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Festival Sete Sóis Sete Luas regressa a Montemor-o-Novo para reforçar a dimensão internacional da cultura

O Festival Sete Sóis Sete Luas está de regresso a Montemor-o-Novo com uma programação internacional que se prolonga durante os meses de agosto e setembro, reunindo artistas do Mediterrâneo, de África e da América Latina e reforçando a ligação histórica do concelho a um projeto cultural que nasceu precisamente em terras montemorenses.

Na apresentação da programação, o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, recordou que o Festival Sete Sóis Sete Luas teve origem no concelho, no início da década de 1990, como uma iniciativa destinada a aproximar as culturas portuguesa e italiana. “O Festival Sete Sóis Sete Luas foi criado aqui em Montemor, nos anos 90, como um projeto que pretendia dar um maior conhecimento da cultura portuguesa em Itália e da cultura italiana em Portugal”, afirmou.

O autarca lembrou ainda que, ao longo da sua história, o festival trouxe a Montemor-o-Novo algumas das mais importantes figuras da cultura italiana e internacional, destacando nomes como Michelangelo Antonioni e os irmãos Taviani. Recordou igualmente o papel desempenhado pelo festival na projeção internacional de José Saramago, referindo que foi através desta iniciativa que o escritor recebeu o seu primeiro doutoramento honoris causa internacional, atribuído pela Universidade de Pisa.

Para Carlos Pinto de Sá, o regresso do festival representa também a oportunidade de recuperar o espírito fundador do projeto e de lhe conferir uma nova dimensão, assente na cooperação cultural entre diferentes territórios.

Além da programação artística prevista para agosto e setembro, que incluirá também iniciativas integradas na Feira da Luz/Expomor, o Município pretende aproveitar a rede internacional do Festival Sete Sóis Sete Luas para promover novas parcerias entre pequenas cidades europeias. “O que queremos é retomar o sonho que tínhamos inicialmente: criar uma rede de pequenas cidades europeias que possam intercambiar projetos culturais e relacionar os seus agentes culturais. É um sonho velho, mas vamos ver se é possível avançar nesse sentido”, sublinhou.

O presidente da Câmara revelou ainda que estão previstas reuniões com o município italiano de Pontedera, igualmente ligado às origens do festival, e com os responsáveis da organização, numa estratégia que pretende reforçar a cooperação internacional. “Julgo que temos condições para dar aqui um salto qualitativo na intervenção do Festival Sete Sóis Sete Luas, garantindo o desenvolvimento de Montemor e abrindo Montemor ao mundo. Queremos que o concelho continue a afirmar-se como uma referência cultural, tanto a nível nacional como internacional”, concluiu Carlos Pinto de Sá.

Com uma programação que valoriza o diálogo entre diferentes culturas e promove a circulação de artistas de vários países, o Festival Sete Sóis Sete Luas volta a afirmar Montemor-o-Novo como um importante palco de intercâmbio cultural e de projeção internacional.

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