
A vereadora do PSD na Câmara Municipal de Elvas, Margarida Paiva, revela em comunicado que voltou a recusar o convite para assumir pelouros na autarquia, reafirmando a intenção de continuar a fiscalizar a atuação do executivo municipal. A posição foi expressa na reunião de Câmara desta quarta-feira, 28 de outubro, durante a qual a vereadora apresentou várias questões e propostas relacionadas com diferentes áreas.
Segundo a própria, esta foi mais uma ocasião em que lhe foi proposta a atribuição de pelouros, uma possibilidade que voltou a rejeitar por considerar que poderá limitar a sua liberdade de intervenção e fiscalização. “A minha resposta foi, mais uma vez, não. Não troco a liberdade de fiscalizar e defender os interesses dos elvenses por pelouros”, afirmou.
Entre os assuntos abordados, a vereadora entregou uma nova lista de viaturas abandonadas e questionou o executivo sobre a resposta a dar a um abaixo-assinado de moradores que denunciam perturbações do sossego e problemas na utilização da via pública.
Margarida Paiva chamou também a atenção para a falta de limpeza na Rua da Figueira e na zona junto à Igreja de Nossa Senhora da Guia, além de alertar para o estado de degradação de várias calçadas da cidade.
Na área do património, a vereadora recomendou a reparação das madeiras degradadas no Forte da Graça, na sequência de uma visita ao monumento.
Questionou ainda o atraso na instalação da cobertura prometida para o Campo dos Elvenses e solicitou melhorias no Campo Pedro Barrena, defendendo a necessidade de intervenção nestes equipamentos municipais.
A mobilidade foi igualmente um dos temas em destaque. A eleita voltou a pedir respostas às propostas que apresentou anteriormente sobre os táxis e o centro interpretativo.
Recomendou também uma melhor articulação entre os horários dos autocarros e dos comboios, com o objetivo de facilitar as ligações entre os diferentes meios de transporte, e sugeriu a instalação de um corrimão no Posto de Turismo.
Na área cultural, Margarida Coelho de Paiva questionou o financiamento da Direção-Geral das Artes (DGARTES) destinado às obras de Rui Chafes, bem como os custos associados à participação de Elvas na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) e à iniciativa Montras Vivas.
A vereadora saudou a presença do município na BTL com um espaço próprio, salientando que esta era uma ambição que vinha defendendo desde o início do mandato.
Relativamente à iniciativa Cidade Natal, criticou o envolvimento tardio dos comerciantes e sugeriu a adoção de medidas que contribuam para dinamizar o comércio local durante os dias úteis da semana.
Na mesma reunião, votou favoravelmente a atribuição do Diploma de Mérito Empresarial a Manuel António Pimenta Belmiro, defendendo também que o seu nome deveria ser perpetuado na toponímia da cidade, através da atribuição do nome a uma rua.
Margarida Coelho de Paiva lamentou ainda a ausência do executivo municipal na sessão de abertura do Alertejo, que contou com a presença de um vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).
A vereadora criticou igualmente a acumulação de lixo na Praça da República durante a realização do evento, chamando a atenção para a limpeza do espaço público em iniciativas desta natureza.
Margarida Paiva reitera que continuará a apresentar propostas, a exigir respostas e a acompanhar a gestão municipal, mantendo a independência que, segundo afirma, lhe foi confiada pelos elvenses.















