
A Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Expectação, em Campo Maior, pretende reforçar o apoio de proximidade às pessoas que enfrentam uma doença oncológica e aos seus familiares, através da escuta, do acompanhamento e da identificação de necessidades que possam ser colmatadas com o apoio da autarquia ou de outras entidades.
Sobre o trabalho já desenvolvido em articulação com a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), Hugo Milton, presidente da Junta de Freguesia, explica que esta é uma área à qual pretende dar especial atenção, procurando contribuir para que os doentes e as suas famílias não se sintam sozinhos durante um período particularmente delicado das suas vidas.
O autarca sublinha a importância da proximidade e do contacto humano, defendendo que “uma conversa, um diálogo ou um simples telefonema” podem fazer a diferença para quem atravessa uma fase difícil. Destaca ainda o valor da partilha de experiências com pessoas que já passaram pela doença e conseguiram superá-la.
Hugo Milton revela que já estabeleceu contacto com Cristina Bruno, a coordenadora do Grupo de Apoio de Portalegre da LPCC, para abordar esta questão e perceber de que forma poderá ser prestado apoio a quem dele necessita.
Apesar de admitir que algumas pessoas ainda se mostram retraídas na procura de ajuda, Hugo Milton deixa um apelo direto à população para que se dirija à Junta de Freguesia, partilhe as suas dificuldades e procure um espaço de diálogo.
“Quero que sintam que Campo Maior tem um espaço onde possam ir”, afirma, garantindo que a Junta está disponível para ouvir os cidadãos e procurar soluções para os problemas apresentados.
O apoio poderá passar pela identificação de necessidades materiais específicas, como suplementos alimentares, lenços, turbantes ou outros artigos de que os doentes possam necessitar durante os tratamentos. Segundo o responsável, a intenção é perceber cada situação e encontrar formas de ajudar, dentro das possibilidades existentes.
Quando as necessidades ultrapassarem a capacidade de resposta da junta, está também prevista a possibilidade de encaminhar os casos para a LPCC, nomeadamente para estruturas e grupos de apoio especializados, cujos técnicos poderão assegurar um acompanhamento mais adequado.
“Às vezes, as pessoas podem sentir-se sozinhas, mas não estão, nós estamos lá”, remata Hugo Milton, reforçando a mensagem de disponibilidade da Junta de Freguesia para apoiar quem atravessa uma doença oncológica.















