Skip to content

Com novo projeto, APPACDM de Elvas quer ajudar pessoas com deficiência intelectual e famílias a “Viver+”

A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Elvas prepara-se para dar o pontapé de saída no projeto “Viver+: Lazer Inclusivo e Apoio às Famílias”, criado para fazer face a uma lacuna que a instituição identificou na comunidade: a de falta de respostas pós-escolares ou pós-laborais para pessoas com deficiência intelectual.

Este projeto, que resulta de uma candidatura ao Prémio BPI Fundação “La Caixa” Capacitar 2025, explica a coordenadora e psicóloga Samanta Massano (na imagem à esquerda), “pretende dar resposta a crianças, jovens e adultos, entre os 12 e os 45 anos”, com este tipo de deficiência.  

Tendo em conta as necessidades identificadas, a equipa que lidera o projeto propõe-se a proporcionar “momentos de lazer e treino de competências” aos beneficiários. “Vamos trabalhar aqui também um bocadinho a inclusão social, fazendo algumas atividades na comunidade e, acima de tudo, vamos proporcionar também algum descanso a estas famílias enquanto cuidadoras”, avança a responsável.

Destinado apenas, para já, neste primeiro ano experimental, a residentes no concelho de Elvas e freguesias limítrofes, o projeto contempla atividades de terça-feira a sábado: de terça a sexta-feira, entre as 17h e as 19h30 e ao sábado das 9h às 13h.

Neste momento, a equipa procura identificar os possíveis beneficiários do projeto, para depois abrir inscrições: “estamos a tentar chegar ao máximo a esta população para conseguirmos perceber quais é que serão os potenciais beneficiários do projeto, para tentarmos abrir as inscrições e arrancarmos ainda neste mês de março com os ateliês temáticos”. O projeto contempla ainda sessões de esclarecimento e de informação, destinadas às famílias, sendo que o objetivo é que, com os beneficiários, sejam desenvolvidas atividades com um caráter “mais social”, com algumas a poderem realizar-se mesmo fora das instalações da APPACDM.

Da equipa do projeto, a par da psicóloga, fazem parte uma técnica de Desporto, uma monitora, uma técnica de Ciências Sociais e Educação e uma auxiliar de ação direta. “Estaremos sempre a pensar em atividades diferentes e lúdicas, numa perspetiva mais social, para trabalharmos aqui outras questões que às vezes as famílias não têm essa possibilidade ou que não têm essa disponibilidade”, explica ainda Samanta Massano.

Sendo este um projeto financiado, as famílias abrangidas pelo mesmo ficam isentas de qualquer pagamento. Terão apenas de assegurar o transporte.  

A entrevista completa a Samanta Massano sobre o projeto “Viver+: Lazer Inclusivo e Apoio às Famílias” da APPACDM de Elvas para ouvir no podcast abaixo:

Compartilhe este artigo: