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Ricardo Pinheiro garante que Alentejo não perde fundos e defende apoio às famílias de agricultores

O presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, esteve recentemente no Parlamento para esclarecer dúvidas sobre a aplicação de fundos comunitários. Em causa estão cerca de 700 milhões de euros que a região arriscava perder, mas que o rigor técnico e científico da instituição permitiu salvaguardar.

O Alentejo atravessa um momento decisivo na definição das suas políticas públicas e na captação de investimento externo. Ricardo Pinheiro, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, revelou que o trabalho de proximidade com o Ministério da Coesão tem sido fundamental para garantir que o território não saia prejudicado nos próximos quadros de apoio financeiro.

A defesa de 700 milhões de euros na Assembleia da República

Um dos momentos mais críticos ocorreu recentemente na Assembleia da República, onde o autarca regional foi chamado a intervir. “Há três dias estive no Parlamento por causa de uma dúvida em relação à forma como o Alentejo poderia perder 700 milhões de euros. O trabalho que fizemos de demonstração foi absolutamente enorme”, explicou Ricardo Pinheiro.

O presidente da CCDR esclareceu que, apesar de alguns indicadores sugerirem um crescimento, a realidade do terreno exige uma análise mais fina. “As taxas médias de crescimento anual do Alentejo continuam abaixo das nacionais. O país cresce a 2% e o Alentejo, após a saída da Lezíria, está a crescer a 1,6%. No método de cálculo atual, continuamos a ser considerados um território de baixa densidade, o que é vital para a manutenção dos apoios”, sublinhou.

Apoio às famílias de agricultores: O “olhar atento” da política pública

Para além dos grandes investimentos industriais, como o hidrogénio verde em Sines, Ricardo Pinheiro não esquece a base da economia regional: a agricultura familiar. O presidente defende que, embora os grandes modelos financeiros de atividade agrícola devam ser apoiados, é necessário um foco especial nas famílias que mantêm o território vivo.

“O Alentejo faz parte das oportunidades e da captação de investimento externo, mas as famílias de agricultores devem continuar a ter um olhar atento por parte da política pública planeada a partir do Alentejo”, defendeu, reforçando a importância da colaboração estreita com a Secretaria de Estado da Coesão Territorial.

Rigor científico para captar investimento

Para Ricardo Pinheiro, o futuro do Alentejo depende da capacidade da região em produzir dados rigorosos para justificar as suas opções políticas e atrair empresas. “Precisamos de ter muito bons dados para estarmos permanentemente preparados, tanto para os setores primários como para a indústria. Temos de justificar a captação de investimento de forma rigorosa e científica”, afirmou.

O líder da CCDR concluiu reforçando que a “unidade de desenvolvimento regional” é a ferramenta essencial para garantir que o Alentejo mantém a sua competitividade e capacidade de aplicação de fundos comunitários, protegendo os interesses dos alentejanos perante as instituições nacionais e europeias.

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