
A vereadora do PSD na Câmara Municipal de Elvas, Margarida Coelho de Paiva, confrontou o executivo municipal, na reunião de Câmara realizada esta quarta-feira, 9 de setembro, com um conjunto de situações que, segundo a autarca, permanecem pendentes e sem resposta.
Entre os assuntos abordados, de acordo com um comunicado da Comissão Política da Secção de Elvas do PSD, estiveram os pedidos de informação relativos ao prédio em risco de ruína na Rua de Alcamin e ao vidro partido no Largo dos Terceiros, que, segundo Margarida Coelho de Paiva, continuam sem resposta.
A vereadora chamou também a atenção para vários problemas na via pública. Apontou a existência de uma lixeira nas Fontainhas, junto aos silos; semáforos desligadas; e a presença de entulho no Bairro de São Pedro, cuja remoção estará a ser recusada por dois proprietários.
As luzes do Aqueduto, “apagadas há meses”, foram igualmente motivo de preocupação, sobretudo num momento em que Elvas está envolvida na candidatura às Novas 7 Maravilhas de Portugal. A vereadora questionou ainda a falta de reuniões com as juntas de freguesia.
Margarida Coelho de Paiva referiu também o estado de árvores e pavimento junto à Escola Superior de Biociências, além de um candeeiro caído “há meses” na Avenida de Badajoz, entre o Clube Escola de Ténis e a antiga Pousada de Santa Luzia.
Na reunião, a eleita do PSD questionou ainda o executivo sobre o valor gasto na distribuição dos chamados “papéis amarelos” pelos CTT e pediu esclarecimentos relativamente ao calendário da hasta pública de lenha.
Outro dos temas levantados foi o aviso do Alentejo 2030 destinado a áreas de acolhimento empresarial, aberto em agosto de 2024, com uma dotação de quatro milhões de euros e uma taxa de cofinanciamento FEDER de 85%.
A vereadora quis saber se o Município de Elvas apresentou candidatura a este aviso e, em caso afirmativo, qual o projeto apresentado, o montante envolvido e o resultado da candidatura. Caso não tenha sido apresentada candidatura, pediu ao executivo uma justificação para a decisão, defendendo que a resposta deve ser documentada e não baseada apenas em intenções.
A necessidade de reforçar a lavagem das instalações sanitárias do parque de estacionamento foi igualmente apontada, devido ao mau cheiro que, segundo a vereadora, se verifica de forma recorrente.
Margarida Coelho de Paiva voltou ainda a alertar para a degradação do Coliseu e questionou o executivo sobre as infiltrações na Escola de Santa Luzia.
A deslocação a Marraquexe, para participação no 18.º Congresso Mundial da OWHC (Organização das Cidades Património Mundial), esteve também entre os assuntos abordados. A vereadora pediu informação sobre a participação do Município e os custos associados à deslocação.
No final da intervenção, Margarida Coelho de Paiva criticou a decisão de não ter sido submetido a votação a proposta “Parque para Todos”.
A vereadora considera que a situação revela uma dificuldade em reconhecer propostas apresentadas por outras forças políticas, afirmando que “custa dar louros ao trabalho dos outros”.
Segundo Margarida Coelho de Paiva, a proposta poderá não ter sido levada a votação por receio de o executivo municipal se ver obrigado a aprovar “uma medida importante para Elvas e para os elvenses apresentada por outra força política”.
A eleita do PSD considera, assim, que a proposta deveria ter sido discutida e votada pelo executivo municipal, independentemente da força política que esteve na sua origem.















