O Presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, aproveitou o Festival Saberes e Sabores do Porco Alentejano para lançar um alerta crítico sobre a falta de valorização da raça autóctone, revelando que entre 90% a 95% da produção local é escoada para Espanha, onde acaba por perder o rótulo de “Alentejano” para ser vendida como “Ibérico”.
“O porco alentejano está em vias de extinção, enquanto raça e precisamos de políticas do Estado Central que apoiem os produtores e apostem numa comunicação forte para que o consumidor perceba que esta é uma carne de excelência”, afirmou o autarca, sublinhando que a ausência de um matadouro no distrito obriga os criadores a deslocarem-se para fora da região.
Para João Crespo, o certame foi o palco ideal para começar a corrigir e inverter esta realidade: “Não queremos um matadouro em cada concelho, mas precisamos de encontrar respostas locais. Nos dias que correm, os produtores, se querem matar algum animal, têm que sair fora do distrito, não há resposta no distrito. O desafio foi-nos aqui lançado, aos municípios. Ao nível da Comunidade Intermunicipal poderemos e deveremos procurar uma solução”
O impasse que durante anos travou a conclusão do Hospital Central do Alentejo (HCA), em Évora, foi ultrapassado no passado dia 20 de março, com a assinatura de um protocolo entre a Câmara Municipal de Évora (CME), a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e a CCDR do Alentejo.
O acordo garante a construção das infraestruturas essenciais ao funcionamento da unidade, com um investimento previsto de 13,3 milhões de euros para acessos rodoviários, redes de água e saneamento e ligações elétricas. Atualmente, a obra do hospital encontra-se concluída em cerca de 80%.
A cerimónia contou com a presença da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que sublinhou que este acordo representa um passo decisivo para ultrapassar dificuldades acumuladas ao longo do tempo e garantir o avanço das infraestruturas essenciais ao funcionamento da unidade hospitalar. A governante reconheceu que o projeto enfrentou desafios ao longo dos anos, nomeadamente devido à extinção da Administração Regional de Saúde do Alentejo, que até então tinha a responsabilidade pela obra. “É muito complicado, sobretudo para a quase extinta ARS do Alentejo, que tinha o encargo desta obra e que, pela extinção da ARS, acabou por ter ali um momento de grande incapacidade resolutiva e iam-se acumulando as decisões para tomar”, afirmou.
Ana Paula Martins explicou que até meados de 2027 toda a infraestrutura estará finalizada, seguida de um período indispensável de licenciamentos e testes técnicos, essenciais para garantir a segurança e funcionalidade da unidade. “Um hospital desta envergadura precisa de seis meses, pelo menos, de testes de instalações, mas seguramente que o hospital estará concluído e tem que estar concluído até por causa dos fundos europeus”, afirmou.
Sobre a articulação do hospital com a rede nacional, a Ministra destacou que os doentes do Alentejo já são encaminhados para hospitais da Área Metropolitana de Lisboa via rede de referenciação, e que o Hospital Central do Alentejo poderá receber pacientes de outras regiões, respeitando as redes de referência e a proximidade. “Pode aliviar vários hospitais, não só da Margem Sul, mas de toda a Área Metropolitana de Lisboa”, sublinhou.
Já o Presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, reforçou a relevância estratégica do projeto para a cidade e para o país. “O hospital é uma estrutura fundamental não apenas para o Alentejo, mas mesmo para o país, e tendo em conta a especialização e diferenciação que este hospital terá, até para além do país, na minha perspetiva”, afirmou.
Carlos Zorrinho destacou também a importância de construir a obra de forma sólida, referindo que “costuma-se dizer que as obras começam pelos alicerces, não começam pelo telhado. Temos aqui muitos telhados sem alicerces e, portanto, é bom fazer muitos alicerces”, reforçando a necessidade de um planeamento estruturado para garantir o sucesso do projeto.
Carlos Zorrinho explicou ainda a questão financeira das acessibilidades: “Os 13,3 milhões de euros são uma estimativa e constam do protocolo, mas o valor final será apurado durante a execução. A Câmara Municipal de Évora teve em condição de o assinar, garantindo que os valores reais serão geridos corretamente. Cada componente – saneamento, estradas, estruturas elétricas, serão calculados os custos, serão feitas as empreitadas e será construído. Penso que o valor será provavelmente maior”, explicou.
