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Habitação e Eficiência Energética em debate em Portalegre

O auditório do Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino foi transformado num espaço de reflexão e partilha acerca de temas tão importantes como a habitação, a transição energética justa e a coesão social e territorial. A Plataforma Supraconcelhia do Alto Alentejo organizou o seminário “Casas e Sítios – Desafios e Estratégias Integrativas”, onde a Secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa, destacou que “a resposta ao problema da crise habitacional, tem de ser edificada através do conhecimento de quem está no terreno”.

“A casa é o princípio e a problemática da habitação é muito mais do que a oferta e a procura. A política pública tem de ser desenhada com o contributo de todos os agentes locais. Temos de tentar resolver este problema de forma estruturada e nas suas várias dimensões, porque a crise habitacional exibe-se de forma diferente em todos os territórios. (…) A resposta tem de ser dada no setor público, no setor privado, no setor corporativo, e não se resolve só com financiamento, mas agindo em todos os elementos da cadeia: desde os custos dos terrenos, até ao produto final”, elaborou.

Ao longo do dia, foram várias as intervenções de representantes de instituições da sociedade civil, entidades governamentais e autarquias. Joaquim Diogo, Presidente do Conselho Intermunicipal da CIMAA, sublinhou a importância de “abordar com coragem”, temas que têm “resoluções complexas”, como a habitação e a pobreza energética, e deixou alguns desafios para o futuro.

“Temos um Instituto Politécnico pujante, que forma profissionais de excelência, mas depois, infelizmente, não têm possibilidade de se fixar no nosso território. É importante que todos nós, autarcas, consigamos em conjunto, numa lógica de coesão territorial, criar políticas diferenciadores para inverter esta tendência. Considero ainda que temos de oferecer ainda mais soluções no âmbito da habitação, por exemplo, através do investimento em habitações colaborativas. Desta forma, conseguimos ter casas disponíveis para a população, ao mesmo tempo reabilitamos imóveis – que muitas vezes estão devolutos – no centro histórico dos concelhos.

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