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Paula Santos, líder parlamentar do PCP exalta Festas do Povo e defende a Regionalização

Em visita às tradicionais Festas do Povo de Campo Maior, a líder do Grupo Parlamentar do PCP, Paula Santos, elogiou o forte envolvimento comunitário e a dimensão cultural do evento, aproveitando a ocasião para reiterar a urgência do desenvolvimento regional e da criação das regiões administrativas em Portugal.

A parlamentar comunista destacou o caráter comunitário do evento como o seu principal elemento identificador, “O trabalho coletivo da comunidade e do povo de Campo Maior na conceção e elaboração destas festas é algo que deve ser sublinhado. É a cultura popular viva que deve ser valorizada e reconhecida a nível regional e nacional.”

Desenvolvimento regional e descentralização no centro do debate

Para a líder da bancada da CDU, a dinâmica demonstrada por Campo Maior reflete o potencial do Alentejo, contrastando com o modelo de desenvolvimento do país, que considerou ser desequilibrado. Paula Santos apontou a necessidade de políticas concretas para combater o país “a várias velocidades” e as assimetrias territoriais, classificando-as como “inacreditáveis no século XXI”.

Interrogada sobre a posição da sua bancada quanto à descentralização política, a deputada reafirmou o compromisso do PCP com o processo de regionalização, “o partido levou a debate na Assembleia da República propostas concretas para a Lei-Quadro das Regiões Administrativas e a definição de um calendário para a sua implementação.

A deputada lembrou que, em pleno quadro comemorativo dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa, “a criação do poder regional continua a ser um objetivo constitucional por concretizar”. Paula Santos, defendeu que “o poder regional descentralizado é essencial para dar voz às populações e alavancar o desenvolvimento económico e social do interior do país”.

Antes de prosseguir com o percurso pelas ruas engalanadas com as conhecidas flores de papel, Paula Santos concluiu reforçando “o compromisso do seu partido em manter estas propostas na agenda política nacional, unindo a celebração da identidade cultural à luta pela coesão territorial”.

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