Pericas vence no Gerês e sobe ao pódio da Volta a Portugal

Adrià Pericas, da UAE Team Emirates XRG, venceu esta quinta-feira a sétima etapa da Volta a Portugal Jogos Santa Casa, uma das mais exigentes da edição deste ano, com chegada à Vila do Gerês. O jovem espanhol, de apenas 20 anos, foi o mais forte no final dos 153 quilómetros de uma tirada marcada pelo calor e por 3188 metros de desnível acumulado.

Pericas integrou o grupo dos corredores mais fortes do dia, juntamente com o Camisola Amarela, Alexis Guérin, e o colega de equipa Artem Nych. Na aproximação à meta, o espanhol mostrou ter mais força e conquistou a vitória mais importante da carreira, depois de ter resistido aos ataques nas duas contagens de montanha de primeira categoria. “Foi uma etapa duríssima, com muitos ataques desde a primeira subida. Sabia que era importante não ir acima do limite”, afirmou Pericas no final.

O português Fábio Costa, da Feira dos Sofás-Boavista, foi distinguido como o mais combativo da etapa, depois de ter estado bastante tempo isolado na frente e passado em primeiro na contagem de montanha da Mata da Albergaria. Contudo, a subida ao Alto de Germil, também de primeira categoria, acabou por selecionar definitivamente os homens da frente, com Guérin, Nych e Pericas a assumirem o protagonismo.

Na classificação geral, Alexis Guérin mantém a Camisola Amarela, seguido de Artem Nych e, agora, Adrià Pericas, que subiu ao terceiro lugar. O espanhol reforçou também a liderança da classificação da juventude e continua a vestir a Camisola Branca Paredes Rota dos Móveis.

Rui Oliveira, colega de Pericas, reforçou a liderança da classificação por pontos e mantém a Camisola Laranja Galp, enquanto Guérin passou também a liderar a classificação da montanha, envergando a Camisola Azul Continente.

A Volta a Portugal prossegue esta sexta-feira com a oitava etapa, uma ligação de 166,8 quilómetros entre Melgaço e Fafe.

GNR recupera telemóvel furtado em Ponte de Sor e identifica suspeitos

A Guarda Nacional Republicana (GNR) recuperou um telemóvel que tinha sido furtado em Ponte de Sor e identificou os presumíveis autores do crime. A ação decorreu no passado dia 10 de agosto, através do Posto Territorial de Ponte de Sor, em colaboração com o Posto Territorial de Alter do Chão.

Na sequência da denúncia apresentada pelo proprietário, os militares desenvolveram diligências de investigação que permitiram localizar e recuperar o equipamento, bem como identificar os suspeitos. Para dificultar a localização do telemóvel, os autores tinham removido o cartão SIM e efetuado a formatação integral do aparelho, mas a rápida intervenção da GNR permitiu recuperar o dispositivo e devolvê-lo ao seu proprietário.

A GNR reforça a importância de denunciar rapidamente este tipo de crimes, uma vez que a celeridade da participação pode ser determinante para o sucesso das diligências de investigação e para a recuperação dos bens furtados.

Município de Portalegre reforça limpeza e desinfeção dos contentores

O Município de Portalegre está a proceder à lavagem e desinfeção de contentores em todo o concelho, numa ação que pretende contribuir para a manutenção da higiene e limpeza dos espaços públicos e para a melhoria do ambiente urbano.

A iniciativa tem como objetivo reforçar as condições de limpeza e contribuir para a qualidade de vida da população, apelando também à colaboração dos munícipes na correta deposição dos resíduos.

O Município sensibiliza ainda para a utilização dos serviços de recolha de Resíduos Domésticos Volumosos, destinados a objetos como mobílias, colchões e eletrodomésticos, de forma a evitar a deposição indevida de monos na via pública. A recolha destes resíduos pode ser solicitada através do número 245 307 450.

A autarquia reforça, por isso, o apelo à utilização correta e seletiva dos diferentes contentores, contribuindo para manter o concelho de Portalegre mais limpo.

“Noites de Verão” arrancam esta quinta-feira em Elvas com noite de fados

A Praça da República de Elvas volta a receber mais uma edição das “Noites de Verão”, iniciativa promovida pelo Município de Elvas que, ao longo do mês de agosto, levará música, fado, humor e dança ao “coração” da cidade.

Com início marcado sempre para as 21h30, a programação arranca já esta quinta-feira, dia 13, com uma Noite de Fados, que reúne as vozes de Ana Isabel Cunha, Berta Miranda, Carla Isabel, Nelson Cardoso, Ramiro Santos, Rosa Maria Abrunheiro, Silvino Sardo, Toy Faria e Vasco Gamelas. O acompanhamento musical estará a cargo de Jorge Silva, na guitarra portuguesa, e de Mário Carriço, na viola de fado.

Amanhã, sexta-feira, dia 14, sobe ao palco a banda Sou Vinil. Já no sábado, dia 15, haverá espetáculo de stand-up comedy com Jorge Serafim. A animação prossegue no domingo, dia 16, com a atuação de Maria Vinagre.

As “Noites de Verão” pretendem proporcionar momentos de convívio, cultura e lazer a residentes e visitantes, contribuindo também para a dinamização do centro histórico de Elvas durante o período de maior afluência turística.

Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas promove workshop de escultura

O Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas António Tomás Pires recebe, no próximo dia 15 de agosto, o workshop de escultura “Conchas e o que elas sugerem”, orientado por Maria José Rijo.

A iniciativa decorre entre as 10h30 e as 12h30 e desafia os participantes a explorar as formas sugeridas pelas conchas, utilizando estes elementos naturais como ponto de partida para a criação de trabalhos escultóricos.

Com inscrições limitadas a 15 participantes, o workshop pretende proporcionar um acompanhamento mais próximoao longo da atividade, num momento dedicado à criatividade e à experimentação artística.

Promovida pelo Município de Elvas, a iniciativa procura incentivar a imaginação e o contacto com diferentes formas de expressão plástica, através de uma experiência de aprendizagem e criação artística.

PSD defende candidatura de Elvas à Grande Área Empresarial e critica atraso na Zona Industrial

A vereadora do PSD na Câmara Municipal de Elvas, Margarida Coelho de Paiva, voltou a confrontar o executivo municipal com um conjunto de problemas relacionados com degradação, falta de manutenção e segurança no concelho, durante a reunião de Câmara realizada esta quarta-feira, 12 de agosto.

Na reunião, a vereadora apresentou registos fotográficos relativos à Ponte das Hortas, à muralha junto ao Hotel São João de Deus, aos contentores subterrâneos e ao separador central da Avenida de Badajoz, procurando chamar a atenção do executivo para situações que considera necessitarem de intervenção.

Margarida Coelho de Paiva pediu também esclarecimentos sobre o funcionamento dos semáforos das Portas de Olivença, o atraso na empreitada dos campos de futebol e a execução de projetos relacionados com a modernização e acessibilidade urbana e com o Mercado Municipal.

A eleita pelo PSD questionou ainda a falta de seguimento da proposta apresentada pela Junta de Freguesia da Assunção para a execução de vários passeios no concelho.

Um dos assuntos que suscitou maior preocupação esteve relacionado com a segurança contra incêndios no parque de estacionamento subterrâneo. Margarida Coelho de Paiva pediu esclarecimentos perante informações sobre alegadas falhas nas mangueiras, extintores, sistema de ventilação e boca de incêndio.

O PSD apresentou igualmente recomendações para uma intervenção no Forte de Santa Luzia e para a instalação de lombas em três arruamentos daquela freguesia.

Na mesma reunião, Margarida Coelho de Paiva voltou a insistir numa resposta ao requerimento apresentado sobre a existência de veículos abandonados no concelho.

A reunião ficou também marcada pela apresentação de uma proposta para que o município de Elvas manifestasse formalmente ao Governo o interesse em acolher a Grande Área Empresarial do Interior Alentejo.

A vereadora social-democrata defendeu que a localização fronteiriça de Elvas, aliada às suas ligações ferroviárias e rodoviárias, coloca o concelho numa posição estratégica que, segundo considera, nenhum outro município da região consegue replicar.

Margarida Coelho de Paiva recordou ainda que, dos 150 hectares previstos no Plano Diretor Municipal para a nova Zona Industrial de Elvas, apenas cerca de 15 hectares se encontram atualmente adquiridos.

Segundo a vereadora, o próprio processo de alteração ao Plano de Pormenor necessário para avançar com esses terrenos só foi retomado depois de ter questionado o executivo municipal sobre um aviso que se encontrava caducado desde 2023.

A proposta apresentada pelo PSD acabou por ser rejeitada pelo executivo municipal, que justificou o voto com os contactos que já terão sido desenvolvidos com o Governo e apresentou um dossier relativo ao processo, cuja capa ostentava a data de 2020.

Para Margarida Coelho de Paiva, contudo, a rejeição da proposta não altera a questão central. “Se Elvas ficar de fora desta oportunidade, não vai ser por falta de proposta, vai ser por quem devia ter preparado o concelho a tempo e não preparou”, afirmou.

Jorge Grifo: Festas do Povo são “evento do mundo”

Depois de 11 anos de espera, Campo Maior voltou a transformar-se, da noite para o dia, no maior jardim de papel do mundo.

Desde a noite da passada sexta-feira, 7 de agosto, a tradicional noite da enramação, que a vila tem sido visitada por milhares e milhares de pessoas, que em cerca de cem ruas têm encontrado os mais bonitos trabalhos, dedicados às mais diferentes temáticas e que não têm deixado ninguém indiferente.

Jorge Grifo, presidente da Assembleia Municipal de Campo Maior, que fala numa “edição fantástica” das Festas do Povo, começa por destacar o sentimento de dever cumprido das gentes da terra, depois de momentos “de muita saudade e nervosismo”.

“Depois do anúncio oficial das Festas do Povo, foi uma correria até chegarmos ao dia da enramação, mas realmente tem sido uma edição espetacular, com trabalhos muitos bonitos e os campomaiorenses estão de parabéns”, diz Jorge Grifo.

“Ver Campo Maior com esta multidão de gente e esta moldura humana… Aquilo que vivemos é de uma gratidão imensa e é de coração cheio que nos sentimentos”, acrescenta.

Sublinhado ainda a origem dos visitantes desta edição das Festas do Povo, Jorge Grifo destaca ainda a “magnitude” do evento, que atravessa toda e qualquer fronteira portuguesa. “As Festas do Povo já são um evento extra-muros, extra-Portugal e Península Ibérica. É um evento, claramente, do mundo”, remata.

Vila Viçosa reforça apoio aos agricultores com novo gabinete técnico

O Município de Vila Viçosa, em parceria com a Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP), vai disponibilizar apoio técnico aos agricultores do concelho através da criação do Gabinete de Apoio ao Agricultor.

A iniciativa pretende reforçar o apoio ao setor agrícola local, disponibilizando acompanhamento técnico em áreas como a elaboração de projetos e candidaturas ao Pedido Único, bem como no acompanhamento dos projetos durante a sua implementação e nos respetivos pedidos de pagamento.

