O posto de abastecimento da Galp, na Boa-Fé, em Elvas, foi assaltado durante a madrugada desta quinta-feira, 13 de agosto.
Do interior do estabelecimento foi furtado tabaco, não tendo sido, ao que tudo indica, levada qualquer quantia em dinheiro. A quantidade de tabaco furtada ainda não foi, contudo, apurada.
Os assaltantes terão removido a grade de proteção do estabelecimento com recurso a uma cinta, que terá sido puxada por uma viatura. De seguida, terão partido uma das portas para conseguir entrar no interior do espaço.
A PSP esteve já no local, onde recolheu os primeiros elementos, tendo sido iniciada a investigação ao assalto.
A Câmara Municipal de Elvas aprovou, no decorrer da reunião do executivo desta quarta-feira, 12 de agosto, uma moção de “repúdio e de confiança nos trabalhadores e serviços da Câmara Municipal de Elvas”.
A proposta foi aprovada com os votos favoráveis do presidente da Câmara, José Rondão Almeida, do vice-presidente Nuno Mocinha e dos vereadores Hermenegildo Rodrigues e Sérgio Ventura. O vereador José Eurico Malhado absteve-se, enquanto as vereadoras Elsa Dourado e Margarida Paiva votaram contra.
Na moção, o Município manifesta “veemente repúdio” por aquilo que considera serem “ataques, descredibilização ou tentativa de degradação pública da imagem” dos trabalhadores, dirigentes, técnicos, serviços e demais colaboradores da autarquia, quando essas críticas assentam em “acusações generalizadas, insinuações ou afirmações não sustentadas em factos comprovados”.
A Câmara sublinha que os trabalhadores municipais exercem as suas funções de acordo com as competências legalmente atribuídas, defendendo que os procedimentos administrativos e concursos promovidos pelo Município devem ser avaliados à luz das regras aplicáveis e dos atos concretamente praticados.
A autarquia reconhece, contudo, que a crítica, fiscalização e escrutínio da atividade municipal são direitos legítimos numa sociedade democrática, defendendo que devem ser exercidos “com responsabilidade, rigor e respeito pela dignidade das pessoas e das instituições”.
Um dos pontos centrais da moção prende-se com a existência de procedimentos de inquérito e/ou processos disciplinares relativos a trabalhadores municipais. O Município salienta que estes processos estão a ser acompanhados e tramitados nos termos legalmente previstos e que a sua existência “não pode significar, por si só, qualquer juízo antecipado sobre a responsabilidade dos trabalhadores envolvidos”.
A Câmara considera que a existência destes mecanismos demonstra que eventuais dúvidas ou suspeitas podem ser averiguadas através dos meios próprios, defendendo que esses procedimentos não devem ser substituídos por “julgamentos públicos antecipados”.
Na deliberação, o Executivo reafirma ainda a “total confiança” nos trabalhadores da Câmara Municipal de Elvas, reconhecendo o seu “profissionalismo, dedicação, competência, responsabilidade e compromisso com o serviço público e com a população do concelho”.
A confiança é igualmente estendida aos elementos que integram os júris dos concursos e procedimentos municipais, incluindo trabalhadores da autarquia e representantes de outras entidades, nomeadamente de estabelecimentos de ensino, quando aplicável.
A moção manifesta também solidariedade institucional para com os trabalhadores e colaboradores que possam sentir-se “injustamente atingidos por acusações ou tentativas de descredibilização pública” no exercício das suas funções.
Por fim, a Câmara Municipal apela a que o debate político e público em Elvas seja pautado pelo “respeito institucional, pela elevação, pela verdade dos factos e pela responsabilidade nas afirmações proferidas”, reafirmando o compromisso do Município com os princípios da legalidade, imparcialidade, transparência, igualdade, rigor e defesa do interesse público. A deliberação determina ainda que a moção seja dada a conhecer aos trabalhadores e serviços da Câmara Municipal de Elvas, como expressão da confiança e reconhecimento do Executivo pelo trabalho desenvolvido diariamente em benefício da comunidade.
Os Bombeiros de Campo Maior estão a acompanhar as Festas do Povo com um dispositivo reforçado, garantindo a segurança da população durante os vários dias de celebrações. Apesar do aumento do número de ocorrências, o balanço feito até ao momento é positivo e não foram registadas situações de maior gravidade.
Em entrevista à Rádio Campo Maior/Rádio ELVAS, o presidente da Associação dos Bombeiros de Campo Maior, Luís Fava, deixou uma palavra de agradecimento aos elementos do corpo de bombeiros, às suas famílias e às entidades que têm apoiado o trabalho desenvolvido ao longo do ano.
Também o bombeiro-chefe Nuno Cunha destacou o empenhamento dos operacionais durante as festas. Nos primeiros quatro dias do evento (entre sábado e terça-feira) foram registadas cerca de 130 ocorrências, sobretudo relacionadas com doenças súbitas, lipotimias, desmaios e situações de mal-estar geral.
O período de maior movimento de ocorrências tem acontecido depois da hora de almoço, entre as 15h30 e as 16h00, numa altura em que as temperaturas elevadas se fazem sentir com maior intensidade.
“Está muito calor”, alerta Nuno Cunha, deixando recomendações à população que participa nas festas: manter uma boa hidratação, utilizar roupa confortável, evitar caminhadas prolongadas nas horas de maior calor e ter atenção aos sinais de cansaço ou mal-estar.
O dispositivo operacional conta diariamente com cerca de 25 elementos, número que é reforçado durante o fim de semana, chegando a cerca de 35 operacionais. Ao trabalho dos Bombeiros de Campo Maior juntam-se ainda meios de outros corpos de bombeiros do distrito e elementos da Força Especial de Bombeiros.
O esforço tem sido exigente para os operacionais, que, segundo Nuno Cunha, têm tido pouco tempo para descansar e estar com as famílias. A preparação e o acompanhamento das festas obrigam a uma forte logística e a uma presença permanente no quartel e nos locais de maior concentração de pessoas.
Luís Fava sublinha que, enquanto campomaiorense, vive as Festas do Povo com “ternura e alegria”, destacando a grande afluência de visitantes e o ambiente vivido nas ruas da vila. Ainda assim, reconhece que as responsabilidades enquanto presidente da Associação dos Bombeiros tornam difícil acompanhar as festividades como qualquer outro habitante.
As atuais festas acontecem 11 anos depois da última edição, o que torna difícil estabelecer uma comparação direta em termos de ocorrências e condições.
A programação das Festas do Povo de Campo Maior continua esta quinta-feira, 13 de agosto, com um conjunto de iniciativas que incluem dança oriental, música e fado, destacando-se o espetáculo “Em Casa d’Amália”.
Às 19h00 o Projeto de Formação de Dança Oriental do Município de Campo Maior anima as ruas da vila e o Largo do Barata.
O Palco do Jardim Municipal recebe o grupo BRINDE, às 21h00, enquanto meia hora depois, às 21h30, Os Cá d’Cima atuam no Palco do Largo do Barata.
O espetáculo “Em Casa d’Amália”, com apresentação de José Gonçalez (na imagem, ao lado de João Manuel Nabeiro) e atuações de FF, Lenita Gentil, André Amaro, Jorge Fernando e José Manuel Neto, é apresentado no palco do Jardim Municipal às 22h15.
Às 23h00, João Tocha anima o baile no Largo do Barata, seguindo-se, às 23h45, a atuação do DJ Dreindaclub no Jardim Municipal.
A animação prolonga-se até às 02h00 e as Festas do Povo prosseguem esta sexta-feira, entrando na reta final da programação.
A Entidade Regional de Turismo (ERT) de Lisboa tem estado representada nas Festas do Povo de Campo Maior, com vista a reforçar a ligação entre diferentes regiões do país e dar a conhecer uma Lisboa para além dos seus monumentos mais emblemáticos.
A presidente da ERT de Lisboa, Carla Salsinha, destaca a importância desta participação, considerando as Festas do Povo de Campo Maior uma referência nacional e uma oportunidade privilegiada para promover o turismo português. “As Festas do Povo de Campo Maior são uma referência a nível nacional, mas, acima de tudo, para o turismo. São efetivamente uma grande mostra do que se faz de excelência no turismo em Portugal”, afirma.
Segundo Carla Salsinha, o caráter comunitário das festas é um dos aspetos que mais valoriza o evento. A mobilização da população de Campo Maior em torno do evento constitui, para a responsável, um exemplo da forma como as comunidades podem contribuir para a valorização e promoção dos seus territórios.
A participação da região de Lisboa no evento surge na sequência de um desafio lançado pelo Município de Campo Maior, permitindo criar uma relação de proximidade entre dois territórios com características distintas. “Foi-nos dada a honra de trazermos a região de Lisboa até ao Alentejo, até às Festas do Povo”, adianta a responsável.
Ao longo da semana, em Campo Maior, a ERT de Lisboa tem vindo a apresentar também algumas das experiências e tradições dos 18 municípios que integram a região. Entre os exemplos apontados estão a Feira Medieval de Canha, o Mercado do Caramelo de Pinhal Novo, o EVOA – Espaço de Visitação e Observação de Aves, as salinas do Samouco e diferentes áreas de interesse natural e cultural. A oferta inclui ainda as festas tradicionais do Montijo e de Mafra, a Ericeira e as procissões marítimas e fluviais realizadas em diferentes pontos da região, em particular em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem.
Carla Salsinha defende que é necessário contrariar a ideia de que o turismo em Lisboa se resume a uma visita à Torre de Belém, ao Mosteiro dos Jerónimos ou aos tradicionais pastéis de Belém. “Lisboa, a região de Lisboa, não é só a Torre de Belém, não são só os Jerónimos. É importante, mas tem todo um património, uma envolvência, uma cultura e uma gastronomia”, sublinha.
A responsável destaca ainda a diversidade gastronómica e cultural existente em municípios como Seixal e Moita, as tradições taurinas de Vila Franca de Xira e o património de Cascais e Oeiras, onde se encontra um importante legado associado à antiga propriedade agrícola do Marquês de Pombal.
Para Carla Salsinha, a proximidade geográfica entre os 18 municípios permite encontrar uma grande diversidade de experiências num território relativamente compacto. “Em 50 quilómetros, estando em Lisboa, estamos de extremo a extremo da região. E, em cada município que passamos, temos coisas completamente diferentes”, afirma.
A presidente da ERT de Lisboa considera, por isso, que a promoção turística deve dirigir-se não apenas aos visitantes internacionais, mas também aos próprios portugueses. “É importante que nós, os portugueses, saibamos que, tal como vimos aqui e damos valor a esta fantástica tradição das Festas de Campo Maior, também possamos ir a Lisboa reconhecer o que a região tem de tão diferente para dar e oferecer”, conclui.
A participação nas Festas do Povo reforça, assim, a aposta na promoção cruzada entre territórios e na valorização das tradições, do património, da gastronomia e das comunidades que dão identidade às diferentes regiões portuguesas.
A escritora elvense Graça Amiguinho surge entre os 14 candidatos à edição deste ano do Orçamento Participativo de Elvas, com o projeto “Elvas nas Brumas do Tempo”, uma obra literária que pretende dar a conhecer a história, as figuras e o património do concelho através de contos inspirados em factos históricos e ficção.
Em entrevista, a autora explica que a ideia nasceu da vontade de valorizar a identidade local através da literatura: “Escrevo há muitos anos e senti que a história, as pessoas e o património de Elvas mereciam ser conhecidos através da literatura.”
Treze contos para contar a história de Elvas
O projeto reúne 13 contos, cada um dedicado a uma personagem ou a um tema ligado à história do concelho, permitindo ao leitor viajar por diferentes épocas, desde a Idade Média até períodos mais recentes. Inicialmente concebida como um único livro com cerca de 500 páginas, a obra acabou por ser dividida em vários volumes para facilitar a leitura e a publicação.
Entre as figuras retratadas encontram-se António Tomás Pires, António Sardinha, José da Silva Picão e Públia Hortênsia de Castro. As histórias incluem também referências ao património material e imaterial de Elvas, como o Aqueduto da Amoreira, o Castelo, o Forte da Graça, a Ponte de Ajuda, a romaria do Senhor Jesus da Piedade e tradições populares das freguesias do concelho.
