Um jovem de 15 anos, violinista com o 5.º grau do Conservatório, perdeu hoje o seu violino em Elvas, deixando-o “destroçado”. O instrumento tem um valor ainda mais especial por ser uma herança do avô e guardar muitas memórias familiares.
O violino terá sido perdido no trajeto entre a Rua Diogo Amado, a Rua do Padrão e a Rua de São Lourenço. A família apela à ajuda da população de Elvas para tentar localizar o instrumento e devolvê-lo ao jovem.
Quem o encontrar ou tiver alguma informação pode contactar a família.
O Serviço de Radiologia do IPO Lisboa recebeu três novos equipamentos: um novo mamógrafo, um TAC de contagem de fotões — o primeiro com esta tecnologia no SNS — e um osteodensitómetro.
São equipamentos que permitem fazer exames mais avançados, melhorar a capacidade de diagnóstico, reduzir, em determinados casos, tempos de exame, radiação e utilização de contraste, e acompanhar de forma mais próxima a saúde óssea dos nossos doentes.
A aquisição destes equipamentos foi possível através e financiamento do PRR.
Realizou-se ontem, 31 de agosto, no Auditório do Celeiro da Cultura, em Borba, o primeiro ensaio do Coro do Vagar, um projeto que pretende reunir participantes de todos os concelhos do distrito de Évora.
Com direção artística da cantora Mara, o coro integra uma iniciativa da CIMAC e da Évora 27 – Capital Europeia da Cultura, estando prevista a sua participação nos momentos mais marcantes da programação de Évora 2027.
As inscrições continuam abertas a quem queira integrar este projeto. O próximo ensaio está maracdo para segunda feira, 7 de setembro, às 19 horas, no Auditório do Celeiro da Cultura, em Borba.
O projeto artístico “Raiz – Paisagem Humana”, desenvolvido pelo Colectivo Cultura Alentejo, vai promover laboratórios de escuta e criação nos concelhos de Estremoz e Monforte, no âmbito de Évora_27 – Capital Europeia da Cultura.
A iniciativa pretende envolver a comunidade local na recolha de memórias, histórias de vida, cartas e testemunhos, que servirão de base à criação de um objeto cinematográfico documental.
Os participantes serão divididos por grupos de idade e vão integrar sessões semanais durante os meses de outubro e novembro. Não sendo necessária experiência prévia em teatro ou artes performativas.
A participação é gratuita e os laboratórios vão decorrer no Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz, e no CEFUS, em Monforte.
O Coração Delta – Associação de Solidariedade Social do Grupo Nabeiro promove a V Conferência Manuel Ferreira Patrício, na próxima sexta-feira, 4 de setembro, a partir das 09h30, no Centro de Ciência do Café.
Com o tema “Ciência e Humanismo: Curiosidade e sabedoria em ação,” esta edição propõe uma reflexão sobre a ligação entre ciência e educação, num contexto marcado pela inteligência artificial, pela desinformação e pela necessidade de maior pensamento crítico na formação das novas gerações.
A sessão de abertura contará com a intervenção de João Manuel Nabeiro, Chairman do Grupo Nabeiro e Presidente da Comissão Organizadora da Conferência Professor Manuel Ferreira Patrício, seguindo-se o painel “Legado de Manuel Ferreira Patrício: Educar para formar pessoas”, com Luís Sebastião, Professor Associado do Departamento de Pedagogia e Educação da Universidade de Évora, e José Eduardo Franco, Professor responsável pela Cátedra UNESCO do Centro de Estudos Globais da Universidade Aberta.
Participam também nesta Conferência: Elvira Fortunato, Cientista e ex-Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Joana Rita Sousa, Filósofa e Perguntóloga; Pedro Russo, Presidente da Ciência Viva; José María Corrales Vázquez, Professor da Universidade da Extremadura; Helena Braga, Professora Associada da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto; e Pedro Pinto de Almeida, CEO da Teach For Portugal.
A sessão de encerramento contará com as intervenções de Rita Nabeiro, Presidente da Associação Coração Delta e Administradora Executiva do Grupo Nabeiro, e de Luís Rosinha, Presidente da Câmara Municipal de Campo Maior.
O Partido Socialista apresentou na Assembleia da República um Projeto de Voto de Saudação pelas Festas do Povo de Campo Maior, iniciativa que pretende reconhecer e valorizar uma das mais extraordinárias manifestações de cultura popular, identidade comunitária e participação cívica do país. O deputado eleito pelo círculo de Portalegre, Luís Moreira Testa, é o primeiro subscritor do projeto, que será agora apreciado pela Assembleia da República, seguindo-se a respetiva votação.
Realizadas entre 8 e 16 de agosto de 2026, depois de onze anos de ausência, as Festas do Povo voltaram a transformar Campo Maior num extraordinário cenário de flores de papel, cor, beleza e arte popular, resultado do trabalho, da criatividade e da dedicação de toda uma comunidade. Para Luís Moreira Testa, “as Festas do Povo são muito mais do que uma festa. São uma demonstração extraordinária da força de uma comunidade que se mobiliza, trabalha em conjunto e acredita na sua terra”.
“Campo Maior voltou a florir porque o seu povo quis que assim fosse. É precisamente essa vontade coletiva, essa capacidade de mobilização e a transmissão de saberes entre gerações que tornam as Festas do Povo absolutamente únicas e um património que devemos continuar a valorizar”, acrescenta o deputado. O projeto de voto recorda o reconhecimento das Festas do Povo como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, em 15 de dezembro de 2021, sublinhando igualmente o seu contributo para a valorização de Campo Maior, do Alto Alentejo e de toda a região transfronteiriça.
Enquanto deputado eleito pelo círculo de Portalegre, Luís Moreira Testa considera que é também responsabilidade da Assembleia da República reconhecer aquilo que distingue e valoriza o território. “Temos o dever de levar ao Parlamento aquilo que de melhor existe na nossa região. As Festas do Povo de Campo Maior são um exemplo maior da nossa identidade, da nossa cultura e da capacidade das nossas comunidades. É importante que o Parlamento reconheça e valorize este património”, defende.
O projeto de voto saúda a Câmara Municipal de Campo Maior, a Associação das Festas do Povo de Campo Maior e, de forma muito especial, o povo de Campo Maior, os voluntários, as famílias, os artesãos e todos aqueles que, ao longo de meses, dedicaram o seu tempo, as suas mãos e a sua criatividade à construção deste património vivo.
A iniciativa assume ainda uma dimensão particular por esta ter sido a primeira edição das Festas do Povo após o falecimento do Comendador Rui Nabeiro, uma das figuras maiores da história contemporânea de Campo Maior. “É impossível falar destas Festas sem recordar Rui Nabeiro. Foi um homem profundamente ligado a Campo Maior e às suas gentes e que percebeu, como poucos, que o desenvolvimento de uma comunidade não se mede apenas pela sua capacidade económica, mas também pela força dos seus laços, pela preservação da sua identidade e pela confiança no seu próprio povo”
Para o deputado socialista, a edição de 2026 constitui também uma oportunidade para perpetuar essa memória. “Quando Campo Maior volta a florir, é impossível não recordar todos aqueles que contribuíram para que esta tradição chegasse até aqui. Rui Nabeiro ocupa naturalmente um lugar muito especial nessa história. Esta edição é também uma forma de manter viva a memória de alguém que sempre acreditou em Campo Maior e nas suas gentes”, conclui Luís Moreira Testa.
A Rede de Informação de Bibliotecas Públicas do Alentejo Azul (RIBAA) vai promover, no próximo dia 9 de setembro, a segunda edição do seu clube de leitura online “Ler com a RIBAA”. O evento cultural, em formato de tertúlia literária, contará com a participação especial do escritor português Raul Minh’Alma, um dos autores de maior sucesso da literatura nacional contemporânea.
A sessão literária decorrerá em formato digital entre as 21:00h e as 22:30h, oferecendo aos leitores e entusiastas da literatura uma oportunidade única para interagir diretamente com o autor, discutir as suas obras e partilhar experiências de leitura.
Esta iniciativa da RIBAA insere-se numa estratégia contínua de promoção do livro, da leitura e da descentralização cultural na região do Alentejo, aproximando a comunidade local de grandes nomes da escrita através das plataformas digitais.
As inscrições para participar na tertúlia online costumam ser gratuitas, sendo habitualmente disponibilizadas através dos canais oficiais e redes sociais das bibliotecas integrantes da rede RIBAA.
O Município de Campo Maior promove, no próximo domingo, dia 6 de setembro, mais uma edição do “Mercado Cá da Terra”. A iniciativa decorre no emblemático Jardim Municipal, localizado na Avenida da Liberdade, entre as 09h30 e as 13h00, com entrada inteiramente gratuita para todo o público.
