
Margarida Coelho de Paiva, vereadora do PSD na Câmara Municipal de Elvas, vai apresentar, na próxima reunião do executivo, a proposta “Parque Para Todos”, centrada no funcionamento, acessibilidade e segurança do Parque de Estacionamento Subterrâneo da Praça da República.
A proposta tem como principais objetivos a criação de lugares de estacionamento reservados a grávidas e a acompanhantes de crianças de colo, bem como a alteração do contrato de manutenção do elevador do parque.
Segundo Margarida Coelho de Paiva, embora o parque cumpra o mínimo legal de quatro lugares reservados a pessoas com deficiência, não dispõe de lugares destinados a grávidas e a famílias com bebés de colo, apesar de estas categorias estarem igualmente previstas na legislação. A vereadora defende, por isso, a criação destes lugares, considerando que o parque deve responder às necessidades de diferentes utilizadores e ser “para todos”.
A proposta surge também na sequência de problemas identificados no elevador do parque, que esteve vários meses parado. Margarida Coelho de Paiva pretende que a Câmara altere o atual contrato de manutenção, passando de uma modalidade simples para uma modalidade completa, com o objetivo de assegurar um acompanhamento mais abrangente do equipamento.
Durante a visita ao parque que esteve na origem da proposta, a vereadora identificou ainda outras situações relacionadas com a manutenção e a segurança das instalações.
Entre os problemas detetados esteve uma boca-de-incêndio que se encontrava avariada e a verter água, situação entretanto reparada. Foram também levantadas questões relativamente aos extintores, cuja revisão, segundo a vereadora, apenas foi realizada depois de esta ter questionado o seu estado.
Outro dos pontos destacados prende-se com o Plano de Segurança Interno do parque. De acordo com Margarida Coelho de Paiva, o documento, em vigor desde 2024, não terá tido a revisão anual nem os simulacros previstos no próprio plano.
Para a vereadora, os vários problemas identificados revelam uma questão mais ampla relacionada com a manutenção do parque. “Esta proposta nasceu de uma falta simples, lugares para grávidas e famílias com bebés de colo, e de um elevador que devia funcionar sempre e não funciona”, afirma Margarida Coelho de Paiva. “Mas, ao visitar o parque, percebi que havia um padrão maior, de manutenção, que só reage quando é confrontada”, remata.