Segundo Graça Amiguinho, a componente ficcional surge para tornar a leitura mais apelativa, sem perder o rigor histórico. “Procuro ter conhecimentos da realidade, mas depois floreio as histórias. A imaginação é a mãe de um escritor”, assegura.
Preservar a memória através da literatura
A autora sublinha que o principal objetivo do projeto não passa pela vitória no Orçamento Participativo, mas sim pela divulgação da história e das tradições de Elvas junto de diferentes públicos.
“O meu objetivo não é vencer este concurso. O meu objetivo é que estes contos cheguem aos leitores e os ajudem a valorizar a memória da nossa cidade”, garante.
Graça Amiguinho considera que a coleção poderá ser utilizada em escolas, centros de dia e outras instituições, aproximando crianças, jovens e idosos do património histórico e cultural do concelho. Ao longo das histórias são retratadas as aldeias do concelho, os seus habitantes, tradições, costumes e acontecimentos marcantes que fazem parte da identidade elvense.
História e ficção de mãos dadas
Ao longo da obra são abordados episódios marcantes da história local, como a construção do Aqueduto da Amoreira, as Guerras da Restauração, a Guerra das Laranjas, a perda de Olivença e a batalha das Linhas de Elvas, sempre acompanhados por narrativas ficcionadas que procuram despertar o interesse do leitor.
A escritora explica que realiza uma investigação histórica rigorosa antes de escrever cada conto, procurando garantir a fidelidade aos factos, embora recorra à imaginação para construir personagens, diálogos e enredos que tornem a leitura mais envolvente.
Um projeto de 25 mil euros
O projeto apresenta um orçamento de 25 mil euros, destinado à edição de mil exemplares da obra. Apesar de reconhecer as dificuldades do processo de votação online do Orçamento Participativo, Graça Amiguinho mostra-se satisfeita por poder apresentar a sua proposta aos elvenses.
Caso o projeto não seja o mais votado, garante que continuará a procurar alternativas para concretizar a publicação: “Acho que é uma obra que não se pode perder. É a história da nossa terra, das nossas gentes, das nossas tradições e do nosso futuro”
Uma mensagem para o futuro
Entre os contos encontra-se ainda uma narrativa dedicada à Eurocidade Elvas – Campo Maior – Badajoz, estabelecendo uma ligação entre o passado e a cooperação transfronteiriça, que a autora considera fundamental para o futuro da região.
No final da entrevista, Graça Amiguinho deixa uma mensagem aos elvenses, destacando a importância de preservar a memória coletiva: “Um povo que conhece a sua história caminha com mais segurança para o futuro. O meu convite é para que todos descubram em Elvas nas Brumas do Tempo uma janela aberta para a nossa história. Se, depois de lerem estas histórias, olharem para Elvas com um pouco mais de orgulho e curiosidade, então o meu trabalho terá valido a pena.”
A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:
O espanhol Xabier Isasa, da Euskaltel-Euskadi, venceu esta quarta-feira ao sprint a sexta etapa da Volta a Portugal, que ligou o Europarque, em Santa Maria da Feira, ao Peso da Régua, num percurso de 132,6 quilómetros.
Isasa foi o mais rápido na chegada, cumprindo a etapa em 3:01.23 horas. Rui Oliveira, da UAE Emirates, terminou na segunda posição, enquanto Francisco Campos, da Tavira/Crédito Agrícola, foi terceiro, ambos com o mesmo tempo do vencedor.
Apesar de ter terminado a etapa na 26.ª posição, o francês Alexis Guérin, da Anicolor-Campicarn, conservou a liderança da classificação geral. No entanto, viu a vantagem sobre o principal perseguidor diminuir.
O russo Artem Nych, seu colega de equipa e vencedor das duas últimas edições da Volta a Portugal, é agora segundo, a 49 segundos de Guérin. Tiago Antunes, da Efapel, ocupa a terceira posição, a 1 minuto e 28 segundos do líder.
A sétima etapa disputa-se esta quinta-feira, 13 de agosto, com partida em Vieira do Minho e chegada às Termas do Gerês.