O evento, que se realiza habitualmente no primeiro domingo de cada mês, funciona como uma montra privilegiada para a economia local. O mercado contará com a participação ativa de produtores, empresários e artesãos da região, que disponibilizarão uma grande variedade de produtos endógenos e peças de artesanato exclusivas.
Esta iniciativa integrada na estratégia da autarquia visa valorizar o território, apoiar o comércio de proximidade e proporcionar uma manhã de domingo diferente e atrativa para residentes e visitantes.
A Fundação Eugénio de Almeida criou, para o ano letivo 2026/2027 um Programa de Bolsas de Estudo para Cursos de Mestrado. O objetivo passa por apoiar financeiramente a frequência de cursos de mestrado por estudantes de nacionalidade portuguesa com elevado mérito académico, com residência permanente no território da Arquidiocese de Évora.
Margarida Coelho de Paiva, vereadora do PSD na Câmara Municipal de Elvas, vai apresentar, na próxima reunião do executivo, a proposta “Parque Para Todos”, centrada no funcionamento, acessibilidade e segurança do Parque de Estacionamento Subterrâneo da Praça da República.
A proposta tem como principais objetivos a criação de lugares de estacionamento reservados a grávidas e a acompanhantes de crianças de colo, bem como a alteração do contrato de manutenção do elevador do parque.
Segundo Margarida Coelho de Paiva, embora o parque cumpra o mínimo legal de quatro lugares reservados a pessoas com deficiência, não dispõe de lugares destinados a grávidas e a famílias com bebés de colo, apesar de estas categorias estarem igualmente previstas na legislação. A vereadora defende, por isso, a criação destes lugares, considerando que o parque deve responder às necessidades de diferentes utilizadores e ser “para todos”.
A proposta surge também na sequência de problemas identificados no elevador do parque, que esteve vários meses parado. Margarida Coelho de Paiva pretende que a Câmara altere o atual contrato de manutenção, passando de uma modalidade simples para uma modalidade completa, com o objetivo de assegurar um acompanhamento mais abrangente do equipamento.
Durante a visita ao parque que esteve na origem da proposta, a vereadora identificou ainda outras situações relacionadas com a manutenção e a segurança das instalações.
Entre os problemas detetados esteve uma boca-de-incêndio que se encontrava avariada e a verter água, situação entretanto reparada. Foram também levantadas questões relativamente aos extintores, cuja revisão, segundo a vereadora, apenas foi realizada depois de esta ter questionado o seu estado.
Outro dos pontos destacados prende-se com o Plano de Segurança Interno do parque. De acordo com Margarida Coelho de Paiva, o documento, em vigor desde 2024, não terá tido a revisão anual nem os simulacros previstos no próprio plano.
Para a vereadora, os vários problemas identificados revelam uma questão mais ampla relacionada com a manutenção do parque. “Esta proposta nasceu de uma falta simples, lugares para grávidas e famílias com bebés de colo, e de um elevador que devia funcionar sempre e não funciona”, afirma Margarida Coelho de Paiva. “Mas, ao visitar o parque, percebi que havia um padrão maior, de manutenção, que só reage quando é confrontada”, remata.
Terminou mais uma edição do ATL de Verão do Município de Fronteira, que ao longo de quatro turnos proporcionou aos mais jovens várias semanas de atividades, convívio e diversão durante as férias escolares.
A iniciativa contou com a participação de crianças e jovens em diferentes atividades, promovidas com o objetivo de proporcionar momentos de lazer e aprendizagem ao longo do período de férias.
No balanço desta edição, o Município de Fronteira agradeceu a participação de todos, bem como o trabalho dos colaboradores e monitores que acompanharam as crianças ao longo do programa, assegurando a realização das atividades e o seu acompanhamento.
A autarquia deixou ainda um agradecimento às entidades e parceiros que colaboraram na iniciativa, contribuindo para a concretização das atividades desenvolvidas durante o ATL.
Com o encerramento desta edição, fica assim concluído o programa de verão de 2026, que regressará no próximo período de férias de verão.
Pedro Carvão, da Associação Desportiva Ialbax, participou na OCC – UTMB Mont-Blanc World Series Finals, uma das provas de maior prestígio internacional no trail running.
