Câmara de Elvas esclarece polémica sobre alegado desaparecimento de imagens religiosas do MACE

Confrontada com o alegado desaparecimento de uma peça religiosa do Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE), a Câmara Municipal veio, através das redes sociais, esclarecer que duas imagens religiosas que estiveram expostas naquele edifício encontram-se nas instalações da Santa Casa da Misericórdia, em Vale de Marmelos.

Em causa está uma imagem de Nossa Senhora do Amparo, datada de 1560, que se encontrava situada no nicho ao cimo das escadas da entrada, e um Cristo Crucificado, do século XVIII, que se encontrava na sala do consistório.

Estas duas peças, adianta o município, “já integravam o património do antigo hospital muito antes do donativo efetuado nos anos 40, pelo que não correspondem à imagem alegadamente oferecida nessa altura”.

A aquisição efetuada pela Câmara Municipal, recorda ainda a autarquia, abrangeu apenas o edifício, tendo estas peças permanecido na posse da Santa Casa. Nesse sentido, não se trata do desaparecimento destas imagens, mas da sua permanência junto da instituição à qual já pertenciam.

Junta de Freguesia da Expectação candidata-se ao programa Stay Cool para criar refúgio climático em Campo Maior

A Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Expectação, em Campo Maior, está a preparar uma candidatura ao programa Stay Cool (Rede de Refúgios Climáticos), do Turismo de Portugal, com o objetivo de criar um refúgio climático que permita à população encontrar um espaço mais fresco e agradável durante os meses de verão.

A candidatura pretende dar resposta às condições climáticas particularmente exigentes que se fazem sentir no Alentejo, onde as temperaturas elevadas podem dificultar a permanência no espaço público, explica o presidente da Junta de Freguesia, Hugo Milton.

Apesar de reconhecer que os municípios poderão ter prioridade neste tipo de candidaturas, o autarca sublinha que a Junta está a desenvolver o projeto e que “vale a pena tentar” obter apoio para concretizar a iniciativa.

A proposta passa pela criação de uma zona de conforto térmico no polidesportivo da freguesia, num espaço com mais vegetação e equipamentos destinados ao bem-estar da população. Hugo Milton considera a substituição de árvores e espaços verdes por cimento uma tendência importante de contrariar: “nós não queremos isso, nós queremos fazer o contrário”.

Entre as soluções previstas estão a plantação de árvores, a instalação de bicicletas que permitam produzir energia através do pedalar, nomeadamente para carregar telemóveis, e a colocação de sistemas de nebulização para proporcionar uma sensação de frescura.

A intenção é criar um espaço onde as pessoas possam refugiar-se do calor, descansar e praticar atividade física num ambiente mais confortável, promovendo simultaneamente o contacto com a natureza e a utilização dos espaços públicos.

Hugo Milton destaca ainda a intensidade do calor que caracteriza Campo Maior durante o verão, considerando que as condições climáticas locais justificam a criação de soluções adaptadas às necessidades da população.

“Campo Maior, Elvas e, já fora do nosso país, Badajoz são zonas em que o calor é muito rigoroso”, afirma o presidente da Junta, acrescentando que as diferenças de temperatura são frequentemente notadas por quem visita a região.

O autarca considera que a criação de um refúgio climático poderá representar uma resposta local às temperaturas elevadas, proporcionando um espaço de sombra e frescura acessível à comunidade.

A concretização do projeto está, contudo, dependente do resultado da candidatura ao programa Stay Cool. Caso obtenha financiamento, a iniciativa permitirá avançar com a requalificação da área prevista no polidesportivo, privilegiando a vegetação, o conforto térmico e soluções que incentivem hábitos mais sustentáveis.

Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes assinala Dia de Finados e celebra 103 anos na Terrugem

O Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes vai promover, nos dias 2 e 12 de novembro, duas cerimónias de homenagem aos combatentes e de preservação da memória histórica, com destaque para a celebração do 103.º aniversário da instituição, que este ano terá lugar na Terrugem.

O programa foi apresentado pelo presidente do núcleo, sargento-mor José Miguêns, em entrevista à Rádio ELVAS, na qual destacou a importância de manter viva a memória dos militares que serviram o país e de transmitir esse legado às gerações mais jovens.

A primeira cerimónia realiza-se na próxima segunda-feira, dia 2, pelas 11h30, no Talhão do Combatente do cemitério de Elvas, no âmbito do Dia de Finados. O momento, de caráter simples e simbólico, contará com a deposição de flores junto ao monumento existente naquele espaço, em homenagem aos combatentes falecidos.

Segundo José Miguêns, com esta iniciativa pretende-se recordar todos aqueles que, em diferentes épocas da história nacional, deram o seu contributo ao serviço da Pátria. Apesar da simplicidade da cerimónia, o responsável sublinha a importância da participação das entidades militares e civis, nomeadamente do Município de Elvas e das juntas de freguesia, cuja presença representa um sinal de respeito pela memória dos militares falecidos.

Terrugem recebe cerimónia comemorativa a 12 de novembro

O dia 12 de novembro, quinta-feira, será marcado por uma cerimónia que reúne três efemérides: o 108.º aniversário da assinatura do Armistício, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial, o 52.º aniversário do fim da Guerra do Ultramar e o 103.º aniversário do Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes.

As comemorações começam às 10h00, junto ao Monumento ao Combatente do Ultramar, na Terrugem, com honras militares e deposição de flores pelas autoridades militares e civis.

A escolha da Terrugem para estas comemorações insere-se numa lógica de rotatividade pelas freguesias do concelho onde existem monumentos de homenagem aos combatentes, com José Miguêns a destacar o valor do monumento local, idealizado e construído por habitantes da aldeia, com o especial contributo de Manuel Vinagre.

Após a cerimónia militar, o programa prossegue no Centro Cultural da Terrugem, com uma sessão solene que inclui alocuções, entrega de condecorações e atribuição de testemunhos de apreço a associados com mais de 25 anos de ligação à instituição.

Livro “A Paz” é apresentado durante as comemorações

Um dos momentos culturais previstos para 12 de novembro será o lançamento do livro “A Paz”, uma iniciativa do Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes que reúne poemas selecionados no âmbito do concurso de poemas e poesia, realizado no ano passado. A publicação conta também com reproduções de algumas obras de pintura que integraram a exposição “Coragem pela Defesa da Paz”, promovida há dois anos no Hotel Vila Galé Collection Elvas.

De acordo com José Miguêns, o livro resulta de um trabalho de seleção literária desenvolvido com a colaboração de César Magarreiro, sócio do Núcleo ligado ao meio literário, e pretende dar visibilidade à participação dos autores no concurso, associando a poesia à expressão artística e à defesa da paz. “Nós, como combatentes, temos sempre muito presente o valor da paz”, afirma José Miguêns, defendendo que todos podem contribuir, através da sua atividade, para a valorização deste princípio.

Nesta primeira edição, a publicação será distribuída gratuitamente, a título institucional. O responsável admite, contudo, que uma eventual segunda edição possa vir a ser disponibilizada mediante um valor destinado a apoiar a instituição, caso se verifique interesse suficiente.

O programa inclui ainda uma visita à Coleção do Combatente da Terrugem, um espaço dedicado à preservação de objetos e testemunhos relacionados com a Guerra do Ultramar, organizado com o contributo de José Nabiça, habitante da localidade e associado do Núcleo.

As comemorações terminam com um almoço de confraternização alusivo ao 103.º aniversário da instituição.

Núcleo conta com 345 sócios e aposta na renovação

O Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes conta atualmente com 345 associados, de diferentes faixas etárias, e procura assegurar a continuidade da sua missão através da participação de novos sócios, incluindo pessoas que não cumpriram serviço militar.

José Miguêns considera que o futuro da instituição não depende exclusivamente dos antigos combatentes, mas também da capacidade de mobilizar a sociedade civil para a preservação da memória coletiva.

Nesse sentido, destaca o programa “Dos Avós para os Netos”, que promove a inscrição de descendentes de combatentes como sócios extraordinários, permitindo reforçar os laços familiares e transmitir às novas gerações o significado do percurso dos seus antepassados.

Durante a sessão solene na Terrugem, será atribuído, pela primeira vez, um testemunho de apreço a um jovem de 12 anos, no âmbito desta iniciativa, num gesto que o presidente do Núcleo considera representativo da continuidade e da renovação da instituição.

O responsável recorda ainda que a Liga dos Combatentes disponibiliza protocolos com prestadores de serviços de saúde a nível local e regional, incluindo o Hospital da Misericórdia de Évora, com condições especiais para os associados.

Para José Miguêns, a missão do Núcleo passa por continuar a homenagear os combatentes, preservar a história e sensibilizar a comunidade para os valores da paz, da memória e da solidariedade.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:

MCPE faz balanço do primeiro ano de mandato e define prioridades para o futuro de Elvas

Recebemos comunicado do Movimento Cívico por Elvas que reproduzimos de seguida:

“A Comissão Administrativa do Movimento Cívico por Elvas (MCPE) reuniu para analisar a situação política do concelho, avaliar o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal de Elvas ao longo do primeiro ano de mandato e definir as principais prioridades a prosseguir no âmbito das Grandes Opções do Plano para os próximos anos.

  1. Situação política no concelho

Relativamente à situação política local, a Comissão manifesta a sua preocupação com a forma como algumas pessoas têm vindo a utilizar as redes sociais para divulgar insinuações, acusações e comentários que em nada contribuem para dignificar a atividade política e o debate democrático.

A crítica e a fiscalização da ação pública são legítimas e necessárias numa democracia. Contudo, devem ser exercidas com responsabilidade, respeito pelas instituições e consideração pelas pessoas que nelas trabalham.

O MCPE lamenta, em particular, as situações em que a Câmara Municipal de Elvas, os seus trabalhadores e as empresas que prestam serviços à autarquia são visados por insinuações e acusações que podem prejudicar o seu bom-nome e o trabalho que diariamente desenvolvem em benefício da população.

A política deve ser um espaço de debate de ideias, apresentação de propostas e procura de soluções para os problemas das pessoas, e não um exercício permanente de descredibilização de quem trabalha.

Elvas merece uma política responsável, construtiva e centrada no desenvolvimento do concelho e na melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes.

  1. Balanço do primeiro ano de mandato

A Comissão Administrativa congratula-se com o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal de Elvas durante o primeiro ano de mandato, no âmbito do entendimento de governação estabelecido entre o MCPE — Movimento Cívico por Elvas — e o Partido Socialista.

Na sequência das eleições autárquicas, a constituição desta parceria permitiu assegurar uma maioria estável, criando condições para governar e concretizar os compromissos assumidos perante os elvenses durante a campanha eleitoral.

A Comissão considera que esta solução tem permitido desenvolver uma ação municipal assente na estabilidade, na responsabilidade e na concretização de medidas em áreas fundamentais para o concelho.

Entre as principais áreas de intervenção, destacam-se:

Habitação — um investimento com resultados concretos

A estratégia municipal de habitação já permitiu intervir em 330 fogos habitacionais, entre habitações requalificadas e novas construções, contribuindo para dar resposta às necessidades de centenas de agregados familiares.

Merece particular destaque a construção de 60 novos apartamentos destinados ao arrendamento a rendas acessíveis, que se encontram já ocupados por famílias que beneficiam desta resposta municipal.

Esta medida constitui uma importante inovação na política de habitação, procurando apoiar as pessoas que trabalham, têm rendimentos próprios, mas enfrentam sérias dificuldades em suportar os custos de uma casa, seja através do arrendamento no mercado privado, seja através da aquisição de habitação com recurso ao crédito bancário.

O MCPE reafirma que a habitação continuará a ser uma das grandes prioridades da ação municipal, com o objetivo de alargar as respostas existentes e continuar a trabalhar para que mais famílias tenham acesso a uma casa digna, adequada e financeiramente comportável.

Educação — melhores condições para alunos e comunidade educativa

Na área da educação, a Câmara Municipal tem vindo a desenvolver projetos para a requalificação do parque escolar, abrangendo estabelecimentos do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico.

O objetivo é avançar com as intervenções necessárias à modernização das escolas, proporcionando melhores condições de aprendizagem aos alunos e melhores condições de trabalho a professores, funcionários e restantes profissionais da comunidade educativa.

Saúde — requalificação de equipamentos essenciais

A Comissão regista com satisfação o avanço das intervenções de requalificação do Hospital de Santa Luzia e do Centro de Saúde de Elvas, equipamentos fundamentais para a prestação de cuidados de saúde à população.

Trata-se de uma matéria que o município tem vindo a reivindicar há vários anos, considerando essencial a melhoria das instalações e das condições em que os profissionais de saúde prestam os seus serviços.

Ação social e apoio aos estudantes

O apoio às pessoas e famílias em situação de maior vulnerabilidade continua a constituir uma preocupação central da política municipal.

Neste âmbito, destaca-se o programa de bolsas de estudo, que contempla a atribuição de 200 bolsas, no valor mensal de 175 euros cada, contribuindo para apoiar os estudantes e as respetivas famílias e para promover a igualdade de oportunidades no acesso e na continuidade dos estudos.

