
A Assembleia Municipal de Mora aprovou, recentemente, o Orçamento e as Grandes Opções do Plano do Município para este ano de 2026, bem como o respetivo enquadramento plurianual até 2030. O documento traduz uma visão estratégica para o concelho, assente num orçamento global de 12,1 milhões de euros e orientado para um desenvolvimento equilibrado e sustentável.
De acordo com o presidente da Câmara, Luís Simão de Matos, este é “um orçamento difícil”. “Ao elaborarmos este orçamento, constatamos algumas dificuldades em termos financeiros: estamos a falar de um orçamento que tem despesas correntes na ordem dos 85%, o que é muitíssimo. Isto prova e mostra que a capacidade de investimento do município, nesta altura, está substancialmente reduzida em relação àquela que era há alguns anos”, adianta.
As despesas com pessoal “rondam os 43%”, sendo que a autarquia tem falta de funcionários, necessários para “colmatar algumas deficiências”. “Agora iremos dotar as rubricas dos investimentos que pretendemos fazer ao longo destes quatro anos, porque neste orçamento é impossível responder já a tudo. De qualquer maneira, não sendo um orçamento que nos satisfaz, é o orçamento possível e que, de alguma forma, começa a responder àquilo que são as nossas responsabilidades”, assegura Luís Simão de Matos.
Das Grandes Opções do Plano fazem parte a construção de um ginásio municipal e a exploração da zona industrial. “Um problema sério que temos diz respeito a questões relacionadas com a habitação, sobretudo na freguesia de Mora, porque nas outras freguesias as coisas estão mais ou menos resolvidas. Há aqui toda uma série de áreas de intervenção municipal em que o orçamento dá resposta. Como eu disse, é um orçamento possível, mas também é um orçamento que reflete um pouco os nossos compromissos com a população”, remata.















