
A Biblioteca Escolar do Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro (CERN), em Campo Maior, transformou uma das suas áreas numa pequena “rua” inspirada nas tradicionais Festas do Povo, através da iniciativa “Jardins de Palavras, Ruas de Histórias”.
A coordenadora das Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, Isabel Golaio Gonçalves, explica que a ideia surgiu logo no início do ano letivo, tendo em conta a realização das famosas festas das flores de papel entre 8 a 16 de agosto. “O objetivo foi proporcionar aos alunos mais novos uma aproximação a um ambiente festivo, que em breve marcará a vida da comunidade campomaiorense”, afirma.
O projeto foi desenvolvido ao longo de vários meses e mobilizou toda a comunidade educativa. Segundo a responsável, os alunos participaram na elaboração dos tradicionais “torcidos” durante os intervalos, horas de almoço e tempos livres, levando também trabalho para casa para ser realizado em família. Isabel Golaio Gonçalves sublinha que se tratou de “um trabalho colaborativo”, que contou com o envolvimento de professores, assistentes operacionais, alunos e familiares.
A iniciativa foi coordenada pela Biblioteca Escolar, com o apoio das assistentes operacionais Carminda Carrapiço e Maria do Rosário Caldeira, e beneficiou ainda da colaboração da Associação de Festas, que cedeu papel e outros materiais necessários à ornamentação. A todos quantos colaboraram com a iniciativa, Isabel Golaio Gonçalves deixa o seu agradecimento.

À semelhança do que acontece nas ruas das Festas do Povo, também esta recriação recebeu uma temática própria. A escolha recaiu sobre as abelhas, numa tentativa de alertar para a importância destes insetos na manutenção dos ecossistemas e para a necessidade da sua preservação. “Pensámos nas abelhas de forma a sensibilizar tanto as crianças como os adultos para a importância destes pequenos seres”, destaca a professora bibliotecária.
Mais do que um elemento decorativo, a “mini rua” assumiu uma dimensão pedagógica, servindo de cenário a várias atividades de leitura e dinamização cultural. Isabel Golaio Gonçalves recorda que o espaço acolheu recentemente iniciativas relacionadas com o Diagnóstico de Fluência Leitora dos alunos do 2.º ano, proporcionando uma experiência diferente e envolvente. “Foi muito gratificante, porque esta mini rua já serviu de palco para diversas atividades de leitura”, refere.
A responsável considera que o projeto contribuiu igualmente para reforçar o papel da biblioteca enquanto espaço de aprendizagem, criatividade e partilha. “Uma biblioteca não é apenas um espaço onde há muitos livros”, salienta, acrescentando que estas iniciativas ajudam a motivar os mais novos e a criar experiências educativas significativas.
Para além de promover a leitura e a consciência ambiental, a iniciativa constituiu um exercício de cidadania e cooperação, demonstrando como a escola e a comunidade podem trabalhar em conjunto na valorização das tradições locais e na construção de projetos com impacto educativo.
