O MCPE considera que o investimento social deve continuar a ser reforçado, através de respostas concretas às necessidades da população e de uma relação de proximidade com as instituições que diariamente trabalham no terreno.

  1. Segurança: videovigilância e reforço da vigilância noturna

A segurança da população constitui igualmente uma prioridade para os próximos anos, sendo intenção do MCPE reforçar os meios de prevenção e vigilância, em articulação com as entidades competentes.

Neste âmbito, o projeto de instalação de um sistema de videovigilância encontra-se praticamente em condições de avançar, aguardando o parecer e a assinatura do Senhor Ministro da Administração Interna, necessários à prossecução do respetivo processo.

A Comissão considera que este sistema poderá constituir um instrumento importante para reforçar a prevenção, contribuir para a proteção de pessoas e bens e aumentar o sentimento de segurança dos cidadãos, no respeito pelas normas legais aplicáveis.

Paralelamente, a Câmara Municipal pretende reforçar o seu quadro de pessoal com a integração de seis guardas-noturnos, criando uma nova capacidade de vigilância durante o período noturno.

A intenção é que estes profissionais desenvolvam o seu trabalho em viaturas disponibilizadas pela Câmara Municipal, percorrendo as ruas e diferentes zonas do concelho, numa ação de proximidade, prevenção e vigilância.

Esta nova resposta deverá funcionar em articulação com a Polícia de Segurança Pública (PSP), constituindo um complemento à atividade das forças de segurança e contribuindo para uma presença mais regular durante a noite.

Com estas duas medidas, o MCPE pretende reforçar a prevenção, melhorar a capacidade de acompanhamento das situações que suscitem preocupação e contribuir para que os elvenses se sintam mais seguros nas suas casas e nas ruas da sua cidade.

  1. Prioridades para os próximos anos

Na reflexão sobre as Grandes Opções do Plano, a Comissão Administrativa reafirmou a necessidade de dar continuidade ao trabalho desenvolvido, consolidando os projetos em curso e reforçando as áreas consideradas fundamentais para o futuro de Elvas.

As principais prioridades são:

  • Habitação: prosseguir a estratégia municipal, dando resposta às necessidades habitacionais ainda existentes e alargando as soluções de habitação social e de rendas acessíveis.
  • Desenvolvimento económico: promover a ampliação da zona industrial, criando mais terrenos disponíveis para a instalação de empresas, a atração de investimento e a criação de emprego.
  • Educação: avançar com os projetos de requalificação das escolas dos diferentes ciclos de ensino, modernizando os equipamentos e melhorando as condições da comunidade educativa.
  • Segurança: prosseguir o processo de implementação da videovigilância e avançar com a criação dos seis postos de guarda-noturno, em complementaridade com a atuação da PSP.
  • Ação social: continuar a privilegiar o apoio às pessoas e famílias mais carenciadas, reforçando as respostas municipais às situações de maior vulnerabilidade.
  • Movimento associativo: manter e reforçar o apoio às associações culturais, desportivas e sociais, reconhecendo o seu papel insubstituível na dinamização da comunidade e na promoção da inclusão.
  • Cultura, desporto e animação: dar continuidade à programação municipal e procurar reforçar as suas diferentes vertentes, valorizando o património, a identidade de Elvas e a participação dos cidadãos.

A Comissão entende que estas prioridades devem continuar a orientar a ação municipal, conciliando o investimento no desenvolvimento económico com a proteção social, a melhoria dos serviços públicos e a valorização da qualidade de vida dos elvenses.

  1. Compromisso com Elvas e com os elvenses

No final da reunião, a Comissão Administrativa do MCPE reafirmou a confiança na continuidade do trabalho desenvolvido e a determinação em prosseguir uma política municipal assente na estabilidade, na responsabilidade e no cumprimento dos compromissos assumidos.

O balanço do primeiro ano de mandato e a definição das prioridades futuras demonstram a intenção de continuar a responder aos problemas concretos da população, sem perder de vista os desafios que ainda subsistem.

O compromisso do MCPE é continuar a trabalhar por mais habitação, mais investimento, melhores escolas, melhores respostas sociais e maior segurança, apoiando as instituições e as associações que contribuem para o desenvolvimento do concelho.

É com este sentido de responsabilidade e de serviço público que o Movimento Cívico por Elvas continuará a trabalhar, colocando os interesses de Elvas e dos elvenses no centro da sua ação.”