. “Vai haver e está tudo tratado para que no dia em que eles vão visitar as festas não haja som, precisamente para que tudo corra dentro da normalidade e para que eles gostem”, afirma. Durante duas horas, diz ainda Carlos Damião, o som será “abafado” para criar condições mais adequadas à visita.
A iniciativa integra-se assim na programação da Feira de São Mateus com o objetivo de tornar o recinto mais acessível e acolhedor para pessoas com necessidades específicas relacionadas com a sensibilidade aos estímulos sonoros.
O maestro e compositor campomaiorense Vasco Pereira tem vindo, através de uma organização que fundou, em 2018, juntamente com o compositor norte-americano Thomas Bramel, a procurar aproximar o público da música de câmara.
Foi nesse sentido que ambos, juntamente com vários compositores de diferentes nacionalidades, lançaram o álbum Embrace, interpretado por um quarteto constituído por piano, violino, violoncelo e flauta (Galan Trio & Zacharias Tarpagkos).
Segundo Vasco Pereira, o projeto nasceu da vontade de contrariar a ideia de que a música de câmara é demasiado exigente ou distante do público. “Como compositores, achamos que se pode fazer boa música, agradável ao público e agradável aos músicos também”, explica.
Para este álbum, Vasco Pereira contribui com a suite Jardim Extravagante, formada por cinco temas, que já foram considerados pela crítica especializada verdadeiros “postais musicais”.
A obra é composta por pequenos momentos musicais, com cerca de um minuto e meio a dois minutos, inspirados nas flores e plantas que nascem espontaneamente no campo. São temas “que representam as flores, as plantas que existem no campo, que nascem naturalmente sem qualquer cuidado e que vão aparecendo”, explica o compositor.
Entre os cinco temas destaca-se She Loves Me, She Loves Me Not, inspirado na conhecida brincadeira do “bem-me-quer, mal-me-quer”, em que se retiram sucessivamente as pétalas de uma flor para procurar uma resposta.
Musicalmente, a peça aproxima-se de uma linguagem mais popular, com o compositor a reconhecer uma inspiração no rock and roll. A própria estrutura da obra procura manter a incerteza até ao fim, numa referência direta à brincadeira das pétalas: “Nunca se sabe como é que termina”.
Quanto à crítica, nomeadamente a assinada pelo editor-chefe da revista Paris Move, Frankie Pfeiffer, Vasco Pereira diz ser sempre agradável ler elogios ao seu trabalho, embora considere que mesmo as críticas negativas podem ter utilidade. “É sempre agradável. Mesmo as que não são agradáveis, são sempre agradáveis”, afirma.
Para o compositor, é importante distinguir entre gostar e admirar. “O não gostar é uma questão pessoal. O admirar já é outra coisa”, sublinha, considerando que essa distinção também se aplica a outras áreas, como a pintura ou a poesia. Apesar disso, admite que uma boa crítica constitui sempre um motivo de satisfação. “Prefiro uma boa crítica a uma má crítica”, reconhece.
O álbum Embrace reúne trabalhos de vários compositores e resulta também de uma relação de partilha artística entre os seus autores. Vasco Pereira destaca a qualidade dos trabalhos dos restantes compositores e as trocas de ideias que surgem entre eles durante o processo criativo.
Entre as obras incluídas no álbum encontra-se ainda uma composição de Gary Judd, compositor que morreu em março deste ano, depois de enfrentar um grave problema de saúde. Vasco Pereira recorda-o como “a primeira baixa” do projeto e destaca a qualidade da obra que conseguiu deixar gravada.
Jardim Extravagante e todo o álbum Embrace estão disponíveis para ouvir nas principais plataformas digitais, incluindo o Spotify.
A música de Vasco Pereira surge, assim, a merecer elogios da crítica especializada, ao mesmo tempo que o compositor prossegue o objetivo de tornar a música de câmara mais próxima e acessível a novos públicos.
