Advogado do GNR de Portalegre que disparou questiona “como pôde o militar dispensado da arma de serviço ter sido escalado para um serviço armado”

No dia 26 de Junho de 2026 um militar da GNR efetuou disparos no Centro de Formação da Guarda Nacional Republicana após a cerimónia de graduação do curso de guardas, com o Ministro da Administração Interna Luís Neves no local.

Recebemos agora um comunicado do advogado do militar em causa com a várias questões que reproduzimos agora e para os quais esperamos a devida resposta da GNR.

“A verdadeira questão não são apenas os disparos. A verdadeira questão é saber por que razão um militar da GNR do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (CFP), oficialmente dispensado do uso e porte de arma pela própria GNR (impedido de usar arma), por problemas psicológicos e psiquiátricos, foi em 26 de Junho de 2026, pela mesma GNR, escalado para um serviço armado de segurança, no CFP, e foi-lhe entregue uma arma, pistola Glock, de calibre 9 mm.

O presente comunicado é emitido na sequência da divulgação nacional dos acontecimentos ocorridos em 26 de Junho de 2026 no Centro de Formação da Escola da Guarda, em Portalegre, em que um militar da GNR, disparou tiros com a arma de serviço, por se entender que a opinião pública não dispõe ainda de todos os elementos relevantes para a compreensão integral dos factos, sendo necessário esclarecer factos essenciais que foram omitidos e que resultam da própria documentação oficial da GNR.
Na sequência de proposta de dispensa de uso de arma por parte de psiquiatra, que acompanha o militar em causa, em 04 de Novembro de 2025 o Comandante do Centro de Formação de Portalegre da GNR, Coronel Pedro Filipe Saragoça Ribeiro, emitiu
despacho no sentido de o militar ser submetido à Junta de Saúde Superior da GNR (JSS), para apreciação dessa proposta de dispensa de arma. Nesse sentido, em 23 de Março de 2026, o militar em causa foi presente a essa JSS, a qual emitiu parecer no sentido de dispensa de uso e porte de arma.

Por despacho de 26 de Março de 2026 o Comandante do CARI – Comando de Administração de Recursos Internos da GNR homologou o referido parecer da Junta Superior de Saúde da GNR, despacho este publicado na Ordem de Serviço no 62 de 31 de
Março de 2026 da Escola da Guarda; pelo que esse despacho é, obrigatoriamente, do conhecimento dos Oficiais Superiores do Centro de Formação de Portalegre da GNR, que, como é óbvio, abrange o Comandante e o 2.o Comandante. Acresce que o militar em causa foi notificado pelo 2.o Comandante do Centro de Formação de Portalegre da GNR, Tenente Coronel Hélio José da Silva Miranda do referido despacho de dispensa de uso e porte de arma.
Perante esta realidade factual e documental, a pergunta que o País tem o direito de ver respondida é inevitável: como foi possível que um militar oficialmente dispensado do uso e porte de arma, por motivos psicológicos e psiquiátricos, pela GNR, fosse,
apenas três meses depois, pela mesma GNR escalado para um serviço armado e recebesse uma arma de serviço ?


Mais, na data em causa, antes da ocorrência dos disparos existiu contacto directo e pessoal entre o Comandante do Centro de Formação da GNR de Portalegre, Coronel Pedro Filipe Saragoça Ribeiro, e o militar em causa, quando este já se encontrava armado, circunstância que deverá ser integralmente esclarecida pela investigação, uma vez que este Comandante tinha conhecimento que o militar não podia usar arma e nada disse e nada fez neste sentido.