Carlos Mateus Gomes, Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central destacou o papel fundamental do protocolo agora assinado: “Este protocolo é o que faltava em todos os processos que temos estado a desenvolver. Conseguimos recuperar um protocolo que estava, não digo morto, mas com algumas dificuldades, até porque não abrangia todos os pontos necessários e que agora estão todos cobertos. Este acordo permite dotar os recursos necessários para avançar com as infraestruturas, que são as infraestruturas básicas que qualquer hospital necessita.”
O Hospital Central do Alentejo é considerado uma infraestrutura estruturante para a região, destinada a servir cerca de 150 mil habitantes do distrito de Évora e aproximadamente 440 mil pessoas em todo o Alentejo, com centros de referência nacionais e internacionais, aliviando a pressão sobre outras unidades hospitalares da região e da Área Metropolitana de Lisboa.
“Minha Querida Netinha!” é o título da exposição fotográfica de João Carvalho patente na Casa da Cultura de Elvas, até dia 18 de abril.
A mostra inclui 14 fotografias de grande dimensão, que juntam uma octogenária e a sua bisneta em diferentes locais de Elvas, sobretudo monumentos. As protagonistas das imagens são Teresa Moutinho, de 87 anos de idade, e a bisneta Beatriz Carboila Capitão, de 12 anos.
As fotografias são complementada por legendas da autoria de Vanessa Carboila,
O vereador Sérgio Ventura representou a Câmara Municipal de Elvas na inauguração desta exposição de João Carvalho, natural de Portalegre e residente em Elvas há largos anos, onde é enfermeiro no Hospital de Santa Luzia.
O presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, fez um balanço positivo da evolução do Festival Saberes e Sabores do Porco Alentejano, na segunda edição agora em 2026, sublinhando que as mudanças implementadas nesta edição visam melhorar a experiência dos visitantes através de uma melhor organização do espaço. “Verificámos que havia necessidade de separar a zona de restauração da zona de espetáculos, para que se pudesse degustar a refeição tranquilamente e sem ruído”, explicou o autarca, que destacou ainda a introdução de uma zona de mini street food como alternativa dinâmica às refeições tradicionais.
Para João Crespo, após uma “edição zero” de aprendizagem, no ano passado, o cenário está agora consolidado: “Acho que o cenário está bem montado e que este é um projeto que tem pernas para andar, naturalmente”.
A Avenida Gago Coutinho, ponto crítico onde confluem várias estradas nacionais em Montemor-o-Novo, continua a ser uma preocupação para as autoridades locais devido ao trânsito intenso e à segurança rodoviária. Passam diariamente pelo local mais de 11 mil veículos, incluindo cerca de dois mil pesados, alguns transportando matérias perigosas.
A Câmara Municipal vem a propor soluções “há décadas”, mas até agora não houve resposta dos sucessivos governos. Entre as propostas está a construção de uma variante a Montemor-o-Novo, pensada para desviar principalmente o trânsito pesado, mas que também poderia aliviar o trânsito ligeiro que atravessa a cidade.
“Fui o primeiro, quando estive aqui noutros mandatos, a avançar com propostas. A primeira proposta que fizemos e definimos no Plano Diretor Municipal na altura foi construir uma variante a Montemor, variante essa que na altura se aproximava do que era ainda o projeto da autoestrada, que acompanharia esses projetos e que estaria dedicada sobretudo a trânsito pesado, mas que também pode desviar trânsito ligeiro, que é aquele trânsito que se limita a passar por Montemor”, começa por recordar o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá.
Mais tarde, e após a construção da autoestrada, a autarquia voltou a insistir na variante. “Propusemos também que houvesse uma alternativa de utilizar os dois pontos de acesso à autoestrada que temos a oeste e a leste da cidade para, pelo menos, desviar algum do trânsito pesado”, lembra o autarca.
Atualmente, e por mais que diga que irá voltar a insistir no assunto, Carlos Pinto de Sá revela que o atual Governo “não está muito virado” para a construção da variante. Nesse sentido, o autarca diz que se resolveria “boa parte do problema” chegando-se a um acordo para se levar o trânsito de pesados para a autoestrada, “o que significaria também aqui um acordo com a Brisa, uma vez que a Brisa tem a concessão da autoestrada”.
“Entendemos que o município pode e tem de fazer uma intervenção nesta avenida (Avenida Gago Coutinho), dentro daquilo que são as suas possibilidades, dentro daquilo que a Infraestruturas de Portugal permitir, uma vez que esta avenida está sob a responsabilidade da Infraestruturas de Portugal. Mas eu julgo que podemos e devemos, e estamos desde já a trabalhar, a possibilidade de intervir nos passeios, intervir, em algumas zonas de circulação, parte de estacionamento, deixar esta confusão entre estacionamento e passeio, ou seja, criar melhores condições de segurança, que minimizarão os problemas, mas não irão resolvê-los. Portanto, vamos continuar a bater-nos para que haja uma solução definitiva para este problema”, conclui.
O ciclista Tiago Antunes, vencedor da classificação geral da Volta ao Alentejo/Crédito Agrícola 2026, confirmado em Évora confessou que este triunfo era um objetivo perseguido há muito tempo, classificando-o como o momento mais alto do seu percurso profissional: “Tenho muitos bons momentos na minha carreira, mas acho que esta é sem dúvida a minha maior vitória; estou muito feliz e penso que já a merecia”.
Apesar da pressão da fuga na fase final da última etapa, em Reguengos chegaram a ter mais de dois minutos de avanço, o corredor destacou a união e a serenidade da sua formação, a Efapel, como a chave do sucesso, garantindo que a diferença de tempo não abalou a estratégia da equipa: “Tinha confiança no grupo que tinha, sabia que a minha equipa estava sempre comigo e nunca entrámos em pânico; acima de tudo, todos juntos conseguimos ver a vitória”.
No âmbito das comemorações da Semana da Leitura, a Biblioteca Municipal de Elvas, em parceria com a Rede de Bibliotecas de Elvas (RBELV) e as Bibliotecas Escolares dos vários Agrupamentos de Escolas do concelho, bem como do Colégio Luso-Britânico, promoveu duas sessões de incentivo à leitura nos dias 26 e 27 de março.
A iniciativa contou com a presença da autora Raquel Costa, que dinamizou encontros dirigidos a alunos do 3.º ciclo de ensino. No total, participaram 282 alunos, que tiveram a oportunidade de contactar diretamente com a escritora e conhecer melhor o seu percurso e as suas obras.
Estas sessões inserem-se numa estratégia de promoção do livro e da leitura, permitindo aproximar os jovens do universo literário e fomentar hábitos de leitura. A atividade resulta de uma parceria entre a Editora LEYA e a Biblioteca Municipal de Elvas, no âmbito da qual é feita uma seleção de autores adequada aos diferentes ciclos de ensino.
A Seleção Feminina Sub-16 da Associação de Futebol de Braga venceu ontem em Elvas a Liga de Ouro do Torneio Interassociações da Federação Portuguesa de Futebol.
Na final da competição, jogada no Campo Patalino do Estádio Municipal, um golo foi suficiente para a representação bracarense derrotar a congénere da Aveiro.
No jogo para atribuição dos 3° e 4° lugares, realizado também na manhã deste domingo no Estádio Capitão César Correia, em Campo Maior, a Seleção da Associação de Futebol de Lisboa derrotou a Seleção de Portalegre por 5-0.
Chegou assim ao final uma competição que, desde a última sexta-feira 27 juntou no distrito de Portalegre 18 Seleções Femininas Sub-16 de outras tantas regiões de Portugal continental e do arquipélago doa Açores.
A prova distribuiu-se por três patamares – as Ligas de Ouro, Prata e Bronze -, tendo Elvas recebido a maioria dos jogos qua se disputaram ao longo do fim-de-semana. Os encontros repartiram-se pelos três campos do Estádio Municipal: Patalino, Pedro Barrena e António Semedo.
Ao início da tarde, quando terminou a final no Campo Patalino, a cerimónia protocolar de entrega do troféu e medalhas esteve a cargo do presidente da Câmara Municipal de Elvas, Comendador José Rondão Almeida, e do diretor da Federação Portuguesa de Futebol, Comendador Horácio Antunes.
Estiveram também presentes o presidente da Associação de Futebol de Portalegre, Daniel Pina, e o vereador do Desporto na Câmara Municipal de Elvas, Hermenegildo Rodrigues.
Graças a este Torneio Interassociações da FPF em Sub-16 Femininas, Elvas recebeu neste ultimo fim-de-semana de março largas centenas de pessoas, entre futebolistas, equipas técnicas, restante staff e familiares das jovens jogadoras.
O diretor desportivo da Volta ao Alentejo/Crédito Agrícola 2026, Ezequiel Mosquera, fez um balanço extremamente positivo da competição, descrevendo o desenrolar da prova como o “guião sonhado por qualquer organizador”, marcado por uma alternância constante no comando da classificação.
Mosquera destacou que a incerteza foi o ingrediente principal até ao cair do pano, explicando que, apesar de não ter havido mudança de camisola no último dia, “houve emoção até ao último quilómetro, ganhou a fuga e houve alturas onde até se perigava a camisola amarela, porque ia um grupo muito forte na frente”. Para o responsável, a competitividade demonstrada e a luta pelas vitórias de etapa confirmaram o sucesso do modelo adotado, resultando num espetáculo que manteve o interesse vivo até ao final.
A Biblioteca Municipal de Gavião recebeu na terça-feira, 24 de março, uma nova reunião técnica da Rede Intermunicipal de Bibliotecas do Alto Alentejo (RIBAA), com a presença de técnicos da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) e dos Municípios.
A ordem de trabalhos integrou uma análise ao programa das iniciativas da RIBAA para o ano de 2026, mas também um debate acerca do software “Koha”, uma solução de gestão integrada de bibliotecas, open source, que permite gerir os processos administrativos da biblioteca como a comunicação com os seus leitores.
No decorrer da reunião, foi ainda estudada a implementação do projeto PADES – Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Serviços, que visa garantir uma maior articulação entre bibliotecas para a prestação de serviços em rede às populações.
A Associação Desportiva (AD) Ialbax voltou a destacar-se em várias competições realizadas no passado fim de semana, com resultados de relevo alcançados pelos seus atletas em diferentes provas de trail running.
No sábado, dia 28 de março, Daniel Zerpa participou no Backyard Ultra Trail, em Ansião, prova integrada no calendário oficial da modalidade. O atleta completou 12 voltas de aproximadamente 6.706 metros cada, totalizando 80,80 quilómetros em 11 horas e 56 minutos, demonstrando elevada resistência e consistência.
Também no sábado a AD Ialbax esteve representada no Monsaraz Natur Trail, com as participações de Luís Velez, Luís Carranca e Edgar Monho. Em destaque esteve Luís Velez, que alcançou o 3.º lugar da classificação geral no Mini Trail 10K, conquistando igualmente o 1.º lugar no escalão júnior. Edgar Monho competiu no Trail Sprint de 20 quilómetros, enquanto Luís Carranca participou na prova de Trail Longo.
Ontem, domingo, dia 29 de março, no Trail dos Cogumelos, realizado em Alcaria da Serra (Vidigueira), Vanda Rosa Nanques voltou a evidenciar-se ao conquistar o 3.º lugar da classificação geral feminina e o 1.º lugar no escalão V45.
Foi publicado, a 26 de março de 2026, um aviso que visa apoiar ações inovadoras para responder ao desafio demográfico na região do Alentejo, no âmbito do Instrumento Territorial Integrado (ITI) Água e Ecossistemas de Paisagem.
Com uma dotação indicativa de 2,8 milhões de euros, cofinanciados pelo FEDER a uma taxa máxima de 85%, este aviso integra o Programa Regional do Alentejo 2030 e pretende promover soluções inovadoras e integradas que contribuam para atrair, acolher e fixar população na região.
O apoio destina-se à implementação do Plano de Ação aprovado no âmbito do ITI Água e Ecossistemas de Paisagem, privilegiando intervenções nas áreas da cultura, turismo e natureza, enquanto motores de desenvolvimento territorial sustentável.
O concurso enquadra ações que visem a criação de modelos inovadores de combate ao despovoamento, a promoção da reconversão demográfica através da atração, fixação e integração de população, o fomento da inclusão social, do emprego e do acesso a serviços nos territórios e o reforço da participação comunitária e da promoção de modelos de governança local mais inclusivos e inovadores.
Podem candidatar-se Entidades da Administração Central, Autarquias locais e Associações sem fins lucrativos.
As candidaturas decorrem até ao dia 5 de junho de 2026.
Este aviso representa uma oportunidade estratégica para dinamizar o território, reforçar a coesão social e económica e contribuir para inverter tendências de despovoamento, através de soluções inovadoras adaptadas às especificidades do Alentejo.
Carlos Zorrinho, o Presidente da Câmara Municipal de Évora, autarquia que acolheu o final da prova, manifestou grande satisfação com o entusiasmo e a dinâmica da edição deste ano, destacando que a competição é um símbolo de união regional que percorreu 25 municípios em quase 700 quilómetros.
Ao sublinhar a importância estratégica do evento, o autarca afirmou que “esta volta não é apenas a pedalada de Évora, é a pedalada do Alentejo e é isso que nós queremos reforçar ainda mais nas próximas edições”, celebrando ainda o triunfo de um ciclista nacional e o papel da prova como rampa de lançamento para novos talentos: “É uma volta que lança jovens e quem se consegue revelar aqui tem depois carreiras importantes, por isso temos todas as condições para estar satisfeitos e fazer melhor para o ano”.
O Festival Gastronómico “O Borrego e o Queijo de Rio de Moinhos” decorre em 14 restaurantes de Borba, até segunda-feira, 6 de abril, proporcionando “excelentes experiências sensoriais e de sabores” a quem visita o concelho.
Com uma gastronomia e produtos de excelência, o festival pretende dar a conhecer “as artes das cozinhas borbenses, um saber-fazer passado de geração em geração, as novas experiências” que os agentes locais vão criando e os restaurantes de todo o concelho.
O festival, que acontece também durante o fim de semana (de 3 a 5 de abril), na Feira do Queijo, em Rio de Moinhos, contempla um sorteio de prémios atribuídos pela Câmara Municipal de Borba e a Junta de Freguesia de Rio de Moinhos. O sorteio, segundo o Município de Borba, “destina-se a todas as pessoas, maiores de idade, que consumam uma refeição que inclua um prato principal confecionado com queijo e ou borrego”, nos restaurantes aderentes ao Festival Gastronómico. “Uma ótima oportunidade para se deliciar com receitas secretas e produtos de excelência, numa viagem de sabores pelo nosso concelho”, diz ainda a autarquia.
Lista de restaurantes aderentes: A Caseta Adega Carola Arado Broa Dom Vinho Espalha Brasas Espiga (Adega de Borba) Esteva Gêmeos Larga a Velha Lisbeto Luna Parque P&P Tasca 40
O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, fez um balanço entusiasta da primeira edição da Volta ao Alentejo/Crédito Agrícola que terminou ontem em Évora, organizada pela estrutura federal, sublinhando que a aposta na transmissão televisiva e na modernização logística são vitais porque “o ciclismo cada vez está mais globalizado” e exige um garante de qualidade à altura do território.
Ao destacar o potencial da região, o dirigente afirmou que, de todos os eventos da Federação, esta prova é a que apresenta maior potencial de crescimento, explicando que as alterações técnicas propostas pelo diretor desportivo Ezequiel Mosquera foram aceites de imediato: “Quisemos voltar a tornar a prova interessante do ponto de vista internacional para que as equipas estrangeiras tenham o apetite de vir ao Alentejo, criando um produto desportivo mais equilibrado e interessante para todas as equipas”.
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Elvas viveu um sábado inesquecível, a 28 de março, com o nascimento da pequena Carolina pelas mãos dos operacionais Nádia e Fernando, que demonstraram “um profissionalismo exemplar num momento de pura emoção”.
A instituição celebrou a chegada da nova vida e felicitou os seus profissionais, destacando a felicidade da mãe e a prontidão da equipa que transformou uma emergência num dos episódios mais marcantes da história recente da corporação elvense.
Os deputados socialistas eleitos pelos círculos eleitorais do Alentejo dizem-se “incrédulos” com a burocracia criada pelo Governo no âmbito da isenção de portagens para quem reside ou tem empresas nalgumas áreas de influência da A6 e A2.
A Portaria publicada hoje em Diário da República (Portaria n.º 131/2026/1, de 30 de março | DR), que resulta de uma proposta do Partido Socialista incluída no Orçamento do Estado para 2026, relembram os deputados em comunicado, estabelece que “os beneficiários da medida têm de requerer ao fornecedor de serviços eletrónicos de portagem a associação do seu equipamento de bordo ao regime de isenção”.
Esse pedido – que tem de ser feito anualmente – tem de incluir o título de registo de propriedade ou do certificado de matrícula, ou, no caso de veículos em regime de locação financeira ou similar, de documento do locador que identifique o nome e a morada da residência ou da sede do locatário. Só assim o fornecedor de serviços eletrónicos procede à associação do equipamento ao regime de isenção, com efeitos à data do pedido, pelo prazo de um ano.
Para os deputados Pedro do Carmo (Beja), Luís Dias (Évora) e Luís Testa (Portalegre), “nada disto faz sentido, uma vez que o dispositivo eletrónio (Via Verde) já tem associada a informação sobre o proprietário do veículo e a respetiva morada”.
“Esta forma de regulamentar a medida acrescenta uma camada de burocracia que só pode ter como objetivo dificultar a sua aplicação”, sublinham os deputados.
“Para além da demora que todo este processo levou, somos agora confrontados com uma portaria que, nestes termos, e ao entrar em vigor no dia seguinte, naturalmente não terá efeitos previstos e desejáveis”, acrescentam.
Os deputados consideram ainda que a portaria não é clara quanto à forma de os utentes fazerem o pedido. “Vai a Via Verde disponibilizar um requerimento, há alguma minuta-tipo, cada pessoa tem de estabelecer um contacto para saber como se faz?”, questionam.
Esta isenção de portagens abrange pessoas singulares e coletivas com residência ou sede nos territórios do Alentejo que estão na área de influência da A2 – Autoestrada do Sul, entre o nó A2/A6/A13 e Almodôvar, e da A6 – Autoestrada Marateca-Estremoz, entre o nó A2/A6/A13 e Caia.
Para os deputados socialistas, se o diploma aprovado já previa que o regime de isenção é feito através da utilização de dispositivo eletrónico associado à matrícula do veículo, “nada justifica as dificuldades administrativas agora criadas pelo Governo”.
A terceira edição da RONCA – Mostra de Cinema de Elvas chegou ao fim este domingo, 29 de março, no Auditório São Mateus.
O certame, que vinha decorrendo desde o início do mês, encerrou com a projeção do documentário “Gente do Norte ou a História de Vila Rica”, realizado em 1977 por Leonel Brito, cineasta natural de Torre de Moncorvo radicado em Elvas há muitos anos.
O vereador Sérgio Ventura representou a Câmara Municipal de Elvas no encerramento desta edição 2026 da RONCA.
O derradeiro fim-de-semana da Mostra de Cinema de Elvas ficou também marcado por uma conversa sobre o cinema português e a ligação ao território do Alentejo.
A sessão, moderada por João Fernando Vinagre, contou com as participações de Luís Filipe Rocha e Vicente Alves do O, dois dos mais conceituados realizadores portugueses das últimas décadas.
No dia 30 de março, assinala-se o Dia Internacional de Zero Resíduos, uma iniciativa das Nações Unidas que, em 2026, coloca o desperdício alimentar no centro do debate global. Estima-se que, anualmente, cerca de mil milhões de toneladas de alimentos sejam desperdiçadas em todo o mundo — o equivalente a quase um quinto de toda a comida disponível para consumo. José Janela, da Quercus, sublinha que este é um problema com repercussões profundas a nível ambiental, económico e social, exigindo uma mudança urgente de comportamentos para travar o esgotamento de recursos preciosos.
O objetivo desta data é promover a transição para uma economia mais circular e sustentável, onde a redução de resíduos seja a prioridade máxima. Segundo a Quercus, o Dia Internacional de Zero Resíduos serve como um apelo à ação para que governos, empresas e cidadãos adotem soluções que permitam aproveitar melhor os recursos existentes. Pequenos gestos quotidianos na gestão dos alimentos podem contribuir decisivamente para alcançar as metas globais de sustentabilidade, provando que a luta contra o desperdício é uma responsabilidade partilhada que beneficia o planeta e a economia.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:
O conto infantil “Luzinha”, escrito por Claudina Brito e ilustrado por Marta Sequeira, serviu de tema para um passeio literário durante a manhã de ontem, domingo, 29 de março, na freguesia de São Vicente e Ventosa.
“Luzinha” narra a história de uma menina sonhadora, Luz de seu nome, inspirada na personagem real da “neta de coração” da professora e escritora Claudina Brito.
Este passeio literário em São Vicente – que se estendeu ao sitio da Alentisca, contou com os apoios do coletivo Autores de Elvas e da Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo.
A Infraestruturas de Portugal (IP) apresentou, no passado dia 20, os estudos e projetos para a definição do traçado do novo lanço do IC13, que irá ligar Montijo, Coruche, Mora, Ponte de Sor e Alter do Chão, numa extensão de aproximadamente cem quilómetros.
O anúncio da realização destes estudos surge integrada na apresentação de quatro novos projetos rodoviários estratégicos, com o objetivo de reforçar a acessibilidade, promover o desenvolvimento regional e garantir melhores condições de segurança e eficiência a nível nacional, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das populações.
Presente na sessão de apresentação esteve a presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, que assegura que estas são “boas notícias” para o Alto Alentejo e para o país.
“Trata-se da conclusão do IC13, uma obra que não foi concluída há muitos anos atrás e que, neste caso, é fundamental para a nossa região, ainda para mais com a construção do novo aeroporto, que permitirá a ligação de Alter do Chão, melhor dizendo, de Portalegre ao Montijo, mas aquilo que falta fazer é Alter do Chão-Montijo”, explica a autarca.
O lançamento deste estudo, diz ainda Fermelinda Carvalho, “é o primeiro passo” de se poder concretizar “esta grande ambição do Alto Alentejo”.
Este itinerário entre Montijo e Alter do Chão assumirá um papel estratégico enquanto principal ligação entre o Novo Aeroporto de Lisboa e o interior do país, potencializando a coesão territorial e promovendo o desenvolvimento económico.
A segunda edição do Festival “Saberes & Sabores do Porco Alentejano” terminou ontem, dia 29 de março, em Arronches, após três dias dedicados à gastronomia e tradição regional.
Nesta sua segunda edição, o evento voltou a afirmar-se como uma montra da cultura alentejana, reunindo produtores, chefs e visitantes em torno do porco alentejano, um dos principais símbolos da economia local. Durante o festival não faltaram as degustações, showcookings, recriações de práticas tradicionais, conferências dedicadas ao setor e muita animação musical.
Com boa adesão do público, o festival reforça o papel de Arronches como referência na promoção do porco alentejano e da identidade gastronómica do Alto Alentejo.
O Centro Cultural de Campo Maior foi palco, na tarde deste domingo, 29 de março, da peça de teatro “A Menina do Mar”, uma produção do grupo de teatro “EntrePalcos”, dos Projetos de Formação do Município , liderado por Ana Diabinho.
O muito público que esteve no auditório assistiu à história, baseada no livro infantil homónimo de Sophia de Mello Breyner Andresen, de duas meninas que, apesar de pertencerem a mundos diferentes, aprendem a importância da amizade, da descoberta e da saudade.
Foi com esta sessão que terminou, em Campo Maior, o “Mês do Teatro”, iniciativa promovida pela Câmara Municipal.
O XXVIII improvisar’ARTE, Festival Internacional de Teatro Escolar de Elvas, organizado pela Arkus e pela Escola Secundária D. Sancho II voltou, de acordo com a associação juvenil, “a afirmar-se como um espaço de encontro, partilha e celebração das artes cénicas, ao longo de uma semana repleta de emoções, criatividade e envolvimento da comunidade”.
A abertura do festival, no dia 23 de março, deu o mote para esta viagem teatral, com a apresentação de “Uma Família NADA Tradicional!”, pelo grupo ARKUS/ESDSII, seguindo-se propostas diversificadas como “La Gran Felicidad”, do IES Tamujal, e “Um Dia na Esquadra da Polícia”, pela Universidade Sénior de Sousel.
Ao longo da semana, o programa destacou-se pela “sua riqueza e diversidade”. Desde abordagens mais clássicas, como “Lusitânia”, inspirada em Camões, a musicais como “Mamma Mia”, passando por criações originais e peças dedicadas ao público mais jovem, como “O Chá da Empatia”, o festival proporcionou “momentos de aprendizagem, reflexão e entretenimento”.
Companhias de diferentes origens juntaram-se a este encontro, trazendo ao palco novas perspetivas e experiências, como foi o caso do grupo El 5° Pino e, já no último dia, do Molamanta-Teatro e da Escola Secundária D. Pedro V, de Lisboa. Cada apresentação “contribuiu para reforçar o caráter internacional e inclusivo do improvisar’ARTE”.
O dia 27 de março, último dia do festival, coincidiu simbolicamente com o Dia Mundial do Teatro, “reforçando a importância desta arte como forma de expressão, comunicação e transformação social”. Foi neste contexto que o festival encerrou, no Cine São Mateus, com a peça “Um Jantar de Sonhos!”, numa celebração “que reuniu em si o espírito de toda a semana”.
Com 28 anos de existência, o festival continua “a crescer e a afirmar-se como uma referência no panorama do teatro escolar, mantendo viva a ligação entre a escola, a comunidade e a cultura”.
O improvisar’ARTE despede-se assim de mais uma edição, “com a certeza de que o teatro continua vivo em Elvas”.
“Deixamos um agradecimento muito especial a todas as companhias de teatro que aceitaram o nosso convite e trouxeram o seu talento até Elvas. Aos membros dos grupos de teatro, incansáveis ao longo de toda a semana, o nosso agradecimento por todo o apoio na logística, na organização e em cada detalhe que fez a diferença. E, claro, aos nossos patrocinadores, cujo contributo é fundamental para que este projeto continue a crescer e a chegar cada vez mais longe”, refere a Arkus.
Foi com a peça “A Menina do Mar”, levada a cena pela EntrePalcos, que a programação do Mês do Teatro, em Campo Maior, chegou, na tarde deste domingo, 29 de março, ao fim.
Dizendo que este foi um mês “muito agradável”, com espetáculos de qualidade, para todas as faixas etárias, o presidente da Câmara, Luís Rosinha, assegura que esta é uma aposta para continuar, até porque, nenhuma comunidade pode deixar de ver ser “explorada” a componente cultural. “É isso que nós temos continuado a fazer, continuamos nessa missão, num mês muito agradável, com excelentes peças, desde a criança ao adulto, portanto para todas as idades e, por isso mesmo, também continuaremos com certeza sempre a ter aqui um mês de março muito direcionado ao teatro e à poesia também”, assegura o autarca.
Ao todo, a edição deste ano do Mês do Teatro em Campo Maior, promovida pela Câmara Municipal, contou com oito espetáculos, dois com caras bem conhecidas do grande público, outros dois produzidos pela “prata da casa”, através do Centro de Talentos Alice Nabeiro e a EntrePalcos, e os restantes destinados à comunidade escolar do concelho.
A Câmara Municipal de Elvas assinou, na semana passada, um contrato de planeamento com vista à elaboração do Plano de Intervenção em Espaço Rústico (PIER) da Herdade de Alcobaça, numa iniciativa que pretende reforçar o desenvolvimento sustentável da atividade agroindustrial no concelho.
O vice-presidente da Câmara, Nuno Mocinha, que avança que a herdade está a preparar novos investimentos, explica que este tipo de plano surge “quando existe uma intervenção em espaço rural e que dessa intervenção resulte uma reconfiguração urbanística ou que se preveja que ela tenha que ficar preparada para acolher determinado tipo de investimento – normalmente é um investimento agroindustrial, um investimento agrícola puro ou não, ou que precisa de ter algum elemento para transformação, ou que precisa de ter alguns elementos urbanísticos para completar a atividade que tem”.
Com a iniciativa, o município pretende consolidar um modelo de desenvolvimento rural mais organizado, competitivo e ajustado às necessidades do território.
“Neste caso em concreto, sabemos que a Herdade de Alcobaça tem sido recetora de muito investimento ligado à agricultura e também à agroindústria, mas ali pretende-se desenvolver outros projetos e ampliar alguns daqueles que se têm; e para haver esse investimento, tem o território, digamos assim, a propriedade, de permitir que esses investimentos aconteçam”. Tratando-se de um espaço rural, “em vez de ser um plano de pormenor, como normalmente se faz no espaço urbano, faz-se num espaço rural; é um Plano de Intervenção no Espaço Rústico”, remata o autarca.
No passado sábado, 28 de março, viveu-se na Praça da República o terceiro de 12 dias da edição inaugural da Feira da Páscoa em Elvas.
A animação musical do Centro Histórico esteve desta vez a cargo da charanga Marchinha Botequim, enquanto a Escola de Dança “Os Dançarilhos” levou ao espaço do certame um mini-sarau das suas classes e atividades.
Já antes, pela manhã, o ginásio local O CUBO juntou-se às atividades da Feira da Páscoa de Elvas com a realização da denominada Caminhada dos Ovos.