O novo gabinete vai também prestar assistência técnica agrícola, pecuária e florestal, incluindo apoio na atualização do parcelário, na receção e informatização de declarações do Sistema Nacional de Informação e Registo de Animais e no Serviço de Aconselhamento Agrícola e Florestal.

Está ainda previsto o acompanhamento especializado a Jovens Agricultores, no âmbito do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum, bem como a realização de ações de formação profissional.

A parceria contempla igualmente a possibilidade de desenvolver projetos-piloto, nomeadamente no âmbito da chamada “Bolsa de Terras”, através de uma plataforma gerida pela AJAP e com o apoio do Município.

O Gabinete de Apoio ao Agricultor funciona no Mercado Municipal de Vila Viçosa, às quartas-feiras, entre as 09h00 e as 12h30 e entre as 14h00 e as 17h30.

A autarquia sublinha que o objetivo passa por criar novas soluções e oportunidades para os agricultores do concelho e contribuir para o desenvolvimento do setor agrícola local.

PJ confirma buscas em Elvas no âmbito de operação nacional contra burla bancária superior a 100 mil euros

Conforme a Rádio Elvas avançou ontem, a Polícia Judiciária realizou buscas em duas habitações em Elvas, uma no Bairro da Boa Fé e outra no Bairro de São Pedro, no âmbito de uma investigação relacionada com burlas. As diligências integraram a Operação “LOGIN”, de âmbito nacional, que resultou na detenção de cinco mulheres suspeitas de integrarem uma rede que terá desviado cerca de 110 mil euros de contas bancárias. A operação decorreu também nos concelhos de Almada, Seixal e Pombal.

Segundo a Polícia Judiciária, a investigação começou em março de 2025 e envolve pelo menos 13 pessoas lesadas. O esquema seria liderado por uma funcionária bancária que acedia sem autorização aos canais digitais dos clientes e transferia os valores para intermediárias, conhecidas como “money mules”. Durante as buscas foram apreendidos documentos e prova digital. As cinco detidas estão indiciadas por associação criminosa, burla qualificada, acesso ilegítimo, falsidade informática e branqueamento de capitais. A PSP de Elvas prestou apoio à PJ durante as diligências, sem intervenção na investigação.

Margarida Paiva critica “indiferenciação” na moção de repúdio aos ataques aos trabalhadores municipais

A vereadora eleita pelo PSD na Câmara Municipal de Elvas, Margarida Coelho de Paiva, tornou pública a fundamentação do seu voto contra a Moção de Repúdio e de Confiança nos Trabalhadores e Serviços da autarquia, aprovada na reunião de Câmara desta quarta-feira, 12 de agosto.

Margarida Coelho de Paiva esclarece que condena “sem reservas” qualquer ataque à competência, isenção ou dignidade profissional dos trabalhadores municipais, mas considera que a moção aprovada não faz a distinção necessária entre diferentes situações.

Na sua perspetiva, o documento “mete tudo no mesmo saco”, tratando de forma indiferenciada críticas que considera sem fundamento e situações que, segundo afirma, apresentavam fundamento suficiente para dar origem a processos disciplinares. A vereadora recorda que essa existência de fundamento teria sido já confirmada publicamente pelo presidente da Câmara e reconhecida no próprio ponto 12 da moção.

“Essa indiferenciação é o problema, não a solução”, sustenta Margarida Coelho de Paiva.

A eleita pelo PSD relaciona ainda esta questão com um processo disciplinar recente, defendendo que a falta de distinção entre diferentes condutas pode acabar por prejudicar os trabalhadores que cumprem as suas funções de forma correta e rigorosa.

“Quando não se distingue quem erra de quem cumpre, quem acusa sem fundamento de quem tem razão, acaba-se por tratar mal precisamente quem faz bem”, afirma.

Margarida Coelho de Paiva conclui que a defesa dos trabalhadores municipais não deve passar por um “voto de repúdio genérico”, mas antes pela capacidade de distinguir responsabilidades e comportamentos.

“Não somos todos iguais. E é essa distinção, não um voto de repúdio genérico, que protege verdadeiramente quem trabalha com rigor ao serviço do concelho de Elvas”, afirma a vereadora.

Município de Monforte proporciona visita às Festas do Povo de Campo Maior

O Município de Monforte disponibilizou transporte gratuito e o acompanhamento por dois funcionários do Serviço de Turismo, Ana Isa Rasquinho e Rui Barradas, para proporcionar aos municípes uma visita às Festas do Povo de Campo Maior.

O passeio realizou-se no dia 9 e contou com a participação de 35 pessoas, que tiveram oportunidade de conhecer as ruas ornamentadas de Campo Maior no âmbito das festividades, que decorrem até 16 de agosto.

Classificadas como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO desde 2021, as Festas do Povo são uma das principais tradições de Campo Maior e regressaram este ano, após um interregno de 11 anos.

A iniciativa transforma o centro histórico da vila num cenário de flores de papel, com mais de 100 ruas ornamentadas através de cerca de 50 toneladas de flores de papel feitas à mão pela comunidade local.

Para além ds ornamentação das ruas, o programa das Festas do Povo inlcui uma componente cultural, com arruadas, atuações das tradicionais Saias de Campo Maior, espetáculos de drones, ranchos folclóricos e bandas filarmónicas.

Dez anos entre casas, clientes e emoções: o testemunho de dois consultores da REMAX no programa “Chave na Mão”

Nuno Escarduça e Carlos Rodrigues, consultores da REMAX Forte, em Elvas, são os protagonistas do sétimo episódio do programa “Chave na Mão”, na Rádio ELVAS.

Numa conversa aberta, os dois profissionais, que vestem a “camisola” da marca há já dez anos, partilham as suas experiências e algumas das situações que, ao longo do seu percurso, mais os marcaram neste ramo imobiliário.

Para Carlos Rodrigues, todos os casos em que o motivo de venda se prenda com razões relacionadas com saúde acabam sempre por lhe deixar alguma marca. O consultor assegura ainda que avaliar uma casa é a tarefa mais fácil, difícil é gerir expectativas e emoções dos clientes.

Por outro lado, os dois consultores revelam que, cada vez mais, o comprador procura os serviços da REMAX, dadas as notícias, praticamente diárias, de burlas. “Os compradores sentem-se cada vez menos à vontade de ir falar diretamente com os proprietários, porque não sabem analisar a documentação e têm medo de não comprarem a casa, mas um problema”, garantem.

O comprador, diz ainda Carlos Rodrigues, procura os serviços da REMAX porque “quer ter segurança no negócio”.

“Chave na Mão” desta semana para ouvir no podcast abaixo:

Eclipse solar leva cerca de 200 pessoas ao Forte da Graça em Elvas

Cerca de 200 pessoas participaram, esta quarta-feira, 12 de agosto, numa visita especial ao Forte da Graça, em Elvas, que juntou astronomia, história e património.

A iniciativa começou com a observação do eclipse solar, tendo o Município de Elvas disponibilizado óculos de proteção adequados aos participantes que não dispunham deste equipamento, garantindo uma observação segura do fenómeno.

Seguiu-se uma visita guiada ao Forte da Graça, durante a qual os participantes foram distribuídos por quatro grupos, acompanhados por quatro guias do Município.

A elevada participação demonstrou o interesse do público por este tipo de iniciativas, que proporcionam experiências diferentes e promovem, simultaneamente, o conhecimento e a valorização do património de Elvas.

Degolados é porta de entrada de Campo Maior e preparou-se a preceito para as Festas do Povo

A freguesia de Degolados não quis ficar de fora das Festas do Povo de Campo Maior.

Nesse sentido, e de acordo com o presidente da junta, Florival Cirilo, as alunas do Ateliê das Artes produziram uma pandeireta, agora instalada na entrada aldeia, por onde muitos visitantes entram no concelho. “É o início do concelho, para quem vem do norte do país. Ao entrar em Degolados, entra-se no concelho de Campo Maior”, refere o autarca, que adianta que, com este elemento decorativo, a freguesia quis “marcar e vincar aquilo que é a identidade das Festas do Povo”.

Por outro lado, Florival Cirilo, que considera que esta é a “melhor edição de sempre” das Festas do Povo, diz que a fasquia fica agora “demasiadamente elevada”.

O “feedback tem sido extremamente positivo. Toda a organização está de parabéns, a comunicação social, forças de intervenção, os bombeiros”, diz o autarca, que assegura que é a união de esforços de todas as entidades envolvidas no evento que faz com que as Festas do Povo sejam um verdadeiro sucesso.

O povo de Campo Maior, diz ainda Florival Cirilo, “sempre soube acolher de uma forma exemplar”. “É um povo humilde, um povo que trabalhou em prol destas festas, que as preparou muito bem. Estamos todos de parabéns”, remata.

Leonor Alegria vive as Festas do Povo “ao máximo” e garante: “As festas não vão morrer”

Leonor Alegria anda pelo país de “mala às costas”, entre espetáculos de teatro musical infantil, projetos pessoais e a música, mas é a ligação a Campo Maior que continua a falar mais alto. Durante as Festas do Povo, a jovem atriz e cantora regressou à terra natal para viver uma experiência que, garante, lhe permitiu sentir “ao máximo” a tradição campomaiorense.

Há cerca de dois anos que Leonor percorre o país com espetáculos de teatro musical, dirigidos sobretudo ao público mais jovem, levando as produções a escolas e auditórios de norte a sul. Paralelamente, continua a desenvolver outros projetos e a cantar, atividade que assume como uma das suas grandes paixões.

“Vou fazendo aquilo que gosto, e enquanto puder fazer isso sou uma pessoa feliz”, afirma.

A vida profissional mantém-na muitas vezes longe de Campo Maior, mas a distância não diminui a ligação à terra. “Por muita coisa que eu possa fazer fora e por muitos projetos que possa ter fora de Campo Maior, a ligação que tenho às minhas raízes, à minha terra, é muito mais forte do que tudo isso”, confessa.

Uma nova forma de viver as Festas do Povo

Se, aos 15 anos, Leonor viveu as Festas do Povo sobretudo como espectadora, interessada nos concertos e nos DJs, nesta edição teve oportunidade de conhecer a tradição por dentro.

A jovem participou na preparação da Rua da Moraria de Cima, num trabalho que começou ainda em janeiro e se prolongou durante meses. Entre dificuldades, dúvidas e muitas horas de trabalho, o grupo conseguiu erguer a rua na manhã da enramação.

“Foi um grande orgulho”, recorda Leonor, que considera que esta experiência lhe permitiu perceber verdadeiramente o significado das Festas do Povo. “Senti-me mesmo do povo, sou de cá, mas senti-me mesmo acolhida e a pertencer ao povo e àquilo que são as nossas festas”, explica.

Pela primeira vez, aprendeu também a fazer flores de papel, uma das tradições que transforma Campo Maior num verdadeiro jardim durante a celebração. “Foi muito bonito, acho que foi fantástico”, diz.

Uma festa também feita de reencontros

Mas a participação de Leonor não se limitou ao trabalho na rua, uma vez que teve oportunidade de subir ao palco do Jardim Municipal para uma atuação.

Mesmo com poucas horas de sono e uma agenda preenchida, Leonor continuou a viver intensamente a semana das festas. Além dos compromissos relacionados com a sua atuação, integrou ainda, juntamente com a mãe, a irmã, uma tia e as primas, uma barraquinha onde são apresentados trabalhos manuais relacionados com Campo Maior e com a tradição das festas.

Entre o trabalho, os encontros e os espetáculos, a jovem garante que tem aproveitado cada momento.

“As festas não vão morrer”

E se depender de Leonor Alegria, as Festas do Povo continuarão a ter futuro. Questionada sobre se estaria preparada para participar numa próxima edição, a resposta foi imediata: “Por mim era já para o ano”.

A atriz considera fundamental que os jovens se envolvam na tradição e assumam a responsabilidade de preservar o legado deixado pelas gerações anteriores. “Acho que há muitos jovens, na verdade, a participar este ano na edição das festas que querem fazer mais e, portanto, as festas não vão morrer”, afirma.

Para Leonor, a continuidade está precisamente nessa capacidade de passar a tradição de geração em geração: “Há sempre gente a nascer que as fará de novo”.

Depois de ter vivido pela primeira vez o trabalho de uma rua, aprendido a fazer flores de papel e atuado perante o público, Leonor Alegria leva das Festas do Povo uma experiência que ultrapassa o palco. É, sobretudo, o reencontro com as suas raízes e com uma tradição que agora diz ter vivido “ao máximo”.

E, apesar do cansaço, deixa ainda no ar a possibilidade de uma surpresa antes do final das festas — um segredo que, por enquanto, prefere guardar.

Cabeção conquista reconhecimento histórico para os seus Vinhos de Talha: “É um orgulho para todo o Alentejo”

Os vinhos produzidos em Cabeção, no concelho de Mora, podem a partir de agora, exibir a designação “Vinho de Talha” nos respetivos rótulos, uma conquista considerada histórica para os produtores locais e para a preservação de uma tradição secular profundamente enraizada na identidade da vila. O reconhecimento surge após um processo de cerca de três anos, liderado pela Confraria do Vinho de Talha de Cabeção, com o apoio da Câmara Municipal de Mora e da Junta de Freguesia.

José Vieira, presidente da Confraria do Vinho de Talha de Cabeção, revela que tudo começou quando os produtores iniciaram o processo de certificação dos seus vinhos. “Fomos confrontados com uma realidade em que não podíamos usar a designação ‘Vinho de Talha’ no rótulo, quando em Cabeção sempre se fez vinho de talha. Desencadeámos este processo com o apoio da autarquia e da Junta de Freguesia e, ao fim de cerca de três anos, conseguimos resolver esta situação”, começa por explicar.

O responsável sublinha que, embora tenha sido Cabeção a impulsionar esta alteração, o reconhecimento beneficia todos os produtores alentejanos que cumpram o regulamento estabelecido: “Esta designação não é só para Cabeção. Foi Cabeção que impulsionou este processo e, já na próxima campanha, os produtores do Alentejo poderão utilizar a designação ‘Vinho de Talha’ nos seus rótulos”.

Mais do que uma valorização comercial, José Vieira considera que esta conquista representa um reconhecimento da identidade alentejana. “A maior mais-valia é o orgulho como alentejanos, porque não podíamos utilizar um termo tão nosso e tão característico do Alentejo como ‘Vinho de Talha’. É claro que poderá existir uma valorização económica, mas o mais importante é podermos afirmar a nossa identidade”, assegura.

O presidente da Confraria recorda que, até agora, muitos produtores eram obrigados a recorrer à designação “ânfora”, apesar de produzirem vinho em talhas, um método ancestral que remonta ao período romano.

Atualmente, Cabeção continua a manter viva esta tradição graças a cerca de meia centena de produtores. “Ainda existem cerca de cinquenta produtores. Muitos fazem vinho para consumo próprio, para a família e para os amigos. Depois temos cerca de meia dúzia de produtores que apostaram na rotulagem e na comercialização, tornando esta atividade sustentável e permitindo continuar a produzir este vinho tão próprio e tão nosso.”

Segundo José Vieira, é precisamente o método de produção que distingue o vinho de talha dos restantes vinhos. “Em Cabeção temos um verdadeiro museu vivo das talhas. Na minha adega, a talha mais recente tem perto de 200 anos e a mais antiga seguramente ultrapassa os 500 anos. Mesmo utilizando as mesmas uvas e o mesmo processo, nunca há dois vinhos iguais. A própria talha imprime características únicas ao vinho.”

O processo produtivo mantém-se praticamente inalterado ao longo dos séculos, começando nas vinhas tradicionais, onde a vindima é feita manualmente e as uvas são cuidadosamente selecionadas. “Estamos a falar de vinhas centenárias e de um trabalho praticamente todo manual. Não entra um cacho de uva que não tenha a qualidade que consideramos necessária. Depois inicia-se um processo que demora, no mínimo, seis meses, desde a fermentação alcoólica até à malolática”.

A tradição determina ainda um momento muito especial para os produtores: “A legislação obriga a que o vinho só possa ser retirado das talhas a partir do dia 11 de novembro, Dia de São Martinho. É nessa altura que começam as provas, os convívios e as festas entre amigos e convidados.”

Com este reconhecimento oficial, Cabeção reforça a sua posição como uma das principais referências nacionais na produção de vinho de talha. A vila, que reúne dezenas de produtores e adegas, vê agora reconhecido um património que alia história, tradição e autenticidade, garantindo melhores condições para preservar e promover uma prática transmitida de geração em geração.

Tabaco furtado em assalto a posto da Galp na Boa-Fé durante a madrugada

O posto de abastecimento da Galp, na Boa-Fé, em Elvas, foi assaltado durante a madrugada desta quinta-feira, 13 de agosto.

Do interior do estabelecimento foi furtado tabaco, não tendo sido levada qualquer quantia em dinheiro, de acordo com o responsável, João Carlos Carpinteiro. A quantidade de tabaco furtada ainda não foi, contudo, apurada.

O assalto, perpetrado por três indivíduos, aconteceu por volta das 3 horas.

Os assaltantes terão removido a grade de proteção do estabelecimento com recurso a uma cinta, que terá sido puxada por uma viatura. De seguida, terão partido uma das portas para conseguir entrar no interior do espaço.

A PSP esteve já no local, onde recolheu os primeiros elementos, tendo sido iniciada a investigação ao assalto.

Câmara de Elvas aprova moção de confiança nos trabalhadores e serviços municipais

A Câmara Municipal de Elvas aprovou, no decorrer da reunião do executivo desta quarta-feira, 12 de agosto, uma moção de “repúdio e de confiança nos trabalhadores e serviços da Câmara Municipal de Elvas”.

A proposta foi aprovada com os votos favoráveis do presidente da Câmara, José Rondão Almeida, do vice-presidente Nuno Mocinha e dos vereadores Hermenegildo Rodrigues e Sérgio Ventura. O vereador José Eurico Malhado absteve-se, enquanto as vereadoras Elsa Dourado e Margarida Paiva votaram contra.

Na moção, o Município manifesta “veemente repúdio” por aquilo que considera serem “ataques, descredibilização ou tentativa de degradação pública da imagem” dos trabalhadores, dirigentes, técnicos, serviços e demais colaboradores da autarquia, quando essas críticas assentam em “acusações generalizadas, insinuações ou afirmações não sustentadas em factos comprovados”.

A Câmara sublinha que os trabalhadores municipais exercem as suas funções de acordo com as competências legalmente atribuídas, defendendo que os procedimentos administrativos e concursos promovidos pelo Município devem ser avaliados à luz das regras aplicáveis e dos atos concretamente praticados.

A autarquia reconhece, contudo, que a crítica, fiscalização e escrutínio da atividade municipal são direitos legítimos numa sociedade democrática, defendendo que devem ser exercidos “com responsabilidade, rigor e respeito pela dignidade das pessoas e das instituições”.

Um dos pontos centrais da moção prende-se com a existência de procedimentos de inquérito e/ou processos disciplinares relativos a trabalhadores municipais. O Município salienta que estes processos estão a ser acompanhados e tramitados nos termos legalmente previstos e que a sua existência “não pode significar, por si só, qualquer juízo antecipado sobre a responsabilidade dos trabalhadores envolvidos”.

A Câmara considera que a existência destes mecanismos demonstra que eventuais dúvidas ou suspeitas podem ser averiguadas através dos meios próprios, defendendo que esses procedimentos não devem ser substituídos por “julgamentos públicos antecipados”.

Na deliberação, o Executivo reafirma ainda a “total confiança” nos trabalhadores da Câmara Municipal de Elvas, reconhecendo o seu “profissionalismo, dedicação, competência, responsabilidade e compromisso com o serviço público e com a população do concelho”.

A confiança é igualmente estendida aos elementos que integram os júris dos concursos e procedimentos municipais, incluindo trabalhadores da autarquia e representantes de outras entidades, nomeadamente de estabelecimentos de ensino, quando aplicável.

A moção manifesta também solidariedade institucional para com os trabalhadores e colaboradores que possam sentir-se “injustamente atingidos por acusações ou tentativas de descredibilização pública” no exercício das suas funções.

Por fim, a Câmara Municipal apela a que o debate político e público em Elvas seja pautado pelo “respeito institucional, pela elevação, pela verdade dos factos e pela responsabilidade nas afirmações proferidas”, reafirmando o compromisso do Município com os princípios da legalidade, imparcialidade, transparência, igualdade, rigor e defesa do interesse público. A deliberação determina ainda que a moção seja dada a conhecer aos trabalhadores e serviços da Câmara Municipal de Elvas, como expressão da confiança e reconhecimento do Executivo pelo trabalho desenvolvido diariamente em benefício da comunidade.

Bombeiros de Campo Maior registam cerca de 130 ocorrências nas Festas do Povo e apelam à hidratação

Os Bombeiros de Campo Maior estão a acompanhar as Festas do Povo com um dispositivo reforçado, garantindo a segurança da população durante os vários dias de celebrações. Apesar do aumento do número de ocorrências, o balanço feito até ao momento é positivo e não foram registadas situações de maior gravidade.

Em entrevista à Rádio Campo Maior/Rádio ELVAS, o presidente da Associação dos Bombeiros de Campo Maior, Luís Fava, deixou uma palavra de agradecimento aos elementos do corpo de bombeiros, às suas famílias e às entidades que têm apoiado o trabalho desenvolvido ao longo do ano.

Também o bombeiro-chefe Nuno Cunha destacou o empenhamento dos operacionais durante as festas. Nos primeiros quatro dias do evento (entre sábado e terça-feira) foram registadas cerca de 130 ocorrências, sobretudo relacionadas com doenças súbitas, lipotimias, desmaios e situações de mal-estar geral.

O período de maior movimento de ocorrências tem acontecido depois da hora de almoço, entre as 15h30 e as 16h00, numa altura em que as temperaturas elevadas se fazem sentir com maior intensidade.

“Está muito calor”, alerta Nuno Cunha, deixando recomendações à população que participa nas festas: manter uma boa hidratação, utilizar roupa confortável, evitar caminhadas prolongadas nas horas de maior calor e ter atenção aos sinais de cansaço ou mal-estar.

O dispositivo operacional conta diariamente com cerca de 25 elementos, número que é reforçado durante o fim de semana, chegando a cerca de 35 operacionais. Ao trabalho dos Bombeiros de Campo Maior juntam-se ainda meios de outros corpos de bombeiros do distrito e elementos da Força Especial de Bombeiros.

O esforço tem sido exigente para os operacionais, que, segundo Nuno Cunha, têm tido pouco tempo para descansar e estar com as famílias. A preparação e o acompanhamento das festas obrigam a uma forte logística e a uma presença permanente no quartel e nos locais de maior concentração de pessoas.

Luís Fava sublinha que, enquanto campomaiorense, vive as Festas do Povo com “ternura e alegria”, destacando a grande afluência de visitantes e o ambiente vivido nas ruas da vila. Ainda assim, reconhece que as responsabilidades enquanto presidente da Associação dos Bombeiros tornam difícil acompanhar as festividades como qualquer outro habitante.

As atuais festas acontecem 11 anos depois da última edição, o que torna difícil estabelecer uma comparação direta em termos de ocorrências e condições.  

“Em Casa d’Amália” marca a programação desta quinta-feira nas Festas do Povo

A programação das Festas do Povo de Campo Maior continua esta quinta-feira, 13 de agosto, com um conjunto de iniciativas que incluem dança oriental, música e fado, destacando-se o espetáculo “Em Casa d’Amália”.

Às 19h00 o Projeto de Formação de Dança Oriental do Município de Campo Maior anima as ruas da vila e o Largo do Barata.

O Palco do Jardim Municipal recebe o grupo BRINDE, às 21h00, enquanto meia hora depois, às 21h30, Os Cá d’Cima atuam no Palco do Largo do Barata.

O espetáculo “Em Casa d’Amália”, com apresentação de José Gonçalez (na imagem, ao lado de João Manuel Nabeiro) e atuações de FF, Lenita Gentil, André Amaro, Jorge Fernando e José Manuel Neto, é apresentado no palco do Jardim Municipal às 22h15.

Às 23h00, João Tocha anima o baile no Largo do Barata, seguindo-se, às 23h45, a atuação do DJ Dreindaclub no Jardim Municipal.

A animação prolonga-se até às 02h00 e as Festas do Povo prosseguem esta sexta-feira, entrando na reta final da programação.

Entidade Regional de Turismo de Lisboa leva a diversidade da região às Festas do Povo de Campo Maior

A Entidade Regional de Turismo (ERT) de Lisboa tem estado representada nas Festas do Povo de Campo Maior, com vista a reforçar a ligação entre diferentes regiões do país e dar a conhecer uma Lisboa para além dos seus monumentos mais emblemáticos.

A presidente da ERT de Lisboa, Carla Salsinha, destaca a importância desta participação, considerando as Festas do Povo de Campo Maior uma referência nacional e uma oportunidade privilegiada para promover o turismo português. “As Festas do Povo de Campo Maior são uma referência a nível nacional, mas, acima de tudo, para o turismo. São efetivamente uma grande mostra do que se faz de excelência no turismo em Portugal”, afirma.

Segundo Carla Salsinha, o caráter comunitário das festas é um dos aspetos que mais valoriza o evento. A mobilização da população de Campo Maior em torno do evento constitui, para a responsável, um exemplo da forma como as comunidades podem contribuir para a valorização e promoção dos seus territórios.

A participação da região de Lisboa no evento surge na sequência de um desafio lançado pelo Município de Campo Maior, permitindo criar uma relação de proximidade entre dois territórios com características distintas. “Foi-nos dada a honra de trazermos a região de Lisboa até ao Alentejo, até às Festas do Povo”, adianta a responsável.

Ao longo da semana, em Campo Maior, a ERT de Lisboa tem vindo a apresentar também algumas das experiências e tradições dos 18 municípios que integram a região. Entre os exemplos apontados estão a Feira Medieval de Canha, o Mercado do Caramelo de Pinhal Novo, o EVOA – Espaço de Visitação e Observação de Aves, as salinas do Samouco e diferentes áreas de interesse natural e cultural. A oferta inclui ainda as festas tradicionais do Montijo e de Mafra, a Ericeira e as procissões marítimas e fluviais realizadas em diferentes pontos da região, em particular em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem.

Carla Salsinha defende que é necessário contrariar a ideia de que o turismo em Lisboa se resume a uma visita à Torre de Belém, ao Mosteiro dos Jerónimos ou aos tradicionais pastéis de Belém. “Lisboa, a região de Lisboa, não é só a Torre de Belém, não são só os Jerónimos. É importante, mas tem todo um património, uma envolvência, uma cultura e uma gastronomia”, sublinha.

A responsável destaca ainda a diversidade gastronómica e cultural existente em municípios como Seixal e Moita, as tradições taurinas de Vila Franca de Xira e o património de Cascais e Oeiras, onde se encontra um importante legado associado à antiga propriedade agrícola do Marquês de Pombal.

Para Carla Salsinha, a proximidade geográfica entre os 18 municípios permite encontrar uma grande diversidade de experiências num território relativamente compacto. “Em 50 quilómetros, estando em Lisboa, estamos de extremo a extremo da região. E, em cada município que passamos, temos coisas completamente diferentes”, afirma.

A presidente da ERT de Lisboa considera, por isso, que a promoção turística deve dirigir-se não apenas aos visitantes internacionais, mas também aos próprios portugueses. “É importante que nós, os portugueses, saibamos que, tal como vimos aqui e damos valor a esta fantástica tradição das Festas de Campo Maior, também possamos ir a Lisboa reconhecer o que a região tem de tão diferente para dar e oferecer”, conclui.

A participação nas Festas do Povo reforça, assim, a aposta na promoção cruzada entre territórios e na valorização das tradições, do património, da gastronomia e das comunidades que dão identidade às diferentes regiões portuguesas.