A competição teve início em Orsières, na Suiça, e terminou em Chamonix, nos Alpes Franceses, num percurso marcado pela exigência física e mental e pelo elevado desnível.
A participação permitiu ao atleta levar o nome da Ialbax além-fronteiras, num dos maiores palcos mundiais da modalidade.
Para a associação, a conclusão deste desafio representa um motivo de orgulho e um momento especial, por Pedro Carvão ter enfrentado a prova envergando as cores da Ialbax.
Um feito que reforça a presença da associação e do trail alentejano no panomara internacional da modalidade.
A 4.ª edição do Granfondo Serra D’Ossa realiza-se no próximo dia 4 de outubro, voltando a afirmar-se como um dos principais eventos de ciclismo do Alentejo, unindo, em bicicleta, cinco concelhos: Alandroal, Vila Viçosa, Borba, Estremoz e Redondo.
Devendo reunir cerca de 1.700 participantes, oriundos de vários pontos do país e do estrangeiro, a prova conta com três percursos e distâncias distintas: o Granfondo de 143,9 quilómetros; o Mediofondo de 108,3 quilómetros; e o Minifondo, de 60,8 quilómetros.
A prova, que nesta edição apresenta percursos renovados que atravessam os cinco concelhos, volta, uma vez mais, a possibilitar aos ciclistas desfrutarem da diversidade paisagística e patrimonial da região, ao mesmo tempo que enfrentam os desafios próprios da Serra d’Ossa.
O impacto do Granfondo Serra D’Ossa na economia local
Para o presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Grilo, o evento demonstra a importância da cooperação entre os municípios envolvidos. “É um excelente exemplo de como uma parceria entre cinco municípios acaba por nos permitir realizar um evento com uma dimensão assinalável”, afirma.
O autarca destaca sobretudo o impacto que a iniciativa tem na economia e na dinâmica do território. “Estamos a falar de 1.700 participantes de todo o país, o que envolve uma grande logística, mas também uma grande presença de pessoas no território que, de outra forma, não estariam cá”, sublinha.
João Grilo realça ainda que uma parte significativa dos participantes permanece na região durante o evento, contribuindo para a atividade económica local. “Destes 1.700 atletas, a maior parte deles vem de outros pontos do país, fica a pernoitar, consome naturalmente na região e, pela oportunidade de realizar aqui uma prova, deixa também alguma coisa no território”, assegura.
Alandroal é palco de partida e chegada da prova
A organização do Granfondo assenta numa parceria entre os cinco municípios da Serra d’Ossa, com uma estrutura rotativa que permite que, em cada edição, um dos concelhos assuma um papel de maior destaque na organização, nomeadamente através da partida e chegada da prova. Em 2026, essa responsabilidade cabe ao Alandroal.
Segundo o presidente da autarquia, este modelo permite repartir os encargos entre os cinco municípios envolvidos. “Isto permite-nos distribuir o investimento e realizar um evento que, de outra forma, seria impossível se ficasse a cargo, por exemplo, de um único município”, afirma.
João Grilo defende, por isso, a continuidade desta estratégia de cooperação. “Estamos empenhados em continuar com este tipo de eventos de colaboração, que nos permite ter outra escala”, remata.
Para além da componente competitiva e de cicloturismo, o Granfondo Serra D’Ossa pretende continuar a promover o território, convidando participantes e acompanhantes a conhecerem a gastronomia, os vinhos, o património histórico e megalítico, e as paisagens do Alentejo.
Com o Alandroal como centro nevrálgico da iniciativa, a edição deste ano pretende voltar a juntar desporto, turismo e promoção territorial, reforçando a importância da cooperação intermunicipal na criação de eventos capazes de atrair visitantes e gerar impacto económico na região.
Os Bombeiros Voluntários de Campo Maior realizaram um exercício de sensibilização e preparação para situações de sismo no Centro Educativo Alice Nabeiro, dirigido à comunidade educativa, maioritariamente composta por crianças.
A iniciativa teve como objetivo reforçar os conhecimentos da comunidade educativa sobre os procedimentos a adotar perante um sismo, com destaque para três gestos fundamentais de proteção: baixar, proteger e aguardar.
Durante o exercício, as crianças foram sensibilizados para a importância de baixar-se sobre os joelhos, proteger a cabeça e o pescoço, procurando abrigo junto de uma estrutura resistente, e aguardar nessa posição até ao fim do abalo.
