
Julie, uma elefante africana de cerca de 40 anos, o último animal selvagem que restava nos circos portugueses, chegou finalmente ao Pangea Elephant Sanctuary, localizado no Alentejo. A sua transferência, fruto de um acordo voluntário com o circo Víctor Hugo Cardinali, marca a conclusão prática da lei de 2018 que baniu animais selvagens nestes espetáculos em Portugal. Embora a proibição tenha entrado totalmente em vigor em 2024, Julie aguardava desde então por um espaço adequado que lhe garantisse um retiro digno e especializado.
Com uma área de mil hectares, este é o primeiro santuário de grande escala na Europa dedicado exclusivamente a elefantes, desenhado para oferecer autonomia e reabilitação a animais vindos de cativeiro. Julie, que sofria com a solidão após a morte do seu último companheiro em 2024, receberá cuidados focados na sua saúde e mobilidade e, ainda este ano, deverá receber a companhia de Kariba, outra fêmea vinda de um jardim zoológico na Bélgica. Por agora, o espaço permanece fechado ao público para garantir a total tranquilidade dos animais nesta fase de adaptação.
O Pangea Elephant Sanctuary, o primeiro santuário de grande escala na Europa, abriu oficialmente as suas portas no Alentejo com a chegada de Julie e já tinha ajudado a recolocar Sona, o último tigre de circo do País, num espaço especializado em Espanha, deixando Portugal oficialmente sem animais selvagens na atividade circense.
Instalado numa reserva de 402 hectares que se estende pelos municípios de Vila Viçosa e Alandroal, o santuário é gerido pela Associação Natureza Pangea e apoiado pela fundação britânica The Pangea Trust, contando com o suporte de grandes organizações internacionais como a Born Free Foundation e a World Animal Protection. Para garantir o bem-estar e a tranquilidade de Julie nesta fase de adaptação, o espaço permanece estritamente fechado ao público e aos meios de comunicação social, embora a organização disponibilize imagens e filmagens de alta qualidade para uso editorial.













