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João Crespo alerta para a “perda de identidade” do Porco Alentejano e defende apoio ao setor

O Presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, aproveitou o Festival Saberes e Sabores do Porco Alentejano para lançar um alerta crítico sobre a falta de valorização da raça autóctone, revelando que entre 90% a 95% da produção local é escoada para Espanha, onde acaba por perder o rótulo de “Alentejano” para ser vendida como “Ibérico”.

“O porco alentejano está em vias de extinção, enquanto raça e precisamos de políticas do Estado Central que apoiem os produtores e apostem numa comunicação forte para que o consumidor perceba que esta é uma carne de excelência”, afirmou o autarca, sublinhando que a ausência de um matadouro no distrito obriga os criadores a deslocarem-se para fora da região.

Para João Crespo, o certame foi o palco ideal para começar a corrigir e inverter esta realidade: “Não queremos um matadouro em cada concelho, mas precisamos de encontrar respostas locais. Nos dias que correm, os produtores, se querem matar algum animal, têm que sair fora do distrito, não há resposta no distrito. O desafio foi-nos aqui lançado, aos municípios. Ao nível da Comunidade Intermunicipal poderemos e deveremos procurar uma solução”

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