
A vereadora eleita pelo PSD na Câmara Municipal de Elvas, Margarida Coelho de Paiva, tornou pública a fundamentação do seu voto contra a Moção de Repúdio e de Confiança nos Trabalhadores e Serviços da autarquia, aprovada na reunião de Câmara desta quarta-feira, 12 de agosto.
Margarida Coelho de Paiva esclarece que condena “sem reservas” qualquer ataque à competência, isenção ou dignidade profissional dos trabalhadores municipais, mas considera que a moção aprovada não faz a distinção necessária entre diferentes situações.
Na sua perspetiva, o documento “mete tudo no mesmo saco”, tratando de forma indiferenciada críticas que considera sem fundamento e situações que, segundo afirma, apresentavam fundamento suficiente para dar origem a processos disciplinares. A vereadora recorda que essa existência de fundamento teria sido já confirmada publicamente pelo presidente da Câmara e reconhecida no próprio ponto 12 da moção.
“Essa indiferenciação é o problema, não a solução”, sustenta Margarida Coelho de Paiva.
A eleita pelo PSD relaciona ainda esta questão com um processo disciplinar recente, defendendo que a falta de distinção entre diferentes condutas pode acabar por prejudicar os trabalhadores que cumprem as suas funções de forma correta e rigorosa.
“Quando não se distingue quem erra de quem cumpre, quem acusa sem fundamento de quem tem razão, acaba-se por tratar mal precisamente quem faz bem”, afirma.
Margarida Coelho de Paiva conclui que a defesa dos trabalhadores municipais não deve passar por um “voto de repúdio genérico”, mas antes pela capacidade de distinguir responsabilidades e comportamentos.
“Não somos todos iguais. E é essa distinção, não um voto de repúdio genérico, que protege verdadeiramente quem trabalha com rigor ao serviço do concelho de Elvas”, afirma a vereadora.