A ação pretendeu reforçar, de forma prática, a importância da prevenção e do treino na resposta a situações de emergência, contribuindo para uma comunidade mais informada e segura.
A elvense Eva Oliveira foi coroada, no passado dia 24 de julho, em Amarante, Mrs. Europe Portugal. A distinção vale-lhe agora a oportunidade de representar Portugal na edição europeia do concurso, que decorre na Estónia entre os dias 15 e 20 de setembro.
Aos 45 anos, prestes a completar 46, Eva Oliveira assume este desafio com entusiasmo, mas também com algum nervosismo, reconhecendo a responsabilidade acrescida de levar o nome de Portugal a uma competição internacional.
“É verdade que desta vez a responsabilidade é mais acrescida. É um desafio muito grande. Vou representar Portugal e todas as mulheres portuguesas, na Estónia, no Mrs. Europa”, afirma Eva, que admite estar a sair da sua zona de conforto, mas feliz por abraçar uma nova experiência.
A vitória alcançada em Amarante não estava, contudo, nos planos de Eva. Quando foi convidada pela organização CNB Portugal para participar, a primeira reação foi de surpresa. “Será que não se enganaram?”, recorda, explicando que não esperava conquistar a coroa perante a presença de várias mulheres preparadas para concursos internacionais.
Agora, a preparação para a viagem está a ser vivida com intensidade. O concurso europeu não se resume a um desfile, mas inclui vários dias de atividades, desafios e avaliações. Esta fase, habitualmente designada por “estágio”, antecede a final e permite às participantes demonstrar diferentes capacidades para além da imagem.
Para Eva Oliveira, num concurso desta natureza contam “muitas coisas”: a postura, a cultura, a forma de vestir, a comunicação e até a maneira de viver. “Não basta ter uma cara bonita e um corpo bem feito”, sublinha.
A participação assume ainda um significado especial pelo percurso da modelo elvense. Eva começou no mundo da moda aos 18 anos, mas acabou por interromper a atividade para se dedicar à família e aos filhos. Regressou ao universo da moda já aos 42 anos, quase por acaso, e desde então tem vindo a participar em concursos e trabalhos ligados à área.
A representação portuguesa na Estónia surge, assim, como a concretização de algo que, há alguns anos, parecia improvável. “Era impensável eu participar num concurso internacional”, confessa.
Mais do que conquistar uma coroa, Eva Oliveira pretende também deixar uma mensagem de confiança e inspiração a outras mulheres, defendendo que nunca é tarde para concretizar sonhos. “Quero ser exemplo para outras mulheres”, afirma, considerando que a evolução dos concursos e do próprio mundo da moda tem permitido quebrar barreiras relacionadas com a idade, o estado civil ou a maternidade.
A dimensão social é igualmente uma componente importante da participação. Eva Oliveira decidiu associar a sua presença no concurso à luta contra o cancro da mama, uma causa que considera particularmente relevante enquanto mulher. Através das redes sociais, pretende contribuir para a divulgação da causa e sensibilizar para uma doença que continua a afetar muitas famílias.
Na Estónia, a elvense irá encontrar concorrentes de vários países europeus e terá pela frente uma semana de grande intensidade, com atividades cujo programa ainda não conhece na totalidade. Entre os objetivos está também a possibilidade de conhecer uma nova cultura e, se a agenda permitir, descobrir um pouco da cidade que acolherá o concurso.
Apesar da expectativa natural em torno dos resultados, Eva Oliveira parte sem colocar a conquista da coroa como condição para considerar a experiência um sucesso. “Vou mais para conhecer, para participar no concurso, representar Portugal e para me divertir”, explica.
A família será, uma vez mais, o seu principal apoio. O marido, que já tinha sido determinante no seu regresso ao mundo da moda, e os filhos acompanham esta nova aventura e incentivam Eva a abraçar aquilo a que chama algumas das suas “loucuras”.
Além do título de Mrs. Europe, o concurso poderá atribuir outras distinções, como primeira e segunda dama, bem como prémios associados a categorias específicas, entre elas talento, fotogenia ou simpatia.
Independentemente da classificação final, a elvense considera que a conquista já começou. Representar Elvas, o Alentejo e Portugal num palco europeu constitui, para si, uma vitória pessoal e a prova de que “nunca é tarde” para perseguir novos desafios.
A entrevista completa a Eva Oliveira para ouvir no podcast abaixo: