
A sala polivalente de Monforte recebeu um colóquio de abertura da iniciativa “Remember Monforfeira” dedicado às perspetivas da tauromaquia enquanto atividade económica, social e cultural no concelho de Monforte
Um dos oradores foi Paulo Caetano, que defendeu a forte relevância do setor para a economia local. Segundo o interveniente, a atividade tauromáquica representa “uma importância enorme”, envolvendo “mais de 10 milhões de euros e criando impacto direto em várias áreas ligadas aos cavaleiros, ganadeiros, forcados e empresários tauromáquicos responsáveis pela organização de eventos”.
Paulo Caetano destacou ainda que “mais de uma centena de pessoas trabalham direta ou indiretamente neste universo no concelho”, considerando que, sem tauromaquia, Monforte perderia uma parte significativa da sua dinâmica económica e também da sua vida social.
Na vertente cultural, o orador sublinhou que a tauromaquia está implantada há muitas gerações em Monforte, fazendo parte da identidade e das tradições locais. Durante a intervenção, recordou também a longa ligação histórica do toureio à civilização mediterrânica, referindo que a prática remonta há mais de dois mil anos, com referências já na Grécia Antiga e posteriormente na Península Ibérica durante o período romano.
Segundo Paulo Caetano, ao longo da História houve igualmente momentos em que cristãos e muçulmanos assinalavam tratados de paz através da realização de corridas de touros.
“A arte aproxima o homem da perfeição”, afirmou o orador que destacou também a importância da criação de gado bravo, considerando tratar-se de uma das formas de produção pecuária mais sustentáveis existentes. Referiu que o touro bravo é criado em campo aberto e em condições de liberdade, permitindo um modelo de exploração extensiva que, na sua perspetiva, constitui um exemplo de sustentabilidade agrícola e de preservação do meio rural.