A investigação não pode limitar-se ao momento em que os disparos ocorreram. Tem igualmente de apurar todas as decisões administrativas e hierárquicas do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (CFP), que permitiram
que um militar da GNR oficialmente dispensado do uso e porte de arma, por problemas psicológicos e psiquiátricos, fosse colocado num serviço armado e recebesse uma arma de serviço.
Os documentos oficiais demonstram que o Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (CFP) não cumpriu o Parecer da Junta Superior de Saúde (JSS) da GNR e nem cumpriu o despacho de 26 de Março de 2026 do Comandante do CARI –
Comando de Administração de Recursos Internos da GNR, o qual homologou o referido parecer da JSS. Essas questões merecem um esclarecimento completo, transparente e independente. Por isso, considera-se indispensável que o Ministro da Administração Interna, o Comandante Geral da Guarda Nacional Republicana e a Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) promovam o integral apuramento das decisões administrativas e hierárquicas que antecederam os acontecimentos, tomando as medidas jurídicas respectivas, identificando, com total transparência, todas as eventuais responsabilidades do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (CFP) que a investigação venha a revelar.
A confiança dos cidadãos nas instituições não se protege ocultando questões incómodas. Protege-se apurando toda a verdade.
Quando um Parecer da Junta Superior de Saúde da GNR e um despacho do Comandante do CARI da GNR determinam que um militar está dispensado do uso e porte de arma e, apesar disso, esse militar é posteriormente escalado para um serviço armado e recebe uma arma de serviço, a questão deixa de ser exclusivamente individual. Passa a ser uma questão de responsabilidade institucional, cujo integral esclarecimento é indispensável para preservar a confiança dos cidadãos nas instituições e no Estado
de Direito.
Se os factos documentalmente apurados vierem a confirmar que um Parecer da Junta Superior de Saúde da GNR e um despacho do Comandante do CARI não foram tidos em conta na organização do serviço por parte do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana, então os disparos deixarão de representar apenas um episódio individual e passarão também a suscitar uma questão de eventual responsabilidade institucional (do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana), que não pode ser ignorada.

Quando uma instituição (Guarda Nacional Republicana), ao seu mais alto nível, determina oficialmente, por despacho, que um militar da Guarda não pode usar arma, por problemas psicológicos e psiquiátricos, e, posteriormente, esse mesmo militar é colocado em funções armadas (por uma Sub-Unidade da própria GNR – o Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana), a investigação não pode terminar na actuação individual do militar em causa. Tem de abranger toda a cadeia hierárquica de decisão do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana, que antecedeu os acontecimentos.
As armas de serviço não aparecem nas mãos dos militares por acaso. São atribuídas na sequência de decisões humanas e administrativas que também têm de ser escrutinadas. Numa instituição hierarquizada, como é a GNR, a atribuição de uma arma
de serviço nunca é um acto espontâneo. É sempre consequência de uma decisão administrativa cuja conformidade importa apurar.
Os disparos de 26 de Junho de 2026 começaram realmente quando foi premido o gatilho ou começaram antes quando o Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana entregou a um militar uma arma, que este não podia ter, por
motivos psicológicos e psiquiátricos ?
Os disparos de 26 de Junho de 2026 não podem apagar a pergunta essencial que continua por responder: como foi possível que um militar da GNR oficialmente dispensado, por motivos psicológicos e psiquiátricos, por um despacho de um Oficial
Superior da GNR, com a patente de General, do uso e porte de arma tivesse sido colocado em funções armadas e recebido uma arma de serviço pelo Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana ?
Essa pergunta não é apenas do militar envolvido.
É uma pergunta que toda a sociedade portuguesa tem o direito de ver respondida.

(comunicado elaborado com autorização da Ordem dos Advogados – texto escrito segundo a antiga ortografia)

Alter do Chão, 3 de Agosto de 2026

Mário Martins de Campos
Advogado
Advogado do militar da GNR dos factos ocorridos a 26 de Junho de 2026 no Centro
de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana”

Juromenha convida a olhar para as estrelas a partir da sua Fortaleza

A Fortaleza de Juromenha, no concelho de Alandroal, vai receber, no dia 14 de agosto, a iniciativa “À Luz das Estrelas”, uma nova observação de estrelas que convida o público a descobrir o céu noturno a partir deste monumento histórico.

A sessão tem início marcado para as 21h30 e é promovida pelo Município de Alandroal, com o apoio da ALBIREO – Associação de Temáticas da Natureza e Astronomia.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória, estando a atividade limitada a um máximo de 50 participantes.

