
Muito antes de as ruas de Campo Maior se encherem de cor para mais uma edição das Festas do Povo, há meses de trabalho, dedicação e espírito de equipa por parte dos voluntários que dão vida àquela que é uma das maiores manifestações culturais do concelho. Desde o final de janeiro, centenas de campomaiorenses conciliam a vida pessoal e profissional com a preparação das ornamentações que irão transformar a vila.
É o caso de Susana Guerra, que integra a equipa responsável pela ornamentação da Avenida dos Combatentes da Grande Guerra. A voluntária explica que os trabalhos arrancaram no final de janeiro e envolvem um esforço coletivo constante. “É uma avenida muito comprida, muito grande, com muito trabalho”, refere, destacando, no entanto, que “todos nós, com um bocadinho do nosso esforço, conseguimos”. A campomaiorense sublinha ainda a importância da organização e do trabalho em equipa, orientado por uma cabeça de rua que coordena todo o processo.
Essa responsabilidade cabe a Elsa Muacho, cabeça de rua da Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, que descreve a experiência como “muito desafiante”. Apesar de reconhecer que existe “muito, muito trabalho”, garante que o processo tem decorrido da melhor forma graças ao grupo de voluntários que a acompanha, afirmando ter “um grupo de pessoas maravilhosas” que a apoia “a 100%”.
Enquanto responsável pela rua, Elsa Muacho explica que lhe cabe assegurar que não falta material, encontrar um espaço para arrumação e incentivar os participantes a continuarem a produzir as flores de papel, tarefas que exigem organização e disponibilidade. Ainda assim, destaca o empenho dos voluntários, considerando que “as pessoas dão o apoio a 100%”.
Conciliar esta missão com a vida profissional e familiar nem sempre é fácil. A cabeça de rua revela que os trabalhos decorrem sobretudo durante os serões e nos tempos livres, confessando que, desde janeiro, tem dedicado praticamente todas as noites à preparação das festas. “Não é fácil gerir a casa, gerir a loja e gerir os serões”, admite, mas garante que, “com boa vontade, a gente chega a todo o lado”.
À medida que os preparativos avançam, o trabalho desenvolvido por centenas de voluntários continua a dar forma às ruas ornamentadas que, dentro de algumas semanas, voltarão a receber milhares de visitantes, mantendo viva uma tradição que distingue Campo Maior.















