
A vereadora do PSD na Câmara Municipal de Elvas, Margarida Coelho de Paiva, voltou a confrontar o executivo municipal com um conjunto de problemas relacionados com degradação, falta de manutenção e segurança no concelho, durante a reunião de Câmara realizada esta quarta-feira, 12 de agosto.
Na reunião, a vereadora apresentou registos fotográficos relativos à Ponte das Hortas, à muralha junto ao Hotel São João de Deus, aos contentores subterrâneos e ao separador central da Avenida de Badajoz, procurando chamar a atenção do executivo para situações que considera necessitarem de intervenção.
Margarida Coelho de Paiva pediu também esclarecimentos sobre o funcionamento dos semáforos das Portas de Olivença, o atraso na empreitada dos campos de futebol e a execução de projetos relacionados com a modernização e acessibilidade urbana e com o Mercado Municipal.
A eleita pelo PSD questionou ainda a falta de seguimento da proposta apresentada pela Junta de Freguesia da Assunção para a execução de vários passeios no concelho.
Um dos assuntos que suscitou maior preocupação esteve relacionado com a segurança contra incêndios no parque de estacionamento subterrâneo. Margarida Coelho de Paiva pediu esclarecimentos perante informações sobre alegadas falhas nas mangueiras, extintores, sistema de ventilação e boca de incêndio.
O PSD apresentou igualmente recomendações para uma intervenção no Forte de Santa Luzia e para a instalação de lombas em três arruamentos daquela freguesia.
Na mesma reunião, Margarida Coelho de Paiva voltou a insistir numa resposta ao requerimento apresentado sobre a existência de veículos abandonados no concelho.
A reunião ficou também marcada pela apresentação de uma proposta para que o município de Elvas manifestasse formalmente ao Governo o interesse em acolher a Grande Área Empresarial do Interior Alentejo.
A vereadora social-democrata defendeu que a localização fronteiriça de Elvas, aliada às suas ligações ferroviárias e rodoviárias, coloca o concelho numa posição estratégica que, segundo considera, nenhum outro município da região consegue replicar.
Margarida Coelho de Paiva recordou ainda que, dos 150 hectares previstos no Plano Diretor Municipal para a nova Zona Industrial de Elvas, apenas cerca de 15 hectares se encontram atualmente adquiridos.
Segundo a vereadora, o próprio processo de alteração ao Plano de Pormenor necessário para avançar com esses terrenos só foi retomado depois de ter questionado o executivo municipal sobre um aviso que se encontrava caducado desde 2023.
A proposta apresentada pelo PSD acabou por ser rejeitada pelo executivo municipal, que justificou o voto com os contactos que já terão sido desenvolvidos com o Governo e apresentou um dossier relativo ao processo, cuja capa ostentava a data de 2020.
Para Margarida Coelho de Paiva, contudo, a rejeição da proposta não altera a questão central. “Se Elvas ficar de fora desta oportunidade, não vai ser por falta de proposta, vai ser por quem devia ter preparado o concelho a tempo e não preparou”, afirmou.















