
O Núcleo Regional de Portalegre da Quercus, em comunicado enviado à redação da Rádio ELVAS, revela que, mesmo sem ter tido acesso aos dados preliminares da peritagem ordenada pela Câmara Municipal de Portalegre para apurar as causas da enxurrada na cidade, proveniente da serra de São Mamede, no passado dia 5, avança que a capital de distrito “sofreu um fluxo de detritos”.
Expressando a sua solidariedade para com todas as vítimas das tempestades, a Quercus diz que os fatores desencadeantes mais evidentes para o sucedido foram “o declive existente na zona de que isso resultou e a chuva intensa”. Por outro lado, os ambientalistas dizem que há outros fatores que podem ter contribuído para a ocorrência de fluxo de detritos: ação humana, destruição da cobertura vegetal e remoção de terrenos (estradas, construção, agricultura).
A Quercus defende agora que, “para a zona afetada, poderão ser indicadas algumas medidas de estabilização, como uma cobertura vegetal, muros de suporte e canais de drenagem”.
Os ambientalistas lembram ainda que “a versão preliminar do Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Portalegre, que esteve em discussão pública em 2024, indicava que os principais impactos negativos”: “condicionamentos de tráfego e encerramento de vias, danos em edifícios e infraestruturas, abatimento e rotura de pavimentos, deslizamento de terras, acidentes de viação, degradação de sistemas de escoamento, interrupção ou redução do fornecimento de água e/ou redução da sua qualidade, inundações em estabelecimentos, habitações e estradas e resgate e realojamento de pessoas”.
“Alguns desses impactos verificaram-se no passado dia 5 de fevereiro”, alerta a Quercus, que apela ainda para que se aprove o Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Portalegre, “dando cumprimento à Lei do Clima”.














