
O Município de Monforte promoveu, nesta quinta-feira, dia 14 de maio, o colóquio “Os Museus Portugueses nos últimos 50 anos. Que Futuro?”. O evento, que teve como cenário o imponente espaço do Monforte Sacro, reuniu especialistas de renome nacional e decisores políticos para uma profunda reflexão sobre o papel das instituições museológicas na atualidade, os desafios da conservação e a integração de novas tecnologias na experiência cultural.

A sessão de abertura contou com as intervenções de Miguel Rasquinho, Presidente da Câmara Municipal de Monforte; Joaquim Diogo, Presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA); e Ricardo Pinheiro, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR-A).
Durante o evento, o Presidente da Câmara Municipal de Monforte, Miguel Rasquinho, revelou em entrevista que “o encontro é um passo estratégico para a criação de um grande circuito de museus no concelho, que integrará o Monforte Sacro, a Capela dos Ossos, o Museu de Arte Sacra e o futuro Centro Interpretativo dos Bonecos de Santo Aleixo”.
O autarca sublinhou que este projeto, aliado às ruínas de Torre de Palma, pretende “potenciar o turismo local, manifestando especial empenho em fixar a marca identitária dos Bonecos de Santo Aleixo como património originário de Monforte e do Alentejo, acompanhando o crescimento do investimento turístico que se regista atualmente em freguesias como Santo Aleixo, Assumar e Vaiamonte”.

A sessão de abertura contou também com Joaquim Diogo, Presidente da CIMAA, que destacou “o trabalho meritório da autarquia e defendeu que os museus do futuro devem ser espaços “sem portas nem janelas”, capazes de chegar às escolas e a diversos públicos através de soluções tecnológicas como hologramas e Inteligência Artificial”.
Joaquim Diogo enfatizou que “a modernização é essencial para a sustentabilidade destas instituições em territórios de baixa densidade, sugerindo a criação de produtos específicos e visitas guiadas encenadas para atrair novos visitantes”.

No mesmo sentido, o Presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, reforçou a “importância da cultura como motor de desenvolvimento”, referindo que as autarquias do Alentejo são “as que mais investem no setor a nível nacional, com uma média de 145 euros por habitante”. Ricardo Pinheiro sublinhou que a “dinamização cultural é fundamental para a viabilidade dos turismos rurais da região, instando a que se utilize a inovação e os fundos comunitários não apenas para recuperar património, mas para criar pontas de diálogo e atração de novos cidadãos”.
O programa, que contou com as intervenções técnicas de especialistas como Luís Raposo e João Neto, analisou os desafios da conservação e as decisões políticas que influenciam o funcionamento dos museus. O evento encerrou com uma forte componente patrimonial, tendo prevista a atuação da Tuna da Universidade Sénior de Monforte e visitas guiadas à Igreja da Madalena e à Capela dos Ossos.





















