São Vicente e Ventosa ganha capacidade para travar incêndios antes da chegada dos bombeiros

Foto: A Terceira Dimensão

São Vicente e Ventosa foi a freguesia escolhida para dar início ao projeto-piloto “1.ª Resposta nas Comunidades Rurais”, desenvolvido pelos Bombeiros Voluntários de Elvas para reforçar a intervenção nas primeiras fases de um incêndio.

No âmbito desta parceria, os Bombeiros Voluntários de Elvas disponibilizam um kit de combate a incêndios, asseguram a formação dos operacionais da junta e prestam o respetivo apoio técnico. Já a Junta de Freguesia disponibiliza os recursos humanos e uma viatura de caixa aberta, onde já foi instalado o equipamento.

O objetivo é permitir uma intervenção rápida nas fases iniciais de um incêndio rural, evitando que pequenas ignições evoluam para ocorrências de maior dimensão enquanto os meios de socorro se deslocam para o local.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Elvas, Paulo Moreiras, explica que o projeto resulta da conjugação de várias vontades e destaca a escolha de São Vicente e Ventosa para esta fase experimental.

“A Junta de Freguesia de São Vicente, na pessoa do João Charruadas, tem tido muita proatividade e muita capacidade também de se empenhar em novas formas de pensar e de trabalhar e achámos que poderia ser esta freguesia a mais adequada para começar e para experimentar. Fornecemos um kit de combate a incêndios e alguma formação para que possam trabalhar em segurança, porque acima de tudo não queremos que se coloquem em risco”, afirma.

Segundo o responsável, a intervenção da junta destina-se apenas às ocorrências de menor dimensão e pretende impedir que estas ganhem proporções mais graves. “O objetivo é que aquelas pequenas ocorrências que, se não forem rapidamente tratadas, facilmente se transformam em grandes ocorrências, possam ser numa primeira fase controladas ou até extintas pelo pessoal da Junta de Freguesia, evitando males maiores. Mesmo que isso não seja possível, permite fazer alguma mitigação até à chegada dos meios de socorro”, assegura.

Paulo Moreiras sublinha ainda que o concelho de Elvas possui uma vasta área territorial, o que faz com que, em determinadas zonas, os veículos de combate a incêndios demorem mais tempo a chegar ao local das ocorrências. Recordou também que duas das maiores áreas ardidas dos últimos anos registaram-se precisamente na freguesia de São Vicente e Ventosa, justificando a escolha para este projeto-piloto.

Caso a experiência produza os resultados esperados, a intenção passa por alargar o modelo às restantes freguesias do concelho, nomeadamente Terrugem, Barbacena, Vila Fernando e Santa Eulália.

“O objetivo será expandir isto para todas as freguesias. Mas, para já, trata-se de uma fase de teste, porque este projeto implica recursos humanos, materiais, investimento e também a disponibilidade das pessoas para assumirem este compromisso com a proteção do espaço rural”, conclui o comandante.