
Num comunicado que distribuiu em Santa Eulália, pela população, o Movimento Cívico por Elvas (MCPE) acusa o presidente da Junta de Freguesia, José Paulo Picado (na imagem), eleito pelo CHEGA, de, com uma maioria relativa, querer formar um executivo composto apenas por membros do seu partido.
Dizendo que a exclusão de outros partidos do executivo da Junta de Freguesia poderia comprometer o futuro de Santa Eulália, o MCPE lembra que, no que toca à Câmara Municipal de Elvas, o presidente Rondão Almeida ofereceu pelouros aos dois vereadores eleitos pelo CHEGA, que viriam a não aceitar.
Defendendo que a participação de membros das forças mais votadas nas eleições garantiria uma melhor governação da Junta de Freguesia, o MCPE destaca ainda as provas dadas do trabalho desenvolvido em prol de Santa Eulália pelos seus eleitos: José Chícharo e António Mansos.
Em resposta, através de uma nota de imprensa, José Paulo Picado diz que o comunicado do MCPE “tenta apresentar-se como ‘guardião das regras elementares da democracia’, mas ignora precisamente a regra mais básica de todas: quem vence as eleições governa”.
O presidente eleito da Junta de Freguesia de Santa Eulália garante não existir democracia possível “quando se tenta transformar uma maioria relativa numa desculpa para afastar a força política mais votada e substituir a vontade dos eleitores por arranjos de conveniência”.
“A verdadeira hipocrisia está em acusar outros de atropelos democráticos enquanto se recusa aceitar o resultado das urnas. A população de Santa Eulália escolheu quem queria ver à frente da Junta, e essa escolha não pode ser reescrita por pressões, alianças improvisadas ou tentativas de impor executivos artificiais”, lê-se no comunicado assinado por José Paulo Picado.
O presidente eleito defende ainda que o vencedor das eleições não tem de ceder a condicionamentos nem de aceitar imposições para integrar elementos de outras forças partidárias no executivo, “muito menos de um movimento que, enquanto fala em pluralidade, trabalha ativamente para impedir que a lista mais votada exerça o mandato que lhe foi confiado”. “A democracia não é um puzzle onde cada partido encaixa a peça que mais lhe convém; é o respeito pela vontade expressa dos cidadãos”, diz ainda o autarca do CHEGA.
De recordar que está marcada para amanhã, 6 de março, uma quarta e última reunião destinada à eleição do executivo da Junta de Freguesia de Santa Eulália (ver aqui).