As inscrições podem ser realizadas junto do Posto de Turismo de Alandroal, através do telefone 268 440 045 ou do endereço de email turismo.alandroal@cm-alandroal.pt.

A iniciativa pretende proporcionar uma noite dedicada à astronomia, aproveitando as condições da Fortaleza de Juromenha e o céu noturno do concelho de Alandroal para uma experiência de observação e contacto com a natureza e o património local.

Município de Monforte presta homenagem ao professor José Duarte da Conceição

O Município de Monforte vai prestar homenagem ao professor José Duarte da Conceição numa cerimónia marcada para o próximo dia 15 de agosto, pelas 10h30, na antiga Escola Primária.

A iniciativa pretende reconhecer o contributo do docente para a educação no concelho e assinalar o legado deixado junto de várias gerações de alunos.

Como forma de homenagem permanente, o Centro de Estudos e ATL, instalado no edifício da antiga Escola Primária, passará a ostentar o nome de Duarte da Conceição.

A autarquia convida toda a população a participar nesta cerimónia de reconhecimento público, que pretende perpetuar a memória e o percurso de um professor que dedicou a sua vida ao ensino em Monforte.

Varche acolheu mais um espetáculo da digressão A Taberna

O recinto da Escola de Varche recebeu na noite de domingo, 2 de agosto, mais um espetáculo da iniciativa A Taberna, integrada na digressão pelas freguesias rurais do concelho de Elvas.

Nesta primeira de duas passagens pela freguesia de São Brás e São Lourenço subiram ao palco os fadistas António Rodrigues, Berta Miranda, Nélson Cardoso, Raquel Guerra, Rosamaria Abrunheiro e Toi Faria. O acompanhamento musical esteve a cargo de Nuno Cirilo, na guitarra portuguesa, e Miguel Monteiro na viola, enquanto António Pinto assumiu a apresentação do espetáculo.

A Taberna prossegue na próxima sexta-feira, 7 de agosto, com um espetáculo na Calçadinha, voltando à freguesia de São Brás e São Lourenço. A digressão termina no sábado, 8 de agosto, em Vila Boim.

A Taberna é uma iniciativa do Município de Elvas, realizada em colaboração com as freguesias rurais do concelho, que leva o fado e a música tradicional a diferentes localidades do concelho.

Crianças de Arronches experimentam atletismo em atividade de Kids Athletics

As crianças que frequentam o Programa de Apoio ao Estudo e Ocupação de Tempos Livres do Município de Arronches participaram, no Jardim do Fosso, numa atividade de Kids Athletics, dedicada à promoção da prática do atletismo.

A iniciativa integrou o programa de férias de verão do Educ’Arte e proprocionou aos participantes a oportunidade de experimentar a modalidade através de jogos e exercícios adaptados às diferentes idades.

Ao longo da atividade, as crianças desenvolveram a coordenação motora, o espírito de equipa e o gosto pela prática desportiva, numa experiência lúdica e educativa.

A ação resultou de uma parceria entre o Município de Arronches, o Sport Arronches e Benfica e a Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre.

Barragem do Caia reuniu dezenas de pescadores em mais uma prova do Circuito Master Bass Alentejo

A Barragem do Caia foi palco do 8.º Convívio de Pesca, integrado no Circuito Master Bass Alentejo, numa iniciativa promovida pelo Team “Muafa” Achigã Margem, com o apoio do Município de Campo Maior.

A prova reuniu dezenas de participantes, que ao longo da manhã colocaram à prova as suas competências na pesca desportiva, num ambiente de convívio e contacto com a natureza.

No final da competição, a vereadora Paula Jangita participou no almoço-convívio que reuniu os participantes, seguindo-se a cerimónia de entrega de prémios.

O vencedor da prova recebeu um prémio monetário de 500 euros, enquanto o segundo e o terceiro classificados foram distinguidos com prémios de 200 e 100 euros, respetivamente.