Luís Grilo, fundador e antigo presidente da Associação Grupo de Cantares de São Vicente e Ventosa, acusa antigos dirigentes e elementos do grupo de terem promovido uma sucessão de atos ilegais que culminaram na sua expulsão e na alteração da direção da associação. Segundo o próprio, uma sentença judicial anulou as atas de 25 de junho e 24 de julho de 2024. Dois anos depois do início do conflito, continuam por resolver, afirma, questões relacionadas com dinheiro, instrumentos musicais e outro património da associação.
O conflito que opõe Luís Grilo a antigos elementos da Associação Grupo de Cantares de São Vicente e Ventosa começou, segundo o fundador, em 2024 e teve origem numa divergência relacionada com a utilização das instalações da associação pela Universidade Sénior.
Em declarações à Rádio Elvas, Luís Grilo explicou que a associação tinha um protocolo com a Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa, que, de acordo com o seu relato, permitia a utilização de uma determinada sala pelo Grupo de Cantares até outubro de 2025. O antigo presidente da associação afirma que discordou da decisão de permitir que a Universidade Sénior utilizasse esse espaço, defendendo que deveria ser utilizado o Espaço NET.
Na altura, Mário Gonçalves era professor de música da Universidade Sénior e, simultaneamente, responsável pelos ensaios do Grupo de Cantares. A utilização das instalações e de instrumentos musicais pertencentes ao grupo terá agravado as divergências entre os dois.
Luís Grilo afirma ter manifestado o seu desagrado junto do presidente da Junta de Freguesia, João Charruadas, e posteriormente ter procurado esclarecer a situação internamente. Segundo o seu relato, as divergências foram-se intensificando até à convocação de uma assembleia pelo então presidente da Assembleia da associação, João Valeriano.
Destituição da direção e primeiras queixas
De acordo com Luís Grilo, nessa assembleia João Valeriano terá procedido à destituição da direção, decisão que o então presidente considerou sem fundamento legal.
O fundador diz ter recorrido a um advogado, que terá elaborado uma comunicação dirigida ao presidente da Assembleia, contestando as competências para proceder à destituição da direção.
Foi posteriormente convocada uma nova assembleia para 25 de junho de 2024, destinada, segundo Luís Grilo, à realização de eleições para uma nova direção. O antigo presidente afirma ter contestado também essa assembleia, impedindo, segundo o seu relato, a concretização da votação.
Pouco depois, Mário Gonçalves comunicou aos restantes elementos do grupo que abandonava a associação. Luís Grilo afirma que ainda tentou demovê-lo da decisão, com o objetivo de encontrar uma solução que permitisse manter o trabalho desenvolvido pelo grupo.
A situação, contudo, acabaria por se agravar.
Nova direção e contestação judicial
Segundo Luís Grilo, posteriormente foi realizada uma assembleia, a 24 de julho de 2024, na qual terá sido eleita uma nova direção. O antigo presidente contesta a legalidade dessa votação, alegando que participaram pessoas que, de acordo com os estatutos da associação, não teriam legitimidade para votar.
Luís Grilo afirma ainda que a sua expulsão ocorreu sem que lhe tivesse sido instaurado um processo disciplinar que lhe permitisse apresentar a sua defesa.
Entre os elementos da direção eleita em julho de 2024, Luís Grilo identifica, entre outros, Mário Gonçalves como presidente.
Luís Grilo levou o caso para tribunal, apresentando uma ação contra a associação e contestando a validade das atas de 25 de junho e 24 de julho de 2024.
Segundo a sentença judicial que diz ter na sua posse, as duas atas foram declaradas nulas. Luís Grilo sustenta que a decisão judicial determinou, na prática, a reposição da situação existente antes das deliberações contestadas.
O antigo presidente sublinha, contudo, que os elementos envolvidos não terão contestado judicialmente a ação nos termos que esperava, circunstância que, segundo afirma, contribuiu para a decisão que lhe foi favorável.
Património e dinheiro continuam no centro da disputa
A decisão judicial não terá, porém, encerrado o conflito.
Luís Grilo afirma que, após receber a sentença, notificou os responsáveis para que devolvessem os bens e valores que pertenciam à Associação Grupo de Cantares de São Vicente e Ventosa. Segundo o antigo presidente, foi fixado um prazo que terminou a 14 de janeiro de 2026, sem que, no seu entender, todos os bens e valores tivessem sido devolvidos.
Luís Grilo recorreu posteriormente a um oficial de justiça, que terá notificado os responsáveis para procederem à entrega do património. Entre os bens que, segundo o seu relato, foram entretanto entregues estão instrumentos musicais, peças de vestuário, estantes e outros materiais utilizados pelo grupo. No entanto, afirma que continuam a faltar alguns artigos e dinheiro.
Um dos pontos que Luís Grilo considera mais relevantes prende-se com o saldo bancário da associação. Segundo o antigo presidente, a conta tinha 3.043,69 euros em 24 de julho de 2024. Afirma que, no momento da restituição, o valor disponível seria inferior em mais de mil euros.
Por esse motivo, solicitou à Caixa Geral de Depósitos informação sobre os movimentos da conta desde 24 de julho de 2024, bem como sobre as alterações efetuadas aos titulares ou responsáveis pela conta. Luís Grilo diz estar a aguardar uma resposta do banco e admite recorrer novamente ao tribunal caso não obtenha os esclarecimentos pretendidos.
Instrumentos e equipamentos também motivam acusações
Entre o património que diz não ter sido integralmente restituído estão seis livros com letras utilizadas pelo grupo, três coletes e três polos, além de outros materiais.
O antigo presidente contesta ainda o estado de uma estante e afirma que foram alteradas as correias de um acordeão que pertenciam ao grupo. Segundo Luís Grilo, as correias tinham sido adquiridas especificamente para facilitar a utilização do instrumento por um dos músicos.
O antigo presidente considera que todo o património deveria ter sido devolvido no estado e nas condições existentes à data determinada pela decisão judicial.
A entrega dos bens acabou por acontecer, segundo Luís Grilo, no Espaço NET e não na sede da associação. O fundador afirma que, quando se deslocou às instalações para fazer o inventário, verificou que a fechadura tinha sido entretanto mudada.
Diz ainda que os bens foram transportados para outro espaço antes da sua chegada, impedindo-o de verificar diretamente o estado do material na sede.
Surgimento dos “Cantadores da Planície”
Entretanto, segundo Luís Grilo, alguns dos elementos envolvidos no conflito começaram a desenvolver um novo projeto, os “Cantadores da Planície”, a que prefere chamar de “Ocupas” da Planície.
O antigo presidente contesta a legitimidade da utilização de espaços e de património associados ao anterior grupo e critica a atuação da Junta de Freguesia neste processo.
Luís Grilo considera que o presidente da Junta de Freguesia deveria ter impedido a utilização das instalações do Grupo de Cantares enquanto o litígio judicial permanecia por resolver, acusando-o ainda de saber que os elementos do grupo tinham alterado a fechadura da sede, mesmo dizendo-lhe não ter conhecimento da situação.
Grupo de 16 anos “foi destruído”
Luís Grilo lamenta particularmente aquilo que considera ser a destruição de um projeto que, afirma, tinha cerca de 16 anos e representava São Vicente e Ventosa em diferentes pontos do país.
“Foi destruído um grupo que tantas alegrias deu”, defende, considerando que a associação levou o nome da freguesia e do concelho a vários locais de Portugal.
O antigo presidente diz ter continuado a receber contactos de entidades interessadas em contratar o grupo, mesmo depois de ter perdido o controlo da associação, e afirma que teve de explicar que já não tinha acesso à estrutura.
Segundo Luís Grilo, existia inclusivamente um contrato previamente celebrado para uma atuação no âmbito das Festas de São Mateus. O fundador afirma que esse contrato tinha sido negociado antes da sua saída da direção.
Contestação à remuneração de Mário Gonçalves
Outro dos temas levantados por Luís Grilo prende-se com a remuneração de Mário Gonçalves.
O antigo presidente afirma que Mário Gonçalves recebeu valores pelo trabalho desenvolvido no grupo e questiona a possibilidade de um presidente de uma associação sem fins lucrativos ser remunerado pelas funções exercidas.
Nova direção e tentativa de recuperar a associação
Depois da decisão judicial, Luís Grilo afirma ter avançado para a reorganização da associação.
Segundo explica, existiam inicialmente oito sócios fundadores e foram posteriormente admitidos mais 21 associados, passando a associação a contar com 29 sócios.
Foram então convocadas eleições. Luís Grilo afirma que apenas a sua lista conseguiu reunir os elementos necessários para se apresentar a sufrágio, tendo sido posteriormente eleita.
A nova direção tomou posse já em 2026, segundo o seu relato, ficando acordado que o património da associação seria entregue à nova direção. A entrega, contudo, voltou a gerar divergências.
Luís Grilo afirma que parte dos bens continuava em falta e que alguns materiais apresentavam diferenças relativamente ao inventário que tinha elaborado. Por esse motivo, diz estar novamente a trabalhar com o seu advogado para determinar os próximos passos judiciais.
Possível nova ação judicial
O fundador admite avançar com novos processos contra pessoas que considera responsáveis pelos prejuízos causados à associação.
Para sustentar essa eventual ação, afirma estar a reunir documentação relativa às receitas obtidas pelo Grupo de Cantares em 2022 e 2023, que pretende comparar com os valores registados daí em diante.
O objetivo, explica, será calcular eventuais prejuízos provocados pela interrupção da atividade do grupo e pelo funcionamento da estrutura entretanto criada.
Luís Grilo garante que pretende levar o processo “até às últimas consequências” caso não sejam repostos todos os bens e valores que entende pertencerem à associação.
“Vai ser muito difícil” recuperar o grupo
Apesar de ter recuperado judicialmente o controlo da associação, Luís Grilo reconhece que reconstruir o Grupo de Cantares será uma tarefa difícil.
Na sua opinião, a saída de vários elementos e a criação de uma nova formação fragilizaram profundamente o projeto original.
Ainda assim, afirma que pretende preservar a associação e tentar recuperar o trabalho desenvolvido ao longo dos seus 16 anos de existência.
O conflito, iniciado em 2024, permanece assim com várias questões por resolver, segundo Luís Grilo: a restituição integral do património, o apuramento dos movimentos financeiros da associação, a eventual responsabilidade individual de antigos dirigentes e a possibilidade de reconstrução do Grupo de Cantares de São Vicente e Ventosa.
Em sua posse, Luís Grilo diz ter mensagens, atas, documentos bancários e a decisão judicial que, assegura, sustentam todas as suas declarações.
Mário Gonçalves rejeita acusações de Luís Grilo e diz que esclarecimentos serão feitos “nos locais próprios”
Mário Gonçalves reagiu às declarações de Luís Grilo à Rádio ELVAS sobre o conflito relacionado com a Associação Grupo de Cantares de São Vicente e Ventosa, rejeitando “categoricamente” a versão dos acontecimentos apresentada pelo antigo presidente da associação.
Mário Gonçalves afirma não reconhecer como verdadeiras as acusações e insinuações que lhe são dirigidas e diz não aceitar que “alegações pessoais, interpretações parciais ou afirmações que consideramos falsas sejam transformadas, pela sua repetição, em factos”. O atual responsável pelos Cantadores da Planície sublinha, contudo, que não pretende alimentar uma discussão pública através da comunicação social ou das redes sociais.
Segundo Mário Gonçalves, existe documentação que considera suficiente para demonstrar a sua versão dos acontecimentos. Essa documentação, afirma, será apresentada “perante as entidades competentes e, se necessário, em Tribunal”, recusando responder publicamente a cada uma das acusações feitas por Luís Grilo.
Património da associação
Mário Gonçalves rejeita qualquer ideia de apropriação de bens da associação e afirma que “tudo aquilo cuja entrega nos foi solicitada e que se encontrava na nossa posse foi disponibilizado e entregue”, acrescentando que terão sido entregues inclusivamente bens para além dos inicialmente solicitados.
O responsável rejeita, por isso, as insinuações relacionadas com dinheiro, instrumentos musicais, vestuário ou equipamentos. Quanto às restantes questões levantadas por Luís Grilo, incluindo contas bancárias, atas, fechaduras ou equipamentos, Mário Gonçalves diz não pretender discuti-las publicamente, defendendo que eventuais acusações devem ser apresentadas junto das autoridades competentes.
“Cantadores da Planície” dizem ter meios próprios
Relativamente aos Cantadores da Planície, Mário Gonçalves esclarece que o projeto dispõe de meios próprios para desenvolver a sua atividade.
“Não necessitamos de património do antigo Grupo de Cantares para existir, trabalhar ou atuar”, afirma, acrescentando que o grupo dispõe de “material próprio e novo” e tem desenvolvido a sua atividade através de atuações e compromissos próprios.
Mário Gonçalves rejeita, assim, qualquer associação entre a atividade dos Cantadores da Planície e uma eventual apropriação de património pertencente ao antigo Grupo de Cantares. Sobre a expressão utilizada por Luís Grilo para se referir ao novo projeto, afirma não pretender responder a “insultos”, defendendo que a qualidade de um projeto se demonstra através do seu trabalho e da relação com o público.
“Esta discussão pública termina aqui”
Mário Gonçalves afirma ainda que as pessoas de São Vicente e Ventosa e do concelho de Elvas conhecem os intervenientes e poderão formar a sua própria opinião sobre o conflito.
Apesar de defender o fim da discussão pública, deixa uma ressalva: “Não aceitaremos que o nosso nome, a nossa honra e a nossa reputação sejam sucessivamente colocados em causa através de afirmações que consideramos falsas ou deturpadas.”
O responsável adianta que o conteúdo das declarações de Luís Grilo será analisado e que, “sempre que se justifique”, poderá ser remetido às entidades competentes.
“A partir deste momento, aquilo que tiver de ser esclarecido será esclarecido nos locais próprios. Aquilo que tiver de ser provado será provado perante quem tem competência para apreciar a prova”, afirma.
Mário Gonçalves garante, por fim, que os Cantadores da Planície vão continuar a atividade com os seus próprios músicos, equipamentos e compromissos. “Não pretendemos destruir ninguém, reescrever histórias ou alimentar conflitos. Pretendemos apenas trabalhar em paz”, conclui, deixando, contudo, uma última advertência: “Não confundam silêncio com falta de resposta.”
Junta esclarece fim do protocolo
Também o presidente da Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa, João Charruadas, esclareceu à Rádio ELVAS a questão relacionada com a utilização das instalações da Junta pelo Grupo de Cantares.
Segundo João Charruadas, o protocolo que estava em vigor com o grupo terminou antes de outubro de 2025. O autarca explica que a decisão esteve relacionada com o facto de a associação “não ter atividade há mais de um ano”. “A Junta deliberou terminar o protocolo em vigor com 90 dias de antecedência”, acrescenta João Charruadas.
Sobre a mudança da fechadura do espaço utilizado pelo Grupo de Cantares, o presidente da Junta garante que apenas tomou conhecimento da situação no mesmo momento que Luís Grilo, quando ambos se terão deslocado ao local para que o antigo presidente da associação pudesse realizar o inventário do material.
Considerando que o conflito “é uma questão interna” do Grupo de Cantares de São Vicente e Ventosa, João Charruadas diz ter “pouco ou nada a acrescentar sobre o assunto”.