Graça Amiguinho candidata coletânea de contos sobre a história de Elvas ao Orçamento Participativo

A escritora elvense Graça Amiguinho surge entre os 14 candidatos à edição deste ano do Orçamento Participativo de Elvas, com o projeto “Elvas nas Brumas do Tempo”, uma obra literária que pretende dar a conhecer a história, as figuras e o património do concelho através de contos inspirados em factos históricos e ficção.

Em entrevista, a autora explica que a ideia nasceu da vontade de valorizar a identidade local através da literatura: “Escrevo há muitos anos e senti que a história, as pessoas e o património de Elvas mereciam ser conhecidos através da literatura.”

Treze contos para contar a história de Elvas

O projeto reúne 13 contos, cada um dedicado a uma personagem ou a um tema ligado à história do concelho, permitindo ao leitor viajar por diferentes épocas, desde a Idade Média até períodos mais recentes. Inicialmente concebida como um único livro com cerca de 500 páginas, a obra acabou por ser dividida em vários volumes para facilitar a leitura e a publicação.

Entre as figuras retratadas encontram-se António Tomás Pires, António Sardinha, José da Silva Picão e Públia Hortênsia de Castro. As histórias incluem também referências ao património material e imaterial de Elvas, como o Aqueduto da Amoreira, o Castelo, o Forte da Graça, a Ponte de Ajuda, a romaria do Senhor Jesus da Piedade e tradições populares das freguesias do concelho.

Segundo Graça Amiguinho, a componente ficcional surge para tornar a leitura mais apelativa, sem perder o rigor histórico. “Procuro ter conhecimentos da realidade, mas depois floreio as histórias. A imaginação é a mãe de um escritor”, assegura.

Preservar a memória através da literatura

A autora sublinha que o principal objetivo do projeto não passa pela vitória no Orçamento Participativo, mas sim pela divulgação da história e das tradições de Elvas junto de diferentes públicos.

“O meu objetivo não é vencer este concurso. O meu objetivo é que estes contos cheguem aos leitores e os ajudem a valorizar a memória da nossa cidade”, garante.

Graça Amiguinho considera que a coleção poderá ser utilizada em escolas, centros de dia e outras instituições, aproximando crianças, jovens e idosos do património histórico e cultural do concelho. Ao longo das histórias são retratadas as aldeias do concelho, os seus habitantes, tradições, costumes e acontecimentos marcantes que fazem parte da identidade elvense.

História e ficção de mãos dadas

Ao longo da obra são abordados episódios marcantes da história local, como a construção do Aqueduto da Amoreira, as Guerras da Restauração, a Guerra das Laranjas, a perda de Olivença e a batalha das Linhas de Elvas, sempre acompanhados por narrativas ficcionadas que procuram despertar o interesse do leitor.

A escritora explica que realiza uma investigação histórica rigorosa antes de escrever cada conto, procurando garantir a fidelidade aos factos, embora recorra à imaginação para construir personagens, diálogos e enredos que tornem a leitura mais envolvente.

Um projeto de 25 mil euros

O projeto apresenta um orçamento de 25 mil euros, destinado à edição de mil exemplares da obra. Apesar de reconhecer as dificuldades do processo de votação online do Orçamento Participativo, Graça Amiguinho mostra-se satisfeita por poder apresentar a sua proposta aos elvenses.

Caso o projeto não seja o mais votado, garante que continuará a procurar alternativas para concretizar a publicação: “Acho que é uma obra que não se pode perder. É a história da nossa terra, das nossas gentes, das nossas tradições e do nosso futuro”

Uma mensagem para o futuro

Entre os contos encontra-se ainda uma narrativa dedicada à Eurocidade Elvas – Campo Maior – Badajoz, estabelecendo uma ligação entre o passado e a cooperação transfronteiriça, que a autora considera fundamental para o futuro da região.

No final da entrevista, Graça Amiguinho deixa uma mensagem aos elvenses, destacando a importância de preservar a memória coletiva: “Um povo que conhece a sua história caminha com mais segurança para o futuro. O meu convite é para que todos descubram em Elvas nas Brumas do Tempo uma janela aberta para a nossa história. Se, depois de lerem estas histórias, olharem para Elvas com um pouco mais de orgulho e curiosidade, então o meu trabalho terá valido a pena.”

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:

Xabier Isasa vence ao sprint a sexta etapa da Volta a Portugal. Guérin mantém liderança

O espanhol Xabier Isasa, da Euskaltel-Euskadi, venceu esta quarta-feira ao sprint a sexta etapa da Volta a Portugal, que ligou o Europarque, em Santa Maria da Feira, ao Peso da Régua, num percurso de 132,6 quilómetros.

Isasa foi o mais rápido na chegada, cumprindo a etapa em 3:01.23 horas. Rui Oliveira, da UAE Emirates, terminou na segunda posição, enquanto Francisco Campos, da Tavira/Crédito Agrícola, foi terceiro, ambos com o mesmo tempo do vencedor.

Apesar de ter terminado a etapa na 26.ª posição, o francês Alexis Guérin, da Anicolor-Campicarn, conservou a liderança da classificação geral. No entanto, viu a vantagem sobre o principal perseguidor diminuir.

O russo Artem Nych, seu colega de equipa e vencedor das duas últimas edições da Volta a Portugal, é agora segundo, a 49 segundos de Guérin. Tiago Antunes, da Efapel, ocupa a terceira posição, a 1 minuto e 28 segundos do líder.

A sétima etapa disputa-se esta quinta-feira, 13 de agosto, com partida em Vieira do Minho e chegada às Termas do Gerês.