Museu Municipal de Portalegre dedica exposição ao primeiro livro de cozinha português

O Museu Municipal de Portalegre inaugurou no sábado, dia 1 de agosto, uma exposição temporária dedicada ao livro Arte de Cozinha, dividida em tres partes, considerado o primeiro livro de cozinha português, editado em Portugal em 1680 por Domingos Rodrigues.

Patente ao público até 31 de outubro de 2026, a mostra reúne um exemplar desta obra histórica, complementado por diversas peças do espólio do Museu Municipal de Portalegre, proporcionando aos visitantes uma viagem pela história da gastronomia e do património cultural português.

A exposição poderá ser visitada durante três meses, valorizando um marco da literatura gastronómica nacional e o acervo museológico do concelho.

Hospital de Portalegre reforçado com soro antiveneno para a víbora-cornuda

O Hospital de Portalegre passou a disponibilizar soro antiveneno para tratar eventuais mordeduras de víbora-cornuda, a única serpente venenosa presente no Alto Alentejo. No programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, sublinhou que a medida não deve ser motivo de alarme para a população, mas sim uma excelente notícia que traduz uma maior preparação da região para lidar com incidentes de saúde pública, que continuam a ser extremamente raros.

A par da aquisição do soro, a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano promoveu sessões de esclarecimento nos concelhos abrangidos pelo Parque Natural da Serra de São Mamede — Portalegre, Marvão, Castelo de Vide e Arronches — com o objetivo de dar a conhecer a espécie e desmistificar preconceitos. A víbora-cornuda é um animal discreto que evita ativamente o contacto humano. As mordeduras ocorrem quase exclusivamente em situações acidentais, como quando o réptil é pisado inadvertidamente ou quando há uma tentativa forçada de aproximação ou manuseamento.

Cientificamente designada por Vipera latastei, esta serpente é de pequeno porte, medindo geralmente menos de 70 centímetros. Caracteriza-se por uma cabeça triangular, uma faixa escura em ziguezague ao longo do dorso e uma protuberância na ponta do focinho que se assemelha a um pequeno corno. Habita essencialmente em zonas pedregosas e áreas de matos densos, onde passa a maior parte do tempo camuflada e escondida, desempenhando um papel crucial no equilíbrio do ecossistema local.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Degolados voltou a ser palco da tradição com mais uma prova do Campeonato Distrital de Malha

A Freguesia de Degolados, acolheu, na manhã de domingo, 2 de agosto, mais uma edição do do Torneio de Malha, organizado pelo União Futebol de Degolados e integrado no ranking do 31.º Campeonato Distrital.

A iniciativa contou com o apoio do Município de Campo Maior e reuniu participantes num ambiente marcado pelo convívio, pelo desportivismo e pela valorização das tradições populares.

A vereadora Paula Jangita marcou presença no evento, que voltou a promover uma modalidade tradicional e a incentivar a participação da comunidade.

Rodrigo Estalagem dá o salto: jovem talento de Elvas é reforço do CD Tondela

Rodrigo Caldeira Estalagem, jovem natural de Elvas, com 14 anos, é o mais recente reforço do Clube Desportivo de Tondela. Com 14 anos, o atleta inicia uma nova etapa na sua carreira, depois de se destacar ao serviço da formação do Elvas CAD.

Formado no clube alentejano, onde desempenhou funções de capitão de equipa, Rodrigo Estalagem destacou-se pelas suas qualidades técnicas, capacidade de liderança e aptidão para o golo. Ao serviço do Elvas CAD, conquistou os títulos de Campeão Distrital nas épocas 2023/2024 e 2024/2025.

No seu percurso desportivo constam ainda a conquista da Liga de Prata do Mundialito, em 2024, e o título de campeão da Liga de Bronze do Torneio Lopes da Silva, em 2025.

Na época 2025/2026, o jovem  competiu no Campeonato Nacional da II Divisão de Sub-15, contribuindo para a manutenção da equipa e afirmando-se entre os melhores marcadores da competição.

A transferência para o CD Tondela representa um novo desafio para Rodrigo Estalagem e reconhece o percurso que tem vindo a construir no futebol de formação, sendo também motivo de orgulho para o desporto do concelho de Elvas.

Rancho de Elvas e grupo da Macedónia do Norte marcaram terceira noite do Festival de Folclore

O 36° Festival Internacional de Folclore de Elvas prosseguiu na noite de domingo, 2 de agosto, na Praça da República, com mais um espetáculo dedicado à promoção das tradições populares nacionais e internacionais.

A terceira noite do certame  teve início com a atuação do Rancho Folclórico de Elvas. Na segunda parte do espetáculo, o palco recebeu o grupo Etnos, da Macedónia do Norte, que apresentou ao público as danças e tradições características daquele país.

O festival regressa no próximo fim de semana, entre os dias 7 e 9 de agosto, para os três últimos espetáculos da edição de 2026. O programa contará com a participação dos grupos portugueses dos Fortios, no concelho de Portalegre, São Pedro da Cova, em Gondomar e Rabaçal, no concelho de Penela.

A representação do folclore internacional estará a cargo dos grupos oriundos da Polinésia Francesa, do Peru e da Argentina.

O Festival Internacional de Folclore é organizado pelo Município de Elvas em colaboração com o Rancho Folclórico de Elvas e a Federación Extremeña de Folklore.

Mónica Sintra é a grande protagonista da última noite das Festas de Vila Boim

A cantora Mónica Sintra é a grande protagonista da última noite das Festas em Honra de Nossa Senhora dos Remédios e São João Batista, em Vila Boim, atuando no Palco Principal a partir das 23h30.

O programa desta segunda-feira, 3 de agosto, inicia-se às 18h00, com uma largada acompanhada de DJ, nas ruas José Carlos Picão Caldeira e de Borba. Às 20h30, as Roncas de Elvas atuam no Palco Coreto, seguindo-se, às 22h00, a atuação do grupo Xumbo Torto, que contará com um convidado supresa.

Após o concerto de Mónica Sintra, a animação continua com um baile protagonizado pela AR Musical, às 00h30, terminando as festividades ao som do DJ Rastilho, a partir das 02h00.

Cinco anos de Him Dub Festival: o encontro da cultura reggae volta ao Sabugal

Fotografia: Him Dub Festival

O Him Dub Festival está de regresso à praia fluvial da Rapoula do Côa, no Sabugal, no distrito da Guarda, para a sua quinta edição, entre os dias 24 e 30 de agosto, reunindo música, atividades de bem-estar e momentos de partilha num ambiente em contacto com a natureza.

Pioneiro em Portugal na promoção da cultura sound system, o festival procura divulgar as culturas reggae e rastafari, aliando a música a uma forte componente educativa e de desenvolvimento pessoal.

Segundo Chloé Bernal, uma das responsáveis da organização, o evento tem registado um crescimento constante, com uma participação cada vez maior do público português. “Estamos muito felizes por mais uma edição. Todos os anos temos vindo a receber mais pessoas, mais famílias, e também mais público português, quando nos últimos anos a maioria dos participantes eram estrangeiros”, refere.

A organização destaca ainda a localização do festival como um dos seus principais atrativos. A Praia Fluvial da Rapoula do Côa proporciona um cenário natural pouco habitual para este tipo de evento e, segundo Chloé Bernal, tem sido muito bem recebido pelos participantes.

Além da música, o Him Dub Festival aposta na aprendizagem e na promoção de estilos de vida saudáveis. Ao longo da semana, os participantes poderão participar em conferências, workshops e diversas atividades ligadas ao bem-estar, como sessões de yoga, qigong e terapias focadas no corpo. “Queríamos juntar a culinária, o bem-estar, a aprendizagem dos workshops: tudo isto em conjunto com a música”, explica a responsável.

O festival volta também a apostar num ambiente pensado para as famílias, disponibilizando uma Kids Area com atividades para os mais novos. As crianças e jovens até aos 16 anos têm entrada gratuita, uma medida que, segundo a responsável, pretende tornar o evento “mais acolhedor para famílias, porque um festival com as famílias cria logo um espaço muito mais tranquilo e saudável”.

O recinto dispõe ainda de espaço para campismo e para autocaravanas, permitindo aos visitantes permanecer no local durante toda a duração do festival.

Os bilhetes para o Him Dub Festival já estão disponíveis online, estando também à venda na estrada do recinto, nos dias do evento.

Uma vida entre flores de papel: Catarina Parrão Pires volta a ser cabeça de rua nas Festas do Povo

Há décadas que Catarina Parrão Pires faz parte da história das Festas do Povo de Campo Maior. Este ano assume, novamente, a responsabilidade de cabeça de rua, desta vez do segundo troço da Rua de Badajoz, onde garante que o empenho de todos fará desta a rua “a mais bonita”.

Uma vida ligada às Festas do Povo

Natural de Campo Maior, Catarina cresceu com as festas e já foi cabeça de rua em diferentes locais da vila, como o Largo do Barata e a Rua Aldeia do Pastor.

As memórias acumulam-se ao longo dos anos, incluindo episódios que demonstram o espírito de união que caracteriza esta tradição. Recorda uma edição em que, depois de a rua estar praticamente concluída, a chuva destruiu grande parte do trabalho.

“Tivemos de nos pôr todos de mãos à obra durante toda a noite. Já não havia papel nem material, mas conseguimos arranjar tudo outra vez”, lembra.

Catarina mudou-se temporariamente para acompanhar os preparativos

Apesar de este ano a rua não ser a da sua residência, Catarina mudou-se temporariamente para a casa do filho para acompanhar de perto todos os preparativos. “Quando chegam as festas venho para aqui. Na minha rua não há festas, por isso fico onde elas acontecem”, conta.

Os trabalhos começaram em fevereiro e envolveram meses de dedicação por parte dos moradores. Sem revelar o tema escolhido, por ser ainda segredo, garante apenas que “tem coisas muito bonitas” e elogia o contributo de todos os participantes. “Cada uma fez coisinhas bonitas à sua maneira.”

Aceitou o desafio apesar das dificuldades

Inicialmente, Catarina não pretendia assumir a responsabilidade de cabeça de rua devido a alguns problemas de saúde. No entanto, acabou por aceitar o desafio após participar numa reunião com os restantes moradores.

“Disse que ajudava no que pudesse, mas não podia tomar conta da rua. Vim à reunião, fiquei e cá estou.”

Uma noite inteira sem dormir

A poucos dias da tradicional noite da enramação, todos os detalhes estão praticamente concluídos. O plano para o dia 7 já está definido: durante a manhã organizam-se os últimos preparativos e, ao final da tarde, começa a montagem dos arcos e do teto de flores.

Depois, ninguém pensa em descansar. “Na noite da enramação não se dorme. É toda a noite. Até de manhã.”

O ritmo mudou, mas a paixão mantém-se

A experiência ensinou-lhe que o ritmo já não é o mesmo de outros tempos, mas a vontade de viver a festa mantém-se intacta. Recorda que, em edições passadas, passava as noites a percorrer as ruas, assistindo aos ranchos, aos bailes e ao ambiente único que enchia Campo Maior.

“Antes não dormia durante a semana das festas. Agora já vou para a cama um bocadinho, mas continuo a gostar tanto disto como sempre”.

Uma paixão partilhada que continua presente

A vida também mudou. Catarina fala com emoção da ausência do marido, que partilhava consigo esta paixão pelas festas, mas acredita que ele continua, de alguma forma, a acompanhá-la.

“Ele sabia o quanto eu gostava disto. Está lá em cima a ver e está contente.”

“Venham a Campo Maior”

No final, deixa um convite a quem ainda não conhece as Festas do Povo: “Venham a Campo Maior. Há cá umas festas muito bonitas. Vale a pena vir.”

Festas da Terrugem regressam com fortes tradições taurinas e animação musical

As tradicionais Festas da Terrugem estão de volta, prometendo juntar a população e visitantes em redor de uma programação diversificada que alia a vertente taurina, a animação musical e os jogos tradicionais. Em entrevista de apresentação dos festejos, Filipe Pé-Curto e Carolina Pernas, membros da comissão organizadora, detalharam as novidades e os destaques do programa deste ano.

Uma das principais inovações reside nas garraiadas e no incentivo aos participantes mais destemidos através do anúncio prévio de prémios mínimos para quem se aventurar na arena. Sobre esta medida, Filipe Pé-Curto explicou que a intenção é dinamizar a praça e valorizar a coragem dos participantes: “Este ano temos a novidade que decidimos, nas garraiadas, informar o público dos prémios mínimos que vamos ter por pegas para os mais corajosos, porque a festa faz-se deles, que vão lá para baixo e que têm a força e a coragem de ir para lá. Por exemplo, na segunda-feira temos o prémio máximo — ou seja, o prémio mínimo — de 1.000 euros. É um bom prémio.”

Filipe Pé-Curto salientou ainda que o investimento em prémios serve como atrativo para manter viva a tradição e o espetáculo. “O desafio é grande, depende da coragem das pessoas. Anos atrás, se calhar, para mim era mais ou menos, mas agora já é muito. Mas isso já depende, mas acho que é um chamariz, porque nós também temos que prezar muito pelas pessoas que nos visitam e para aquelas que são corajosas. Os artistas são as pessoas que nos visitam e vão lá para baixo. A nossa ideia é essa. Temos também a bezerra para as crianças e, na segunda-feira, vai ser sorteado um bezerro e um potro”, adianta.

A comissão de festas enfrentou igualmente percalços na preparação do espaço da praça, tendo a organização e a comunidade local unido esforços para assegurar a realização dos eventos no local emblemático de sempre. Filipe Pé-Curto destacou a mobilização popular: “quando, na altura em que nós, comissão de festas, tínhamos tudo tratado, tudo alinhado, e era para iniciarmos os preparativos, tivemos esse percalço. Decidimos, por nossa vontade, alinhar e fazer com que fosse possível. Temos a praça de volta e os nossos eventos lá realizados. Foi uma coisa totalmente imprevista. Tivemos cerca de 50 a 70 pessoas voluntárias ali a trabalhar dia e noite”, acrescenta.

No âmbito musical e do entretenimento, Carolina Pernas apresentou a estrutura do programa, que se divide entre a animação na zona de refeições e os espetáculos principais no palco central. “Começamos na sexta-feira com a garraiada pelas 21h30. Depois vamos ter o palco popular, junto da zona de refeições, onde vamos ter as Roncas de Elvas, A Voz Amiga, o João Caçoilas e as Alentejanices. É gratuito, portanto podem e devem ir jantar para acompanhar estas atuações”, revela.

Carolina Pernas destacou ainda os grandes momentos musicais do fim de semana e a continuidade das tradições lúdicas da localidade: “Temos os nossos espetáculos, sendo que o cabeça de cartaz no sábado é o Vira Milho e no domingo temos os Baila Maria, que também acho que são assim os que chamam mais a atenção no nosso programa. Vamos ter o tradicional jogo do bicho e também a quermesse, claro.”

Carolina Pernas esclareceu como funcionam as entradas no recinto do ringue e os valores envolvidos: “o palco popular vai ser um espaço gratuito, portanto vai ser a primeira atuação da noite, e a partir das 23 horas vai ser no recinto do ringue, como habitual, e aí sim vai ter um valor diário pago. Ou então podem sempre adquirir a nossa pulseira geral, que já está à venda neste momento e que dão entrada para os espaços dos espetáculos e também para as garraiadas. O valor da pulseira são 23 euros”, esclarece.

As festividades decorrem entre sexta e segunda-feira, de 7 a 10 de agosto, esperando-se uma forte afluência de público para acompanhar as garraiadas, os concertos e o convívio comunitário.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo: