Jorge Macau destaca POETA e investimentos culturais como projetos estratégicos para o futuro de Arraiolos

O presidente da Câmara Municipal de Arraiolos, Jorge Macau, considera que o concelho tem em curso um conjunto de projetos estruturantes, capazes de impulsionar o desenvolvimento económico, valorizar o património e criar condições para fixar população e atrair investimento.

Entre as principais apostas está o POETA – Polo de Oportunidades Tecnológicas de Arraiolos, uma incubadora de empresas que representa um investimento de cerca de 3,1 milhões de euros. Apesar de os dois concursos públicos para a empreitada terem ficado desertos, a autarquia prepara o lançamento de um terceiro procedimento, mantendo a determinação em concretizar o projeto. “Temos projetos que consideramos estruturantes para o futuro de Arraiolos, começando logo pelo POETA, que é um Polo de Oportunidades Tecnológicas, uma incubadora de empresas. Infelizmente, já abrimos concurso por duas vezes e ficou deserto, mas vamos abrir um terceiro concurso público para uma empreitada no valor de 3 milhões e 100 mil euros”, afirmou Jorge Macau.

O autarca reconhece que o investimento representa um esforço significativo para o Município, uma vez que apenas uma pequena parte é cofinanciada, mas considera que o projeto será determinante para o futuro do concelho. “Queremos muito fazer este projeto porque fará toda a diferença no futuro. É um investimento de grande peso para o orçamento municipal, mas pensamos que temos mesmo de o concretizar. O objetivo é fixar a população que temos, atrair novos habitantes, novas empresas e, sobretudo, criar condições para que exista emprego qualificado em Arraiolos”, sublinhou.

Na área do património e da cultura, Jorge Macau destacou também a requalificação do Palácio dos Condes do Vimieiro, cuja primeira fase, que incluiu o reforço estrutural do edifício e a substituição da cobertura, já foi concluída. O concurso público de ideias foi igualmente finalizado, estando escolhido o projeto que servirá de base à próxima fase da intervenção. “Como o Vimieiro é a terra dos músicos, este espaço será dedicado à música e à filarmonia. Consideramos que é um projeto essencial para o concelho”, referiu.

O presidente da Câmara anunciou ainda que será lançado brevemente o concurso público para a construção do Laboratório de Arte Têxtil Contemporânea, em parceria com a Universidade de Évora, adiantando igualmente que está em desenvolvimento o projeto do futuro Museu Durão Gomes.

Para Jorge Macau, estes investimentos demonstram a estratégia do Município de apostar simultaneamente na inovação, na cultura e na valorização do património, criando melhores condições para viver, trabalhar e investir no concelho de Arraiolos.

Campo Maior canta ao som dos Bandidos do Cante nas Festas do Povo

As Festas do Povo de Campo Maior continuam esta terça-feira, 11 de agosto, com um programa que tem como principal destaque a atuação dos Bandidos do Cante.

A programação arranca às 21h00, no Palco do Jardim Municipal, com a atuação de Leonor Alegria. Às 21h30, o Projeto de Formação de Música do Município de Campo Maior atua no Largo do Barata.

Os Bandidos do Cante sobem ao palco do Jardim Municipal às 22h15.

A partir das 22h45, o DJ Pekedy anima o Largo do Barata e, às 23h30, Zé Pedro Sousa dá início ao baile no Jardim Municipal, prolongando a animação até às 02h00.

As Festas do Povo de Campo Maior continuam até ao próximo domingo.

Orçamento Participativo: “Conexão Futuro” promete facilitar a transição para a vida adulta

“Conexão Futuro”, de Lívia Rocha, é um dos 14 projetos que se encontra a votação à edição deste ano do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Elvas: uma proposta direcionada aos alunos do 12.º ano que pretende facilitar a transição entre o ensino secundário, a universidade e o mercado de trabalho.

Em entrevista à Rádio Elvas, a promotora explica que o objetivo passa por preparar os jovens para os desafios que encontram após concluírem o ensino secundário, através de um conjunto de formações práticas ao longo do ano letivo. A implementação do projeto será feita em articulação com a Escola Secundária de Elvas, cuja direção já manifestou disponibilidade para colaborar na iniciativa.

Uma resposta às dificuldades da transição

Segundo Lívia Rocha, o projeto nasceu da sua experiência profissional e académica na área da educação e dos recursos humanos. Assistente social de formação, mestre em Gestão de Recursos Humanos e atualmente doutoranda em Economia Circular na Escola Superior de Biociências de Elvas, a responsável acredita que muitos jovens chegam à universidade ou ao mercado de trabalho sem estarem preparados para as novas exigências.

“Os alunos passam muitos anos num ambiente escolar protegido e, quando fazem essa transição, enfrentam uma realidade completamente diferente. A intenção é dar-lhes ferramentas para que esse processo seja mais seguro e consciente”, explica.

Formação prática e competências para o futuro

O “Conexão Futuro” prevê sessões dedicadas ao desenvolvimento de competências pessoais e profissionais, abordando temas como inteligência emocional, gestão de conflitos, diversidade, responsabilidade social, sustentabilidade, economia circular, economia social e inovação social. A proposta inclui ainda ações de sensibilização para a prevenção da violência escolar, do bullying e do ciberbullying.

Ao contrário de um modelo de ensino tradicional, as atividades serão desenvolvidas de forma prática e participativa, recorrendo a dinâmicas de grupo, trabalhos colaborativos, vídeos, debates e outras metodologias ativas. Os próprios alunos serão envolvidos na definição de algumas das atividades, de forma a adaptar os conteúdos às suas necessidades e interesses.

Benefícios para alunos e comunidade

Além dos estudantes, Lívia Rocha considera que o projeto poderá beneficiar toda a comunidade educativa, incluindo professores, encarregados de educação e empresas, ao contribuir para a formação de jovens mais preparados para os desafios académicos e profissionais.

A candidatura apresenta um investimento de 25 mil euros, valor destinado à implementação integral da iniciativa. O orçamento contempla materiais pedagógicos, equipamentos, apoio logístico, realização das atividades práticas, registo audiovisual das sessões — mediante autorização —, bem como os recursos humanos necessários à execução do projeto.

Objetivo passa por alargar a iniciativa

Caso seja aprovado, o projeto será inicialmente desenvolvido junto de turmas do 12.º ano selecionadas pela direção da Escola Secundária de Elvas. No entanto, a promotora espera que, após a avaliação dos resultados, a iniciativa possa ser alargada a outros anos de escolaridade e, futuramente, a outras escolas.

Durante a entrevista, Lívia Rocha apelou ainda à participação dos munícipes na votação do Orçamento Participativo, defendendo que o “Conexão Futuro” representa um investimento na preparação dos jovens e no futuro da comunidade.

A votação do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Elvas decorre até 2 de outubro.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo: