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Idosos da Santa Casa de Campo Maior produzem flores de papel em momentos terapêuticos e de recordações

Os utentes das valências de lar e de centro de dia da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior já começam a deitar mãos à obra e, por estes dias, vão produzindo flores de papel para a edição deste ano das Festas do Povo.

A verdade é que, mais do que participar e contribuir ativamente para o sucesso daquele que é o maior evento do concelho, a instituição procura, acima de tudo, proporcionar momentos lúdicos, terapêuticos e de muitas recordações aos idosos.

“O propósito de nós nos mantermos ligados a essa arte, digamos assim, com tantos anos de história, no fundo tem uma função lúdica, mas tem sobretudo uma função importantíssima terapêutica, ou seja, há aqui uma série de intervenções terapêuticas que se cruzam e que, no fundo, mexem com essa atividade de fazer flores”, explica Rosália Guerra, uma das responsáveis da Misericórdia campomaiorense.

A título de exemplo, Rosália Guerra diz que, no decorrer do processo de produção das flores, “há uma série de reminiscências sobre as vivências, sobre o que é que cada pessoa fazia nas Festas do Povo”. Entre os utentes da instituição, há pessoas que foram cabeças de rua e outras que abriram as suas garagens para a colocação das flores. “Temos histórias sobre reuniões familiares, sobre serões entre vizinhos. E é tão interessante que essas memórias surjam com um novo contacto das mãos com o papel”, acrescenta.

Voltar a trabalhar o papel, diz ainda a responsável, “faz recordar quase como se a memória não tivesse sofrido alterações. São histórias, momentos, vivências extremamente interessantes e isso deixa-nos imensamente felizes”, remata.

De recordar que, desta vez, a Santa Casa da Misericórdia uniu-se ao Lar e Centro de Dia de Degolados para, nas Festas do Povo, e através de um projeto comunitário, as duas instituições contribuírem com a enramação de alguns troços de uma rua da vila (ver aqui).

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