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Variante a Montemor-o-Novo volta a estar em cima da mesa para redução de tráfego pesado na cidade

A Avenida Gago Coutinho, ponto crítico onde confluem várias estradas nacionais em Montemor-o-Novo, continua a ser uma preocupação para as autoridades locais devido ao trânsito intenso e à segurança rodoviária. Passam diariamente pelo local mais de 11 mil veículos, incluindo cerca de dois mil pesados, alguns transportando matérias perigosas.

A Câmara Municipal vem a propor soluções “há décadas”, mas até agora não houve resposta dos sucessivos governos. Entre as propostas está a construção de uma variante a Montemor-o-Novo, pensada para desviar principalmente o trânsito pesado, mas que também poderia aliviar o trânsito ligeiro que atravessa a cidade.

“Fui o primeiro, quando estive aqui noutros mandatos, a avançar com propostas. A primeira proposta que fizemos e definimos no Plano Diretor Municipal na altura foi construir uma variante a Montemor, variante essa que na altura se aproximava do que era ainda o projeto da autoestrada, que acompanharia esses projetos e que estaria dedicada sobretudo a trânsito pesado, mas que também pode desviar trânsito ligeiro, que é aquele trânsito que se limita a passar por Montemor”, começa por recordar o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá.

Mais tarde, e após a construção da autoestrada, a autarquia voltou a insistir na variante. “Propusemos também que houvesse uma alternativa de utilizar os dois pontos de acesso à autoestrada que temos a oeste e a leste da cidade para, pelo menos, desviar algum do trânsito pesado”, lembra o autarca.

Atualmente, e por mais que diga que irá voltar a insistir no assunto, Carlos Pinto de Sá revela que o atual Governo “não está muito virado” para a construção da variante. Nesse sentido, o autarca diz que se resolveria “boa parte do problema” chegando-se a um acordo para se levar o trânsito de pesados para a autoestrada, “o que significaria também aqui um acordo com a Brisa, uma vez que a Brisa tem a concessão da autoestrada”.

“Entendemos que o município pode e tem de fazer uma intervenção nesta avenida (Avenida Gago Coutinho), dentro daquilo que são as suas possibilidades, dentro daquilo que a Infraestruturas de Portugal permitir, uma vez que esta avenida está sob a responsabilidade da Infraestruturas de Portugal. Mas eu julgo que podemos e devemos, e estamos desde já a trabalhar, a possibilidade de intervir nos passeios, intervir, em algumas zonas de circulação, parte de estacionamento, deixar esta confusão entre estacionamento e passeio, ou seja, criar melhores condições de segurança, que minimizarão os problemas, mas não irão resolvê-los. Portanto, vamos continuar a bater-nos para que haja uma solução definitiva para este problema”, conclui.

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