
O orçamento da Câmara Municipal de Monforte em 2026 é de 10,9 milhões de euros, valor inferior em 1,9 milhões, relativamente ao do ano passado.
Das grandes opções do plano, de acordo com presidente da Câmara, Miguel Rasquinho, fazem parte, desde logo, a renovação de toda a rede de águas e esgotos da freguesia de Santo Aleixo. “Temos perdas superiores a 50% e ruturas diárias naquela freguesia. É uma obra que aquela população já reivindicava há muito tempo, que fazia parte também, obviamente, do nosso programa eleitoral, mas que já vinha do anterior executivo”, explica o autarca, que assegura que esta é uma intervenção que irá levar uma “fatia grande” deste orçamento de 2026.
Por outro lado, a autarquia tenciona iniciar, ainda neste início de ano, a obra de implementação de um novo coletor de águas pluviais em Vaiamonte, para “resolver um problema de inundações que acontece, frequentemente, cada vez que chove muito”.
Uma das principais apostas do novo executivo liderado por Miguel Rasquinho vai para “um grande plano de regeneração e recuperação urbana” do concelho, que já está a ser preparado. “Há algumas obras a realizar em todas as freguesias para renovarmos aquilo que é a malha urbana de todo o concelho”, diz o autarca, que lembra que a Praça da República, em Monforte, por exemplo, não é alvo de qualquer intervenção há já “50 ou 60 anos”. As recuperações dos centros culturais de Vaiamonte e Assumar fazem também parte da lista de obras que a autarquia pretende iniciar em 2026, assim como a reabilitação e ampliação do Jardim de Infância de Assumar, com a criação de um refeitório.
A construção do Centro Interpretativo dos Bonecos de Santo Aleixo, de um museu de arte sacra e de um museu relacionado com a memória municipal, para além da requalificação do parque de máquinas e aquisição de algum equipamento são outras das prioridades do Município de Monforte para este mandato.
Relativamente a impostos municipais, a autarquia decide, e pela “primeira vez”, segundo Miguel Rasquinho, devolver 0,5% do IRS aos munícipes. “Sabemos que é pouco, não é nada por aí além, mas é uma mensagem deste executivo, de dizer aos munícipes que nos preocupamos com aqueles que pagam impostos, com aqueles que normalmente estão mais sobrecarregados com impostos e, portanto, se a Câmara pode dar aqui um maior apoio aos seus munícipes, é isso que vamos fazer durante o ano de 2026”, assegura.
No que toca ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), a decisão foi de baixar a taxa cobrada de 0,35 para 0,34%. “É uma descida pequena, e eu acho que se a Câmara Municipal dispõe destas ferramentas para ajudar os munícipes, deve fazê-lo, mas tem de o fazer de forma ponderada, pensada e responsável, acima de tudo”, remata o autarca.















