
Os XP Covers estão de regresso ao palco principal da Expo São Mateus, em Elvas, na noite da próxima quinta-feira, 24 de setembro, para uma atuação que promete ser marcada pela energia, pela interação com o público e, claro, pelos grandes êxitos dos Xutos & Pontapés.
Em entrevista, Mário Carriço, um dos rostos do projeto, sublinha o significado especial de voltar a atuar na principal festa da cidade. “Mais um ano de regresso a casa. Para nós é sempre um gosto, um prazer enorme tocar em casa e na grande feira da nossa cidade, naquele magnífico palco”, afirma.
Com quase 25 anos de existência, os XP Covers são já uma presença consolidada no panorama musical de Elvas e têm levado o seu tributo aos Xutos & Pontapés a vários pontos do país. Apesar da experiência acumulada, cada atuação em Elvas merece uma preparação especial.
“O espetáculo está montado com uma dinâmica que vai crescendo ao longo da atuação”, explica Mário Carriço, acrescentando que o grupo procura sempre introduzir “algumas surpresas” quando atua perante o público elvense. A ligação com a plateia assume, aliás, um papel central no espetáculo, sobretudo através dos temas mais conhecidos do repertório dos Xutos & Pontapés.
Um público dos oito aos 80 anos
Embora associado a um público mais adulto, o repertório dos Xutos & Pontapés continua a conquistar diferentes gerações. Para Mário Carriço, trata-se de uma banda “dos oito aos 80”, já que as músicas mais emblemáticas continuam presentes nas rádios e são conhecidas também pelas gerações mais jovens.
A atuação dos XP Covers integra o programa da Expo São Mateus na mesma noite em que atua o grupo espanhol Raya. Para Mário Carriço, a diversidade musical do cartaz não constitui um problema, mas antes uma oportunidade de complementar diferentes públicos. “Acaba por se oferecer ao público duas coisas diferentes”, considera, defendendo que os estilos podem cruzar-se e conquistar espectadores de diferentes faixas etárias.
O rock “perdeu expressão”, mas pode estar a regressar
Durante a entrevista, o músico e empresário ligado ao setor dos espetáculos refletiu também sobre a atual presença do rock nos festivais portugueses.
Na sua perspetiva, o género perdeu espaço face a outros estilos musicais, mas poderá estar a iniciar um novo ciclo. “O rock perdeu expressão ao longo dos anos e deu lugar a outros géneros de música diferentes”, reconhece. Ainda assim, considera que “está a começar a haver um certo revivalismo” e que o público volta a procurar este género musical.
Mário Carriço acredita que a capacidade de reinvenção será fundamental para o futuro do rock. Tal como aconteceu com o fado ou com o cante alentejano, também o rock poderá encontrar novas formas de chegar ao público através da fusão com outros estilos e de novas abordagens musicais.
“Não vamos oferecer a mesma coisa. Convém introduzir ali algumas misturas”, defende, considerando que a inovação pode ser determinante para voltar a colocar o género em destaque.
XP Covers preparam celebração dos 25 anos
A atuação na Expo São Mateus surge também como uma espécie de antevisão da celebração dos 25 anos dos XP Covers, que será assinalada dentro de poucos meses.
Apesar da longevidade do projeto, Mário Carriço explica que a banda nunca funcionou com grandes planos a longo prazo. A prioridade continua a ser simples: tocar, divertir-se e proporcionar bons espetáculos ao público.
Os vários músicos que integram os XP Covers desenvolvem igualmente outros projetos e integram diferentes bandas e formações, o que torna a conciliação das agendas um desafio. Ainda assim, há uma exceção: quando chega a Feira de São Mateus, o grupo faz questão de estar presente. “Quando somos convidados a atuar arranjamos sempre forma de conseguir estar presente”, garante Mário Carriço.
Para a noite de 24 de setembro, a promessa é de um concerto dinâmico e participativo, com os grandes clássicos dos Xutos & Pontapés e, sobretudo, com a colaboração de um público que os XP Covers conhecem bem. “Esperamos a colaboração do público, porque é muito importante para qualquer espetáculo”, conclui Mário Carriço.
A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:















