
O aumento da digitalização financeira trouxe consigo esquemas de fraude cada vez mais sofisticados, com especial incidência em promessas de crédito fácil e investimentos em criptoativos.
Padrões comuns identificados pela DECO revelam que estas burlas frequentemente solicitam pagamentos antecipados de taxas ou prometem retornos elevados e sem risco através de plataformas falsas, muitas vezes promovidas por influenciadores digitais sem qualquer qualificação ou autorização legal.
A vulnerabilidade económica de quem procura liquidez rápida e a complexidade de novos produtos financeiros tornam os cidadãos alvos mais fáceis para estas redes que operam através de websites falsos e contactos personalizados em redes sociais.
Para garantir a segurança do património, é fundamental adotar uma postura defensiva e verificar sempre se as entidades estão autorizadas junto do Banco de Portugal ou da CMVM. Regras de ouro como desconfiar de ganhos garantidos — uma vez que no mundo financeiro o risco e o retorno caminham juntos — e evitar ofertas “exclusivas” ou urgentes via redes sociais são passos essenciais para a proteção individual.
Perante qualquer oferta suspeita, a denúncia às autoridades competentes é o mecanismo recomendado, reforçando que a tomada de decisões conscientes e informadas constitui a melhor defesa contra a evolução das fraudes no mercado digital.
Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:














