
A DECO alertou para o impacto das redes sociais inundadas de conteúdos comerciais não identificados como publicidade por parte dos influenciadores, apresentando uma denúncia diária às autoridades competentes ao longo de trinta dias para demonstrar a dimensão do problema. Segundo a associação de defesa do consumidor, apesar da profissionalização do marketing de influência, é extremamente reduzido o número de criadores de conteúdo que identifica claramente a natureza comercial das suas publicações ou que recorre às etiquetas de parceria remunerada disponibilizadas pelas próprias plataformas. A organização salienta que estas estratégias disfarçam anúncios como recomendações pessoais desinteressadas, induzindo os utilizadores em erro durante a sua navegação digital diária.
A investigação revelou que, além da promoção habitual de vestuário, viagens e produtos de cosmética acompanhados por códigos de desconto e passatempos, existe uma presença crescente de publicidade não identificada em áreas mais sensíveis, como suplementos alimentares e procedimentos estéticos que incluem a aplicação de injetáveis. Perante a gravidade da situação, as denúncias foram encaminhadas para a Direção Geral do Consumidor, para a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e para a Entidade Reguladora da Saúde. A DECO manifesta forte preocupação com estes riscos para os consumidores e defende o reforço imediato da fiscalização, bem como a criação de proibições e restrições específicas para produtos e serviços potencialmente perigosos.
Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:














