
Foi a descrever a Batalha das Linhas de Elvas como “um dos momentos mais decisivos da história de Portugal” que o vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, iniciou, esta quarta-feira, 14 de janeiro, o seu discurso nas comemorações do feriado municipal, na Praça da República.
Em representação do presidente Rondão Almeida, que não esteve presente por se encontrar a recuperar de um problema de saúde, Mocinha lembrou que este é, acima de tudo, um dia de “memória e de compromisso”, não sendo, por outro lado, “apenas mais uma cerimónia no calendário”. “Foi aqui, nestes campos que nos rodeiam, que homens simples, mas movidos por uma coragem extraordinária, defenderam a liberdade, a independência e o futuro de um país inteiro”, dizia a todos que se encontravam na Praça da República a assistir à cerimónia.
Ao longo do discurso, o autarca procurou, não só recordar o passado, mas dar conta daquilo que é o compromisso da Câmara Municipal de Elvas para com o futuro. “As batalhas de hoje são diferentes. Não se travam com armas, mas com decisões. Não se vencem com canhões, mas com visão, trabalho e união. São batalhas pela dignidade, pela justiça social, pelo direito a viver melhor na nossa terra”, garantia.
Nesse sentido, Mocinha destacou a grande prioridade do Município de Elvas, para este mandato: a habitação. “A habitação é hoje uma das maiores angústias das famílias, dos jovens, dos idosos, de quem trabalha e quer viver com dignidade em Elvas. E por isso assumimos um compromisso claro e inequívoco. Ninguém deve ser afastado da sua terra por não conseguir ter uma casa. Estamos a realizar um investimento superior a 30 milhões de euros em habitação, o maior de sempre no nosso concelho: habitação no centro histórico, reabilitação de edifícios devolutos, novos fogos com renda acessível, novos loteamentos nas freguesias rurais”.
O vice-presidente da Câmara de Elvas garantiu ainda que “este não é apenas um investimento em betão e paredes”, mas sim “em pessoas, em famílias e no futuro”. “Queremos que os nossos jovens aqui fiquem, que regressem os que um dia foram tentar a sua sorte noutros lugares, que aqui construam a sua vida. Queremos que os nossos idosos vivam em conforto e segurança. Queremos uma cidade viva, habitada e humana”, rematou.
O discurso completo para ouvir no podcast abaixo:














