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Artesanato de Borba na FIA de Lisboa

O artesanato de Borba marca presença este sábado, dia 4 de julho, na Feira Internacional de Artesanato de Lisboa. Durante todo dia da feira (das 15.00 às 24.00 horas) os visitantes poderão apreciar os trabalhos em mármore, do artesão Roberto Ganito, e em barro e xisto, do artesão Manuel Prates. O Município de Borba estará no stand da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, que este ano é a região convidada da FIA, o maior certame de artesanato da Península Ibérica, e decorre entre até domingo, dia 5 de julho, no Parque das Nações, em Lisboa.

Manuel Prates, de 52 anos, é natural de Rio de Moinhos (Borba) e referiu que “comecei a fazer artesanato no verão de 2020 para ocupar o tempo e não pensar muito na pandemia nem no confinamento. Por curiosidade fui experimentando fazer algumas peças e pesquisando algumas técnicas na internet. Agora posso dizer que sou Artesão pelo gosto de pintar e de poder ocupar o tempo a fazer algo que me dá prazer. Todos os trabalhos são marcantes e não há dois trabalhos exatamente iguais!

Há dois vasos que para mim são especiais e me deram muito gosto de fazer: um a pedido de uma pessoa para oferecer a um menino com autismo e outro para oferecer ao Agrupamento de Escuteiros 639 de Vila Viçosa pelas comemorações dos seus 40 anos.

A origem dos meus trabalhos é a decoração de vasos em cerâmica, mas com o tempo comecei a fazer presépios em laje e outros materiais. Quanto aos presépios, por norma, são feitos com materiais que eu próprio recolho na natureza (laje, bolotas, troncos de madeira).

Tenho participado em várias feiras temáticas e de artesanato na região desde a Festa do Vinho e da Vinha em Borba, FIAPE em Estremoz, Feira da Laranja em Pardais, Mercadinhos de Natal. No ano 2023 fui convidado a participar na Feira do Pinhal em Oleiro. Tenho também trabalhos expostos e à venda na Casa do Alentejo em Lisboa”.

Também Roberto Ganito, de 45 Anos, reside em Rio de Moinhos, Borba, onde mantem o seu atelier. “Em 1998, após ter frequentado o 12ª Ano no 2º Agrupamento Geral de Artes, fui convidado pelo professor de Teoria do Design (Carlos Filipe), para ir trabalhar no atelier de escultura do CEVALOR, com a missão de fazer acabamentos das suas esculturas, e tive ainda a oportunidade de trabalhar com o escultor Agostinho Moreira.

Em 2000 comecei a esculpir as minhas próprias obras em mármore, e a colaborar com o Centro de Artes e Ofícios da Associação Montes Claros. Foi nesta altura que também comecei a cooperar na organização de simpósios de escultura em mármore, e na participação em exposições e na troca de experiências com mais de uma dezena de artistas nacionais e internacionais e com alguns alunos da faculdade de Belas Artes de Lisboa que passaram pelos Ateliês do CEVALOR. Em 2000 frequentei o curso de Conservação e Restauro do Mármore, e desde aí até aos tempos de hoje não tenho parado de dar vida às rochas numa vertente surreal. Já participei em vários concursos de escultura por todo Alentejo e pelo país, destacando aqui o Concurso de Projeção e execução de um monumento em homenagem aos militares da GNR que morreram em serviço em 2015”.

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