Estudo revela novo perfil do turista do Alentejo: mais natureza, bem-estar e experiências de luxo
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Paiol de Nossa Senhora da Conceição recebe exposição dedicada à história dos programas culturais da RTP

A exposição “ZAPPING: televisão como cultura e contracultura” é inaugurada no próximo sábado, dia 23 de maio, no Paiol de Nossa Senhora da Conceição, em Elvas.
A mostra, organizada pelo Centro de Arte Oliva, é dedicada à história dos programas culturais da RTP em Portugal e à forma como a televisão foi sendo apropriada por artistas enquanto veículo, medium e espaço de contracultura, desde a década de 1950 até à atualidade.
O projeto desenvolve-se em quatro instituições culturais e propõe uma leitura distribuída e complementar sobre a televisão enquanto fenómeno sociotécnico, cultural e político, refletindo sobre o impacto deste meio na sociedade, na cultura e nas práticas artísticas contemporâneas.
Com curadoria de Paula Pinto, Alexandra Areia, Joaquim Moreno e Vera Carmo, a exposição reúne obras de diversos artistas, entre os quais Ângela Ferreira, proporcionando aos visitantes uma reflexão sobre a televisão enquanto espaço de criação, experimentação e transformação cultural.
A inauguração da mostra, marcada no sábado para as 16 horas, é aberta ao público.
Estremoz celebra centenário de cidade com ciclo de visitas guiadas por especialistas

A associação CIDADE – Cidadãos pela Defesa do Património de Estremoz, em parceria com o Município de Estremoz, preparou um programa especial para assinalar o centenário da elevação de Estremoz à categoria de cidade (1926–2026). Ao longo dos próximos meses, residentes e visitantes são convidados a desvendar as histórias, as memórias e a identidade de uma das cidades mais ricas em património e tradição do Alentejo.
Mais do que meros passeios turísticos, este ciclo propõe uma verdadeira imersão na história e na cultura locais, contando com a condução de especialistas de cada temática e profundos conhecedores da realidade estremocense.
O grande arranque do programa acontece já este sábado, 23 de maio, às 16 horas, com o tema “O Hospital nas Maltesas”. Esta será uma oportunidade para redescobrir o emblemático Convento das Maltesas através do olhar atento e humano do Dr. João Reis, antigo médico de família na cidade. O ponto de encontro está marcado para a Praça da República, de onde os participantes partirão para revisitar as vivências, as memórias clínicas e o impacto social deste espaço histórico na comunidade.
Um programa rico e diversificado até outubro
O cartaz comemorativo estende-se ao longo do ano com propostas que abraçam desde a riqueza geológica ao pulsar cultural e associativo da cidade:
- 13 de junho (16:00h) | Rossio: Uma viagem pelas vivências e dinâmicas sociais em redor do icónico Rossio Marquês de Pombal, conduzida por João Jaleca.
- 4 de julho (16:00h) | Pedreira «BENTEL»: O “ouro branco” de Estremoz em destaque numa visita técnica e histórica ao mundo dos mármores. O itinerário será enquadrado por Carlos Santos e pelo Dr. Luís Brito da Luz, incluindo ainda uma passagem pela oficina de mármores de Pereira Véstias.
- 10 de outubro (16:00h) | Homenagem ao Dr. António José Telmo: Sessão inteiramente dedicada à figura do «Dr. Telmo – jogador de bilhar», com intervenção do Prof. Roque Oliveira, a decorrer na Sociedade Recreativa Popular Estremocense “Porta Nova”.
- 31 de outubro (16:00h) | Concerto “Música de Filmes”: O encerramento do ciclo far-se-á com as grandes bandas sonoras da Sétima Arte, interpretadas pela Juventude Musical da Associação Musical do Concelho de Estremoz, sob a direção da maestrina Cândida Lóios, na Associação dos Artistas Estremocenses.
Esta iniciativa cultural conta com o apoio do Centro Ciência Viva de Estremoz, da Sociedade de Artistas Estremocense, da Bentel (Sociedade Extractiva de Mármores) e da Sociedade Recreativa Popular Estremocense.
A participação é inteiramente gratuita e aberta a todos os que queiram descobrir ou reencontrar o encanto de Estremoz, não carecendo de marcação prévia.
“Percursos pelo Património” levam a viagem pelo património histórico ligado à Santa Casa da Misericórdia de Elvas

O ciclo “Percursos pelo Património” de Elvas prossegue no sábado, 23 de maio, com a realização da visita temática “A Santa Casa da Misericórdia de Elvas”.
Marcada para as 10 horas, com ponto de encontro no Posto de Turismo, a iniciativa será orientada por Carlos Filipe, do Centro de Estudos de Cultura, História, Artes e Patrimónios (CECHAP).
A visita propõe uma viagem pelo património histórico ligado à Santa Casa da Misericórdia na cidade, revelando aspetos menos conhecidos da sua história e identidade.
Integrado na programação cultural do Município de Elvas, este ciclo de visitas guiadas pretende aproximar a comunidade do património local, promovendo o conhecimento e a valorização de um conjunto diversificado de espaços e temáticas.
A participação nesta atividade é gratuita.
César Mourão leva “Terra Nossa” a Monforte a 28 de maio

A Praça da República de Monforte vai receber, na noite de 28 de maio (quinta-feira), as gravações do programa de televisão “Terra Nossa”, apresentado por César Mourão.
Nesse sentido, a Câmara Municipal de Monforte convida toda a comunidade a associar-se a este momento cultural “de grande relevo para a promoção” do concelho.
A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia e limitada à lotação do recinto. Os interessados em assistir à gravação do programa da SIC têm até 26 de maio para fazer a sua inscrição no Posto de Turismo de Monforte, sendo que cada pessoa só pode levantar até dois bilhetes. Os ingressos deverão ser levantados no dia do espetáculo, a partir das 17 horas.
O início da gravação do programa, para maiores de 16 anos, está previsto para as 21 horas, sendo que, alerta a Câmara Municipal, “por motivos de logística de produção televisiva, não será permitida a entrada no recinto após as 20h30”.
Durante a realização do espetáculo, é “estritamente proibido fotografar ou filmar”.
Relojoaria · Luxo · Cultura·Audemars Piguet x Swatch

Royal Pop
Como a Audemars Piguet e a Swatch criaram o fenómeno que ninguém esperava — e o caos que se seguiu
Existe uma contradição no coração de qualquer marca de luxo: para ser desejada, tem de ser inacessível. Mas para sobreviver, precisa de novos clientes. Durante décadas, a Audemars Piguet resolveu essa equação sempre da mesma forma.
Produzindo cerca de 50 mil relógios por ano — ainda assim mais 10 mil do que originalmente —, a AP vive da escassez e mantém listas de espera que duram vários anos. Mas este ano decidiu fazer algo surpreendente: associar-se à Swatch, que vende mais de 3 milhões de relógios por ano.
A parceria, batizada Royal Pop, tornou-se um dos fenómenos mais improváveis da relojoaria recente. O luxo tradicional está a tentar perceber como permanecer relevante num mundo onde a cultura digital, os acessórios colecionáveis e a estética das redes sociais ajudam a definir o significado de desejo.
Para ser desejado, o luxo tem de ser inacessível. Mas para sobreviver, precisa de novos clientes.
A contradição fundamentalA coleçãoO que é o Royal Pop?
A coleção parte de um ícone: o Royal Oak, desenhado por Gérald Genta em 1972. Com um design inconfundível — luneta octogonal, oito parafusos hexagonais e o padrão de mostrador conhecido como Petite Tapisserie — pode custar dezenas de milhares de euros. O valor elevado não faz diminuir a lista de espera, apenas colmatada pelo mercado de segunda mão, que continua a crescer.
De acordo com um relatório da Deloitte, o mercado de revenda de relógios de luxo poderá superar o primário dentro de apenas uma década, provando que os ícones não perdem valor.
O Royal Pop preserva a mesma linguagem visual — bisel octogonal, parafusos e padrão do mostrador —, mas não é o esperado relógio de pulso. A Swatch e a AP criaram oito relógios de bolso em biocerâmica colorida, inspirados simultaneamente no Royal Oak e nos Swatch Pop lançados em 1986.
Ao optar por um relógio de bolso, a Audemars Piguet evitou o cenário que mais inquieta os colecionadores: o aparecimento de uma réplica acessível do Royal Oak tradicional. Os novos relógios podem ser usados ao pescoço, pendurados numa mala, transportados no bolso ou colocados sobre uma superfície como objetos decorativos.
No interior encontra-se uma versão de corda manual do movimento SISTEM51 da Swatch, com reserva de marcha superior a 90 horas e espiral antimagnética Nivachron. O preço em Portugal varia entre €380 e €400, consoante as cores.
LançamentoO caos que se seguiu
Na manhã do lançamento, havia filas à porta das lojas Swatch em todo o mundo. Em Lisboa, a situação na loja do Centro Colombo foi semelhante: centenas de pessoas em fila para poucas dezenas de unidades. Nos mercados de revenda, os relógios apareceram imediatamente por valores próximos dos €2000 — cinco vezes o preço original.
No Reino Unido e nos Países Baixos, algumas lojas encerraram por razões de segurança. Em França, a polícia teve de intervir com gás lacrimogéneo para dispersar uma multidão de cerca de trezentas pessoas junto a uma loja perto de Paris. Em Nova Iorque, a inauguração da loja da Swatch em Times Square ficou marcada por empurrões e tumultos.
AnáliseO próximo Labubu?
A comparação com o Labubu — o boneco colecionável da Pop Mart que se tornou viral em todo o mundo — não é acidental. Ambos partilham a mesma fórmula: escassez controlada, lançamento surpresa, distribuição física que gera filas e uma comunidade online que amplifica o desejo muito além do valor intrínseco do objeto.
O Royal Pop é, ao mesmo tempo, um relógio, um acessório de moda, um objeto de coleção e um instrumento financeiro. É a prova de que, no séc. XXI, o luxo não se define apenas pelo preço — mas pela capacidade de gerar um momento cultural.
Centro Hípico de São Brás promove Concurso de Saltos Nacional C em junho

O Centro Hípico de São Brás, em Elvas, vai acolher mais uma edição do Concurso de Saltos Nacional C (CSN C) nos dias 6 e 7 de junho.
Com início agendado para as 09h30 em ambos os dias, a competição promete reunir vários cavaleiros e entusiastas do hipismo na região, consolidando o papel do Centro Hípico de São Brás na promoção do desporto equestre nacional.
Executivo da Câmara Municipal de Borba reúne esta quarta-feira

O Executivo da Câmara Municipal de Borba vai realizar esta quarta-feira mais uma reunião ordinária pública para discutir e deliberar sobre vários assuntos de interesse para o concelho. O encontro está agendado para as 10h00 e terá lugar no Celeiro da Cultura, o espaço habitual para as sessões de trabalho do executivo municipal.
A sessão começará com o habitual Período Antes da Ordem do Dia, reservado à intervenção do público, onde os munícipes podem apresentar as suas questões, seguido do expediente e da análise de assuntos gerais relacionados com as atividades da autarquia.
Já na Ordem do Dia, os pontos em análise são os seguintes: Ponto 2.1 –Aprovação da Ata n.º 4/2026; Ponto 2.2 – Proposta de abertura de Procedimento de Contratação Pública – Empreitada de Melhoria da Eficiência Energética do Centro Escolar de Borba; Ponto 2.3 – Proposta da Revogação de contratar referente ao Concurso Público para Empreitada de Reabilitação e Melhoria da Eficiência Energética da Escola de Rio de Moinhos e Ponto 2.4 – Plano de Transportes Escolares para o ano de 2026-2027.
Como tem sido prática comum para garantir a transparência da gestão autárquica, a reunião é aberta a toda a comunidade e contará com transmissão em direto online através da página oficial de Facebook do Município de Borba.
Devoção a Santo António dá mote a exposição no Convento de Arronches

O Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, recebeu na tarde do passado sábado, dia 16 de maio, a inauguração de mais uma exposição, desta feita dedicada a Santo António, ficando as peças do acervo de Alexandre Correia a adornar o referido templo até ao próximo dia 30 de junho.
Ao lado do colecionador, na cerimónia com que se inaugurou a exibição, esteve o executivo autárquico, nas pessoas do presidente João Crespo e da vereadora Maria João Fernandes.
Começou o presidente do Município por dar as boas-vindas e cumprimentar todos os presentes, antes de expressar o enorme gosto e orgulho da autarquia em receber esta exposição em Arronches, naquilo que é a continuidade do trabalho de promoção de autores e colecionadores da região que tem vindo a ser feito na galeria do Convento de Nossa Senhora da Luz, estando a Câmara Municipal sempre ao lado de quem faz do artesanato a sua ocupação, algo que se refletiu, por exemplo, na oportunidade dada aos artesãos locais, ali presentes, de expor também naquele e noutros espaços do concelho, bem como no esforço em preservar a sua arte para incentivar gerações vindouras a seguir os seus passos. Fazendo também um agradecimento ao colecionador, João Crespo salientou que a mostra que a seguir se iria visitar é composta por um conjunto notável de peças que empresta ainda mais notoriedade ao espaço e que vai certamente deixar boquiabertos os seus visitantes. Por fim, o edil terminou a sua intervenção com um vincado agradecimento a Alexandre Correia.
Esta palavra de gratidão foi sublinhada pela vereadora Maria João Fernandes, com a autarca a aproveitar para solicitar ao colecionador um esclarecimento acerca do significado especial que esta a exposição denominada ‘Entre Mãos e Devoção: Uma Coleção de Santo António’ tem para si.
Depois de agradecer a presença de todos os que ali se encontravam e de se mostrar igualmente grato pela enorme vontade da autarquia em receber a exposição, destacando o excelente acolhimento e forma de trabalhar dos serviços municipais de um Município que valoriza o artesanato, Alexandre Correia definiu-se com um devoto a Santo António devido a um incentivo familiar, fazendo então um breve resumo da caracterização e história do homem canonizado.
O colecionador realçou que a sua coleção, composta por cerca de 8600 peças, resulta de inúmeras visitas a oficinas de todas as regiões de Portugal continental, existindo no seu acervo peças únicas elaboradas propositadamente para si. Explicando que o trabalho de um colecionador só faz sentido quando partilhado com a comunidade, Alexandre Correia referiu igualmente que, nas suas mostras, não repete peças, pelo que todo o acervo patente no Convento de Nossa Senhora da Luz está pela primeira vez exposto ao público.
Por fim, o protagonista da tarde salientou que esta iniciativa serviu também para celebrar antecipadamente o Dia Internacional dos Museus, bem como o mês de Santo António e ainda para valorizar os ofícios tradicionais e o saber fazer.
De realçar que, como habitualmente, esta exposição estará visitável durante o período em que o Convento de Nossa Senhora da Luz se encontra aberto ao público: entre terça-feira e domingo, das 09H30 às 13H00 e das 14H00 às 17H30.
DECO entrega Prémios Municípios e Freguesias

A cerimónia de entrega da 3.ª edição dos Prémios DECO Municípios e Freguesias vai decorrer no próximo dia 29 de maio, pelas 14h00, na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa). Além de dar a conhecer os projetos que mais se destacaram nesta edição, o momento integra também uma intervenção que vai refletir sobre os desafios e caminhos de repensar a qualidade de vida e felicidade das comunidades. A Associação vai ainda revelar as datas da próxima edição dos Prémios.
A cerimónia começa às 14h00, contando com a presença de Luísa Ribeiro Lopes, da direção da DECO. Às 14h40 inicia-se a entrega dos Prémios DECO Freguesias e às 15h15 haverá a intervenção da keynote speaker Madalena Carey, Fundadora & CEO da Hapiness Business School, que abordará o tema “Desafios e Caminhos: Repensar a Qualidade de Vida e a Felicidade nas Nossas Comunidades”, promovendo uma reflexão sobre o papel do poder local na construção de territórios mais humanos e sustentáveis.
Depois, será realizada a entrega dos prémios “DECO Munícipios” e logo de seguida os prémios “Parceiro de Prata”. Às 16h30, André Regueiro, Coordenador do Departamento de Parcerias e Desenvolvimento, irá fazer o balanço desta edição, com o lançamento dos Prémios DECO 2026. A cerimónia encerra às 16h40 com a intervenção de Diogo Moura, vereador da Câmara Municipal de Lisboa.
Recorde-se que os Prémios DECO têm o propósito de distinguir políticas públicas e projetos locais que colocam os consumidores e os cidadãos no centro da ação autárquica. Tendo surgido com uma imagem renovada, nesta edição a iniciativa apresentou também novas categorias: “Habitação e Espaço Público”, “Bem-estar e Saúde Mental”, “Turismo”, “Políticas Verdes e Energia”, “Tecnologia e Inovação”, “Educação e Juventude”, “Imigração, Inclusão e Diversidade” e “Cultura e Lazer”. As informações relativas ao evento, assim como a respetiva inscrição, podem ser consultadas aqui.
Elvas: Rondão Almeida volta a reunir com presidentes e representantes das juntas de freguesia

O presidente da Câmara Municipal de Elvas, comendador José Rondão Almeida, reuniu esta segunda-feira, dia 18 de maio, com os presidentes e representantes das juntas de freguesia do concelho.
Estes encontros, com carácter mensal, servem para articular a atividade a desenvolver nos próximos meses, no que respeita a situações verificadas e que necessitam da colaboração dos serviços municipais.
A reunião de coordenação teve ainda como objetivo analisar e fazer o ponto de situação dos vários projetos em curso nas freguesias rurais e urbanas.
Margarida Paiva propõe candidatura de Elvas a Capital Portuguesa da Cultura 2028

Margarida Paiva, vereadora do PSD na Câmara Municipal de Elvas, entregou esta terça-feira, 19 de maio, uma proposta formal para que o município avance com a candidatura ao título de Capital Portuguesa da Cultura 2028. A proposta será apreciada e votada na reunião do executivo municipal agendada para o próximo dia 27 de maio.
A iniciativa surge no âmbito do Aviso n.º 10056-A/2026/2, publicado em Diário da República a 30 de abril, que convida os municípios elegíveis a apresentarem candidaturas ao abrigo da Portaria n.º 189/2026/1, de 22 de abril, assinada pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes.
Na proposta apresentada por Margarida Paiva, é sublinhado que Elvas reúne um conjunto de ativos culturais e patrimoniais de reconhecida relevância nacional e internacional. O Centro Histórico e as Fortificações da cidade integram a Lista do Património Mundial da UNESCO desde 2012, no âmbito da Paisagem Cultural de Fronteira partilhada com Badajoz e Campo Maior, sendo apontados como elementos distintivos da identidade local.
Segundo a vereadora da oposição, esta candidatura representa uma oportunidade para valorizar o ecossistema cultural e patrimonial do concelho, potenciando um programa de desenvolvimento cultural estruturado e transformador.
A eventual candidatura permitiria ainda ao município aceder a uma dotação financeira de um milhão de euros, assegurada pelas áreas governativas da Cultura e do Turismo, podendo também mobilizar investimento adicional de parceiros públicos e privados.
A proposta agora entregue inclui a decisão de avançar com a candidatura de Elvas ao título de Capital Portuguesa da Cultura 2028, a elaboração do respetivo dossier, a designação do presidente da Câmara como responsável político e do diretor municipal de Cultura como responsável técnico, bem como a aprovação da dotação orçamental necessária e a autorização para submissão dentro do prazo estabelecido.
A vereadora defende que o desafio é claro: “ser Capital Portuguesa da Cultura obriga a autarquia a estar à altura do que Elvas é”.
Campo Maior na “linha da frente” com formação dedicada à inteligência artificial e governação inteligente

O Centro Cultural de Campo Maior recebeu, na manhã desta terça-feira, 19 de maio, o Programa de Capacitação Profissional ENTI: “Territórios Inteligentes: da Eficiência Operacional à Governação Inteligente”, uma iniciativa integrada no projeto AI4PA – Artificial Intelligence & Data Science, promovida pela NOVA IMS em parceria com o Município de Campo Maior.
A sessão teve como principal objetivo reforçar competências digitais junto de entidades da Administração Pública, PME e startups, através de debates e apresentações centradas na inteligência artificial, ciência de dados e governação inteligente.
Em declarações à Rádio ELVAS, o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, destacou a importância da iniciativa para o concelho, considerando que representa “mais um passo” na afirmação de Campo Maior enquanto território preparado para os desafios tecnológicos do futuro.
O autarca sublinhou ainda que a aposta na inteligência artificial e na ciência dos dados poderá contribuir para melhorar os serviços públicos e a resposta dada aos munícipes. “Campo Maior continua praticamente todos os meses a ter atividade relacionada com a inteligência artificial”, referiu, acrescentando que o objetivo passa por continuar a dinamizar o Centro de Inteligência Competitiva.
Também presente na sessão, o diretor da NOVA IMS, Miguel de Castro Neto, explicou que a iniciativa surge numa altura em que Portugal está a implementar a Estratégia Nacional dos Territórios Inteligentes, apoiada pelo PRR. Segundo o responsável, “dos 308 municípios, 297 candidataram-se a financiamento para investirem em plataformas de gestão urbana”, o que demonstra a relevância crescente da transformação digital na gestão dos territórios.
Miguel de Castro Neto defendeu ainda que o grande desafio passa agora por saber utilizar os dados e as capacidades analíticas emergentes para apoiar melhores decisões políticas, gerir recursos de forma mais eficiente e responder às exigências da emergência climática.
Durante a sessão foram apresentados exemplos de boas práticas, com Miguel de Castro Neto a sublinhar o potencial do Centro de Inteligência Competitiva de Campo Maior para se vir a afirmar como um polo agregador de talento e inovação na região do Alentejo.
Por sua vez, o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, mostrou-se satisfeito com a evolução do Centro de Inteligência Competititva, considerando que o projeto “está a ganhar uma dimensão de utilidade ao território”.
Ricardo Pinheiro destacou ainda a ambição do Alentejo em competir “com as melhores regiões à escala nacional e internacional”, defendendo que a inteligência artificial e a ciência de dados serão fundamentais para acrescentar valor em áreas como o turismo, a investigação científica e o acesso a fundos comunitários.
“O território Alentejo assume-se cada vez mais nestas matérias”, afirmou o presidente da CCDR, sublinhando que a região deve continuar a apostar “em ambição, ambição e mais ambição” para acompanhar os territórios de referência a nível mundial.
A sessão de abertura, para além das participações de Luís Rosinha e de Ricardo Pinheiro, contou ainda com a de Manuel Dias, diretor de Sistemas e Tecnologias de Informação da Administração Pública e presidente da ARTE.
“Territórios Inteligentes: da Eficiência Operacional à Governação Inteligente” foi mote para a primeira sessão desta conferência, conduzida por Miguel de Castro Neto. Seguiu-se uma mesa redonda, dedicada ao tema “Governação Inteligente: do Plano à Ação”, com os primeiros secretários das Comunidades Intermunicipais do Alto Alentejo, Baixo Alentejo, Alentejo Central e Alentejo Litoral.
Do evento fizeram ainda parte diferentes sessões de live training: “Mobilidade: onde estão os ‘pontos negros’ no meu concelho?”; “Como criar, com documentos selecionados, um chatbot interno para o meu serviço”; e “Licenciamento urbanístico em BIM como ponto de partida para Gémeos Digitais”.
XXII Jornadas de Pediatria de Évora a 21 e 22 de maio dedicadas ao tema “Cuidar com Ciência”

A Associação de Pediatria de Évora promove, nos dias 21 e 22 de maio, as XXII Jornadas de Pediatria de Évora. A iniciativa, subordinada ao tema “Cuidar com Ciência”, conta com o apoio institucional da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central e decorrerá no Hotel Vila Galé, em Évora.
A ação tem como público-alvo os Médicos Especialistas e Internos de Pediatria, os Médicos Especialistas e Internos de Medicina Geral e Familiar e os Enfermeiros de Saúde Infantil e de Cuidados de Saúde Primários.
A iniciativa tem como objetivo promover a atualização científica e técnica de médicos e enfermeiros na área da Pediatria, reforçar a articulação entre a Pediatria Hospitalar e a Medicina Geral e Familiar, divulgar as boas práticas clínicas e orientações atualizadas no diagnóstico, tratamento e seguimento do recém-nascido, criança e adolescente e estimular a reflexão e o debate sobre temas atuais e emergentes em saúde infantil. A iniciativa pretende também ser um espaço privilegiado de partilha de conhecimento, discussão de boas práticas clínicas e abordagem multidisciplinar dos principais desafios em Saúde Infantil e Juvenil.
Ricardo Pinheiro garante que Alentejo não perde fundos e defende apoio às famílias de agricultores

O presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, esteve recentemente no Parlamento para esclarecer dúvidas sobre a aplicação de fundos comunitários. Em causa estão cerca de 700 milhões de euros que a região arriscava perder, mas que o rigor técnico e científico da instituição permitiu salvaguardar.
O Alentejo atravessa um momento decisivo na definição das suas políticas públicas e na captação de investimento externo. Ricardo Pinheiro, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, revelou que o trabalho de proximidade com o Ministério da Coesão tem sido fundamental para garantir que o território não saia prejudicado nos próximos quadros de apoio financeiro.
A defesa de 700 milhões de euros na Assembleia da República
Um dos momentos mais críticos ocorreu recentemente na Assembleia da República, onde o autarca regional foi chamado a intervir. “Há três dias estive no Parlamento por causa de uma dúvida em relação à forma como o Alentejo poderia perder 700 milhões de euros. O trabalho que fizemos de demonstração foi absolutamente enorme”, explicou Ricardo Pinheiro.
O presidente da CCDR esclareceu que, apesar de alguns indicadores sugerirem um crescimento, a realidade do terreno exige uma análise mais fina. “As taxas médias de crescimento anual do Alentejo continuam abaixo das nacionais. O país cresce a 2% e o Alentejo, após a saída da Lezíria, está a crescer a 1,6%. No método de cálculo atual, continuamos a ser considerados um território de baixa densidade, o que é vital para a manutenção dos apoios”, sublinhou.
Apoio às famílias de agricultores: O “olhar atento” da política pública
Para além dos grandes investimentos industriais, como o hidrogénio verde em Sines, Ricardo Pinheiro não esquece a base da economia regional: a agricultura familiar. O presidente defende que, embora os grandes modelos financeiros de atividade agrícola devam ser apoiados, é necessário um foco especial nas famílias que mantêm o território vivo.
“O Alentejo faz parte das oportunidades e da captação de investimento externo, mas as famílias de agricultores devem continuar a ter um olhar atento por parte da política pública planeada a partir do Alentejo”, defendeu, reforçando a importância da colaboração estreita com a Secretaria de Estado da Coesão Territorial.
Rigor científico para captar investimento
Para Ricardo Pinheiro, o futuro do Alentejo depende da capacidade da região em produzir dados rigorosos para justificar as suas opções políticas e atrair empresas. “Precisamos de ter muito bons dados para estarmos permanentemente preparados, tanto para os setores primários como para a indústria. Temos de justificar a captação de investimento de forma rigorosa e científica”, afirmou.
O líder da CCDR concluiu reforçando que a “unidade de desenvolvimento regional” é a ferramenta essencial para garantir que o Alentejo mantém a sua competitividade e capacidade de aplicação de fundos comunitários, protegendo os interesses dos alentejanos perante as instituições nacionais e europeias.
Fortaleza de Juromenha vence Prémio Nacional de Reabilitação na categoria de Restauro

Em cerimónia realizada esta terça-feira, 19 de maio, no Museu Vista Alegre, em Ílhavo, a intervenção de restauro e conservação da Fortaleza e Castelo de Juromenha recebeu o Prémio Nacional de Reabilitação na categoria de Restauro.
Os prémios nacionais de reabilitação distinguem há 14 anos as melhores intervenções de reabilitação urbana em várias categorias, tendo sido admitidas este ano cerca de 80 candidaturas.
A Fortaleza de Juromenha foi ainda finalista, entre três candidatos, na categoria de Estruturas.
O presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Grilo, dedica o prémio à população de Juromenha e do concelho e destacou a importância desta intervenção para o município e para a região, tendo deixado um agradecimento a toda equipa da câmara municipal, aos responsáveis da altura pelas entidades que se comprometerem com o projeto: Ana Mendes Godinho, António Ceia da Silva e Ana Paula Amendoeira.
Deixou ainda um agradecimento especial à equipa de projetistas (Pedro Pacheco Arquitetos), à empresa responsável pela construção (HCI), à empresa responsável pelo acompanhamento arqueológico (ERA Arqueologia) e fiscalização (Ripórtico).
A Fortaleza de Juromenha está integrada no Programa REVIVE prevendo-se o desenvolvendo de um projeto de natureza turística no seu interior em harmonia com o uso público do monumento.
Câmara Municipal de Elvas aprova proposta de ampliação do Lar de Vila Fernando

A Câmara Municipal de Elvas aprovou, em reunião do executivo, aprovou as propostas de abertura dos procedimentos das empreitadas “Pavimentações 2026 – Betuminosos” e “Ampliação do Lar de Vila Fernando”, num investimento estimado superior a milhão e meio de euros.
Aprovadas as propostas de contratos interadministrativos e autos de transferência das freguesias rurais.
Na área da cultura e património, foram aprovadas iniciativas como a apresentação do livro “Nada Acontece Por Acaso”, de Pedro Inocêncio, a realização da iniciativa “Cinema no Pátio”, o apoio ao “Ronca Festival Ibérico de Cinema do Alentejo”, a parceria com a Adega Mayor no âmbito do Museu de Arte Contemporânea de Elvas, bem como o apoio ao projeto de intervenção artística de Rui Chafes, integrado na Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.
No âmbito do turismo e promoção do território, o executivo aprovou a parceria “Responsible Trails Walking” com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, a participação do Município no II Congresso de Turismo do Interior e a submissão da candidatura de Elvas ao Prémio Jean-Paul L’Allier 2026, promovido pela Organização das Cidades do Património Mundial.
Relativamente a eventos, congressos e cedência de espaços municipais, destaque para a cedência do Centro de Negócios Transfronteiriço para o II Congresso Ibérico de Hospitalização Domiciliária, para o X Ibero Aves Elvas 2026 e para a Feira de Antiguidades, Velharias e Colecionismo.
Na área do desporto e juventude, foram aprovados apoios e parcerias relacionados com o Elvas Cup “Gold Energy” 2026, o XVI Torneio de Paraquedismo “Cidade de Elvas”, e o apoio ao XLIII Concurso Nacional Combinado dos “Dragões de Olivença”.
Ao nível da ação social, mobilidade e serviços públicos, o executivo deliberou sobre a instalação do Espaço Cidadão em Vila Boim, a alteração do local de aterragem do Serviço de Helicópteros de Emergência e a afetação dos 60 fogos da Quinta dos Arcos, de acordo com o sorteio público realizado.
As propostas relativas ao Plano Estratégico para Captação de Empresas e Emprego do Município de Elvas 2025-2030, à criação do Programa Municipal de Captação de Apoios e Competitividade Agrícola de Elvas e à criação de uma equipa de acompanhamento e fiscalização da Aquaelvas – Águas de Elvas, S.A., foram reprovadas, com quatro votos contra.
A reunião contemplou ainda diversos apoios ao movimento associativo, nomeadamente à Associação Fratelli Tutti de Elvas, Associação Aboim Jovem, Clube Escola de Ténis de Elvas e Associação de Festas e Animação de São Vicente e Ventosa, além de várias cedências de transporte a associações e entidades do concelho.
Entre papel e tradição: o trabalho que dá cor às Festas do Povo de Campo Maior

Faltam menos de três meses para que as ruas de Campo Maior se transformem, uma vez mais, num imenso jardim de flores de papel. Entre os cerca de quatro mil voluntários envolvidos na preparação das tradicionais Festas do Povo, há quem mantenha viva esta tradição desde a infância, como é o caso de Elvira Soutino.
É no Centro Comunitário da vila que, diariamente, Elvira ajuda a dar forma às milhares de flores que irão decorar as ruas da vila alentejana entre os dias 8 e 16 de agosto. Apesar do entusiasmo em torno do regresso daquele que é considerado o maior evento do concelho, a voluntária admite que o trabalho ainda está longe de terminado. “Agora é trabalhar muito, muito mesmo”, afirma, explicando que a produção das flores começou há mais de três meses. “Estamos muito atrasadas”, acrescenta.
Entre rosas, tulipas e muitas outras variedades de flores de papel, Elvira recorda que esta é uma arte que aprendeu desde muito pequena. “Sempre vimos isto e então aprendemos umas com as outras. Eu nasci nas festas. Fazia trapaças e torcidos quando era pequenina e agora faço aquilo que me ensinaram”, conta.
No Centro Comunitário, as cores multiplicam-se entre tons de vermelho, roxo, lilás, azul e verde. Algumas flores são mais simples de executar, enquanto outras exigem maior detalhe e paciência. “Estas por acaso são simples”, explica Elvira, mostrando também pequenos aproveitamentos de papel utilizados na produção: “a gente tem que aproveitar até ao último bocadinho de papel.”
Num exemplo único de criatividade coletiva, dedicação e identidade cultural, as Festas do Povo de Campo Maior prometem voltar a atrair milhares de visitantes, 11 anos depois da última edição. Durante nove dias, as ruas da vila voltarão a estar inteiramente cobertas por flores de papel feitas à mão, numa tradição reconhecida pela sua singularidade em Portugal.
Supremo Tribunal de Justiça dá razão ao Município de Estremoz no caso das funcionárias do Centro de Saúde

O Supremo Tribunal de Justiça deu razão ao Município de Estremoz no processo relacionado com quatro funcionárias da empresa SÁ LIMPA, SA, que prestavam serviço no Centro de Saúde de Estremoz, absolvendo totalmente a autarquia das acusações de despedimento ilícito.
O acórdão, datado de 14 de maio, foi ontem, dia 18, recebido pelo município e põe fim a um longo processo judicial que passou pela 1.ª Instância e pelo Tribunal da Relação de Évora.
Na decisão, o Supremo Tribunal de Justiça concluiu que não existiu transferência de unidade económica — conceito jurídico que poderia implicar a transmissão dos contratos de trabalho para o município — afastando, assim, qualquer responsabilidade da autarquia no caso. O tribunal entendeu que a cessação da relação laboral promovida pela empresa SÁ LIMPA, SA diz apenas respeito às trabalhadoras e à entidade patronal.
O processo regressa agora à 1.ª Instância, onde será analisada a eventual ilicitude do despedimento das quatro funcionárias por parte da empresa.
Segundo o município, esta decisão é definitiva, uma vez que não admite recurso ordinário. Em comunicado, a autarquia destacou ainda o trabalho desenvolvido pelo seu Gabinete de Apoio Jurídico, considerando-o “decisivo” para a construção da defesa apresentada ao tribunal e para o desfecho favorável do processo.
Elvas: 14 milhões do orçamento municipal canalizados para obras nas áreas social, económica, desportiva e patrimonial

Num investimento global a rondar os 14 milhões de euros, o Município de Elvas tem previstas cerca de 40 obras para este ano, algumas já em execução e outras em fase de preparação. A garantia foi deixada pelo presidente da Câmara Municipal, Rondão Almeida, que destacou o esforço financeiro da autarquia em diversas áreas, sobretudo na componente social, empresarial, desportiva e patrimonial.
Na área social, o autarca sublinhou a forte aposta do Município na requalificação e ampliação de estruturas de apoio à população idosa, assegurando que todas as intervenções estão a ser suportadas exclusivamente pelo orçamento municipal, sem apoios da Segurança Social.
Entre as obras em curso, São Vicente está a ser alvo de uma “requalificação total” do lar de idosos, num investimento que ronda os “400 mil euros”. Já em Santa Eulália, a ampliação do lar, prestes a avançar, representa um investimento de “cerca de 1,6 milhões de euros”.
Também em Vila Fernando está prevista a ampliação do lar de idosos, com um investimento próximo de um milhão de euros, permitindo a criação de mais camas. Por sua vez, na freguesia de São Brás e São Lourenço, o Município pretende avançar com a construção de um centro de dia, depois de dois concursos públicos terem ficado desertos. O presidente da Câmara garantiu ainda novos investimentos em Vila Boim para aumentar a capacidade de resposta na área sénior.
Na componente empresarial, Rondão Almeida destacou o projeto de expansão da zona industrial de Elvas. O Município já adquiriu “cerca de 150 mil metros quadrados de terreno” e prepara agora a concretização da primeira fase da ampliação, cujo investimento “poderá atingir os 10 milhões de euros”. Segundo o autarca, o objetivo passa por criar condições para o crescimento económico e atração de investimento, estando a obra preparada para avançar de forma faseada.
Também o desporto integra as prioridades do executivo municipal. Entre os investimentos previstos está a construção de um novo balneário no campo de “Os Elvenses”, numa intervenção superior a meio milhão de euros. O Município pretende ainda substituir relvados e renovar infraestruturas desportivas construídas há cerca de duas décadas.
No que diz respeito ao património, o presidente da Câmara destacou a continuidade dos projetos de recuperação patrimonial da cidade, nomeadamente a intervenção em mais de dois quilómetros de muralhas, a requalificação do Paiol de Santa Bárbara e os trabalhos relacionados com o Aqueduto da Amoreira.
O autarca reforçou que muitos destes projetos continuam sem financiamento comunitário aprovado, sendo suportados através da gestão financeira do Município.
Relativamente à habitação, Rondão Almeida adiantou ainda que a Câmara Municipal já investiu cerca de cinco milhões de euros de fundos próprios, apesar dos apoios previstos através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O presidente da autarquia concluiu afirmando que os investimentos refletem uma estratégia “pensada com cabeça, tronco e membros”, sustentada pelo equilíbrio financeiro e pelos sucessivos resultados positivos das contas municipais.


















